Política

Eleições 2026

Mudança de local de votação é cancelada e MS não terá alteração para o segundo turno

Seção eleitoral de Maracaju, onde houve empate entre Lula e Bolsonaro, havia sido alterada para outro endereço, mas houve cancelamento e MS manterá locais de votação do primeiro turno

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A seção eleitoral que havia sido alterada em Mato Grosso do Sul para a votaçao no segundo turno voltou para o local originalmente previsto, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-MS). Desta forma, não haverá mudanças entre os locais de votação do primeiro para o segundo turno das eleições.

Conforme reportagem do Correio do Estado, a alteração havia sido confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na Zona Eleitoral 16, seção 56, em Maracaju, que conta com 70 eleitores. A alteração ainda consta no sistema do tribunal.

No entanto, em nota divulgada na tarde desta segunda-feira (19), o TRE-MS afirmou que a houve um pedido para alteração, que posteriormente foi cancelado.

"Em Maracaju (16ª ZE), houve uma solicitação de alteração do local de votação de um assentamento. No entanto, o pedido foi posteriormente cancelado, após a confirmação de que o local originalmente previsto comportava a realização da votação também no segundo turno. Dessa forma, não houve mudança efetiva no local de votação", diz a nota.

Desta forma, os eleitores da seção em questão votam na Paróquia São Sebastião, no Núcleo/Assentamento Canta Galo.

No local, no primeiro turno, foram registrados 26 votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 26 para o senador Flávio Bolsonaro (PL), 1 para Augusto Cury (Avante), 1 branco e 2 nulos, totalizando 56 votos e 14 abstenções.

O TRE-MS ressalta que, desta forma, não houve alterações nos locais de votação de Mato Grosso do Sul entre o primeiro e o segundo turno das eleições, sendo mantidas apenas as mudanças registradas antes do primeiro turno, que permanecem válidas para o segundo, marcado para o dia 25 de outubro.

Estas alterações são:

Campo Grande

  • 35ª Zona Eleitoral

De: Escola Estadual Profª Alice Nunes Zampiere, Rua Constantinopla, s/n - Vila Almeida
Para: Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), na Avenida Dom Antônio Barbosa, nº 4.155, Santo Amaro

De: CRAS Vila Nasser, Rua Januário Barbosa, 366 - Vila Nasser
Para: EMEI Professora Adélia Leite Krawiec, Rua Santa Mônica, s/n, Santa Luzia

De: Mesquita Islâmica Luz da Fé, Avenida América, 657 - Vila Planalto
Para: Centro de Referência de Esporte e Cultura, Rua Onze de Outubro, nº 220, Cabreúva

  • 53ª Zona Eleitoral

De: Loja Maçônica Oriente Maracaju ,Avenida Calógeras, 1952 - Centro
Para: Senac Hub Academy, Rua Francisco Cândido Xavier, 75 - Centro

  • 54ª Zona Eleitoral

DE: Escola Municipal Major Aviador Y-Juca Pirama de Almeida e FACSUL, Campus Afonso Pena
Para: Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Rua Taquari, 831 – Santo Antônio

Terenos

  • 54ª Zona Eleitoral

De: Escola Municipal Rosa Idalina Braga Barboza, Rua Antônio João Valadares, 22 - Conjunto Antônio Valadares
Para: Escola Municipal Álvaro Lopes, Joaquim Farias de Albernaz, 151 - Vila Ferreira

Mato Grosso do Sul terá votação apenas para presidente, em disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Para o cargo de governador, a eleição foi decidida no primeiro turno, com a reeleição de Eduardo Riedel (PP), com 67,07% dos votos válidos.

Alteração de locais

Assim como ocorreu em Mato Grosso do Sul, outros estados tiveram locais alterados e, posteriormente, cancelados. O aviso inicial do TSE era de que alterou o endereço de 4.352 seções eleitorais, já informando que o número de seções alteradas é dinâmico e ainda pode haver novas mudanças.

Até a publicação desta reportagem, o número foi atualizado para 444.

Com estas mudanças ocorrendo todos os dias e a eleição já no próximo domingo, a Justiça Eleitoral orienta que todos os eleitores chequem se os endereços de suas seções foram alterados.

A consulta aos locais de votação pode ser feita seguintes canais oficiais:

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, solicitou aos tribunais regionais eleitorais (TREs) que orientem as respectivas zonas eleitorais a promoverem ampla divulgação sobre eventuais alterações em locais de votação, por meio dos canais de comunicação disponíveis, a fim de manter o eleitorado devidamente informado, além de evitar deslocamentos equivocados no dia da eleição.

Paralelamente, por meio de ofício, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, solicitou às corregedorias regionais que eventuais alterações nos locais de votação sejam precedidas de avaliação criteriosa de sua necessidade, consideradas as condições de funcionamento, segurança e acessibilidade dos espaços, bem como os possíveis impactos sobre o deslocamento do eleitorado.

Segundo o documento, as medidas visam evitar mudanças desnecessárias em curto intervalo de tempo, conferir maior previsibilidade ao eleitorado e favorecer o regular exercício do direito ao voto.

"A Justiça Eleitoral ressalta que as alterações não são decididas de forma centralizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A responsabilidade cabe a cada zona eleitoral, que conhece a realidade de seu município e avalia a infraestrutura disponível. O TSE esclarece ainda que a transferência de um local de votação para outro prédio não significa redução de seções ou prejuízo aos eleitores", diz a nota.

