Política

ELEIÇÕES 2026

Pré-candidato propõe rever Fundersul e pôr fim à cobrança sobre a desmama de bovinos

Proposta prevê ainda acabar com redistribuição da arrecadação entre setores que ampliaram sua participação na economia estadual

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Uma proposta de revisão do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul) defende a anistia da contribuição incidente sobre a desmama de bovinos e a redistribuição da arrecadação entre setores que ganharam maior peso na economia estadual nas últimas décadas, como as indústrias de cana-de-açúcar e de celulose.

A sugestão foi apresentada em vídeo divulgado nas redes sociais pelo pré-candidato a deputado estadual Jerson Domingos (União Brasil), conselheiro aposentado do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS).

Segundo ele, a estrutura de arrecadação do Fundersul precisa ser atualizada para refletir as transformações econômicas ocorridas desde a criação do fundo, há cerca de 25 anos. 

Na avaliação do ex-conselheiro, o mecanismo foi decisivo para financiar obras de infraestrutura e impulsionar o desenvolvimento do Estado, mas o modelo atual já não acompanha a realidade da produção sul-mato-grossense.

"Se nós não tivéssemos tomado aquela atitude naquele momento, nós não teríamos o Estado que temos hoje. Mas passaram-se 25 anos, e essa lei mudou completamente a sua forma de operacionalidade", afirmou.

Entre as mudanças sugeridas está a extinção da cobrança sobre a desmama de bovinos, medida que, segundo ele, reduziria a carga tributária sobre os pecuaristas. "A primeira iniciativa seria a anistia da desmama", disse.

Para manter o nível de arrecadação do Fundersul, a proposta prevê a revisão das contribuições pagas pelos setores sucroenergético e de celulose, segmentos que ampliaram significativamente sua participação na economia de Mato Grosso do Sul. 

A ideia é redistribuir o peso da contribuição entre as principais cadeias produtivas, preservando a capacidade de investimento do fundo. Jerson Domingos participou, como deputado estadual, da criação e aprovação do Fundersul no fim da década de 1990. 

Agora, como pré-candidato à Assembleia Legislativa, afirma defender uma atualização da legislação para adequar o modelo de arrecadação às mudanças da economia estadual, mantendo o fundo como instrumento de financiamento da infraestrutura.
 

DEFESO ELEITORAL

Bancada federal empenhou mais de R$ 400 milhões em emendas

De um total de R$ 417,07 milhões reservados para o Estado, R$ 311,27 milhões já foram efetivamente pagos pela União até o dia 3

13/07/2026 08h00

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A bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional teve empenhado para este ano quase meio bilhão de reais – R$ 417,07 milhões – em emendas parlamentares pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Desse montante, 74,6%, ou R$ 311,27 milhões, foram efetivamente pagos até o dia 3, data que marcou o início das restrições previstas no calendário eleitoral, conhecidas como defeso eleitoral.

O total integra o pacote recorde de R$ 33,89 bilhões movimentados pela União neste ano para todos os senadores e deputados federais do País.

No caso de Mato Grosso do Sul, o teto total de recursos garantidos foi de R$ 417,07 milhões (valor total empenhado), distribuídos entre os 11 representantes do Estado no Congresso Nacional – três senadores e oito deputados federais.

A medida reflete a aceleração da execução das emendas individuais e de bancada antes do período em que a legislação eleitoral restringe as transferências voluntárias do governo federal.

Em relação aos valores empenhados, que representam o dinheiro reservado no Orçamento, a senadora Soraya Thronicke (PSB) lidera a bancada federal sul-mato-grossense, com R$ 67,43 milhões, seguida de perto pelo senador Nelsinho Trad (PSD), com R$ 67,35 milhões.

Logo depois aparecem os deputados federais Rodolfo Nogueira (PL), com R$ 38,91 milhões, Dagoberto Nogueira (PP), com R$ 38,65 milhões, Beto Pereira (Republicanos), com R$ 36,14 milhões, e Dr. Luiz Ovando (PP), com R$ 35,70 milhões.

Na sequência estão os deputados federais Marcos Pollon (PL), com R$ 32,59 milhões, Geraldo Resende (União Brasil), com R$ 28,48 milhões, e Camila Jara (PT), com R$ 27,36 milhões, enquanto a senadora Tereza Cristina (PP) tem R$ 23,66 milhões empenhados.

Já o deputado federal Vander Loubet (PT), com R$ 20,75 milhões, é o que menos tem emendas empenhadas entre os 11 integrantes da bancada federal do Estado no Congresso Nacional.

A antecipação dos repasses ocorreu em razão da obrigatoriedade de execução das emendas e da proximidade do período de restrições legais para transferências voluntárias a estados e municípios.

