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Flávio usou imóvel de advogado alvo de buscas da PF no caso INSS

Antes de pertencer a Willer Tomaz, o apartamento foi propriedade de outro alvo da PF: Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro

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O senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL à Presidência da República, utilizou, durante a campanha eleitoral deste ano, um apartamento de propriedade da empresa do advogado Willer Tomaz, alvo de buscas da Polícia Federal na operação Sem Desconto, que investiga desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Antes de pertencer a Willer Tomaz, o apartamento foi propriedade de outro alvo da PF: Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

De acordo com a revista piauí, Flávio Bolsonaro permaneceu no apartamento durante alguns dias da primeira quinzena de agosto, quando teria se reunido com integrantes da equipe, discutido estratégias de campanha e gravado vídeos para o horário eleitoral.

Procurado por meio de sua assessoria, Flávio Bolsonaro não retornou aos pedidos de esclarecimento até o fechamento deste texto, no fim da noite da quarta-feira, 16. À revista piauí, ele afirmou que apenas hospedou-se em hotéis da região. Willer Tomaz, por sua vez, afirmou que não conhece Fabiano Zettel, nem Daniel Vorcaro e que "lamenta que adversários políticos tentem atacar, sem qualquer fundamento, suas atividades a fim de interferir no debate eleitoral" (veja abaixo).

Na mesma época em que a revista diz que Flávio usou o imóvel, Willer Tomaz foi alvo, no dia 4 de agosto, de um mandado de busca e apreensão em uma das fases da operação Sem Desconto.

A PF solicitou a ação contra ele apontando indícios de que o advogado atuava como "hub financeiro, patrimonial e logístico" de políticos, atuando para lavagem de dinheiro para o senador Weverton Rocha (PDT).

Segundo os investigadores, Willer Tomaz enviou R$ 11 milhões à mulher do senador pedetista e comprou uma casa para ele. Na ocasião, o advogado rechaçou possuir qualquer vínculo com o esquema de fraudes, enfatizou que não é investigado e destacou que a mulher de Weverton Rocha atua há vários anos como associada do escritório de advocacia, sendo esta a razão dos repasses.

Willer Tomaz é conhecido como um "camaleão" político e construiu relações com representantes do governo e da oposição, a ponto de aparecer cercado de políticos em uma piscina, em imagem resgatada do celular de Weverton Rocha.

Como revelou o Estadão, ele conseguiu ampliar negócios de sua emissora de TV no Maranhão graças a uma mudança de regra implementada pelo Ministério das Comunicações, pasta controlada pelo Centrão.

A emissora de Tomaz se classificou para retransmitir uma TV de São Luís (MA) para outros 16 Estados. Na época, o ministério disse que seguiu critérios técnicos, enquanto o empresário afirmou que não participava da operação da emissora e não influenciou regra.

No mesmo dia da publicação da reportagem, Willer Tomaz foi alvo da PF na operação que apura fraudes do INSS. E, naquela mesma época, Flávio Bolsonaro estava instalado em um apartamento de 158,87 metros quadrados, com três vagas de garagem, sala e varanda gourmet, a cinco minutos de seu comitê de campanha em São Paulo.

Meses antes da estada do presidenciável no local, o apartamento pertencia a outro personagem encrencado com a Justiça: Fabiano Zettel, hoje preso por ser apontado como integrante de uma organização criminosa por trás das fraudes do Master.

Zettel comprou o apartamento, em 17 de abril de 2025, por R$ 5,5 milhões, e o vendeu, em 10 de fevereiro de 2026, por R$ 3,5 milhões à WT Administração de imóveis, empresa de Willer Tomaz. O negócio foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.

Veja a resposta e Willer Tomaz:

"O advogado e empresário Willer Tomaz esclarece que não conhece Fabiano Zettel nem Daniel Vorcaro, e que jamais manteve com qualquer um dos dois, ou com pessoas a eles ligadas, relação pessoal, comercial ou societária. Seu escritório atua, aliás, em causas com interesses opostos aos do Banco Master.

