Política

Reprovação

Presidente Dilma reúne
todos ministros hoje depois
de TCU rejeitar contas

Presidente Dilma reúne
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de TCU rejeitar contas

G1

08/10/2015 - 09h39
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Um dia após o Tribunal de Contas da União (TCU) ter recomendado a rejeição das contas do governo de 2014, a presidente Dilma Rousseff se reunirá pela primeira vez com a nova equipe ministerial, anunciada na reforma da última semana. A presidente se encontrará com os 31 ministros às 16h, no Palácio do Planalto.

A decisão do TCU representou uma derrota para o governo. O tribunal entendeu que houve irregularidades nas contas de 2014, como as chamadas "pedaladas fiscais". Agora caberá ao Congresso votar se aceita ou não a recomendação. Em último caso, a reprovação das contas pode suscitar uma abertura de processo de impeachment da presidente.

A necessidade de ampliar o diálogo com a base aliada no Congresso foi um dos motivos alegados pela presidente para realizar a reforma ministerial. O tema da reprovação das contas passa a ser prioritário para a Presidência.

Votação no TCU
Esta foi a segunda vez na história que o TCU recomenda ao Congresso a rejeição das contas de um presidente. A primeira foi em 1937, durante o governo Getúlio Vargas. Na ocasião, o Congresso não seguiu a recomendação do tribunal.

As irregularidades apontadas pelo TCU somam R$ 106 bilhões, sendo R$ 40 bilhões referentes às “pedaladas fiscais”.

Para o relator do processo no tribunal, Augusto Nardes, ao adotar manobras para aliviar, momentaneamente, as contas públicas, o governo desrespeitou princípios constitucionais e legais que regem a administração pública federal. O cenário no ano passado foi classificado por ele como de “desgovernança fiscal”. 

Defesa
Presente à sessão, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, negou que o governo federal tenha violado a Lei de Responsabilidade em 2014. Ele também rebateu a acusação de que que o pedido de afastamento de Nardes tenha sido um ataque do governo à corte.

“Apenas registrar que, ao contrário do que se estabeleceu ou se disse politicamente por políticos ou por outras autoridades, de que se tratava de ataque à corte, não se trava e nunca se tratou. Tanto que eu nunca questionei o parecer da área técnica. Aliás, disse que respeito. Posso divergir, mas respeito”, afirmou.

Repercussão
Partidos de oposição argumentam que a rejeição das contas configuraria crime de responsabilidade e daria base para a abertura do processo de impeachment da presidente.

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou que a decisão do TCU  é "histórica" e demonstra que o governo "cometeu sucessivas ilegalidades para vencer as eleições."

O governo divulgou uma nota sobre decisão. "Os órgãos técnicos e jurídicos do governo federal têm a plena convicção de que não existem motivos legais para a rejeição das contas", diz o texto, assinado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

A nota lembra que a decisão do TCU é um "parecer prévio" que ainda terá de ser submetido à avaliação do Congresso.

Eleições 2026

Eleitor deve levar mais tempo para votar neste ano

Em Mato Grosso do Sul, votação será das 7h às 16h e TSE orienta eleitor a levar cola com os números dos candidatos

29/09/2026 07h55

Urna eletrônica que passou por teste no TRE-MS neste mês

Urna eletrônica que passou por teste no TRE-MS neste mês Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A escolha de dois candidatos diferentes para o Senado será um dos pontos que exigirão mais da atenção dos eleitores no domingo, dia do primeiro turno das eleições gerais deste ano. 

Se o eleitor repetir o mesmo candidato nas duas etapas destinadas ao cargo, o segundo voto será considerado nulo, conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Neste ano, estarão em disputa duas vagas por estado e pelo Distrito Federal. Por isso, depois de confirmar a primeira escolha para senador, o eleitor encontrará outra tela para votar novamente no cargo. 
Essa repetição faz parte da sequência de votação e deverá ser preenchida com o número de outro candidato.

Ao todo, serão seis votos e a sequência começará por deputado federal, seguirá para deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e terminará com a escolha para presidente da República. 

Para ajudar o eleitor a acompanhar as etapas, o TSE orienta levar uma cola em papel com os números anotados na ordem em que serão solicitados pela urna e, nesse sentido, o Correio do Estado está disponibilizando nesta página uma “colinha” para ser recortada pelos leitores.

HORÁRIO

Em Mato Grosso do Sul, as seções eleitorais funcionarão das 7h às 16h (horário de MS), período correspondente às 8h e às 17h (horário de Brasília), respectivamente. 

Quem estiver na fila da seção no momento do encerramento terá o direito de votar assegurado. O eleitor deve organizar o deslocamento para chegar antes das 16 h.

A preparação começa antes de sair de casa, com a conferência do local de votação. O endereço e a seção eleitoral podem ser consultados pelo aplicativo e-Título ou pelo portal do TSE. A verificação antecipada ajuda a evitar que o eleitor se dirija ao lugar errado.