PAGAMENTOS

Entre os senadores, Nelsinho Trad foi o parlamentar que teve o maior volume de recursos liberados na conta, com R$ 59,71 milhões, o equivalente a 19,2% de todo o montante pago à bancada.

Na sequência aparece Soraya Thronicke, com R$ 51,21 milhões, correspondentes a 16,5% do total, enquanto a senadora Tereza Cristina recebeu R$ 13,70 milhões, o equivalente a 4,4% dos recursos pagos, sendo a parlamentar com o menor volume de liberações da bancada.

Entre os deputados federais, Rodolfo Nogueira lidera os pagamentos, com R$ 33,41 milhões ou 10,7% do total. Em seguida aparecem Dagoberto Nogueira, com R$ 26,42 milhões (8,5%), e Dr. Luiz Ovando, com R$ 23,99 milhões (7,7%).

Na sequência estão Camila Jara, que recebeu R$ 23,67 milhões (7,6%), Beto Pereira, com R$ 23,45 milhões (7,5%), e Marcos Pollon, contemplado com R$ 23,06 milhões (7,4%).

Também tiveram recursos liberados Geraldo Resende, com R$ 17,35 milhões (5,6%), e Vander Loubet, que recebeu R$ 15,26 milhões, correspondentes a 4,9% do total pago.

Os números mostram que a distribuição dos recursos alcançou parlamentares de diferentes partidos e espectros políticos.

Integrantes de legendas da base do governo, como o PT, e de partidos de oposição ou independentes, como PL, PP, Republicanos, PSD e União Brasil, foram contemplados com liberações expressivas antes do início das restrições eleitorais.

A análise dos dados evidencia o ritmo de liberação para cada parlamentar. Enquanto alguns já tiveram mais de 80% de suas emendas convertidas em dinheiro na conta (como Rodolfo Nogueira e Camila Jara).

Já outros ainda aguardam o pagamento de parcelas mais significativas do que foi reservado, como é o caso da senadora Tereza Cristina, que recebeu R$ 13,70 milhões, dos R$ 23,66 milhões que haviam sido empenhados.

ACELERAÇÃO

O volume de recursos liberados antes do início do defeso eleitoral reforça a estratégia adotada pelo governo federal de acelerar a execução orçamentária em um ano de eleições.

Embora as emendas parlamentares sejam de execução obrigatória, o ritmo dos empenhos e dos pagamentos depende da disponibilidade financeira da União, da apresentação de projetos pelos estados e municípios e do cumprimento das exigências técnicas para a efetiva transferência dos valores.

Na prática, a antecipação dos repasses permite que prefeituras, governo estadual e entidades beneficiadas iniciem ou concluam obras de infraestrutura e ampliem investimentos em saúde, educação e assistência social, além de adquirirem equipamentos e veículos.

Como grande parte das emendas tem destinação municipal, a liberação antecipada também contribui para que os gestores consigam executar os recursos ainda neste ano, respeitando os prazos da legislação fiscal e eleitoral.

Os dados também mostram que, apesar das diferenças nos valores destinados a cada parlamentar, a execução das emendas alcançou representantes de praticamente todos os partidos da bancada sul-mato-grossense, contemplando tanto integrantes da base do governo de Lula quanto parlamentares da oposição e de legendas independentes.

Isso demonstra que a distribuição dos recursos seguiu o caráter impositivo das emendas parlamentares, cujo pagamento passou a ser uma obrigação constitucional, ainda que o cronograma de liberação possa variar entre os congressistas conforme o andamento dos projetos e a disponibilidade orçamentária do governo federal.

*SAIBA

As emendas parlamentares são recursos do Orçamento Geral da União que os deputados federais e senadores têm o direito de direcionar para suas bases eleitorais.

É a forma que os parlamentares encontram de enviar dinheiro direto para os municípios e estados que representam, financiando obras em hospitais, compra de tratores, asfalto ou eventos culturais.

No entanto, entre o parlamentar “indicar” para onde vai o dinheiro e o recurso “cair na conta” da prefeitura, existem duas etapas fundamentais: o empenho e o pagamento.

1 – Emenda empenhada: é quando o dinheiro é reservado e trata-se da primeira fase oficial do gasto público. Significa que o governo federal aceitou a indicação do parlamentar e reservou o dinheiro no Orçamento para aquele fim específico.

A metáfora: pense nisso como ligar para uma pizzaria e fazer uma reserva para o sábado à noite. A mesa está garantida com o seu nome, a pizzaria sabe que você vai e não pode dá-la a mais ninguém.

