Política

ELEIÇÕES 2010

Helicóptero da PRF estará à disposição para atender emergências nas eleições

Helicóptero da PRF estará à disposição para atender emergências nas eleições

Redação

03/10/2010 - 06h20
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  EVELIN ARAUJO 

   A segurança está reforçada em todo o Estado nessas eleições. A Polícia Rodoviária Federal atuará em dois sentidos, dando apoio ao interior para atender possíveis ocorrências tanto nas rodovias como em qualquer local ds municípios e no trânsito. "Este ano não teremos nenhuma operação específica para atender as eleições mas os 22 postos da PRF serão reforçados", afirma o chefe do Núcleo de Comunicação, Eduardo Samúdio. Em Campo Grande um helicóptero da PRF estará de prontidão para atender qualquer emergência da Justiça Eleitoral.

   A Polícia Miltar conta com um efetivo de 3.600 policiais, sendo que 2.100 estará pelas cidades do interior e 1.500 na Capital. "Os locais de votação em todo o Estado têm, no mínimo, dois policiais militares cada e cem viaturas caracterizadas fiscalizam os locais de votação e fazem polciamento ostensivo, além de dez viaturas descaracterizadas para coibir crimes eleitorais e no Quartel do Comando geral permanecem 60 policiais de prontidão para garantir a segurança", disse o tenente-coronel Nelson Antônio da Silva.

   Em nota, a Polícia Federal divulgou que todo o efetivo está convocado para atuar neste dia de eleições no estado. A Polícia Federal está nas aldeias indígenas nos municípios de Amambai, Aquidauana, Coronel Sapucaia, Miranda, Douradina, Dourados, Porto Murtinho, Aral Moreira, Caarapó, Sidrolândia, Eldorado, Japorã, Nioaque, Anastácio e Dois Irmãos do Buriti e nas cidades de fronteira como Porto Murtinho e Mundo Novo. Os municípios de Campo Grande, Corumbá, Três Lagoas, Dourados, Naviraí e Ponta Porã serão atendidos pelos policiais das suas respectivas localidades.

   A Polícia Civil opera na capital pela DEPAC e CEPOL, ambas com um escrivão cada para reforço no atendimento. O delegado Matusalém Sotolani alega que cerca de 90 policiais civis atuam no interior do estado desde ontem e em conjunto com policiais federais nas aldeias. "As cidades sem delegados ou que estiverem com delegado em férias receberão delegados para substituí-los", declarou.

MATO GROSSO DO SUL

Razuk falta em sua 'última' sessão como deputado

Deputado pelo Partido Liberal, campo-grandense exercia seu segundo mandato, com pouco mais de 17 mil votos na última eleição, e perdeu local na Casa por fraude de colegas da mesma sigla

21/05/2026 11h01

Neno Razuk cai agora da cadeira de deputado estadual em Mato Grosso do Sul pelo Partido Liberal para a vaga de 1° suplente

Neno Razuk cai agora da cadeira de deputado estadual em Mato Grosso do Sul pelo Partido Liberal para a vaga de 1° suplente Marcelo Victor/Correio do Estado

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Após ser um dos nomes envolvidos na "dança das cadeiras" na Casa de Leis e perder o posto de deputado estadual para cair como suplente, Roberto "Neno" Razuk Filho faltou na sessão ordinária de hoje (21), a qual seria sua última na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul. 

In loco na Casa de Leis, o Correio do Estado apurou que o integrante parlamentar do clã Razuk estava em Dourados hoje (21), e que lá ficaria apesar da realização normal da sessão ordinária na Alems. Uma nota oficial com o posicionamento do agora ex-deputado foi disparada antes da hora do almoço.

Deputado pelo Partido Liberal, o campo-grandense Neno Razuk exercia seu segundo mandato, somando pouco mais de 17 mil votos na última eleição. Confira a versão na íntegra do posicionamento: 

“Hoje encerro um ciclo de quase 8 anos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Agradeço, de coração, aos 17.023 eleitores que confiaram em mim. Cada voto foi honrado com muito trabalho e responsabilidade.

Levo comigo a certeza de que lutei por causas importantes, especialmente pelas pessoas com deficiência, pela causa TEA e pelos neurodivergentes.

Sigo acreditando que a ALEMS continuará avançando na construção de políticas públicas eficazes e inclusivas. Meu muito obrigado a todos", cita Neno Razuk em despedida.

Apesar de sua condenação a  15 anos e 7 meses de prisão, sentenciado pelos crimes de organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho, essa decisão ainda em primeira instância não foi a responsável por "puxar o tapete" de Neno Razuk na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, mas sim a fraude do casal eleito na mesma sigla. 

Entenda

Durante a manhã de hoje (21), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso do Sul realizou uma recontagem dos votos recebidos pelo "Casal Trutis", por fraude e captação ilícita de votos, o que acabou impactando no mandato do deputado do PL na Assembleia Legislativa. 

Nomes que cresceram na onda do bolsonarismo, Loester Carlos Gomes de Souza, o "Tio Trutis", e Raquelle Lisboa Alves Souza teriam recebido R$2,026 milhões para campanha eleitoral pelo Partido Liberal de 2022 e, em tese, embolsaram parte dos recursos, o que impactou agora no mandato do colega de sigla, Neno Razuk. 

