Política

ELEIÇÕES 2022

Governador Reinaldo Azambuja declara apoio a Bolsonaro no segundo turno

No primeiro turno, o presidente da República e candidato à reeleição recebeu 794,2 mil votos em Mato Grosso do Sul

Continue lendo...

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) é mais um tucano que declarou apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. Mato Grosso do Sul é o único estado do Brasil em que os dois candidatos à cadeira de governador no segundo turno – Eduardo Riedel (PSDB) e Capitão Contar (PRTB) – são aliados de Bolsonaro. 

E Reinaldo Azambuja engrossou a fileira da tropa de Bolsonaro para ampliar a votação do presidente em MS sobre o petista Luiz Inácio Lula da Silva. 

No Estado, o atual presidente da República recebeu 794.206 (52,70%) votos válidos, e o ex-presidente Lula ficou com 588.323 (39,04%). A diferença foi de 205.883 votos. 

Azambuja gravou vídeo e postou em suas redes sociais pedindo votos para Jair Bolsonaro. Chamando o candidato à reeleição de “amigo presidente”, o governador disse que vai fazer campanha pela reeleição de

Bolsonaro, por considerar o melhor projeto para o País e para Mato Grosso do Sul.
O governador do Estado destacou a parceria com Bolsonaro para alavancar o desenvolvimento de MS.

“Juntos, nós transformamos Mato Grosso do Sul em um dos melhores estados do Brasil para se viver”, declarou o governador. “Por isso que no dia 30 de outubro eu voto 22 e vamos trabalhar pela sua reeleição”, ressaltou.

Não é somente Azambuja que declarou apoio a Bolsonaro. O candidato dele ao governo, Eduardo Riedel, também, está pedindo voto para a reeleição do presidente, mesmo depois de ele declarar, em rede nacional, apoio ao seu rival, Capitão Contar. 

Portanto, no segundo turno Mato Grosso do Sul tem dois candidatos ligados ao presidente Jair Bolsonaro que se enfrentam na disputa pelo governo do Estado.

No primeiro turno, o candidato Capitão Contar recebeu 26,71% dos votos válidos (384.275), e Eduardo Riedel obteve 361.981 votos (ou 25,16%). 

NEUTRALIDADE

Por causa da ligação com os dois candidatos, o presidente Jair Bolsonaro decidiu ficar neutro no segundo turno em Mato Grosso do Sul. 

A neutralidade do presidente foi articulada pela senadora eleita e ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tereza Cristina (PP).

A senadora é bolsonarista aliada a Riedel e queria evitar novas surpresas, como aconteceu no último debate, quando faltava apenas dois dias para as eleições do primeiro turno e Bolsonaro pediu votos para Capitão Contar. 

O presidente só fez isso depois de ser provocado pela senadora Soraya Thronicke (União Brasil), atualmente opositora do presidente no Senado Federal, e por ter abandonado um aliado fiel em Mato Grosso do Sul.

“[Mato Grosso do Sul] é um Estado onde haverá segundo turno e os dois candidatos nos apoiam. Assim sendo, por dever de lealdade, como diz o bom ensinamento político, nós ficaremos neutros em Mato Grosso do Sul e torcemos para que a população escolha o melhor para representá-lo”, declarou o presidente em vídeo gravado na quarta-feira (5).

A senadora Soraya Thronicke foi eleita há quatro anos, na onda bolsonarista, e atualmente é muito criticada pela população sul-mato-grossense por suas duras e ácidas críticas ao presidente.

 

Bancada federal

Dagoberto empobrece quase R$ 2 milhões e Gordinho do Bolsonaro enriquece quase R$ 6 mi

Além de Nogueira, apenas ala petista ficou mais pobre durante mandato; veja

11/08/2026 18h45

Bancada federal de Mato Grosso do Sul tem oito deputados

Bancada federal de Mato Grosso do Sul tem oito deputados Foto: Reprodução

Continue Lendo...

Entre os oito deputados que compõem a atual bancada federal, apenas Dagoberto (PP) e a ala petista composta por Camila Jara e Vander Loubet perderam patrimônio durante o mandato, ao passo que o patrimônio de Rodolfo Nogueira (PL), conhecido como Gordinho do Bolsonaro, cresceu R$ 5,6 milhões nos últimos quatro anos, maior evolução patrimonial do período entre os eleitos.

Beto Pereira (Republicanos), Geraldo Resende (União Brasil), Luiz Ovando (PP) e Marcos Pollon (PL) todos declararam patrimônio maior à Justiça eleitoral em 2026.

Em 2022, Dagoberto declarou R$ 5,8 milhões em bens, patrimônio que caiu para R$ 3,94 mi em 2026, redução de 33% ao longo do mandato, maior perda patrimonial entre os eleitos.

Da mesma maneira que o candidato do Progressistas, a ala petista composta por Vander Loubet e Camila Jara também declarou estar mais pobre em 2026, redução expressivamente mais modesta se comparada a perda do deputado Progressista.

Candidato ao Senado no pleito deste ano, Loubet declarou 4,172 milhões há quatro anos, patrimônio que caiu para R$ 4,122 mi, redução de aproximadamente R$ 50 mil.

Em busca da reeleição, Camila Jara declarou R$ 260 mil em 2024, ano em que disputou a prefeitura de Campo Grande. Dois anos mais tarde, seu patrimônio encolheu 13% (R$ 226 mil).

Na contramão dos colegas, Beto Pereira, também candidato a prefeitura há dois anos, declarou R$ 4 milhões em 2026, patrimônio que cresceu 49%. Em 2024, declarou à Justiça cerca de R$ 2,7 mi em bens, patrimônio R$ 1,3 milhão maior no período. 

