Política

JULGAMNETO

STF concentra julgamento de Bolsonaro para evitar risco de adiamento para 2026

Nos bastidores do STF, se avaliava a possibilidade de Luiz Fux pedir vista

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O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou o rito célere das ações penais do golpe e estabeleceu nesta sexta-feira, 15, as datas do julgamento do "núcleo crucial", composto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os outros sete réus. Os acusados começarão a ser julgados no dia 2 de setembro na Primeira Turma da Corte. A previsão é que a análise seja concluída até o dia 12 do próximo mês. As datas foram definidas para evitar o risco de o julgamento avançar para o ano eleitoral de 2026 na hipótese de um pedido de vista.

As sessões extraordinárias foram marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. Inicialmente, ministros concordaram que seriam reservadas as cinco terças-feiras de setembro, o que levaria o julgamento até o dia 30. As datas foram definidas ontem pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, após o processo ter sido liberado para julgamento por Alexandre de Moraes, o relator do caso.

Nos bastidores do STF, se avaliava a possibilidade de Luiz Fux pedir vista. A interlocutores, o ministro negou essa intenção. Ainda assim, para fazer um "hedge" - uma espécie de seguro -, optou-se por antecipar o fim do julgamento.

Isso porque, segundo o Regimento Interno do tribunal, o prazo para devolução de um pedido de vista é de até 90 dias. Portanto, se houvesse vista a partir do dia 22 de setembro, ela poderia ser devolvida somente em fevereiro, porque o prazo terminaria durante o recesso do tribunal, que começa no dia 20 de dezembro e vai até 2 de fevereiro de 2026.

A maioria dos ministros do STF considera importante encerrar o julgamento ainda neste ano, para que o assunto penal respingue o menos possível no processo eleitoral de 2026. O tribunal poderá convocar novas sessões ao longo de setembro para examinar o processo se as datas agendadas não foram suficientes para concluir as discussões.

O trâmite do processo segue um ritmo ágil. A ação penal que trata do "núcleo crucial" - conforme definição da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) - foi instaurada em 26 de março deste ano, quando Bolsonaro e mais sete acusados do núcleo crucial viram réus.

Além de Bolsonaro, também respondem ao processo os generais Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa e Casa Civil), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), o almirante Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), o tenente-coronel Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro), o deputado federal do PL Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), e Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defende a condenação dos sete réus por todos os crimes listados na denúncia - tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Também compõem o colegiado os ministros Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Operação especial

A decisão do colegiado de montar uma operação especial para o julgamento, com sessões adicionais e consecutivas ao longo do mês de setembro, repete o que ocorreu no recebimento da denúncia Normalmente, as turmas do STF se reúnem quinzenalmente, mas o cronograma pode ser alternado em função da pauta. Em todas as datas, as sessões serão realizadas das 9h às 12h. Nos dias 2, 9 e 12 haverá também sessões das 14h às 19h. Novas sessões podem ser agendadas se o julgamento não for concluído até a data final reservada.

Os réus terminaram de enviar os últimos argumentos na quarta-feira. As defesas pediram a absolvição por questões processuais e falta de provas. Com isso, a chamada "fase de instrução" do processo foi concluída, abrindo caminho para o julgamento. Durante a instrução, testemunhas e réus foram ouvidos, inclusive em acareações para confrontar suas versões.

Defesas

Entre qualificar a acusação como "absurda", minimizar a participação na trama golpista e até afirmar que agiu contra a conspiração, todos os réus no chamado "núcleo crucial" que respondem à ação penal do golpe pediram absolvição no caso por questões processuais e falta de provas. Bolsonaro, apontado pela PGR como líder da organização criminosa, é acusado de cinco crimes que, somados, podem render 43 anos de prisão, se consideradas as penas máximas e os agravantes de cada um deles.

Os advogados do ex-presidente chamaram de "absurda" a denúncia e pedem a absolvição dele sob o argumento de que não há provas, inclusive para ligá-lo ao ato golpista de 8 de Janeiro e ao plano "Punhal Verde e Amarelo", que previa o assassinato de autoridades brasileiras. Ao final, também requisitam que o julgamento seja imparcial.

A defesa diz que o processo é "tão histórico quanto inusitado" e descreve um quadro na qual Bolsonaro é vítima de um "massacre" da imprensa, deixando implícito que ele seria vítima de julgamento prévio pela mídia. (COLABOROU KARINA FERREIRA)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Números

TSE contabiliza 1,431 milhão de justificativas

Telão fica no Centro de Divulgação das Eleições (CDE), na sede da corte em Brasília

04/10/2026 22h00

Foto: TSE

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O painel de informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que 1.430.963 de pessoas tinham justificado seus votos às 9h30 deste domingo. O telão fica no Centro de Divulgação das Eleições (CDE), na sede da corte em Brasília.