Neno Razuk cai agora da cadeira de deputado estadual em Mato Grosso do Sul pelo Partido Liberal para a vaga de 1° suplente, sendo que o sistema proporcional entrega esse posto parlamentar na Casa de Leis de MS à sigla da Social Democracia Brasileira. 

Em outras palavras, Neno Razuk, eleito pelo PL, deixa agora o posto de deputado para a entrada do primeiro suplente pelo PSDB, João César Mattogrosso, que inclusive não deve disputar as eleições neste ano, como bem acompanha o Correio do Estado. 

Também cabe citar que Razuk também perde a imunidade parlamentar e corre o risco de acabar preso ou ser obrigado a usar tornozeleira. Mesmo assim, ele ainda pode disputar uma vaga à Câmara dos Deputados, uma vez que a condenação é de primeira instância.

 

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captação ilícita de votos

Recontagem após fraude de Trutis tira mandato de deputado do PL na Assembleia

Após receber R$2 milhões para campanha eleitoral e, em tese, embolsar parte dos recursos, casal que cresceu na "onda" do bolsonarismo afeta cadeira do Partido Liberal em MS

21/05/2026 10h01

Marcelo Victor/Correio do Estado

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Graças à fraude do casal "Trutis" ao receber mais de dois milhões de reais para campanha e, em tese, embolsar parte dos recursos do Partido Liberal, a recontagem feita hoje (21) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso do Sul, dos votos recebidos pelos nomes de cresceram na "onda" do bolsonarismo, acaba de tirar o mandato de outro deputado do PL na Assembleia Legislativa.  

Conforme repassado na manhã desta quinta-feira (21) pelo juíz auxiliar da presidência do Tribunal Regional Eleitoral, Luiz Felipe Medeiros, o caso trata-se da anulação dos votos recebidos por Raquelle Lisboa Alves Souza durante as eleições de 2022. 

Ao lado do companheiro, Loester Carlos Gomes de Souza, o "Tio Trutis", o casal que cresceu na onda do bolsonarismo foi condenado pela Justiça Eleitoral por, em tese, receber R$2,026 milhões para campanha eleitoral e embolsar parte dos recursos. 

Saindo ela para deputada estadual e ele para federal, o casal somou a seguinte quantidade de votos: 

  1. Raquelle Lisboa Alves Souza: 10.782 votos 
  2. Loester Carlos Gomes de Souza: 21.784 votos 

Sendo ambos do Partido Liberal, essa ação do "Casal Trutis" por consequência acabou respingando regionalmente em um outro parlamentar do PL: Roberto "Neno" Razuk Filho. 

Apesar da condenação a  15 anos e 7 meses de prisão, sentenciado pelos crimes de organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho, a decisão ainda em primeira instância não foi a responsável por "puxar o tapete" de Neno Razuk na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, mas sim a fraude do casal eleito na mesma sigla. 

Com isso, inclusive, Neno Razuk cai agora da cadeira de deputado estadual em Mato Grosso do Sul pelo Partido Liberal para a vaga de 1° suplente, sendo que o sistema proporcional entrega esse posto parlamentar na Casa de Leis de MS à sigla da Social Democracia Brasileira. 

Em outras palavras, Neno Razuk, eleito pelo PL, deixa agora o posto de deputado para a entrada do primeiro suplente pelo PSDB, João César Mattogrosso, que inclusive não deve disputar as eleições neste ano, como bem acompanha o Correio do Estado. 

Também cabe citar que Razuk também perde a imunidade parlamentar e corre o risco de acabar preso ou ser obrigado a usar tornozeleira. Mesmo assim, ele ainda pode disputar uma vaga à Câmara dos Deputados, uma vez que a condenação é de primeira instância.

Já a recontagem dos votos do "Tio Trutis", em si, não resultou em qualquer alteração direta para deputado federal, afetando apenas a suplência.

Relembre

Tio Trutis - que em 2018 foi eleito deputado federal em meio à onda de votos do bolsonarismo e ao longo do mandato se envolveu em uma série de escândalos, como atentado a tiros contra si mesmo -, foi condenado por desvio de R$ 776 mil do fundo partidário durante a campanha eleitoral  de 2022. 

A mesma punição também coube a Raquelle, que era sua assessora em Brasília e acabou virando sua esposa e posterior candidata a deputada estadual por Mato Grosso do Sul. 

Tio Trutis e a esposa foram condenados porque, segundo a Justiça Eleitoral, receberam R$2,026 milhões para a campanha eleitoral e, em tese, embolsaram parte destes recursos. Deste montante, R$336 mil foram repassados à empresa JC Hipólito Taques Comunicação, e R$440 mil para Cid Nogueira Fidelis. 

Mas, segundo investigação, as empresas não existiam, não possuindo sede e sequer funcionários. Ou seja, a prestação de contas dos candidatos do PL foi forjada e, por isso, a recontagem dos votos nesta quinta-feira. 
**(Colaborou Neri Kaspary). 

 

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