Política

MATO GROSSO DO SUL

Governador libera R$ 48 milhões em emendas para municípios e entidades do Estado

Maior parte dos recursos será para a área da Saúde, que receberá R$ 32,6 milhões

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), e os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul assinaram, nesta quarta-feira (16), a liberação de R$ 48 milhões em emendas parlamentares, que serão destinadas para as áreas de saúde, assistência social, educação, cultura, entre outras.

No total, foram 592 indicações de organizações que serão beneficiadas com os repasses, sendo celebrados convênios nos seguintes montantes:

  • Saúde – R$ 32.633.170,00
  • Assistência social -  R$ 8.771.590,00
  • Educação – R$ 5.535.000,00
  • Desenvolvimento econômico – R$ 420 mil
  • Cultura e esporte – R$ 200 mil

Do total de indicações, foram 336 a municípios, 252 a entidades e quatro para execução direta do Poder Executivo Estadual.

O valor de R$ 48 milhões já havia sido acordado e inserido na Lei Orçamentária Anual (LOA), sendo R$ 2 milhões para cada um dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso do Sul, com objetivo de atender às necessidades das regiões que representam. 60% do valor obrigatoriamente deve ser destinado à saúde.

Até o ano passado, era destinado R$ 1,5 milhão em emendas para cada deputado, que podem ser destinadas para os 79 municípios do Estado.

Durante o ato de assinatura, o governador Eduardo Riedel disse que as emendas são lideradas pelos parlamentares, mas envolvem prefeitos, vereadores e instituições da sociedade civil que têm o compromisso de fazer, com o recurso, a "diferença na vida das pessoas".

“Esse momento é extremamente simbólico, não pelos R$ 48 milhões, não só pelo recurso aplicado, mas pelo que ele significa. Eu tive o cuidado de olhar cada uma das 592 indicações para os municípios, para as entidades, e faço a assinatura com uma alegria imensa no coração, porque a gente sabe que vai estar realizando aquilo que é propósito do poder público, enquanto política pública”, disse o governador.

Riedel afirmou ainda que os recursos já começam a ser depositados nas contas das prefeituras a partir de amanhã, sendo o total aplicado até novembro, com liberação imediata na medida que as documentações das entidades beneficiadas fiquem prontas.

O valor que já estará em conta é de R$ 21 milhões, que serão transferidos diretamente do Fundo Estadual de Saúde para os fundos municipais, na modalidade custeio.

Outras formas de destinação são transferências a municípios, a instituições privadas sem fins lucrativos, a consórcios públicos e aplicação direta. 

Representando os deputados, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro (PP) ressaltou o trabalho dos parlamentares, que recebem as demandas da população e prefeitura e tentam atender a todos, dentro das possibilidades.

"Os recursos ajudam muito e quero também destacar o trabalho forte das comissões técnicas atuantes e de como essa Casa de Leis tem demonstrado maturidade para ser o ponto de equilíbrio, em fazer o debate responsável e ser protagonista nas discussões", disse.

"Estamos vivendo um momento ímpar ao Estado, com a confiança que tem despertado no empresariado, a segurança jurídica do Governo e o papel da Assembleia, nós caminhamos para voar. E para o ano que vem vamos trabalhar para aumentar o valor das emendas”, acrescentou Gerson Claro.

Sobre o valor das emendas para o próximo ano, Riedel disse que ainda será discutido com os parlamentares.

"Apesar dos sinais complexos que estamos recebendo da economia, nós temos espaço para ampliar e aumentar o valor da emenda de cada parlamentar aqui no Estado para 2024 e faremos essa discussão de maneira muito tranquila, muito saudável, de maneira que a gente possa atender cada vez mais e melhor a nossa sociedade", afirmou.

Aprovação

Lei dos safristas é extremamente importante para mão de obra no agro, diz Pedro Lupion

Projeto prevê que trabalhadores temporários da safra não percam o benefício do Bolsa Família

19/05/2026 22h00

Pedro Lupion, deputado federal

Pedro Lupion, deputado federal Foto: Divulgação

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O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), comemorou a aprovação do projeto de lei 715/2023, chamado de Lei dos Safristas. O projeto prevê que trabalhadores temporários da safra não percam o benefício do Bolsa Família, tratando sobre a compatibilidade entre o contrato de trabalho por safra e a condição de titular de benefícios sociais. "O projeto é extremamente importante para termos mão de obra no setor", disse Lupion, no plenário da Câmara.

O projeto, encampado pela bancada, foi aprovado em votação simbólica na Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira. O texto segue para sanção presidencial.

Na prática, o projeto permite que trabalhadores rurais em contrato de regime de safra e que sejam titulares de benefícios sociais mantenham o direito ao recebimento dos benefícios.

"Garantir que o trabalhador tenha acesso ao benefício social dá a possibilidade dos trabalhadores temporários de safra poderem ter carteira assinada sem perder o benefício social. Estamos com uma escassez gigantesca de mão de obra, no campo, principalmente para a safra de frutas no Sul do País", disse Lupion a jornalistas.

O projeto era um dos prioritários escolhidos pela bancada para apreciação nesta terça-feira, 19, na Câmara dos Deputados, no esforço concentrado para apreciação de temas de interesse do agronegócio, data batizada de "Dia do Agro" e articulada com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB). "Precisamos resolver isso para que o trabalhador possa ter carteira assinada, manter os benefícios que ele têm da assistência social e possa trabalhar efetivamente no período de safra, geralmente em torno de 90 dias e tenha uma renda extra", acrescentou.

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Termo

Trump assina ordem para promover inovação financeira e eliminar proteções regulatórias

Ordem executiva pede ao Fed para que liste impedimentos legais ao acesso direto

19/05/2026 21h00

Presidente Donald Trump

Presidente Donald Trump

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a revisão de regulamentações para simplificar e promover a inovação financeira e a colaboração entre fintechs, instituições financeiras regulamentadas pelo governo e reguladores financeiros federais.

Publicada no website da Casa Branca nesta terça-feira, 19, uma ordem executiva solicita ao Federal Reserve que realize a mesma revisão regulatória e avalie os marcos legais, regulatórios e políticos que regem o acesso às contas de pagamento do BC e aos serviços de pagamento por instituições depositárias não seguradas e empresas financeiras não bancárias.

O governo americano quer que autoridades legais do Fed apresente conclusões sobre a ampliação do acesso às contas de pagamento e aos serviços de pagamento do BC americano a depositários não segurados e fintechs não bancárias. A ordem executiva pede ao Fed para que liste impedimentos legais ao acesso direto, juntamente com opções legislativas ou regulamentares que poderiam viabilizar esse acesso, mitigando os riscos.

Na visão do governo, as regras que regem o acesso a diversos serviços de pagamento e os requisitos que demandam muitos recursos relacionados à gestão de riscos de terceiros por parte das instituições financeiras favorecem as empresas já estabelecidas em detrimento das inovadoras.

Em outra ordem, o governo Trump determina que, dentro de 60 dias, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, deverá emitir um aviso formal às instituições financeiras sobre os riscos associados à exploração do sistema financeiro dos EUA por pessoas sem autorização para trabalhar e seus empregadores.

"Empréstimos para estrangeiros sem autorização legal para trabalhar ou que enfrentam um risco substancial de perda salarial criam uma deficiência estrutural na capacidade de pagamento, o que prejudica a segurança e a solidez do sistema bancário nacional", ressalta a ordem.

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