Na prática, quando uma emenda é empenhada, o prefeito da cidade já sabe que o recurso está garantido pelo governo (“carimbado”) e que a obra ou compra já pode começar a ser licitada ou planejada. O dinheiro, contudo, ainda não saiu dos cofres da União;

2 – Emenda paga: quando o dinheiro foi entregue. É a fase final do processo. Nesse momento o dinheiro sai efetivamente da conta do governo federal e é depositado na conta do município ou do estado que recebeu a emenda.

A metáfora: é o momento em que você vai à pizzaria, consome e efetivamente passa o cartão de crédito para pagar a conta. O serviço foi concluído e o recurso mudou de mãos.

Na prática, o pagamento geralmente acontece após a prefeitura comprovar que o serviço está sendo feito (etapa chamada de liquidação). Quando o texto diz que o valor foi “efetivamente pago”, significa que o dinheiro já está disponível para pagar as empresas contratadas ou os servidores da ponta.

Diferença de valores: é muito comum ver nos noticiários que um parlamentar tem “R$ 30 milhões empenhados”, mas apenas “R$ 10 milhões pagos”. Isso acontece porque o ritmo das obras e das burocracias locais varia.

Como o empenho é o teto máximo reservado, o valor pago sempre estará embutido dentro do valor empenhado. A diferença entre eles é o dinheiro que já foi prometido e garantido pelo governo, mas que ainda aguarda trâmites de contratos, vistorias de engenharia ou notas fiscais para ser finalmente liberado.

estabilidade

No 2º turno, Lula tem 47% contra 44% de Flávio Bolsonaro, aponta BTG/Nexus

Os dois seguem com os mesmos percentuais da pesquisa anterior, divulgada no dia 29 de junho

13/07/2026 07h14

No quesito rejeição, Flávio Bolsonaro aparece com 50%. O presidente Lula, por sua vez, tem rejeição um pouco menor, de 46%

No quesito rejeição, Flávio Bolsonaro aparece com 50%. O presidente Lula, por sua vez, tem rejeição um pouco menor, de 46%

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno da eleição presidencial, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 13. O petista, no entanto, está numericamente à frente.

De acordo com o levantamento, Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 44%, mesmos percentuais da última pesquisa, de 29 de junho. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 8%. Já os eleitores que afirmaram não saber são 1%.

O presidente também venceria o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) por 47% a 40%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os que não sabem são 2%.

No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula também registra 47% e o ex-governador de Goiás, 38%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 13%. Eleitores que não sabem são 2%.

Quando o candidato da oposição é o ativista Renan Santos (Missão), Lula seria reeleito por 49% a 35%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 14%. Eleitores que não sabem são 2%.

Motivação do voto

O levantamento também investigou o que motiva a escolha dos eleitores no principal cenário de segundo turno, entre Lula e Flávio Bolsonaro. Entre os entrevistados que declaram voto no atual presidente, 75% afirmam que o apoiam por considerá-lo o melhor candidato para governar o país, enquanto 19% dizem votar nele principalmente para impedir a eleição do senador e 6% não sabem ou não responderam.

Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 62% afirmam que o parlamentar é o candidato mais preparado para governar, ao passo que 32% declaram que o principal motivo do voto é derrotar Lula e 6% não sabem ou não responderam.

Rejeição

A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa à Presidência da República está em 50%, segundo a pesquisa. No último levantamento, de 29 de junho, eram 51% os eleitores que afirmavam que não votariam de jeito nenhum no parlamentar. A oscilação está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 p.p.

Apesar disso, neste quesito, Flávio está atrás apenas do deputado federal Aécio Neves (PSDB), rejeitado por 61% dos entrevistados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para efeito de comparação, é rejeitado por 46% dos entrevistados - queda de 3 pontos percentuais (p.p.) em relação ao último levantamento - enquanto 36% dizem que ele é o único em que votariam e 16%, que poderiam votar nele.

Cabo Daciolo (Mobiliza) é rejeitado por 44% e Augusto Cury (Avante), à frente do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que registra 36%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ativista Renan Santos (Missão) e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) têm 33% de rejeição, cada. Augusto Cury (Avante) alcança 30%.

Preferência política

O levantamento mostra ainda que 36% dos brasileiros preferem que o próximo presidente da República seja Lula. Outros 32% afirmam que gostariam de ver eleito um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 27% dizem preferir um nome que não seja ligado nem ao petista nem ao ex-chefe do Executivo - alta de 6 pontos percentuais, em relação ao último levantamento, de 29 de junho. Brancos, nulos e indecisos somam 1%. Não sabem ou não responderam são 3%.

A Nexus ouviu 2.003 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 10 a 12 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07981/2026.
 

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