Política

BTG/Nexus

Flávio e Lula seguem como mais rejeitados, com 51% e 48%, respectivamente

Na rodada anterior, divulgada em 21 de setembro, o índice era de 50% para Flávio e 49% para Lula

Continue lendo...

O senador Flávio Bolsonaro (PL) é rejeitado por 51% dos eleitores, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por 48%, segundo a 16ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 28. Ao cruzar as respostas sobre os dois candidatos, o levantamento mostra que apenas 5% dos entrevistados admitem votar em ambos e 7% afirmam não votar em nenhum deles.

A rejeição corresponde à parcela que afirma não votar no candidato de jeito nenhum. Na rodada anterior, divulgada em 21 de setembro, o índice era de 50% para Flávio e 49% para Lula. As variações de um ponto porcentual em sentidos opostos estão dentro da margem de erro da pesquisa.

O cruzamento das respostas revela o alcance da divisão do eleitorado: 44% afirmam que poderiam votar em Lula, mas não em Flávio; outros 41% admitem votar em Flávio, mas rejeitam Lula. Há ainda 7% que não votariam em nenhum dos dois e 3% que não conhecem um ou ambos os candidatos.

Para calcular o potencial de voto, a Nexus reúne quem respondeu que o candidato é o único em quem votaria e quem disse que poderia votar nele, mas também em outro.

A pesquisa indica que Flávio Bolsonaro tem maior rejeição no Nordeste (60%), entre mulheres (56%) e os sem religião (64%) e Lula tem maior rejeição no Sul (60%), entre homens (55%) e entre evangélicos (58%). De acordo com a mostra, 40% querem Lula eleito; 35% Flávio Bolsonaro ou alguém da família; e 21% nenhum dos dois.

A Nexus entrevistou por telefone 2.000 eleitores de 25 a 27 de setembro. A margem de erro geral é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.

FESTA DA DEMOCRACIA

Eleitores com deficiência têm até sexta-feira (02) para pedir transporte gratuito

Campo Grande possui 9,5 mil pessoas com deficiência e TRE-MS separou 16 cadeiras para atender os que têm mobilidade reduzida, em 13 pontos de duas das seis zonas totais na Capital

27/09/2026 15h49

TRE-MS disponibilizará um total de 16 cadeiras de roda para auxiliar aqueles que possuem mobilidade reduzida

TRE-MS disponibilizará um total de 16 cadeiras de roda para auxiliar aqueles que possuem mobilidade reduzida Arquivo/Correio do Estado/Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Com aproximadamente 22,6 mil eleitores sul-mato-grossenses indicando possuir algum tipo de deficiência, aqueles que precisam solicitar um transporte especial gratuito para os dias de votação têm até a próxima sexta-feira, 02 de outubro, para realizarem o pedido de forma virtual ou presencialmente. 

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o perfil do eleitoral, referente à quantidade de eleitores com deficiência, apontam que cerca de 44% desse montante de eleitores com deficiência está domiciliado em Campo Grande.

Parte do programa batizado de "Seu Voto Importa", esse é um dos serviços ofertados para facilitar que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida compareçam para os dias de votação. 

É importante reforçar que essa iniciativa depende da aprovação de um juiz eleitoral responsável, com o prazo para realização deste pedido aberto até às 18h da próxima sexta-feira (02 de outubro). 

Esse pedido pode ser feito através dos meios eletrônicos, com o preenchimento de um formulário eletrônico disponível no portal do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul (TRE-MS) - acesse CLICANDO AQUI -, através do qual é preciso fornecer os documentos "verdadeiros e completos" para as devidas comprovações. 

Há também a opção de solicitar presencialmente esse transporte gratuito para a votação, através dos cartórios eleitorais de Campo Grande, no período entre o meio-dia até às 18h. 

Nesse caso será necessário apresentar os mesmos documentos exigidos em formulário eletrônico, com a Central de Atendimento ao Eleitoral da Capital disponibilizando os seguintes canais para sanar dúvidas e repasse de informações: whatsapp (67) 99987-4376 e (67) 99984-2922, ou pelo telefone (67) 2107-7276.

Eleitores com deficiência

Campo Grande possui um total de seis zonas eleitorais que abrigam os 237 locais de votação, onde os mais de 640 mil eleitores se encaminham no dia da eleição, sendo 2.242 seções ao todo na Capital. Com a parcela com deficiência respondendo por cerca de 9.590 eleitores, o TRE-MS disponibilizará um total de 16 cadeiras de roda para auxiliar aqueles que possuem mobilidade reduzida. 

