Política

ELEIÇÕES 2022

Soraya Thronicke é escolhida para concorrer ao Planalto como vice

Senadora deve disputar ao lado de Luciano Bivar, o pré-candidato à Presidência

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Fora da chamada 3ª Via, o União Brasil, a sigla surgida da fusão do PSL com o DEM, por meio do presidente nacional da sigla, Luciano Bivar deu uma chacoalhada nas pré-candidaturas à Presidência República. O chefe partidário anunciou que vai concorrer ao Planalto ao lado da senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke, que preside a legenda em Mato Grosso do Sul. 

O União Brasil desponta entre os partidos como o que mais vai arrecadar dinheiro para bancar sua campanha, em torno de R$ 770 milhões, recurso saído do Fundo Partidário, exclusivamente voltado ao financiamento de campanhas eleitorais, distribuído somente no ano da eleição.

Com a retirada do União Brasil da 3ª Via, a parceria então formalizada entre os partidos PSDB, MDB e Cidadania, como plano para fortalecer uma candidatura capaz de enfrentar os favoritos nas pesquisas até agora polarizada entre o ex-presidente Lula e Bolsonaro, MS destaca-se, pela primeira vez na história do Estado, com duas candidatas ao Planalto.

Enquanto Soraya concorre como vice, a senadora Simone Tebet disputa como à Presidência pelo MDB. Ao menos, por enquanto, este é o cenário.

A escolha de Soraya foi praticamente formalizada por Bivar ontem à noite.

A presidente regional do União Brasil, que ainda não comentou a novidade publicamente, estreou na política em 2018, quando candidatou-se ao Senado, sua primeira disputa eleitoral. 

Na esteira da onda Bolsonaro, Soraya deixou para trás lideranças políticas conhecidas no Estado como o ex-governador Zeca do PT e o ex-senador Moka, do MDB, que foram seus adversários.

Ela venceu a eleição ainda pelo PSL, então partido de Bolsonaro que, neste ano, transformou-se no União Brasil. O presidente foi para o PL e Soraya ingressou no novo partido.

A estratégia de campanha da pré-candidata Soraya ainda não definida e deve provocar uma reviravolta na trajetória política da senadora. É que desde o início do mandato, em fevereiro de 2019, Soraya mostrou-se aliadíssima ao mandatário. 

Agora, noutro palanque, em tese, ela, como concorrente, deveria apontar os atos falhos da gestão de Bolsonaro.

OUTRA CANDIDATA

Já a senadora Simone Tebet vive hoje um dilema político. Ela disse que só concorre se for candidata ao Planalto, não como vice. Do contrário, afirmou a senadora, melhor seria ela distribuir panfletos a algum candidato do ou aliado ao MDB. 

Sem brigar pela reeleição ao Senado, Simone fica sem mandato no fim de janeiro do ano que vem.

A senadora tem como adversário na preferência pela candidatura à Presidência, o ex-governador de São Paulo, João Dória, do PSDB. Ontem, quinta-feira (28), Dória, contudo, admitiu pela primeira vez em em disputar ao lado de Simone como vice.

 

Postura

Valdemar diz que fala sobre Flávio buscar dinheiro com Vorcaro em visita foi tirada de contexto

Fala contraria versão do senador, que afirmou a jornalistas que esteve na casa do banqueiro para "pôr ponto final nessa história"

26/05/2026 21h00

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reforçou que sigla estará com Riedel em 2026

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reforçou que sigla estará com Riedel em 2026 Foto/ Arquivo

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O presidente nacional do PL Valdemar Costa Neto afirmou nesta terça-feira, 26, que sua fala sobre a visita do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi "descontextualizada".

Na segunda-feira, Valdemar disse à GloboNews que Flávio foi ver Vorcaro, após a primeira prisão do empresário pela Polícia Federal, para "ver se conseguia o restante do dinheiro" para financiar o filme "Dark Horse", cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A fala contraria versão do senador, que afirmou a jornalistas que esteve na casa do banqueiro para "pôr ponto final nessa história", em referência à negociação para o pagamento da produção.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Valdemar afirmou que "tentaram recortar uma fala, mas a entrevista completa mostra o contexto", ao citar trechos cortados e compartilhados do conteúdo.

"Eu dei uma entrevista ontem na GloboNews e só me perguntaram do Flávio e do Vorcaro. Acontece que algumas pessoas tiveram o trabalho de cortar e publicar um trecho de um raciocínio que dá a entender que eu estava falando da conversa deles. Daí, eu fui assistir o que eu tinha dito e ficou um pouco confuso mesmo. Só que na mesma entrevista, isso foi esclarecido e eu afirmei que nunca falei com o Flávio sobre esse assunto", afirmou.

Durante a entrevista na segunda-feira, o dirigente do PL disse que considerava "normal" a visita do senador ao banqueiro porque Vorcaro havia ajudado a financiar o longa. "Ele queria terminar a relação com o Vorcaro: ‘Olha, vai me pagar? Você vai pagar o restante? Dá pra pagar o restante?’", afirmou.

Questionado pela emissora se Flávio havia ido cobrar os pagamentos restantes do acordo, Valdemar respondeu: "Eu penso que sim. Não conversei esse assunto com o Flávio."

A declaração repercutiu nas redes sociais. O PT publicou que o presidente do PL teria cometido um "ato falho" ao confirmar que o senador visitou Vorcaro "para pedir mais dinheiro".

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que Valdemar cometeu "sincericídio" e admitiu que Flávio foi ao encontro do banqueiro para cobrar recursos do filme.

Fabio Wajngarten, ex-advogado do ex-presidente Bolsonaro, criticou a fala de Valdemar de forma indireta e sem mencioná-lo. "Pela enésima vez uma entrevista resulta em mais ruídos e perda de foco no que realmente faz a diferença", disse em rede social

Segundo reportagem publicada pelo portal Intercept Brasil, cerca de R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões acertados entre Flávio e Vorcaro para a produção de Dark Horse teriam sido repassados entre fevereiro e maio de 2025.

"Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está em um momento muito decisivo do filme e como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado", diz Flávio em áudio divulgado pela reportagem. "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs", completa ele.

Segundo Valdemar, não "passa pela cabeça" do partido retirar o senador da disputa presidencial. 

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Ex-governador

Cláudio Castro é alvo da PF em operação sobre aportes do Rioprevidência no Master

Ao todo, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal

26/05/2026 19h00

Foto: Reprodução

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A Polícia Federal (PF) deflagra nesta terça-feira, 26, uma operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) para apurar investimentos de recursos públicos estaduais em fundos vinculados ao Banco Master. A defesa do ex-governador foi procurada, mas ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

É a segunda vez em 11 dias que Cláudio Castro é alvo de buscas da Polícia Federal. No dia 15, no âmbito da Operação Sem Refino, investigação sobre as ligações da gestão do ex-governador com o Grupo Refit, apontado pela Receita Federal como o maior sonegador de impostos do País, os agentes apreenderam o celular e o tablet de Castro.

Ao todo, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Agentes cumprem o mandado de busca nesta terça na residência do político, na cobertura de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.

O Rioprevidência, fundo dos servidores fluminenses, aplicou R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central e suspeita de operar "créditos podres".

Na oitava fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal busca mais detalhes sobre as aplicações de R$ 2,01 bilhões em fundos do Master, a partir de julho de 2024, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência.

A autarquia também é alvo da Operação Barco de Papel, que apura a atuação de ex-presidentes, diretores e gerentes de investimentos do Rioprevidência, além de possíveis conexões com executivos do Master. De acordo com o fundo, os papéis foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034.

São apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.

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