Política

PROCURADO

Prisão preventiva de Neno Razuk é mantida após negativa de liminar no TJMS

Desembargador indefere pedido de urgência em habeas corpus e ex-deputado permanece foragido

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O desembargador Jonas Hass Silva Júnior, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), negou o pedido de liminar em habeas corpus apresentado pela defesa do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL), mantendo a prisão preventiva decretada contra ele. 

Com a decisão, o ex-parlamentar continua foragido e enfrenta dificuldades para participar da convenção partidária do PL, na qual pretendia oficializar sua candidatura a deputado federal nas eleições deste ano.

A prisão preventiva foi decretada no início deste mês pelo juiz José Henrique Kaster Franco, da 4ª Vara Criminal, a pedido do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). 

Desde então, Neno Razuk não foi localizado para o cumprimento do mandado e passou a ser considerado foragido. O ex-deputado já era investigado desde a quarta fase da Operação Successione, que resultou na prisão preventiva de seu pai, Roberto Razuk, e dos irmãos Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, enquanto o pai teve a prisão convertida em domiciliar com monitoramento eletrônico, enquanto os demais permanecem presos.

Na ocasião da operação, Neno Razuk não foi alvo de prisão preventiva porque exercia mandato de deputado estadual. Posteriormente, ele foi condenado a 16 anos de prisão por organização criminosa, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, em desdobramento da primeira fase da Operação Successione.

Ao analisar o pedido de liminar, o desembargador entendeu que as alegações da defesa exigem exame mais aprofundado, motivo pelo qual o mérito do habeas corpus será apreciado posteriormente pela 1ª Câmara Criminal do TJMS.

Também nesta quinta-feira (16), os desembargadores analisam um pedido da defesa que questiona a competência do juízo responsável pelo processo. Caso o recurso seja acolhido, há possibilidade de anulação das decisões proferidas contra o ex-deputado.

Recurso eleitoral

Além do habeas corpus em tramitação no Tribunal de Justiça, Neno Razuk também aguarda o julgamento de um recurso no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), previsto para a próxima semana, que pode ter reflexos sobre sua situação jurídica e política.

A defesa busca reverter a decisão que anulou os votos da candidata Raquelle Lisboa Trutis nas eleições de 2022, condenada pela Justiça Eleitoral por fraude na prestação de contas da campanha. 

A anulação dos votos provocou a retotalização do resultado para deputado estadual, retirando uma cadeira do PL e resultando na perda do mandato de Neno Razuk, substituído por João César Mattogrosso (PSDB).

Caso o TRE-MS acolha o recurso e restabeleça os votos da chapa, Neno poderá recuperar o mandato de deputado estadual e, consequentemente, voltar a ter foro por prerrogativa de função. Nessa hipótese, eventual cumprimento da prisão dependeria de nova análise sobre a competência do processo e das garantias constitucionais aplicáveis ao cargo.

A possibilidade, entretanto, é considerada juridicamente complexa. A própria Corte Eleitoral já homologou a retotalização dos votos e a posse de João César Mattogrosso após o trânsito em julgado da decisão. Além disso, o mandato atual termina no início de 2027, o que reduz os efeitos práticos de uma eventual reversão.

No campo político, integrantes do PL avaliam que outro caminho para Neno Razuk seria a manutenção de sua pré-candidatura a deputado federal. Segundo interlocutores da legenda, caso o partido confirme seu nome na convenção e ele consiga disputar e ser eleito, voltaria a exercer mandato eletivo, embora a repercussão dessa eventual eleição sobre o processo criminal dependa da interpretação jurídica adotada pelos tribunais.

Aguardo do mérito

Em nota, o advogado Ricardo de Souza Pereira, que representa Neno Razuk, afirmou ao Correio do Estado que a decisão do desembargador se restringiu à análise do pedido liminar e não enfrentou os argumentos centrais apresentados pela defesa.

Segundo ele, as teses jurídicas serão apreciadas pelo colegiado responsável pelo julgamento definitivo do habeas corpus e a expectativa é de que a prisão preventiva seja revertida.

Confira a nota na íntegra:

NOTA DA DEFESA

A defesa de Roberto Razuk Filho (Neno Razuk) recebeu com serenidade a decisão que apreciou o pedido liminar no Habeas Corpus.

Importa esclarecer que a decisão proferida não analisou o mérito das teses defensivas, limitando-se a postergar sua apreciação para o julgamento definitivo da impetração. Assim, não houve rejeição dos fundamentos jurídicos apresentados pela defesa, os quais serão oportunamente examinados pelo órgão colegiado competente.