Willer Tomaz lamenta que adversários políticos tentem atacar, sem qualquer fundamento, suas atividades a fim de interferir no debate eleitoral."

ex-ministra

'Tem de colocar um freio de arrumação urgente e imediato', defende Simone Tebet sobre STF

Ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo disse que crise institucional pode se estender à ecnomia se não for contida

16/09/2026 22h00

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento e candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento e candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet Valter Campanato/Agência Brasil

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Questionada sobre impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em entrevista ao portal Terra, Simone Tebet (PSB), ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo, afirmou a necessidade de uma reforma no Judiciário feita o quanto antes. "Tem de colocar um freio de arrumação urgente e imediato", declarou.

Para ela, o movimento para conter a crise atual é imprescindível, uma vez que a crise institucional pode se estender à economia, gerar desemprego e inflação e afugentar investimentos estrangeiros.

Entre as medidas para reformar o Judiciário, ela defende o fim dos penduricalhos, da vitaliciedade para membros do STF e que decisões monocráticas sejam, posteriormente, avaliadas pelo plenário da Corte.

A candidata também expressa o desejo de participar, caso eleita ao Senado Federal, da comissão que irá avaliar questões relacionadas ao Judiciário.

Ainda na entrevista, a candidata aproveitou para defender sua candidatura ao Senado pelo Estado de São Paulo. Tebet tem carreira política formada no estado do Mato Grosso e foi questionada por candidatos pela decisão de concorrer por outro estado.

Em sua resposta, fez referência a Tarcísio de Freitas (Republicanos), "carioca eleito, legítima e democraticamente, governador de São Paulo, sem nunca ter tido um imóvel, nem história aqui", define.

"Em polarização absurda, eu tive 9% dos votos da capital do Estado de São Paulo. Portanto, São Paulo já me abraçou. O resultado das urnas, bem-sucedido ou não, é quem vai dizer se eu mereço ou não representar o Estado de São Paulo. Agora, eu tenho propriedade aqui, estudei aqui, tenho filhas aqui, tenho história. Nasci na divisa, então conheço todo o noroeste paulista. Casei com alguém do Estado de São Paulo. Eu conheço a realidade social e econômica; conheço São Paulo", declarou. A candidata ainda caracterizou o Estado como "locomotiva do País"

Em outro momento da entrevista, defendeu a maior participação das mulheres na vida política do País e espera que ocupem mais cadeiras no STF nas próximas indicações. Entretanto, acredita que a maior representação depende de quem ganhar as próximas eleições.

"Se for o presidente Lula, sem dúvida nenhuma [terá indicação de uma mulher]. De preferência, espero eu, que seja uma mulher negra. Acho que nós nunca tivemos e precisamos dessa representatividade. Mas que a próxima seja uma mulher para começar a alcançar pelo menos 30%. Nós nunca tivemos duas mulheres ao mesmo tempo. Aliás, só tivemos duas mulheres."

Caixinha gorda

Rose, Geraldo e Camila são os 'mais ricos' na corrida para deputado federal em MS

Grande maioria da verba destinada aos três candidatos é oriunda do fundo eleitoral partidário

16/09/2026 17h30

Geraldo Resende, Camila Jara e Rose Modesto são os mais endinheirados na busca por uma vaga na Câmara Federal

Geraldo Resende, Camila Jara e Rose Modesto são os mais endinheirados na busca por uma vaga na Câmara Federal Fotos/ Reprodução

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Rose Modesto, Geraldo Resende e Camila Jara são os mais endinheirados entre todos os postulantes na corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados por Mato Grosso do Sul. 

Confome o Divulgacand, portal de candidaturas da Justiça Eleitoral, a grande maioria da verba destinada aos três candidatos é oriunda do fundo eleitoral de seus respectivos partidos. 

