Política

CCJ

Projeto de Simone Tebet estende medidas protetivas para crianças e idosos

Além de ampliar o número de pessoas com direito, a proposta facilita proteção em casos de violência doméstica e familiar

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A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou um projeto de lei que facilita a a concessão de medidas protetivas em casos de violência.

Conforme a proposta, a medida protetiva de urgência será concedida indepentemente da tipificação penal da violência, de ajuizamento de ação ou de registro de boletim de ocorrência.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) é autora do projeto e afirma que o objetivo é garantir proteção às vítimas, mesmo que a conduta do agressor não seja tipificada como crime.

Além das mulheres, que já têm direito à medida protetiva, crianças e idosos vítimas de violência doméstica e familiar também terão direito.

"Sem esse projeto nós ficamos na mão da jurisprudência dos Tribunais Superiores, que ora entendem possível, ora não, estender essas medidas protetivas, que salvam vidas", disse Simone, durante a votação.

"Tempo aqui é a diferença entre vida e morte, horas, minutos e segundos fazem a diferença diante de um agressor que está com uma arma, uma faca, ou com as próprias mãos e coloca em risco uma mulher. Portanto, medidas protetivas são fundamentais", acrescentou.

Relatora do projeto, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), líder da bancada feminina, entendeu que o texto é oportuno pois afasta interpretações no Judiciário que restrinja o espírito protetivo da Lei Maria da Pena, especialmente em relação às medidas protetivas.

Com a nova lei, as medidas só poderão ser indeferidas caso seja comprovada a inexistência de quaisquer riscos à vítima e seus dependentes.

Ela apresentou apenas uma emenda para deixar claro que as medidas protetivas de urgência serão concedidas a partir do depoimento da ofendida perante a autoridade policial ou de suas alegações escritas.

Ela relembrou o aumento da violência doméstica durante a pandemia, período em que houve 2.451 feminicídios e aumento de 16% nas ligações à polícia com denúncias de violência doméstica e familiar.

Aprovado hoje (13) na CCJ, caso não haja recurso para que seja votado em Plenário, o texto seguirá para votação na Câmara dos Deputados.

ELEIÇÕES 2026

Chapas enxutas reduzem em 46,2% o número de candidatos a deputado estadual e em 41,3% a federal

Partidos e federações apostam em nominatas menores para concentrar votos e aumentar a competitividade na disputa pelas vagas no Legislativo.

04/08/2026 10h55

MS terá 198 candidatos a deputado estadual e 94 a deputado federal nas eleições de 2026, uma redução de 46,2% e 41,3%, respectivamente, em relação ao pleito de 2022

MS terá 198 candidatos a deputado estadual e 94 a deputado federal nas eleições de 2026, uma redução de 46,2% e 41,3%, respectivamente, em relação ao pleito de 2022 Montagem

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As eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul serão marcadas por uma expressiva redução no número de candidatos aos cargos proporcionais.

Conforme levantamento realizado pelo Correio do Estado, em comparação com o pleito de 2022, as disputas por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados terão nominatas significativamente menores, refletindo uma estratégia dos partidos e federações de concentrar votos em candidatos com maior potencial eleitoral.

Na corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, o Estado terá 198 candidatos a deputado estadual, contra 368 registrados em 2022. A redução é de 170 candidaturas, o equivalente a uma queda de 46,2%.

O cenário é semelhante na disputa pelas oito vagas de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados. Neste ano, serão 94 candidatos a deputado federal, ante 160 nas eleições de 2022. A diminuição é de 66 candidatos, uma retração de 41,3%.

A redução decorre, principalmente, da formação de federações partidárias, que passaram a apresentar chapas únicas, e da estratégia das legendas de evitar a pulverização dos votos.

Com menos candidatos, os partidos buscam aumentar a competitividade de seus principais nomes e melhorar o desempenho no cálculo do quociente eleitoral, que define a distribuição das cadeiras.

Entre as chapas estaduais já definidas, a Federação União Progressista (PP/União Brasil) reúne 22 candidatos, o PL lançou 25 nomes, o Democracia Cristã (DC) também apresentou 25 candidatos, o Avante terá 26 concorrentes, o Republicanos registrou 24 candidatos, o PT confirmou 24 nomes, o Novo lançou 23 candidatos, o MDB terá 19 concorrentes e a Federação PSOL-Rede disputará com 10 candidatos. O Agir, por sua vez, decidiu não lançar candidatos a deputado estadual.

Na disputa pela Câmara dos Deputados, MDB, PL, Republicanos, Avante, Federação União Progressista (PP/União Brasil), Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), Federação PSOL-Rede, Novo e Democracia Cristã (DC) registraram nove candidatos cada, enquanto o Agir terá seis postulantes.

A expectativa é que a redução no número de candidatos torne a disputa mais concentrada, elevando a competitividade entre os concorrentes e aumentando a importância da votação individual e do desempenho coletivo das chapas para a conquista das vagas no Legislativo estadual e federal.

palanque

Republicanos declara neutralidade na eleição presidencial

A decisão frustra as negociações do candidato Flávio Bolsonaro, que contava com o partido inclusive para a possível indicação de Daniella Marques para sua candidata a vice

04/08/2026 10h02

Na convenção desta terça-feira, 17 diretórios estaduais votaram pela neutralidade na disputa pela presidência da República

Na convenção desta terça-feira, 17 diretórios estaduais votaram pela neutralidade na disputa pela presidência da República

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O partido Republicanos declarou neutralidade na eleição presidencial em convenção nacional na manhã desta terça-feira, 4, em Brasília. Com a decisão, o Republicanos frustra a tentativa do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, de obter o apoio da legenda, ampliar o seu tempo de TV e conseguir a indicação da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, à vice-presidência.

De acordo com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, 17 diretórios estaduais votaram a favor da neutralidade Outros nove defenderam o apoio a Flávio, e um diretório votou pelo apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na ocasião, estavam presentes o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e a deputada Rosangela Gomes (Republicanos-RJ), membros da executiva nacional, e demais parlamentares.

Conforme mostrou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, nos bastidores, houve avaliações de que a pré-candidatura de Flávio não tem demonstrado viabilidade diante dos últimos escândalos, sobretudo sobre a relação com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Há um temor de revelações nas próximas semanas e uma observação de que o pré-candidato do PL vem caindo nas pesquisas.

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