Eleições 2026

Eleitores com deficiência podem solicitar transporte gratuito até quarta-feira

Medida vale para eleitores que votam em Campo Grande

19/10/2026 15h45

Iniciativa faz parte do programa Seu Voto Importa, da Justiça Eleitoral

Iniciativa faz parte do programa Seu Voto Importa, da Justiça Eleitoral Foto: Antônio Augusto / Secom TSE

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Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida que votam em Campo Grande podem solicitar transporte especial gratuito para o segundo turno até a próxima quarta-feira (21). A iniciativa faz parte do programa Seu Voto Importa, da Justiça Eleitoral.

A solicitação deve ser feita por meio do formulário eletrônico disponível no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS). O mesmo formulário utilizado no primeiro turno será reaberto para receber os pedidos referentes ao segundo turno. 

Cabe destacar que o cadastro é destinado apenas a novas solicitações. Ou seja, quem já havia solicitado o transporte para os dois turnos e foi atendido no primeiro turno já tem o transporte garantido para o segundo, não sendo necessário realizar um novo cadastro. 

Para realizar a solicitação, é necessário fornecer informações conforme as exigências do formulário. O pedido dependerá de autorização do juiz eleitoral responsável.

Quem preferir também poderá fazer a solicitação presencialmente nos cartórios eleitorais de Campo Grande, das 12h às 18h, apresentando os mesmos documentos exigidos no formulário eletrônico.

Espólio 

Com o cenário mais apertado da história em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização do Brasil, em 1989, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) tentam seduzir e conquistar o 'espólio' de 100 mil votos sul-mato-grossenses no 2°turno, marcado para o próximo dia 25 de outubro.

Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essa foi a quantia de eleitores que foram às urnas convictos de seus representantes, contudo, rechaçaram tanto a ala petista, quanto o filho de Jair Bolsonaro no último dia (4). Neste cenário, o preferido aos olhos do sul-mato-grossenses foi o Escritor Augusto Cury (Avante), votado por 39.148 eleitores.

Na sequência, os mais votados foram: Renan Santos (31.847 votos); Ronaldo Caiado (23.291 votos); Romeu Zema (2.792 votos); Samara (1.291); Hertz Dias (353 votos); Clariana Barão (626 votos); Edmilson Costa (332 votos); Veterinário Wilson Grassi (209 votos) e Rui Costa Pimenta (183 votos). 

No cenário nacional,  Flávio consquistou 47,03% dos votos válidos (56.104.268), enquanto Lula foi o escolhido para 45,16% da população (53.876.617 votos).

Separados apenas por 1,87%, cerca de 2,23 milhões de votos absolutos, ambos correm contra o relógio para 'fisgar' eleitores de todas as regiões do país, seja nos grandes centros, ou em colégios eleitorais menores, caso de Mato Grosso do Sul. 

Saiba *

Para mais informações, a Central de Atendimento ao Eleitor de Campo Grande disponibiliza os seguintes canais:

WhatsApp: (67) 99987-4376
WhatsApp: (67) 99984-2922
Telefone: (67) 2107-7276

Após o 2° turno

Entrave sobre maioridade penal adia votação da PEC da Segurança Pública

Governistas defendem que redução se estabeleça em 16 anos e seja aplicada apenas a crimes hediondos enquanto oposição defende que maioridade penal caia para 14

19/10/2026 14h15

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) Arquivo

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Um entrave sobre a redução da maioridade fez com que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tratasse a análise da PEC da Segurança Pública somente após o 2° turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

O imbróglio tem como base uma discordância entre governistas e oposição quanto à idade mínima proposta para o tema, haja visto que governistas defendem que a idade mínima seja de 16 anos apenas para crimes hediondos, enquanto parlamentares da oposição sugerem que o índice seja de 14 anos. 

O anúncio sobre o calendário especial da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18/2025) foi realizado no último dia 14 por Alcolumbre. 

O presidente do Senado ja havia pautado a votação sobre o fim da escala 6x1 e disse que a proposta de emenda poderia ser votada na última quinta-feira (15) após sessão deliberativa, uma vez que o plenário da Casa aprovou um requerimento que acelerou a tramitação do texto-base, que havia sido aprovado pela comissão em setembro deste ano, mas faltava a votação dos destaques (propostas de alteração do texto principal) apresentados.

Enviada à Câmara dos Deputados em abril de 2025, a proposta compõe as medidas eleitorais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem sido citada pelo petista como condição para a criação do Ministério da Segurança Pública.

O texto amplia a cooperação entre municípios, Estados e União, estende a competência da Polícia Federal e cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e o Sistema de Políticas Penais, entre outros pontos.

No mesmo dia, o relator da PEC da Segurança Pública, Rogério Carvalho (PT-SE), afirmou que as emendas sobre a redução da maioridade penal, tanto a encampada pelo governo quanto a da oposição, não seriam apreciadas com a proposta. 

A ideia, de acordo com Carvalho, é que não houvesse modificação na PEC da Segurança no Senado, o que obrigaria que o texto voltasse para a Câmara - onde já foi aprovado sem o tema da maioridade penal.

Impasse

Contudo, uma emenda que trata sobre o tema foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O texto estabelece a redução da maioridade penal para 16 anos na maior parte dos crimes e para 14 anos em crimes como tráfico de drogas e organização criminosa.

Outra apresentada pelo líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), trata da redução da maioridade penal para 16 anos apenas em caso de crimes hediondos, como homicídio, tortura e estupro, sem incluir delitos de menor gravidade, como furto.

Na Câmara, o tema foi descartado por uma articulação do próprio governo Lula com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que impediu que a redução fosse incluída no texto pelo deputado Mendonça Filho (PL-PE), relator da PEC naquela Casa.

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