Neste domingo, 158,7 milhões de eleitores estão aptos a ir às urnas para votar no primeiro turno das eleições de 2026. A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, para a escolha de presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, dois senadores por Estado, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.

O encerramento ocorre às 17h no horário de Brasília, desde que não haja eleitores aguardando na fila. A partir desse horário, começa a emissão dos boletins de urna e a divulgação dos resultados da votação.

O comparecimento às urnas é um ponto de atenção para a Justiça Eleitoral. Em 2022, o índice de abstenção foi de 20,95%, o maior desde 1998. O voto é obrigatório para brasileiros entre 18 e 70 anos. Quem não justificar a ausência deverá pagar multa R$ 3,51 por turno.

eleições 2026

Veja os 20 estados onde o governador foi eleito no 1º turno

Seis estados e o DF terão segundo turno para governador; Em MS, Riedel foi reeleito com

04/10/2026 21h40

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A eleição para governador foi encerrada no primeiro turno, neste domingo, em 20 estados. Os vencedores conseguiram alcançar mais da metade (50% mais um) dos votos válidos, sem considerar os brancos e nulos, e foram eleitos.

Do total de governadores eleitos neste domingo (4), oito são do Nordeste, quatro do Norte, três no Sul, três do Centro-Oeste e dois do Sudeste.

Veja os estados e candidatos eleitos no 1º turno: 

  • Alagoas

JHC (PSDB) foi eleito governador de Alagoas. JHC ficou à frente de Renan Filho (MDB). João Henrique Caldas, o JHC, foi deputado estadual e deputado federal antes de ser eleito prefeito de Maceió em 2020 e reeleito em 2024. Renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo de AlagoaS.

  • Amapá

O candidato Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá. Ele tem 53 anos e nasceu em San José, na Costa Rica, mas é filho de brasileiros. É médico cirurgião cardiovascular, foi eleito deputado estadual em 2014 e reeleito em 2018. Em 2020, foi eleito prefeito de Macapá e reeleito em 2024. Em março deste ano, Dr. Furlan foi afastado do cargo após indícios de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal. Logo após, ele renunciou ao mandato. 

  • Bahia

Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito governador da Bahia. Atual governador, Jerônimo Rodrigues é engenheiro agrônomo e professor universitário. Foi secretário estadual de Desenvolvimento Rural e de Educação e secretário nacional do Desenvolvimento Territorial. 

  • Ceará

Elmano de Freitas (PT) foi reeleito governador do Ceará. Atual governador, Elmano de Freitas é formado em Direito. Foi secretário de Educação de Fortaleza e deputado estadual por dois mandatos. Em 2012, disputou a prefeitura da capital cearense. Foi eleito governador em 2022.

  • Goiás

Daniel Vilela (MDB) foi reeleito governador de Goiás. Atual governador de Goiás, Daniel Vilela assumiu o cargo em março de 2026, após a renúncia de Ronaldo Caiado. Formado em direito, foi vereador, deputado estadual e deputado federal. Também presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

  • Maranhão 

Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador do Maranhão. Eduardo Braide foi prefeito de São Luís por dois mandatos, eleito em 2020 e reeleito em 2024. Antes, foi deputado estadual por dois mandatos e deputado federal. Em 2026, deixou a prefeitura para disputar o governo do Maranhão.

  • Mato Grosso

Otaviano Pivetta (Republicanos) foi reeleito governador de Mato Grosso. Atual governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta assumiu o cargo em março de 2026, após a renúncia de Mauro Mendes. Foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e vice-governador por dois mandatos.

  • Mato Grosso do Sul

Eduardo Riedel (PP)  foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul. Atual governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel iniciou sua vida pública em 2015, quando assumiu a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) no governo de Mato Grosso do Sul. Foi presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae e diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de ter sido secretário estadual de Governo e de Infraestrutura. 

  • Minas Gerais

Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais. Cleitinho ficou à frente de Patrus Ananias (PT). Senador por Minas Gerais, Cleitinho Azevedo é empresário e músico. Foi vereador de Divinópolis e deputado estadual antes de chegar ao Senado, em 2023. Em 2026, disputou pela primeira vez o governo de Minas.

  • Pará

Dr. Daniel (Podemos) foi eleito governador do Pará. Daniel Barbosa Santos é médico e nasceu em Açailândia (MA). Foi prefeito de Ananindeua (PA) por dois mandatos. Antes, foi vereador, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Pará. 