Companheiros de legenda , Rose Modesto e Geraldo são os mais ricos. Com R$3,08 milhões disponível para utilizar em campanha, Rose lidera a lista. De acordo com a Justiça eleitoral, deste montante, R$2,90 milhões foram cedidos pelo União Brasil. Além deste valor, a ex-deputada recebeu cerca de R$ 10 mil em doações. 

De todo o montante recebido por ela, R$ 1,2 milhão foram gastos apenas com "atividade de militância e mobilização de rua". 

Na mesma linha, Geraldo Resende aparece como o segundo candidato que mais recebeu verba de campanha entre os candidatos a deputado federal, R$ 2.89 milhões, dinheiro integralmente cedido pelo partido, segundo a Justiça Eleitoral.

Em busca de seu sétimo mandato, Resende já gastou R$ 1,2 milhão com "despesas de pessoal", cerca de R$ 150 mil com adevisos e R$ 43 mil em aluguel de imóveis e carros. 

A petista Camila Jara fecha a lista dos três mais endinheirados. Em busca de seu segundo mandato consecutivo, ela recebeu R$ 2.82 milhões do fundo partidário, além de doar R$ 10 mil de seu próprio bolso para auxiliar na campanha.

Até aqui gastou R$ 1,4 milhão com "despesas de pessoal", além de R$ 229 mil com contratações de empresas terceirizadas e R$ 125 mil com serviços advocatícios. 

A lista dos mais endinheirados também é composta por políticos de reconhecimento em todo o estado e outros dois nomes do interior, destaque para Isa Marcondes (Republicanos), vereadora douradense conhecida como "Cavala". Novata na corrida por uma vaga no Congresso, ela conta com R$ 1,8 milhão para a campanha atual. 

Além dela, Dra Clediane (PP), ex-prefeita de Jardim, apadrinhada politicamente por Tereza Cristina aparece em 7° na lista. Cabe destacar que todos os candidatos podem gastar  R$ 3.176.572,53 até o próximo dia 4 de outubro, data do primeiro turno. 

Confira o top-10

  • Rose Modesto R$ 3.008.000,00
  • Geraldo Resende R$ 2.899.800,00
  • Camila Jara R$ 2.825.000,00
  • Dagoberto Nogueira R$ 2.730.000,00
  • Dr. Luiz Ovando R$ 2.611.500,00
  • Jaime Verruck R$ 1.923.741,88
  • Dra. Clediane R$ 1.850.000,00
  • Beto Pereira R$ 1.845.500,00
  • Isa Marcondes R$ 1.806.000,00
  • Mara Caseiro R$ 1.520.626,67

Para além dos abonados, 26 candidatos fazem campanha sem qualquer valor recebido, ao menos até esta quarta-feira (16).

Outros 71 candidatos disputam o pleito deste ano com até R$ 100 mil. Cabe destacar que quanto mais a caixinha cresce, o número de endinheirados reduz drasticamente, exceto na ponta da lista, onde se situam candidatos que já possuem vida/cargo público.  

Entre todos os 143 candidatos, apenas 16 conduzem suas respectivas campanhas com verba entre R$ 100 mil - R$ 200 mil. 

Valor arrecadado/ Candidaturas 

  • R$ 0 / 26 candidatos
  • R$ 500 - R$ 50 mil / 37 candidatos 
  • R$ 80 mil - R$ 100 mil / 8 candidaturas
  • Acima de R$ 1 milhão / 18 candidatos 

Lista dos demais milionários 

  • Marcos Pollon R$ 1.507.283,90
  • Rodolfo Nogueira R$ 1.505.626,27
  • Roberto Hashioka R$ 1.430.000,00
  • Keliana Fernandes R$ 1.100.000,00
  • Luana Ruiz R$ 1.088.928,66
  • Marquinhos Trad R$ 1.025.000,00
  • Giroto R$ 1.002.626,67
  • Tenente Portela R$ 1.000.626,67

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