Essas cadeiras de rodas contemplam 13 locais de votação, sendo sete e seis pontos da 35ª e 36ª zona eleitoral respectivamente. Elas ficam disponíveis nas seguintes localidades: 

35ª Zona Eleitoral

  • UEMS;
  • Escola Municipal Nerone Maiolino;
  • Escola Estadual Arlindo de Andrade Gomes;
  • Escola Municipal Des. Carlos Garcia de Queiroz;
  • Colégio Rui Barbosa – Unidade Multiplicando;
  • Escola Estadual Ada Teixeira;
  • Escola Municipal Licurgo.

36ª Zona Eleitoral

  • Colégio Nossa Senhora Auxiliadora — seções transferidas para a Unigran;
  • Escola Estadual Joaquim Murtinho;
  • Escola Estadual São José;
  • Escola Municipal Prof. Vanderlei Rosa de Oliveira;
  • Salão Paroquial da Igreja Dom Bosco — Vila Célia;
  • Unigran Capital.

 

Assine o Correio do Estado

ELEIÇÕES

Nunes Marques suspende propaganda de Lula que associa Flávio Bolsonaro a rachadinha e Master

Na avaliação preliminar do ministro, a propaganda ultrapassou os limites da crítica política permitida durante a eleição

27/09/2026 10h30

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Continue Lendo...

O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada do ar, de forma provisória, de uma propaganda de rádio da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que faz uma série de associações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e episódios envolvendo suspeitas de rachadinha, depósitos em dinheiro, compra de imóveis e irregularidades do Banco Master.

A reportagem entrou em contato com a campanha de Lula para pedir um posicionamento. O texto será atualizado caso haja manifestação.

A decisão foi tomada em 22 de setembro, em ação apresentada por Flávio Bolsonaro. O jingle, intitulado Foi o Flávio Bolsonaro, teve sete transmissões entre 28 e 31 de agosto, por quatro emissoras de rádio. Nunes Marques determinou que a propaganda deixe de ser veiculada até que o TSE analise definitivamente o caso.

A Justiça Eleitoral não proíbe candidatos de fazer críticas ou de mencionar fatos negativos relacionados a adversários. A própria decisão ressalta que, durante uma eleição, a liberdade de expressão tem papel central e que críticas políticas, inclusive "ácidas ou contundentes", fazem parte do processo eleitoral.

Porém, na avaliação preliminar do ministro, a propaganda ultrapassou os limites da crítica política permitida durante a eleição, podendo induzir o eleitor a uma interpretação equivocada sobre situações que, em alguns casos, já tiveram desdobramentos diferentes dos sugeridos pela peça.

"Tal como reconhecido por esta Corte, a potencialidade lesiva da propaganda não decorre apenas das frases isoladamente consideradas, mas da interação entre o formato empregado --de fácil memorização e ampla repetição-- e o contexto comunicacional em que se insere, elemento apto a induzir o eleitor a erro quanto à existência e ao significado dos fatos apresentados", disse Nunes Marques.

Um dos exemplos é a chamada "rachadinha". A música pergunta: "Quem é acusado de comandar o esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do Flávio?" e responde: "É o Queiroz, amigo do Flávio". Para Nunes Marques, o uso do presente - "é acusado" - passa a impressão de que existe hoje uma acusação em andamento. O ministro ressalta, porém, que a denúncia relacionada ao caso foi arquivada.

Outras quatro afirmações são apresentadas em sequência: uma suposta homenagem de Flávio Bolsonaro a Adriano da Nóbrega, posteriormente apontado como integrante de uma milícia; uma suposta solicitação de R$ 61 milhões a Daniel Vorcaro para produzir um filme sobre o pai de Flávio Bolsonaro; depósitos em dinheiro vivo em uma loja de chocolates; e a compra de pelo menos 51 imóveis com pagamento em espécie. Em todos os casos, a propaganda utiliza a mesma fórmula: uma pergunta seguida da resposta "foi o Flávio Bolsonaro".

A suspensão determinada pelo presidente do TSE é uma decisão liminar. Isto é, uma medida tomada antes da conclusão do processo, diante da necessidade de interromper imediatamente a veiculação do conteúdo.

O ministro também considerou que havia risco de a propaganda continuar produzindo efeitos enquanto o processo não fosse julgado, já que as inserções ocorreram durante o período eleitoral e poderiam alcançar um número expressivo de eleitores

A decisão agora será submetida ao plenário do TSE. Os integrantes da Corte ainda deverão analisar o caso de forma definitiva, após a apresentação da defesa da campanha de Lula e a manifestação do Ministério Público Eleitoral.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).