A defesa permanece confiante na reversão da decisão, por entender que as teses deduzidas no Habeas Corpus são sólidas e demonstram, entre outros aspectos, a ausência dos requisitos legais necessários à manutenção da prisão cautelar, especialmente diante da falta de contemporaneidade dos fatos que embasaram a medida extrema.

Desse modo, a expectativa de reforma da decisão permanece íntegra, estando vivas e firmes as esperanças de que, no julgamento do mérito, seja restabelecida a liberdade de Roberto Razuk Filho, em estrita observância às garantias constitucionais e à jurisprudência dos tribunais superiores.

Ricardo Souza Pereira
Advogado

ELEIÇÕES 2026

Para Nunes Marques, 'desacreditar as urnas é desconvidar o eleitor a participar da eleição'

Ministro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) saiu em defesa do sistema de votação que completa 30 anos de história

09/08/2026 11h39

Nunes Marques

Nunes Marques Fotos: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

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Ppresidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques disse que desacreditar o sistema eleitoral brasileiro afasta o eleitor das urnas.

"Ao longo de três décadas, o sistema de votação brasileiro consolidou a sua credibilidade por meio do aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e de auditoria, garantindo transparência ao resultado das urnas. Desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil", disse Nunes Marques.

A declaração foi dada durante a Corrida pela Democracia, realizada pelo TSE em Brasília para encerrar a primeira Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação.

A programação, promovida entre os dias 3 e 9 de agosto, reuniu ações de demonstração das urnas, atividades educativas e iniciativas de combate à desinformação.

Ano em que as urnas eletrônicas completam 30 anos de história, os brasileiros votarão nas Eleições de 2026 para a escolha de representantes para os seguintes cargos: 

  1. Deputado federal,
  2. Deputado estadual, 
  3. Dois senadores, 
  4. Governador e 
  5. Presidente da República

Dos cargos em disputa neste ano eleitoral, cabe lembrar que, enquanto deputados são eleitos por um sistema proporcional, os senadores, governadores e presidente são escolhidos em eleições majoritárias.

Segundo Nunes Marques, nesta semana os 27 TREs (Tribunal Regional Eleitoral) se empenharam em demonstrar o funcionamento da urna eletrônica para dar transparência de como funciona todo o processo eleitoral.

"Fizemos exposições, votações simuladas em shoppings, escolas e em eventos. A Justiça Eleitoral abriu urnas diante da população em diversas cidades para mostrar o que existe por trás do equipamento e o caminho do voto. Além disso, realizou um trabalho de informação e de combate à desinformação. Defendemos uma democracia participativa, transparente e acessível", ressaltou o ministro.

 

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PATRIMÔNIO

35 ruralistas concentram metade da riqueza eleitoral de MS

Patrimônio declarado por 35 candidatos ligados ao setor rural supera os R$ 223 milhões e revela o peso econômico do agronegócio nas eleições

08/08/2026 13h59

Urnas terão candidato a deputado com patrimônio declarado de R$ 64 milhões, mas valor real está bem acima disso

Urnas terão candidato a deputado com patrimônio declarado de R$ 64 milhões, mas valor real está bem acima disso

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Um deputado estadual declara 26 propriedades rurais e 7,2 mil hectares, mais do que qualquer outro candidato do estado. Os oito primeiros do ranking patrimonial têm fazenda, mas só dois se declaram do campo por profissão

Trinta e cinco dos 193 candidatos que já pediram registro em Mato Grosso do Sul declararam à Justiça Eleitoral R$ 223,4 milhões em terras, gado e grãos estocados. É 41,9% de toda a riqueza informada por candidatos no estado, R$ 533,6 milhões. Dez pessoas concentram 85,3% desse patrimônio rural.

São eles que se apresentam ao eleitorado sul-mato-grossense em outubro. O eleitorado sul-mato-grossense, hoje, está em 1.991.265 pessoas, segundo o Tribunal Regional Eleitoral, das quais 52,8% são mulheres, 38,3% não concluíram o ensino fundamental e 14,2% têm diploma superior.

Entre os candidatos, 37,3% são mulheres, 7,8% não passaram do ensino fundamental e 69,4% têm curso superior completo, quase cinco vezes a proporção de quem vai votar neles.

O cruzamento é entre a base do DivulgaCandContas do TSE, consultada em 7 de agosto, e as estatísticas do eleitorado do TRE-MS de 31 de março de 2026.