  • Paraíba 

Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito governador da Paraíba. Atual governador da Paraíba, Lucas Ribeiro assumiu o cargo em abril de 2026, após a renúncia de João Azevêdo. Antes, foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande e vice-governador do estado. 

  • Paraná

Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná. Ele ficou à frente de Sandro Alex. Moro é natural de Maringá (PR) e ficou conhecido nacionalmente como juiz federal à frente de processos da Operação Lava Jato. Foi ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro e atualmente é senador pelo Paraná. Aos 54 anos, disputou pela primeira vez o governo do estado. 

  • Pernambuco 

Raquel Lyra (PSD) foi reeleita governadora de Pernambuco.  Atual governadora, Raquel Lyra foi deputada estadual e prefeita de Caruaru por dois mandatos. Em 2022, tornou-se a primeira mulher eleita governadora do estado. 

  • Piauí

Rafael Fonteles (PT) foi reeleito governador do Piauí. Eleito o governador mais jovem do Piauí em 2022, Rafael Fonteles é bacharel em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Atualmente com 41 anos, é natural de Teresina e mestre em economia matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Fonteles é professor e ocupou o cargo de secretário estadual da Fazenda do Piauí, presidindo o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) de 2019 a 2021.

  • Rio Grande do Sul

Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do Rio Grande do Sul. Luciano Zucco é militar reformado. Foi deputado estadual e, em 2022, elegeu-se deputado federal. É natural de Alegrete (RS) e tem 52 anos. Em 2026, disputou pela primeira vez o governo gaúcho.

  • Rondônia 

Marcos Rogério (PL) foi eleito governador de Rondônia. Marcos Rogério foi vereador de Ji-Paraná e deputado federal por dois mandatos. É senador por Rondônia desde 2019 e já disputou o governo estadual em 2022, quando chegou ao segundo turno. Em 2026, volta a concorrer ao cargo.

  • Roraima

Arthur Henrique (PL) foi eleito governador de Roraima. Arthur Henrique (PL) tem 45 anos e é natural de Boa Vista (RR).  Ele foi vice-prefeito e secretário municipal da capital antes de ser eleito prefeito em 2020 e reeleito em 2024. Renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo de Roraima.

  • Santa Catarina 

Jorginho Mello (PL) foi reeleito. Natural de Ibicaré (SC), Jorginho tem 70 anos. Ele foi deputado estadual, deputado federal e senador. Formado em direito e estudos sociais, foi diretor do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC). 

  • São Paulo

Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador de São Paulo. Tarcísio é servidor público de carreira, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e graduado em engenharia no Instituto Militar de Engenharia. Fez parte da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti. Trabalhou nas áreas de infraestrutura e investimento, foi presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e ministro da Infraestrutura durante o governo de Jair Bolsonaro. 

  • Sergipe 

Fábio Mitidieri (PSD) foi reeleito para o cargo em primeiro turno. Iniciou na política em 2008, quando foi vereador de Aracaju pelo PDT. Também foi secretário municipal de Aracaju na gestão do prefeito Edvaldo Nogueira, e secretário estadual  no governo de Jackson Barreto. Além disso, foi deputado federal por dois mandatos, eleito em 2014 e 2018.

Os estados que terão segundo turno são: 

  • Acre

No Acre, Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos) vão disputar o segundo turno. Mailza terminou a apuração em primeiro lugar, com 49,76% dos votos válidos e Rick ficou em segundo, com 32,27%. 

  • Amazonas

Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL) vão disputar o segundo turno da eleição para governador do Amazonas. Aziz terminou a apuração em primeiro lugar, com 40,38% dos votos válidos e Maria do Carmo ficou em segundo, com 24,72%. 

  • Distrito Federal

No Distrito Federal, Celina Leão (PP) terminou a apuração em primeiro lugar, com 49,93% dos votos válidos e Leandro Grass (PT) ficou em segundo, com 34,48%.

  • Espírito Santo

Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) vão disputar o segundo turno no Espírito Santo. Pazolini obteve 49,65% dos votos válidos e Ferraço ficou com 34,06%. 

  • Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) se enfrentarão no dia 25 de outubro na disputa pelo governo do estado. No primeiro turno, Ruas ficou com 49,27% e Paes obteve 42,76% dos votos. 

  • Rio Grande do Norte

Allyson (União) e Cadu de Lula (PT) vão disputar o segundo turno da eleição para governador do Rio Grande do Norte. Allyson ficou em primeiro lugar, com 36,83% dos votos válidos e Cadu de Lula obteve 36,21% dos votos. 

  • Tocantins

No Tocantins, Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB) vão disputar o segundo turno da eleição para governador. Dorinha terminou a apuração em primeiro lugar, com 45,52%  dos votos válidos e Vicentinho ficou em segundo, com 43,94%. 

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