Com patrimônio pouco superior a R$ 800 mil em 2022, Dr. Luiz Ovando declarou R$ 1 milhão neste ano, evolução patrimonial de 25% em quatro anos. 

Mais ricos 

Conforme o portal de candidaturas da Justiça eleitoral, Geraldo Resende enriqueceu R$ 2,1 milhões em quatro anos, patrimônio que saiu de R$ 4,2 milhões em 2022 para R$ 6,3 milhões neste ano.  
 
Rodolfo Nogueira havia declarado à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 7,7 milhões há quatro anos. Para este pleito deste ano, o deputado federal da região de Dourados declarou um patrimônio de R$ 13,44 milhões, crescimento de 73%.

Nogueira, que também foi um deputado bem ativo na liberação de emendas parlamentares no Estado, indica que quase um terço de seu patrimônio está no banco: ele tem R$ 5,27 milhões na conta bancária, além de R$ 5,8 milhões em soja.

Marcos Pollon também declarou que ficou mais rico à Justiça Eleitoral. Há quatro anos, seu patrimônio era de R$ 1,24 milhão, agora, seus bens totalizam R$ 3,31 milhões, um aumento de 166,19%, ou em uma outra exemplificação, 2,66 mais do que tinha nas eleições passada. 

Dentre os candidatos do PL para estas eleições, além de Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, Luana Ruiz, que é suplente de ambos, também concorre novamente. O patrimônio dela saltou de R$ 203,6 mil nas eleições passadas, para R$ 885 mil neste pleito. 

O maior patrimônio dentre os candidatos a deputado federal pelo Partido Liberal é de Rodolfo Nogueira. Os R$ 13,44 milhões dele superam os R$ 1,93 milhão de Edson Giroto, ex-secretário de Obras de André Puccinelli (MDB) e preso durante a Operação Lama Asfáltica da Polícia Federal, e os R$ 6,1 milhões da deputada estadual Mara Caseiro.

Candidato Patrimônio atual  2024 2022 Valor Bruto Percentual
Dagoberto  R$ 3.940.079,22   R$ 5.880.631,39 -R$ 1.940.552,17 -33,00%
Vander Loubet R$ 4.122.759,55   R$ 4.172.729,51 -R$ 49.969,96 -1,19%
Camila Jara  R$ 226.008,50 R$ 260.231,73 R$ 226.008,50 -R$ 34.223,23 -13%
Luiz Ovando  R$ 1.078.462,21   R$ 861.269,42 R$ 217.192,79 25,22%
Beto Pereira  R$ 4.057.310,41 R$ 2.711.315,47 R$ 1.161.242,85 R$ 1.345.994,94 49,64%
Marcos Pollon  R$ 3.315.218,31   R$ 1.245.430,12 R$ 2.069.788,19 166,19%
Geraldo Resende R$ 6.397.036,41   R$ 4.280.095,51 R$ 2.116.940,90 49,46%.
Rodolfo Nogueira  R$ 13.446.798,08   R$ 7.760.556,59 R$ 5.686.241,49 73,27%.

*Saiba 

Diferente dos demais, Camila Jara e Beto Pereira foram os únicos que disputaram eleições em 2024, ano utilizada como base para o cálculo. 

Capital Federal

Azambuja e Contar participam de encontro do PL em Brasília ao lado de Flávio Bolsonaro

À imprensa, Flávio destacou que a meta do partido é fazer frente a pautas como a redução da maioridade penal em casos de estupro, além de mexer na Constituição Federal

11/08/2026 14h45

Capitão Contar e Reinaldo Azambuja (ao fundo) durante entrevista de Flávio Bolsonaro

Capitão Contar e Reinaldo Azambuja (ao fundo) durante entrevista de Flávio Bolsonaro Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar compareceram ao evento "Senado forte, Brasil forte" nesta terça-feira (11), em Brasília, ação encabeçada pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro com intutuito de fortalecer o Partido Liberal (PL) nas eleições deste ano. 

À imprensa, Flávio destacou que a meta do partido é fazer frente a pautas como a redução da maioridade penal em casos de estupro, além de mexer na Constituição Federal (CF). 

"Não tenho dúvida nenhuma de que o Senado, a partir de 2027, essa renovação de 2/3 que teremos nessas eleições, vai ser um Senado ainda mais centro-direita, eu vou precisar muito dos senadores que estão aqui para mexer na Constituição Federal,", disse Flávio. 

Na mesma linha, Bolsonaro disse que os criminosos irão "mofar na cadeia".  "Vão ter que trabalhar na cadeia para ter que restituir financeiramente suas vítimas, (...) os criminosos violentos, àqueles criminosos por corrupção, todos vão ter que ficar presos, maior parte da pena a que foram condenados vão ter que trabalhar dentro do presídio para pagar a sua estadia e indenizar as suas vítimas", destacou.

Por fim, o senador destacou que outra meta será classificar organizações crimnimosas (PCC e Comando Vermelho), além de mílicias como organizações terroristas. 

"Preciso muito dos senadores e deputados, vamos ter que mexer na legislação penal para classificar PCC e Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas, a partir de janeiro do ano que vem eu vou declarar guerra aos narcoterroristas, vou precisar muito do Congresso Nacional para podr libertar a população que hoje vive sob o poder paralelo deles.", finalizou o senador. 

De modo geral, a prioridade tanto do PL, quanto do campo direitista é eleger grande maioria no Senado, ação que possibilitaria maior poder de voto e barganha aos senadores.  O partido tem como meta eleger cerca de 30 senadores em 2026. 

Nesta semana, a família Bolsonaro e parlamentares da direita abertamente afirmam que a estratégia é ampliar o número de senadores, já que é o Senado que avalia os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.


 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).