Também é necessário separar um documento oficial com foto. São aceitos carteira de identidade (RG), Carteira Nacional de Habilitação (CNH), passaporte, carteira de trabalho física, certificado de reservista e carteira de categoria profissional reconhecida por lei. Não é obrigatório apresentar o título eleitoral impresso, desde que a identidade seja comprovada.

Quem pretende utilizar o e-Título como identificação deverá conferir se o aplicativo apresenta sua fotografia. Caso esteja sem foto, será preciso mostrar outro documento oficial com a imagem. Certidões de nascimento e de casamento não são aceitas como prova de identidade para votar.

Ao chegar à seção, o eleitor deverá apresentar o documento aos mesários e seguir os procedimentos de identificação. Quem tem biometria cadastrada passará pela conferência das impressões digitais. Se o reconhecimento não funcionar, a equipe fará a verificação dos dados conforme os procedimentos da Justiça Eleitoral.

A ausência de cadastro biométrico, por si só, não impede o voto. Segundo o TSE, quem estiver com o título regular poderá votar mediante a apresentação de documento oficial com foto.

Antes de seguir para a cabine, o eleitor deverá deixar o celular no local indicado pelos mesários, mesmo que tenha utilizado o aparelho para apresentar o e-Título. 

A proibição também abrange câmeras, filmadoras e outros equipamentos capazes de registrar o voto. A cola com os números dos candidatos, portanto, deve ser levada em papel.

Urna eletrônica que passou por teste no TRE-MS neste mês

URNA ELETRÔNICA

Com a urna liberada, a primeira tela será destinada ao voto para deputado federal, identificado por quatro dígitos. Na sequência, o eleitor escolherá o deputado estadual, cujo número tem cinco dígitos. 

Depois virão as duas escolhas para o Senado, cada uma com três dígitos. Os votos para governador e presidente da República terão dois dígitos cada.

Em cada etapa, o eleitor deverá conferir as informações exibidas na tela, como nome e fotografia do candidato. Caso perceba algum erro de digitação, poderá apertar a tecla “Corrige” e informar novamente o número desejado. Quando os dados estiverem corretos, deverá pressionar “Confirma” para registrar a escolha e avançar ao próximo.

A votação só estará concluída depois da confirmação da última escolha, para presidente da República, quando a urna exibirá a palavra “FIM”. Antes de deixar a seção, o eleitor receberá o comprovante de votação.

Para quem deseja se preparar, o TSE disponibiliza um simulador de votação na internet. A ferramenta permite treinar a sequência dos cargos e conhecer o funcionamento das teclas da urna antes de comparecer à seção eleitoral.

Atlas/Bloomberg

Lula tem 45,3% contra 42,2% de Flávio Bolsonaro no 1º turno, diz pesquisa

Ambos os candidatos oscilaram negativamente na comparação com a rodada anterior da pesquisa. No dia 22 de setembro, Lula tinha 45,8% e Flávio, 43,4%

29/09/2026 07h16

Flávio pontua ligeiramente acima de Lula no 2º turno. Flávio marca 47,7% contra 47,6% do atual presidente

Flávio pontua ligeiramente acima de Lula no 2º turno. Flávio marca 47,7% contra 47,6% do atual presidente

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno da corrida presidencial, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 29. A menos de uma semana para o pleito, ele tem 45,3% das intenções de voto, contra 42,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece na segunda colocação.

Brancos e nulos somam 0,9% e, indecisos, 1,2%. A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos.

Ambos os candidatos oscilaram negativamente na comparação com a rodada anterior da pesquisa. No dia 22 de setembro, Lula tinha 45,8% e Flávio, 43,4%.

A pesquisa Atlas começou a ser feita no dia 23 e foi encerrada nesta segunda-feira, 28. Outros dois levantamentos divulgados nesta segunda-feira começaram a ser feitos depois. O da Quaest, no dia 24. O do BTG/Nexus, no dia 25. Ambos fizeram entrevistas até o dia 27.

O candidato Renan Santos (Missão) aparece em terceiro lugar, com 5,2% dos votos. Augusto Cury (Avante) tem 2% e Ronaldo Caiado (PSD), 1,8%.

Os demais pontuaram abaixo de 1%: Romeu Zema (Novo) marcou 0,9%, Samara Martins (UP), 0,4%, e Rui Costa Pimenta (PCO), 0,1%. Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram.

A Atlas utilizou a metodologia de recrutamento digital aleatório para entrevistar 5.005 pessoas com 16 anos ou mais pela internet entre os dias 23 e 28 de setembro. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento, custeado com recursos próprios, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04391/2026.

2º turno

O candidato do PL, contudo, pontua ligeiramente acima de Lula em um eventual segundo turno. Flávio marca 47,7% contra 47,6% do atual presidente. O placar significa empate técnico. Indecisos, brancos e nulos representam 4,8%.

De acordo com a Atlas, Lula ganharia de todos os demais adversários testados no segundo turno: 45,9% a 43,4% contra Caiado; 47,4% contra 41,2% de Zema; 46,2% contra 36,1% de Cury; e, por fim, 46,4% contra 28,9% de Renan Santos.

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