Política

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Em agenda com Janja e Guajajara, Simonet Tebet prioriza indigenas e quilombolas em MS

Ministra destacou importância de levar água potável às comunidades quilombolas e aldeias indígenas do Estado

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Durante agenda em Campo Grande nesta quarta-feira (8), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, destacou a prioridade do governo federal em garantir acesso à água potável, preservação ambiental povos indígenas e comunidades quilombolas em Mato Grosso do Sul.

A ministra participou do evento ao lado da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, e da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, em ações voltadas à sustentabilidade visando à COP30, marcada para novembro, em Belém. 

Tebet afirmou que o investimento em comunidades tradicionais é essencial para a sustentabilidade da região Centro-Oeste e para o fortalecimento do Pantanal. “É fundamental para garantir água no Centro-Oeste, que é o celeiro do Brasil. É fundamental porque abarca a terceira maior população indígena do país", destacou.

A ministra ressaltou ainda a vulnerabilidade ambiental do Estado, reforçando que políticas públicas voltadas ao Pantanal e às populações tradicionais precisam ir além de repasses financeiros. “É um bioma frágil, um bioma que não pode ser discriminado, um bioma que precisa não só de investimentos, porque nós não estamos falando só de recursos, mas de um olhar com atenção”, afirmou.

Durante o encontro, Tebet lembrou que o Ministério do Planejamento tem recebido diversas lideranças quilombolas, incluindo representantes de comunidades históricas como a Tia Eva, em Campo Grande. “Eu recebi vários quilombos lá no meu ministério, vários quilombos. Nós queremos a titulação definitiva dos quilombos onde nós já estamos morando, que é uma sensação de pertencimento. É isso que nós vamos levar, obviamente, como proposta, não só para o Governo Federal no orçamento, mas também para a COP-30”, completou.

Simone Tebet também detalhou ações recentes que garantem investimentos diretos em saneamento e abastecimento de água potável para comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul. “Nós aprovamos no Fundo para a Convergência Estrutural Mercosul, mais de 90 milhões de reais para os povos indígenas para levar água potável nas aldeias. E a maior parte desse recurso vem para o Mato Grosso do Sul, porque ele só pode ser destinado a estados fronteiriços”, explicou.

Os investimentos beneficiarão especialmente comunidades nas regiões de Ponta Porã, Corumbá, Dourados e Campo Grande, conforme detalhou a ministra. “Na região de Ponta Porã, na região de Corumbá, na região de Dourados — quando estou falando da Grande Dourados — e mesmo na região de Campo Grande, pegando a população Terena, eles vão, a partir do ano que vem, receber esse recurso. Ele já foi aprovado e será ratificado dia 2 de dezembro, em Brasília”, afirmou.

Além disso, a ministra confirmou que há outro projeto em andamento com a Itaipu Binacional, com contrapartida de R$ 15 milhões do Governo do Estado e R$ 45 milhões da hidrelétrica, totalizando R$ 60 milhões em novos investimentos. “Estamos apertando Itaipu pra ver se sai até janeiro do ano que vem, que é pra água também potável nas aldeias, aí é só de Mato Grosso do Sul”, disse.

O convênio firmado entre o governo estadual e Itaipu foi publicado em janeiro no Diário Oficial do Estado, formalizando a transferência de R$ 15 milhões para ampliar o acesso à água potável em comunidades indígenas sul-mato-grossenses.

Ainda no início do ano, uma licitação previu a contratação de empresas especializadas para perfuração de poços e construção de casas em aldeias dos municípios de Amambai e Limão Verde, com investimentos que somam R$ 613,8 mil, sendo R$ 378 mil destinados à aldeia Amambai e R$ 235 mil à aldeia Limão Verde.

Em maio de 2024, a Sanesul firmou novo convênio com Itaipu com o objetivo de levar água potável a 35 mil indígenas de oito aldeias localizadas em seis municípios: Amambai e Limão Verde (Amambai); Tey Kuê (Caarapó); Taquara (Juti); Porto Lindo (Japorã); Pirajuí (Paranhos); e Sassoró e Jaguapiré (Tacuru).

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Detalhamento

Governo federal detalha medidas para MEIs e PEC da Tarifa Zero

Segundo a nota, a lei deve beneficiar mais de 3,6 milhões de CNPJs e perdoar um montante de R$ 18,7 bilhões em dívidas ativas

21/10/2026 15h15

Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva Reprodução/PR/RicardoStuckert

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Em nota divulgada nesta quarta-feira, 21, o governo federal detalhou as medidas para os microempreendedores individuais (MEIs) sancionadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de confirmar os valores da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe tarifa zero no transporte público em fins de semana e feriados, enviada ao Congresso Nacional no mesmo evento.

O Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 186/2026 prevê, dentre várias medidas, o perdão automático de dívidas dos microempreendedores com a União, em vigor no dia 1º de janeiro de 2027.

Segundo a nota, a lei deve beneficiar mais de 3,6 milhões de CNPJs e perdoar um montante de R$ 18,7 bilhões em dívidas ativas. O valor médio dos débitos é de R$ 3,4 mil.

