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Novos eleitores em MS vêm principalmente de São Paulo; mulheres solteiras de 25 a 29 anos lideram

Parcela de novos eleitores é representada por 1,6 mil mulheres e 1.591 homens

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São Paulo (871), Paraná (375) e Mato Grosso (337) puxam a fila dos estados com maior volume de transferências eleitorais para Mato Grosso do Sul em 2026 (3.191 eleitores), dentro deste recorte, mulheres solteiras com idade entre 25 e 29 anos lideram a estatística. 

Se considerarmos ambos os gêneros, o recorte é responsável por 14,6% (467) dos novos votantes, índice ligeiramente superior ao número de votantes com idade entre 30-34 (450) ou 14,1%. Deste universo, são 243 mulheres e 224 homens. 

Quanto ao estado civil, 366 pessoas se declararam solteiras, ao passo que 92 disseram estar casadas, além de 9 pessoas divorciadas, números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O novo eleitorado é representado por 1,6 mil mulheres e 1.591 homens. 

Além dos estados citados, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Maranhão também contam com número significante de eleitores que transferiram a documentação e devem votar em Mato Grosso do Sul no pleito geral deste ano. O 1° turno acontece dia 4 de outubro, ao passo que o estado conta com 2.025.001 eleitores. 

Conforme o TSE, Campo Grande (823), Três Lagoas (317), Dourados (273), Chapadão do Sul (172), Ponta Porã (134) e Nova Andradina (107) abrigaram a maior parte dos novos eleitores. 

De modo geral, o recorte etário dos novos votantes se estabeleceu da seguinte maneira:

  • 17-20 (82);
  • 21-24 (226);
  • 25-29 (467);
  • 30-34 (450); 
  • 35-39 (423); 
  • 40-44 (414); 
  • 45-49 (338); 
  • 50-54 (248); 
  • 55-59 (165); 
  • 60-64 (143); 
  • 65-69 (128); 
  • 70-74 (64); 
  • 75-79 (33); 
  • 80-84 (7); 
  • 85-89 (2); 

Apenas um eleitora com idade acima dos 90 anos transferiu o título eleitoral para Mato Grosso do Sul em 2026, mudança ocorrida em março deste ano.

Com a troca, ela deixou o domicílio eleitoral no município de Praia Grande, em São Paulo e esta apta a votar em Amambai já no pleito deste ano. 

Cabe destacar que a chegada desta parcela de votantes pode estar diretamente atrelada àqueles que veem Campo Grande como um centro de oportunidades, ou mesmo à população que migra por força de trabalho ao interior do Estado, economia impulsionada pelo agronegócio, além das fábricas de celulose situadas em Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas e Eldorado. 

Além dos novos votantes, 1.659 sul-mato-grossenses "transferiram internamente" seus locais de votação, ou seja, realizaram apenas a mudança entre municípios de MS. 

Estados que mais "exportaram" eleitores para Mato Grosso do Sul: 

  • São Paulo 871
  • Paraná 375
  • Mato Grosso 337
  • Goiás 171
  • Minas Gerais 166
  • Bahia 131
  • Alagoas 114
  • Rio de Janeiro 110
  • Santa Catarina 101
  • Maranhão 100
  • Pernambuco 94
  • Rio Grande do Sul 90
  • Pará 89
  • Rondônia 86
  • Ceará 47
  • Distrito Federal 39
  • Piauí 35
  • Tocantins 31
  • Espírito Santo 30
  • Acre 29
  • Amazonas 28
  • Rio Grande do Norte 27
  • Paraíba 18
  • Amapá 13
  • Sergipe 11
  • Roraima 5
  • (Exterior)  43

Onde votarão os novos eleitores?