A distância entre quem se candidata e quem vota

 

Candidatos (193)

Eleitorado de MS (1.991.265)

Mulheres

37,3%

52,8%

Superior completo

69,4%

14,2%

Até o fundamental completo

7,8%

38,3%

Até 24 anos

1,6%

12,1%

70 anos ou mais

5,7%

9,8%

Idade mediana

50 anos

Três candidatos entre os 193 têm menos de 25 anos, faixa que reúne 12,1% do eleitorado. Nenhum tem 17 anos ou menos. Na outra ponta, os maiores de 70 são 9,8% de quem vota e 5,7% de quem se candidata.

A mediana patrimonial dos candidatos é de R$ 450.000,00, equivalente a 278 salários mínimos, ou quase 23 anos de trabalho de quem recebe o piso nacional de R$ 1.621. Zé Teixeira declarou 39.618 salários mínimos. Reinaldo Azambuja, 34.532. O governador Eduardo Riedel, 9.962.

Os homens são 47,2% do eleitorado e 62,7% dos candidatos, e declaram 89,1% de toda a riqueza informada à Justiça Eleitoral no estado. Os sete candidatos indígenas de MS, estado com a terceira maior população indígena do país, 116.346 pessoas no Censo 2022 do IBGE, somam R$ 350 mil, ou 0,07% do total.

Os oito primeiros do ranking têm fazenda

Do primeiro ao oitavo lugar na lista de patrimônio de MS, todos declaram bens rurais.

#

Candidato

Cargo

Partido

Patrimônio

Parcela rural

%

1

Zé Teixeira

Dep. Estadual

PL

R$ 64.220.956,82

R$ 48.673.436,25

75,8%

2

Reinaldo Azambuja

Senador

PL

R$ 55.976.398,48

R$ 47.360.537,50

84,6%

3

Jamilson Name

Dep. Estadual

PP

R$ 35.772.577,65

R$ 8.438.212,00

23,6%

4

Carlos Bernardo

Dep. Federal

União

R$ 28.724.793,49

R$ 18.415.760,15

64,1%

5

Paulo Corrêa

Dep. Estadual

PL

R$ 21.298.666,96

R$ 4.491.776,12

21,1%

6

Londres Machado

Dep. Estadual

PP

R$ 18.947.845,08

R$ 5.400.123,96

28,5%

7

Gerson Claro

Dep. Estadual

PP

R$ 18.428.892,11

R$ 14.350.400,00

77,9%

8

Cláudio Mendonça

1º supl. de senador

PP

R$ 18.218.633,64

R$ 15.547.799,91

85,3%

Os oito somam R$ 261,6 milhões, 49,0% de tudo o que foi declarado no estado. Pouco mais de 62% disso está no campo.

E os oito seguem do mesmo lado do tabuleiro. PL, PP e União Brasil, as três siglas dos oito, integram, direta ou por federação, a coligação "Fazendo o Futuro Acontecer". O PP entra nela diretamente; o União Brasil de Carlos Bernardo, pela Federação União Progressista (União/PP), a mesma com três nomes: Jamilson Name, Londres Machado e Gerson Claro, todos do PP.

Um candidato com 26 propriedades e 7,2 mil hectares

Nenhum outro candidato de MS chega perto. Londres Machado (PP), que se declara "produtor agropecuário", listou ao TSE 26 áreas rurais separadas, a maioria fazendas ou glebas na região de Nova Andradina, algumas com nomes como "Fazenda Santa Ilda I", "II" e "IV" e "Fazenda Caçula", que somam 7.274,66 hectares, o equivalente a mais de 72 quilômetros quadrados. O valor declarado dessas parcelas chega a R$ 6,57 milhões, pouco mais de um terço do seu patrimônio total de R$ 18,95 milhões.

É uma exceção completa ao padrão do resto da base: a enorme maioria das fazendas declaradas por outros candidatos aparece como "imóvel", "fazenda" ou "bem relacionado com o exercício da atividade rural", sem hectares, sem matrícula, sem coordenada.

Dezesseis mil e duzentas cabeças de gado, oito contas diferentes

Oito candidatos informam o tamanho do rebanho, somando 16.200 cabeças. Zé Teixeira declara 3.561 fêmeas e 711 machos, por R$ 18,46 milhões, R$ 4.320 por cabeça.

Carlos Bernardo declara "rebanho bovino (4.544 cabeças)" por R$ 18.415.760,15, o maior rebanho individual do estado.

Azambuja lista 3.343 bovinos a "valor médio R$ 4.000,00". Claudio Mendonça informa 1.139 cabeças a R$ 2.700 cada. Gerson Claro declara 1.096 cabeças bovinas e bubalinas por R$ 3,84 milhões.

