Política

Atrito Interno

Pollon expõe racha por vaga ao Senado

Ele reforçou que rejeita qualquer possibilidade de a direita contrariar orientação do ex-presidente sobre disputa ao Senado

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A escolha do candidato para a segunda vaga do PL ao Senado em Mato Grosso do Sul ainda deve provocar muitas dores de cabeça para o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do partido e já escolhido pelo comando nacional para ficar com a primeira vaga da legenda. 

Pelo menos se depender do posicionamento do deputado federal Marcos Pollon (PL), que também disputa a segunda vaga da sigla com o ex-deputado estadual Capitão Contar e com a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira. 

Durante entrevista concedida ontem para um programa de rádio de Campo Grande, ele reforçou que uma das duas vagas do PL ao Senado lhe pertence por determinação do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro, que escreveu uma carta de próprio punho com a indicação. 

Ao ser questionado se a referida carta lhe dava o direito à vaga sem a necessidade de disputa com os demais integrantes do partido, Pollon foi categórico: “Eu tenho certeza absoluta, porque não existe direita sem o Bolsonaro”.

O pré-candidato ainda completou que, “no Brasil, a gente pode até dizer que não existe direita, só existe o Bolsonaro, então, é inconcebível, é impensável você imaginar qualquer movimento que se pretenda caminhar na direita que desautorize o presidente Bolsonaro”.

Para ele, “não há qualquer possibilidade remota de quem pretenda buscar voto na direita desautorizar o presidente Bolsonaro”.

“E como eu já disse, hoje eu sou a única pessoa do Brasil que tem uma indicação direta do presidente através de carta. E não vejo a menor possibilidade de não atenderem a uma determinação do presidente”, reforçou.

O deputado federal ainda voltou a repetir: “Eu sou indicado pessoal do presidente Jair Bolsonaro, que, com a carta escrita de próprio punho, disse que em Mato Grosso do Sul o candidato dele sou eu, então veja, eu sou o único pré-candidato indicado pessoalmente e diretamente pelo presidente Bolsonaro”.

Diante da afirmação de Pollon, o Correio do Estado procurou Azambuja para que comentasse sobre as declarações do deputado federal bolsonarista, porém, até o fechamento desta edição, não obteve resposta.

Entretanto, durante visita a Campo Grande, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, assegurou que uma vaga ao Senado é de Azambuja e a segunda ficará para quem apresentar melhor desempenho nas pesquisas de intenções de votos, o que praticamente tira Pollon e Gianni do páreo, pois os levantamentos indicam Capitão Contar à frente de ambos.

No entanto, também durante a entrevista concedida ontem, o deputado federal demonstrou desconfiança em relação às pesquisas eleitorais.

“Levantamentos frequentemente erram quando medem candidaturas ligadas à direita. Lembro que Bolsonaro venceu a eleição presidencial de 2018 após aparecer atrás nas pesquisas. Eu também não figurava entre os favoritos antes de me tornar um dos mais votados em 2022”, citou.

Nos bastidores, integrantes do próprio partido afirmam que a carta de Bolsonaro em favor de Pollon teria ocorrido após articulação da ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, com o ex-presidente e, portanto, não deveria ser levada em consideração.

O certo é que Azambuja terá de atuar para conter esse racha interno no PL em torno da definição da segunda vaga do partido ao Senado em Mato Grosso do Sul.

Embora já tenha sido escolhido pela direção nacional da sigla para disputar uma das cadeiras, ele agora enfrenta a disputa entre alas da legenda que defendem nomes diferentes para compor a chapa majoritária este ano.

De um lado, Pollon sustenta que tem respaldo direto de Bolsonaro para ficar com a vaga, citando a carta escrita pelo líder conservador em seu favor, enquanto do outro, aliados do ex-deputado estadual Capitão Contar argumentam que as pesquisas eleitorais mostram o nome dele em posição mais competitiva.

Nos bastidores, integrantes da sigla minimizam o peso da carta apresentada por Pollon, ampliando a tensão interna e aumentando o desafio de Azambuja para manter a unidade do PL no Estado.

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Prática proibida

MP apura suspeita de nepotismo no gabinete de vereadora do PL em Campo Grande

Três servidores comissionados da Câmara Municipal são apontados como parentes da parlamentar; Promotoria de Patrimônio Público determinou investigação

11/05/2026 19h44

Vereadora do PL, Ana Portela

Vereadora do PL, Ana Portela Divulgação

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A 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande instaurou uma Notícia de Fato para apurar se a vereadora Ana Portela, do Partido Liberal (PL), praticou nepotismo ao nomear pessoas com as quais, segundo os denunciantes, mantém laços de parentesco para cargos comissionados em seu gabinete na Câmara Municipal. 