  • Campo Grande 823
  • Três Lagoas 317
  • Dourados 273
  • Chapadão do Sul 172
  • Ponta Porã 134
  • Nova Andradina 107
  • Costa Rica 95
  • Aparecida do Taboado 93
  • Ribas do Rio Pardo 66
  • Bataguassu 64
  • Paranaíba 63
  • Mundo Novo 52
  • Água Clara 49
  • Rio Brilhante 45
  • Cassilândia 44
  • Corumbá 44
  • Inocência 40
  • Maracaju 38
  • Naviraí 38
  • São Gabriel do Oeste 36
  • Ivinhema 31
  • Aquidauana 30
  • Sidrolândia 28
  • Bonito 27
  • Selvíria 25
  • Coxim 24
  • Nova Alvorada do Sul 22
  • Brasilândia 21
  • Caarapó 21
  • Jardim 19
  • Amambai 18
  • Sonora 18
  • Ladário 17
  • Itaquiraí 15
  • Paraíso das Águas 15
  • Terenos 14
  • Iguatemi 13
  • Angélica 12
  • Deodápolis 12
  • Eldorado 12
  • Rio Verde de Mato Grosso 11
  • Sete Quedas 11
  • Anaurilândia 10
  • Fátima do Sul 10
  • Miranda 9
  • Anastácio 8
  • Bandeirantes 8
  • Bela Vista 8
  • Glória de Dourados 8
  • Alcinópolis 7
  • Corguinho 7
  • Laguna Carapã 7
  • Paranhos 7
  • Taquarussu 7
  • Vicentina 7
  • Aral Moreira 6
  • Batayporã 6
  • Camapuã 6
  • Figueirão 6
  • Itaporã 6
  • Dois Irmãos do Buriti 5
  • Jaraguari 5
  • Santa Rita do Pardo 5
  • Japorã 4
  • Rio Negro 4
  • Guia Lopes da Laguna 3
  • Juti 3
  • Nioaque 3
  • Tacuru 3
  • Bodoquena 2
  • Pedro Gomes 2
  • Porto Murtinho 2
  • Rochedo 2
  • Douradina 1
  • Jateí 1
  • Novo Horizonte do Sul 1 

Conforme o TSE, neste período, apenas os municípios de Antônio João, Caracol e Coronel Sapucaia não abrigaram eleitores de outros estados. 

Finalizadas em maio, as transferência poderiam ser feita de forma on-line, pelo Autoatendimento Eleitoral, ou presencialmente, em qualquer cartório eleitoral do município onde a pessoa pretendia votar. 

Voto em trânsito

Eleitoras e eleitores que estiverem longe de seus domicílios eleitorais durante o pleito deste ano e desejam exercer seu direito ao voto podem se manifestar junto ao Tribunal Regional Eleitoral desde a última segunda-feira (20). 

O serviço estará disponível nos municípios de Campo Grande e Dourados, disponível àqueles que se manifestarem até 20 de agosto. 

A solicitação pode ser feita pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal da Justiça Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral, mediante apresentação de documento oficial com foto.

Em Campo Grande, o local destinado à votação em trânsito será o Sebrae, localizado na Avenida Mato Grosso, nº 1.681, Centro. Já em Dourados, a votação ocorrerá na Paróquia São José Operário, situada na Avenida Marcelino Pires, s/n, Centro.

O voto em trânsito é destinado a eleitores que estarão fora do município onde votam no dia da eleição e possuem inscrição eleitoral regular. A habilitação pode ser solicitada para o primeiro turno, para o segundo turno ou para ambos.

Quem optar por votar em trânsito em município localizado no mesmo estado de seu domicílio eleitoral poderá votar para todos os cargos em disputa. Já quem escolher votar em unidade da Federação diferente daquela em que está inscrito poderá votar apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

A habilitação para o voto em trânsito não altera nem transfere a inscrição eleitoral. Após a realização das eleições, o vínculo da eleitora ou do eleitor com sua seção de origem é restabelecido automaticamente.

Caso a pessoa habilitada para votar em trânsito não compareça ao local escolhido no dia da eleição, deverá justificar a ausência, mesmo se estiver em seu município de origem.

