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Federado com o PT, PV pode abrigar Marquinhos Trad e Geraldo Resende

Planos para Resende se reeleger e Trad voltar à Assembleia ficam mais palpáveis no Partido Verde, federado com o PT

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A criação de grandes federações e a migração de políticos para partidos com alto poder financeiro devem reduzir o poder de fogo dos partidos pequenos nas eleições proporcionais. Em meio a estas mudanças, políticos conhecidos já fazem seus movimentos partidários para chegarem competitivos nas próximas eleições.

Em Mato Grosso do Sul, há o caso particular do Partido Verde (PV) que integra a Federação Brasil da Esperança com o PT e o PC do B.

No Estado, os verdes, que sempre integraram o time dos “nanicos”, deve ganhar força nas próximas eleições, e têm tudo para serem abrigo de políticos que se alinharão ao PT nas próximas eleições, mesmo sendo de centro.

É o caso por exemplo do vereador e ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, que atualmente está no PDT. Ele é um dos políticos que têm mantido conversas com o espectro mais à esquerda, para ser absorvido pelo PV.

Há também o caso do deputado federal Geraldo Resende, atualmente no PSDB. Em um ritmo cujo lema é “o último que sair apague a luz”, o deputado tucano tem tudo para voltar às suas origens de centro-esquerda – foi forjado no PPS, que herdou o espólio do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Resende também já manteve conversas com o núcleo de centro-esquerda e poderia se abrigar no PV visando as eleições.

Para abrigar estes – e outros nomes – de políticos de centro na aliança de centro-esquerda, a articulação necessariamente passará em Mato Grosso do Sul pelo presidente estadual do PT, o deputado federal Vander Loubet.

Para políticos como Geraldo Resende e Marquinhos Trad, trata-se de uma forma de trazer competitividade para suas candidaturas.

Os partidos em que eles estão tendem a ficar desidratados na próxima eleição, e, embora sejam nomes conhecidos, com bases consolidadas, poderiam ficar pelo meio do caminho por não haver mais candidatos com a mesma competitividade que eles para ajudar a atingir os coeficientes eleitorais, que tendem a ser maiores em 2026.

Se for para o PV, os votos de Marquinhos, por exemplo, entram na federação, e ele passa a disputar vagas – mas também ajudar a federação a ocupar mais espaço na Assembleia Legislativa – com candidatos petistas, como Pedro Kemp, Tiago Botelho, Gleice Jane, Zeca do PT, entre outros.

O mesmo se aplica a Geraldo Resende. Na federação com o PV e PC do B o nome dele ajuda o grupo a disputar votos, e espaço na Câmara dos Deputados com outros partidos.

No grupo estão Camila Jara, que deve disputar a reeleição, e candidatos do PT que brigam para herdar os votos de Vander Loubet, que pretende se candidatar ao Senado, além do empresário da fronteira, Carlos Bernardo.

Marquinhos Trad, diferentemente de Geraldo Resende, não terá o benefício da janela partidária, que será aberta em março do ano que vem. Mas a expectativa em torno do vereador e ex-prefeito, é de que mesmo com este obstáculo, ele deixe o partido para ter uma candidatura mais competitiva.

O PT tenta construir uma chapa mais diversificada para as próximas eleições, para dar capilaridade ao projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é de que o ex-deputado federal, Fábio Trad, mais novo quadro do partido, seja adversário do atual governador Eduardo Riedel, na disputa pelo governo do Estado.

Ainda não há a definição sobre a candidatura ao Senado de Simone Tebet (MDB). A atual ministra do Planejamento tem três opções em negociação: ser a vice de Lula, caso Geraldo Alckmin (PSB) candidate-se ao governo de São Paulo, ou ser candidata ao Senado por Mato Grosso do Sul ou por São Paulo (neste último caso, trocando de partido).

A ministra do Planejamento tem reiterado que não pretende mudar seu domicílio eleitoral, e que seus planos passam por Mato Grosso do Sul.