Riedel, 521 a "valor médio de R$ 4.000,00", posição de 31/12/2025. Jamilson Name declara 527 cabeças por R$ 2,2 milhões. E há um rebanho de 758 cabeças dividido entre o casal: o candidato a deputado federal Roberto Hashioka Soler (Republicanos) e a candidata a deputada estadual Dione Hashioka (União Brasil) declaram, cada um, 50% do mesmo rebanho, R$ 600 mil cada.

Barbosinha informa os "semoventes (bovinos e bubalinos)" da Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Aquidauana, por R$ 975 mil, sem dizer quantos são. Sandro Azambuja (MDB) declara uma linha genérica de "gado" por R$ 120 mil, sem cabeças. Ao todo, R$ 64,0 milhões em gado.

Em dezembro de 2025, mês de referência de várias dessas declarações, o bezerro, a categoria mais barata de um rebanho, passava de R$ 3.000 por cabeça em MS, recorde nominal para o mês, e a arroba do boi gordo rondava R$ 310 no estado, segundo o Cepea e o Sistema Famasul. Um boi terminado de 18 arrobas valia cerca de R$ 5.580.

Nada disso indica irregularidade: a declaração ao TSE reproduz a do Imposto de Renda, que aceita o custo de aquisição, e um plantel misto vale menos, na média, que um boi pronto para abate. Serve, porém, para lembrar o que esses rankings realmente medem, quanto o candidato declarou, não quanto o patrimônio vale.

O mesmo se aplica à terra, com a exceção de Londres Machado já descrita acima. Azambuja declara ainda 80 mil sacas de milho a R$ 50 (R$ 4 milhões) e R$ 8,5 milhões em "bens relacionados ao exercício da atividade rural"; Rodolfo Nogueira lista "soja" por R$ 5,86 milhões. Riedel concentra R$ 12,25 milhões numa única linha de "bens relacionados ao exercício da atividade rural" e é o único a declarar cotas de cooperativas do setor, cinco delas, entre as quais a Coamo, somando R$ 82,4 mil.

A ocupação que não aparece na urna

Dos oito maiores patrimônios, dois se declaram ao TSE como gente do campo por profissão: Azambuja, como "produtor agropecuário", e Londres Machado, também como "produtor agropecuário", o único, entre os oito, cuja ocupação declarada bate exatamente com a origem do seu patrimônio. Zé Teixeira se declara "pecuarista".

Os outros cinco informam profissões que não remetem diretamente ao setor, embora concentrem ali parte relevante do que têm: Jamilson Name e Carlos Bernardo se declaram "empresário"; Gerson Claro, "advogado", apesar de ter 77,9% do patrimônio em fazenda e gado, mais até do que Azambuja proporcionalmente; Claudio Mendonça, "economista"; Paulo Corrêa, "engenheiro". O mesmo vale para Odilon Ribeiro ("empresário", R$ 1,74 milhão em bens rurais) e Defensor Ernany ("servidor público estadual", R$ 964,9 mil em glebas em Chapadão do Sul).

É esse campo, o da ocupação declarada, que alimenta as estatísticas de "perfil profissional" das bancadas eleitas. Pelo critério do patrimônio, a bancada ruralista de MS é maior do que ela mesma diz ser.

Os valores patrimoniais são autodeclarados, seguem o critério do Imposto de Renda, valor de aquisição, não de mercado, e não passaram por auditoria da Justiça Eleitoral.

Veja a lista dos 10 mais ricos abaixo.  

  • 1 Zé Teixeira                           Dep. Estadual                     PL         R$ 64.220.956,82    
  • 2 Reinaldo Azambuj                Senador                              PL         R$ 55.976.398,48    
  • 3 Jamilson Name                    Dep. Estadual                      PP         R$ 35.772.577,65  
  • 4 Carlos Bernardo                   Dep. Federal                       União    R$ 28.724.793,49 
  • 5. Paulo Corrêa                       Dep. Estadual                      PL         R$ 21.298.666,96  
  • 6 Londres Machado                Dep. Estadual                      PP         R$ 18.947.845,08 
  • 7 Gerson Claro                        Dep. Estadual                      PP         R$ 18.428.892,11 
  • 8  Claudio Mendonça              1º supl. de senador              PP         R$ 18.218.633,64
  • 9 Barbosinha                           Vice-governador                 PR         R$ 17.315.686,96
  • 10 Eduardo Riedel                  Governador                         PP          R$ 16.147.849,34 


     

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