As regras sobre a transferência temporária de eleitoras e eleitores e o voto em trânsito estão previstas nos artigos 30 a 46 da Resolução-TSE nº 23.751/2026.

Serviço 

Em caso de dúvidas, as eleitoras e os eleitores podem procurar qualquer cartório eleitoral ou acessar os canais oficiais da Justiça Eleitoral.

PODER EM XEQUE

OAB/MS pede afastamento de Moraes e senadores defendem apuração rigorosa

Tereza e Soraya cobram atuação do Senado diante da crise no STF, enquanto Nelsinho convocará comissão que fiscaliza inteligência

10/09/2026 07h55

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, está no

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, está no "olho do furacão" Foto: Luiz Silveira/STF

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A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) e os três senadores do Estado aumentaram a pressão por uma apuração independente das suspeitas que atingem ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Enquanto a Ordem defendeu o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes, as parlamentares Tereza Cristina (PP) e Soraya Thronicke (PSB) cobraram o cumprimento das responsabilidades constitucionais do Senado e Nelsinho Trad (PSD) anunciou a convocação da comissão responsável por fiscalizar as atividades de inteligência.

As manifestações convergem na defesa da investigação, mas apresentam diferenças, pois a OAB/MS foi além e pediu o afastamento cautelar de Moraes, enquanto Tereza afirmou que o Senado não pode se omitir, Soraya defendeu a análise dos pedidos de impeachment com critérios iguais e Nelsinho adotou uma posição mais procedimental, propondo que os fatos sejam discutidos no espaço institucional adequado.

A posição da OAB/MS foi aprovada por unanimidade durante sessão extraordinária realizada na terça-feira, quando a entidade justificou a medida pela gravidade dos fatos revelados após o levantamento do sigilo das investigações envolvendo o Banco Master.

O Conselho Seccional também defendeu a suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para atuar no caso, pois, conforme a Ordem, as medidas são necessárias para garantir transparência e preservar a credibilidade das instituições.

“Defender as instituições também significa exigir respostas firmes quando fatos graves colocam em risco a confiança que a sociedade nelas deposita”, afirmou a OAB/MS.

SENADORES

Tereza Cristina afirmou que as suspeitas envolvendo o STF provocam perplexidade na população e podem comprometer a confiança da sociedade nas instituições. “A população brasileira está estarrecida com os fatos que envolvem hoje o STF. E com razão. A sociedade não pode perder a confiança nas nossas instituições.

Nenhuma autoridade está acima da lei. O Senado tem responsabilidades constitucionais e não pode se omitir”, declarou.

Tereza também defendeu que seja assegurado o direito de defesa aos envolvidos, mas afirmou que a gravidade das suspeitas exige investigação. “A ampla defesa deve ser garantida a todos, mas não podemos ignorar suspeitas gravíssimas. Temos de buscar a verdade. Sempre com independência, transparência e respeito à Constituição”, completou.

Já Soraya Thronicke classificou o momento como uma das crises mais graves enfrentadas pelo Supremo nos últimos anos. “Estamos diante de uma das crises mais agudas do STF nos últimos tempos. Na minha avaliação, algumas decisões recentes ultrapassam os limites de atuação da Corte, e o afastamento de dirigentes da Polícia Federal não é razoável”, declarou.

Ela também afirmou que o Poder Judiciário não pode ser utilizado como instrumento de disputas pessoais ou políticas e que a proximidade das eleições aumenta a necessidade de isenção por parte das instituições.

“O Senado precisa cumprir seu papel constitucional e analisar os pedidos de impeachment com provas, direito de defesa e os mesmos critérios para todos. Havendo crime de responsabilidade, deve haver consequência”, defendeu.

Presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), Nelsinho Trad confirmou que convocará uma reunião do colegiado para que os fatos sejam discutidos no Congresso Nacional. 
Ele afirmou que o pedido apresentado atende às exigências regimentais e, por isso, deverá ser analisado pelo colegiado. 