*SAIBA

Janela partidária será aberta em março 

O período para parlamentares que ocupam cargos de deputado estadual e federal trocarem de partido abre em março de 2026 e deve durar 30 dias, até o início de abril. Vereadores, como Marquinhos Trad, não terão o benefício da janela partidária 

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2ª vez

PGR rejeita nova proposta de delação de Vorcaro

É a segunda vez que o banqueiro tem acordo de colaboração negado

15/06/2026 18h34

Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro Foto: Divulgação

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por fraudes no sistema financeiro do país.

A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.

Com a rejeição da PGR, a segunda tentativa de Vorcaro de assinar um acordo de colaboração está totalmente encerrada. No mês passado, a proposta foi negada pela primeira vez. 

Na semana passada, a Polícia Federal (PF) também rejeitou a segunda proposta. Os investigadores concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.

No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.

O banqueiro está preso em uma sala da Superintendência da PF em Brasília.

Eleições

Relacionamento com a imprensa foi um dos problemas do governo Bolsonaro, diz Flávio

Flávio disse que a imprensa tem um papel importante na sociedade e que o trato com os veículos de comunicação durante o mandato do seu pai foi equivocado

15/06/2026 13h45

Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República Andressa Anholete/Agência Senado

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O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, reconheceu que a relação do seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro com a imprensa foi um dos problemas da gestão como um todo. Ele acrescentou que pretende mudar essa dinâmica em um eventual mandato na presidência.

"Foi um dos problemas que eu identifico no governo do presidente Bolsonaro. O relacionamento com a imprensa, o preconceito muitas vezes de quem estava gerindo o orçamento para publicidade. Eu pretendo mudar isso. É um aprendizado numa coisa que eu acho que foi feita errada, que podemos fazer muito melhor, e assim será num possível governo meu", frisou.

Flávio disse que a imprensa tem um papel importante na sociedade e que o trato com os veículos de comunicação durante o mandato do seu pai, Jair Bolsonaro, foi equivocado.

"Eu dou um papel importante na imprensa que eu vou sempre respeitar, e sempre aplaudir. E o que depender de mim, vai ter sempre liberdade de imprensa, liberdade de expressão, independente de matérias que estejam construídas contra mim, ainda que acho que sejam injustas", salientou, durante o fórum Rumos do Brasil, organizado pela Veja, em São Paulo.

Na relação com os demais Poderes da República, Flávio disse que, "sem sombra de dúvidas", a relação será institucional. "Vamos respeitar o que está na Constituição, que prevê harmonia e independência entre os Poderes", afirmou.

Flávio ainda reiterou que tem independência e autonomia para fazer "o melhor governo que o Brasil já viu", porque não é investigado em absolutamente nada. "Eu não devo absolutamente nada para ninguém", afirmou.

'Tesouraço geral e suspensão da reforma tributaria por um ano'

O senador e pré-candidato à presidência voltou a afirmar que, caso seja eleito, fará a revogação de normas regulamentadoras, entre elas a reforma tributária.

"Vamos suspender a reforma tributária por pelo menos um ano, porque nós vamos fazer uma reforma tributária que, de verdade, simplifique todo esse aparato que nós temos de tributos do Brasil, mas que seja uma redução de carga tributária", disse durante participação no Veja Fórum.

Ele disse também que vai mudar o artigo legal que obriga o Executivo indicar de onde virá o recurso compensatório sempre que um imposto for reduzido.

"Você, sempre que você reduz um imposto, tem que dizer de onde você vai tirar, porque tem formas de você provar que quando você reduz um imposto de determinado setor, com o passar do tempo, a tendência é que a arrecadação aumente e não reduza como está acontecendo agora. A carga tributária é tão alta e ultrapassou a curva de Laffer há muito tempo", disse, emendando que a consequência vai ser inadimplência, sonegação e redução de arrecadação.

"Então, tendo essa consciência de responsabilidade fiscal e de dar o exemplo para aprovar PEC do fim da reeleição é uma coisa que eu pretendo fazer logo no início do mandato."

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