A investigação preliminar foi desencadeada por representação protocolada em 27 de março de 2026 na Ouvidoria do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS). 

A representação foi formalizada pelo ex-superintendente do Patrimônio da União, o advogado e professor universitário Tiago Botelho (PT).

O documento aponta que a vereadora teria nomeado, para cargos de assessoria em seu gabinete, três pessoas com as quais supostamente possui graus distintos de parentesco: Tiago Angelino da Silva Souto, descrito como cunhado; Márcia Cruz da Silva, apontada como concunhada; e Pedro Fernandes Pereira Mendes, indicado como primo.

Os próprios signatários da representação fazem questão de ressalvar que o documento “se limita a reportar uma notícia de fato, sem qualquer intenção de afirmar a ocorrência de irregularidade ou de imputar responsabilidade”, pedindo apenas que as autoridades verifiquem a situação.

De acordo com o Portal da Transparência da Câmara Municipal de Campo Grande, os três nomes indicados na representação constam, de fato, como servidores comissionados do Legislativo municipal. 

Segundo os dados públicos, Márcia Cruz da Silva ocupa o cargo de Assessor Parlamentar I, com salário líquido de R$ 10.036,50, admitida em 1º de janeiro de 2025; Pedro Fernandes Pereira Mendes exerce a função de Assistente Parlamentar VI, com remuneração líquida de R$ 7.985,97, admitido em 1º de janeiro de 2025; e Tiago Angelino da Silva Souto atua como Chefe de Gabinete Parlamentar, com salário líquido de R$ 9.778,82, admitido em 1º de maio de 2025.

O Promotor de Justiça Jorge Ferreira Neto Júnior determinou ofício ao presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Papy Vicente Silva Neto, solicitando fichas funcionais dos três servidores, cópias dos atos de nomeação, informações sobre a natureza jurídica dos cargos e eventuais mecanismos internos de controle contra nepotismo. 

Determinou também ofício à própria vereadora Ana Portela, pedindo que ela informe se existe ou não vínculo de parentesco, por consanguinidade ou afinidade, com os nomeados, e se foram solicitadas declarações formais de inexistência de parentesco no ato das nomeações. 

Solicitou ainda apoio do GECOC (Grupo de Combate ao Crime Organizado e Corrupção) para a verificação dos vínculos familiares. Os ofícios à Câmara e à vereadora foram encaminhados eletronicamente em 27 de abril de 2026. Até o momento desta consulta, não há registro de resposta nos autos.

Hospital São Julião

Pré-candidato a presidente, Augusto Cury participa de palestra solidária em Campo Grande

Com renda destinada ao Hospital São Julião, palestra propõe reflexão sobre os impactos da hiperconectividade e do excesso de informação na saúde mental

11/05/2026 16h00

Foto: Reprodução

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O médico psiquiatra, escritor e agora pré-candidato à Presidência da República, Augusto Cury, estará em Campo Grande no próximo dia 15  para ministrar a palestra “Gestão da Emoção na Era da Intoxicação Digital”. Com ingressos entre R$ 150 e R$ 300, o evento será realizado às 19h, no Bosque Expo, no Shopping Bosque dos Ipês, com renda integral destinada ao Hospital São Julião.

A participação de Augusto Cury ocorre poucos dias após o Avante lançar oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República, evento realizado em Belo Horizonte, na última quinta-feira (7). Aos 67 anos, esta é a primeira vez que o autor entra na política partidária.

Reconhecido como um dos autores mais lidos do Brasil nas últimas décadas, Cury acumula mais de 40 milhões de livros vendidos, referência internacional em saúde emocional e inteligência emocional. Na palestra inédita em Campo Grande, o psiquiatra propõe uma reflexão sobre os impactos da hiperconectividade e do excesso de informação na saúde mental.

Com mais de 50 obras publicadas em 70 países, ele se tornou uma referência mundial em educação emocional e qualidade de vida.

Cury abordará temas como ansiedade, autocontrole emocional, construção da autoestima e os efeitos da chamada “intoxicação digital”. Segundo a organização, o encontro pretende oferecer ao público técnicas práticas para lidar com emoções de forma consciente em meio às pressões da vida contemporânea.

Conforme os organizadores, toda a arrecadação será revertida para fortalecer os atendimentos oferecidos pela entidade a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Política 

Ao anunciar a pré-candidatura presidencial, Augusto Cury afirmou que pretende defender propostas voltadas à geração de empregos e ao empreendedorismo.

Além dele, também já aparecem como pré-candidatos à presidência: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Aldo Rebelo (Democracia Cristã), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (Unidade Popular).

Serviço

Os ingressos podem ser comprados aqui!

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