“Havendo um pedido que atenda às exigências regimentais, vamos realizar a reunião e permitir que os fatos sejam tratados no espaço institucional adequado, observando sempre o Regimento Interno do Senado”, declarou.

DEMOCRACIA

PT inicia ofensiva contra André Mendonça e pede apoio de militantes

Mobilização começou após o presidente dizer que "se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral"

10/09/2026 07h08

"Ou o STF abre o sigilo sobre Flávio Bolsonaro ou a integridade da eleição está comprometida", disse Lula

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou, nesta quarta-feira, 9, uma campanha nas redes sociais contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Banco Master.

Depois de Lula dar uma declaração pública pedindo a quebra integral do sigilo da investigação, petistas vieram a público criticar o juiz e iniciaram uma campanha de mobilização da militância em oposição a Mendonça.

"Na minha opinião, ou o STF abre o sigilo e mostra ao Brasil os segredos ocultos sobre Flávio Bolsonaro ou a integridade da eleição está comprometida. É preciso revelar toda a verdade sobre o candidato suspeito", disse Éden Valadares, secretário nacional de Comunicação do PT.

Poucos minutos antes, Lula pediu "explicações e medidas imediatas" para enfrentar a "crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário" em seu perfil nas redes sociais.

"Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral", afirmou o presidente e candidato à reeleição. "Por isso é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja a quem for, doa a quem doer."

Nos bastidores, alguns dos principais conselheiros de Lula veem André Mendonça como o responsável pelo momento ruim do presidente nas pesquisas de intenção de voto. Eles apontavam o entorno do ministro do STF como responsável pelos vazamentos da investigação da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha - a situação piorou após a queda do sigilo de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A gota d’água ocorreu após a divulgação de pesquisas que apontam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, o que mergulhou a campanha de vez numa crise.

Para alguns desses conselheiros, a situação envolvendo Moraes complicou ainda mais a situação de Lula. Para esse grupo, é inevitável que parte do eleitorado brasileiro não associe Moraes a Lula. Além disso, dizem eles, ainda existe gratidão do Planalto ao que ministro fez no julgamento da tentativa de golpe de Estado, que levou, entre outros, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à prisão.

A campanha pediu apoio da militância nos grupos de WhatsApp. "Faltam só 25 dias para as eleições, gente! Não tem para onde correr: a missão de hoje é para agora, hein? Precisamos falar sobre as atitudes do ministro André Mendonça no caso envolvendo a blindagem de Flávio Bolsonaro e defender que as instituições cumpram o seu papel com independência", disse um dos textos divulgados no grupo de WhatsApp "Lulaverso", criado pela campanha de Lula em 2022 e ativo até hoje.

Essa publicação foi feita antes da declaração pública de Lula. "Bora botar a boca no trombone! Cada compartilhamento, postagem e conversa importam muito. Está proibido deixar a tarefa para depois."

Éden Valadares defendeu em publicação nas redes que o momento pede reação imediata. "A situação política no Brasil é muito grave. O que eram suspeitas se confirmam em evidências, e precisamos denunciar e reagir agora. A crise institucional que se instalou no Supremo Tribunal Federal está sendo transformada em instrumento eleitoral pelo ministro relator do caso do Banco Master ao barrar as investigações sobre Flávio Bolsonaro, ao ser parcial nas apurações do banqueiro Daniel Vorcaro, ao negar ao Brasil a verdade sobre o escândalo Dark Horse", afirmou.

"A condução do processo claramente tenta influenciar as eleições brasileiras ao proteger o candidato bolsonarista à Presidência da República."

Na semana passada, o Estadão revelou que Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro trocaram 51 mensagens ao longo de 21 dias. A investigação mostrou que Vorcaro pedia auxílio e orientações ao ministro do Supremo sobre as investigações do Master. Também aparecem conversas com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, intermediadas por um advogado.

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7, aponta Lula e Flávio Bolsonaro empatados em 41% no segundo turno. O cenário não era registrado desde março, quando ambos também apareciam no mesmo patamar numérico.

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