Política

ELEIÇÕES 2024

Professor Riverton teria sido convidado para ser o candidato a vice de Adriane Lopes

O vereador seria o "Plano B" do PP para a vaga, que antes era contada para ficar com o ex-deputado estadual Capitão Contar

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Com a desistência do ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB) de disputar qualquer cargo eletivo nas eleições municipais deste ano, a cúpula do PP, que pensava em contar com ele para ser o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pela prefeita Adriane Lopes, teria convidado o vereador Professor Riverton para ser o “Plano B”.

Segundo informações apuradas pelo Correio do Estado, os progressistas, dessa forma, também iriam de chapa pura, a exemplo do PT, União Brasil, PRD, PCO, Novo, PSOL e DC, porém, com a vantagem de lançar um nome que tem grande força junto aos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme).

A reportagem procurou a direção estadual do PP, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria, sendo que o espaço continua em aberto. Já o vereador Professor Riverton disse que também não foi procurado pela cúpula do seu partido.

“Estou ouvindo essa conversa desde hoje pela manhã, mas, oficialmente não fui procurado nem pela prefeita Adriane Lopes e nem pela senadora Tereza Cristina”, assegurou.

No entanto, ele disse ao Correio do Estado que ficou lisonjeado com a lembrança do nome dele para o cargo. “Fico lisonjeado que o meu nome foi cogitado, pois demonstra que estou no caminho certo”, declarou.

O Professor Riverton ainda completou que seria uma honra ser lembrado pela cúpula do PP. “Com toda a certeza seria uma honra e, caso seja oficializado realmente esse convite, primeiro vou conversar com o meu grupo para analisar a possibilidade”, encerrou.

Convenção

Na convenção realizada ontem (03) pelo PP para oficializar a candidatura da prefeita Adriane Lopes à reeleição, ela disse, em relação ao vice, que o nome será anunciado até amanhã (05). 

"Nós temos nomes para o vice, mas serão anunciados nos próximos dias, queremos um momento para fazer este anúncio. Nós sabemos que o cargo de vice é muito importante para que possamos compor essa caminhada e nós vamos apresentá-lo em um momento oportuno", afirmou a prefeita de Campo Grande.

Apesar das expectativas, Adriane Lopesapenas ressaltou que buscou para o cargo de vice-prefeito, alguém que "some às ações, que trabalhe pela cidade que ame Campo Grande e que conheça a cidade", finalizou.

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Mendonça solta filho do Careca do INSS, que era sócio em empresas investigadas por desvios

Em meio à crise no STF, ministro determina a libertação de filho do empresário investigado por fraudes com aposentadorias

09/09/2026 17h13

Antonio Carlos Antunes, o

Antonio Carlos Antunes, o "Careca do INSS" Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a soltura do filho de Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS. Romeu Carvalho Antunes era sócio do pai em empresas usadas no esquema de descontos a aposentados. Ele fica proibido de se comunicar com os outros investigados.

Na decisão, o magistrado sustenta que Romeu não representa risco suficiente às investigações para justificar a manutenção da reclusão absoluta. Afirma que as novas cautelares impostas são o bastante.

“No caso de ROMEU, entendo que a segregação física integral não mais se mostra necessária na intensidade anteriormente reconhecida. A análise atual deve considerar, cumulativamente, o estágio alcançado pela investigação, a possibilidade de controle objetivo dos deslocamentos do investigado, sua retirada dos ambientes institucionais diretamente associados aos fatos apurados, a vedação de interlocução com investigados e testemunhas e a manutenção de sua vinculação à jurisdição nacional”, diz o magistrado.

Ele também diz que a defesa do réu provou que ele não exercia mais cargo nas empresas da família no período em que os crimes investigados teriam sido cometidos.

“A defesa comprovou que ROMEU havia deixado as funções empresariais. Tais elementos não eliminam, isoladamente, os riscos cautelares, mas possuem relevância na aferição de sua intensidade atual, especialmente quando conjugados com medidas diretamente dirigidas às fontes concretas de risco apontadas na investigação.”

stf

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre comando da Polícia Federal

Presidente do STF considerou que decisões conflitantes de dois ministros da Corte obrigavam uma correção imediata

09/09/2026 16h18

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu as decisões mais recentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. O primeiro havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O segundo, restituído o delegado ao posto. Com a nova decisão de Fachin, Rodrigues é mantido no comando da PF até que a decisão final sobre o caso seja tomada pelo presidente do Supremo.

Na decisão, repreende publicamente Mendonça e Dino pela guerra de liminares. "É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência."

Também diz que decisões monocráticas em sentidos opostos, comprometem a integridade do tribunal e a ordem pública.

"Delineia-se, assim, quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal: decisões monocráticas sucessivas, proferidas por integrantes desta Corte em incidentes distintos, mas entrelaçados pelos mesmos fatos e autoridades", diz a decisão.

Fachin ressalta que havia avocado para si os processos que envolviam decisões de Mendonça e de Alexandre de Moraes sobre desdobramentos do caso Master. Mendonça tornou público relatório de 218 páginas com várias citações a Moraes e conversas que o magistrado manteve com Daniel Vorcaro. Em reação, Moraes usou relatórios de inteligência da PF apócrifos para pedir investigação de Mendonça.

Na sequência, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, o que provocou reação de Dino determinando a restrituição do delegado ao cargo na manhã desta quarta-feira.

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