Para manter o benefício, o MEI deverá pagar regularmente o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) durante os seis meses seguintes à entrada em vigor da lei.

Outra medida contida na lei é o aumento do faturamento anual do MEI, atualmente em R$ 81 mil, para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, além da possibilidade de contratação de dois funcionários ao invés de apenas um. A medida também beneficiará empresas do Simples Nacional que poderão voltar a se enquadrar como MEI.

Pequenos negócios também terão mais oportunidade de contratação pelo poder público, pela PLP 186/2026. O valor das licitações exclusivas para micro e pequenas empresas sobe de R$ 80 mil para cerca de R$ 131 mil.

O texto também prevê preferência nas licitações para MEIs em contratos de até R$ 25 mil. No Contrata+Brasil, o limite por serviço passa de R$ 13.098,41 para R$ 25 mil, um aumento de aproximadamente 91%. A plataforma aproxima os microempreendedores individuais dos órgãos públicos que precisam contratar serviços.

PEC da tarifa zero

A PEC da tarifa zero, por sua vez, mobilizará no mínimo 26,8% do montante global anual das emendas parlamentares impositivas, individuais e de bancada, para o custeio da gratuidade do transporte coletivo aos fins de semana e feriados. A proposta preserva os recursos destinados a ações e serviços públicos de saúde e prevê que os valores sejam transferidos obrigatoriamente aos entes federados responsáveis pelos serviços.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 prevê R$ 44,8 bilhões em emendas parlamentares de execução obrigatória. Pela regra proposta, cerca de R$ 12 bilhões seriam destinados ao custeio da gratuidade do transporte público coletivo.

'Caravana Muda Brasil'

Em ato de campanha pró-Flávio, Tereza Cristina diz que nordeste 'precisa ser priorizado'

Senadora sul-mato-grossense esteve presente em agenda do candidato à presidência nesta quarta-feira, no Recife

21/10/2026 14h30

Foto: Matheus Ribeiro / Folha de Pernambuco

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Em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, a vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP-MS), participou da Caravana Muda Brasil pelo Recife, nesta quarta (21) e destacou que o presidenciável deve priorizar o nordeste se quer vencer a eleição no domingo (25). 

Ex-ministra da agricultura no governo de Jair Bolsonaro e virtualmente um dos nomes favoritos à presidir o Senado em 2027, Tereza Cristina defendeu a redução da burocracia e a melhoria do ambiente de negócios para estimular investimentos e a produção e propôs a revisão da reforma tributária após as eleições. “O Nordeste tá pronto para crescer, só precisa ser priorizado”, afirmou.

A senadora defendeu a melhora na qualidade do gasto público e estabelecer regras que favoreçam quem empreende. Tereza ainda destacou o potencial das reservas de minerais críticos e da fruticultura nordestina, com oportunidades de expansão para a produção regional.

Na mesma linha, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Pernambuco, o deputado federal Mendonça Filho (PL) pediu mobilização nos dias que antecedem o segundo turno. “Ou a gente toma conta do Brasil, ou (serão) mais quatro anos do PT. Mas eu acredito que não tem mais volta: domingo, vamos eleger Flávio presidente”,, informou à Folha de Pernambuco. 

Em entrevista ao jornal, destacou que ainda há espaço para ampliar a votação do candidato, mesmo com a proximidade do segundo turno. Segundo ela, a mobilização deve se concentrar nos eleitores indecisos e na conquista de novos apoios, especialmente no Nordeste, região onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem maior força eleitoral.

Pretenção 

Há poucs dias, Tereza Cristina se colocou como um dos principais nomes para presidir o Senado em 2027.

"Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado. Eu gostaria de deixar um legado, principalmente para as mulheres", destacou em entrevista à GloboNews.

A senadora dedisse que já conversou sobre o assunto com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) e ponderou que a definição depende das articulações políticas para a próxima legislatura e que ainda é cedo para definir os rumos da disputa.

"Eu acho que está muito cedo ainda. Eu já coloquei a minha pretensão de ser, gostaria de ser, mas a gente vai sentar à mesa", disse.

Questionada sobre a possibilidade de concorrer contra o atual presidente do Senado, ela disse que essa hipótese ainda não foi discutida diretamente entre os dois.

"Eu sempre disse a ele que eu gostaria de ser a sua sucessora. A sua sucessora pode ser agora ou pode ser depois", declarou.

Tereza disse ainda que, sendo uma senadora de centro-direita, estaria muito mais alinhado com Rogério Marinho (PL-RN), que também tem pretensões de ser presidente da Casa.

A senadora avaliou que a eleição para a presidência do Senado também dependerá do cenário político após a escolha do próximo presidente da República, que será definido no dia 25 de outubro, no segundo turno das eleições entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro.

Ela defendeu conversas com os parlamentares que assumirão os mandatos em 2027 e com os atuais integrantes da Casa antes de uma definição. A votação está prevista para fevereiro do próximo ano. 

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