Política

Bolsonaro deu aval

Tereza Cristina pode ter apoio do PL para assumir a presidência do Senado

Partido do atual presidente da República será maioria em 2023 e, com uma indicação de Bolsonaro, nome de Tereza ganhará força

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Com a conclusão do segundo turno das eleições deste ano, as bancadas do Senado para o próximo ano fecharam os números finais, confirmando o PL como o maior partido da próxima legislatura, com 14 senadores.

Na prática, com isso, a legenda terá poder para eleger o próximo presidente da Casa de Leis, porém, como o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), não conseguiu se reeleger, há uma grande possibilidade de acontecerem mudanças.

Segundo apurou a reportagem do Correio do Estado com fontes em Brasília (DF), Bolsonaro quer alguém de sua total confiança à frente do Senado para ajudá-lo na oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesse sentido, ganha força o nome da senadora eleita Tereza Cristina (PP-MS), que, além de ser fiel escudeira de Bolsonaro, foi a coordenadora da campanha no 2º turno, é uma amiga e frequenta a casa do presidente, sendo muito querida pelos membros de sua família.

No entanto, o fato de a senadora eleita de Mato Grosso do Sul ser do PP pode atrapalhar as pretensões do presidente da República, afinal, a Câmara dos Deputados já tem como presidente o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que articula sua reeleição e conta com o apoio de Bolsonaro.

Apesar de não ser vetado que Senado e Câmara dos Deputados tenham presidentes do mesmo partido, as duas Casas procuram evitar que isso aconteça.

Dessa forma, a solução seria que Tereza Cristina se desfiliasse do PP e assinasse a ficha para ingressar no PL, aumentando ainda mais a já numerosa bancada da legenda no Senado. Além disso, a senadora eleita tiraria do páreo o ex-ministro de Desenvolvimento Regional Rogério Marinho, que é filiado ao PL e também está cotado para a presidência do Senado.

Mais chances de vencer

Os senadores já eleitos do partido acreditam que Tereza Cristina tem mais chances de vencer Rodrigo Pacheco (PSD-RO) do que Rogério Marinho. Entretanto, fontes ouvidas pela reportagem garantem que o PL só apoiará a ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento à presidência do Senado se ela topar se desfiliar do PP e se filiar ao PL.

O líder do governo no Senado, senador Carlos Portinho (PL-RJ), já declarou nesta semana que sua sigla terá um candidato para concorrer à vaga da presidência do Congresso Nacional em 2023. Para isso, seis nomes disputam internamente a preferência dos partidos da base aliada de Bolsonaro para fazer frente a Rodrigo Pacheco, que está cotado à reeleição na Casa de Leis.

Além de Tereza Cristina e Rogério Marinho, estão cotados os senadores Eduardo Gomes (PL-TO), atual líder do governo no Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), Damares Alves (Republicanos-DF) e Renan Filho (MDB-AL). De acordo com Carlos Portinho, o nome escolhido deve ser anunciado pelo presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, nos próximos dias.

Na eventualidade de a senadora eleita recusar a indicação de Bolsonaro ou mesmo bater o pé para não deixar o PP, pois assumiu a presidência estadual da legenda no ano passado, a saída encontrada pelo presidente da República pode ser indicar o senador eleito Magno Malta (PL-ES).

Ele sempre foi muito próximo de Bolsonaro, de quem também é amigo, ferrenho opositor de Lula e já demonstrou interesse em presidir o Senado.

Bancadas do Senado

A partir do ano que vem, a composição do Senado terá a seguinte configuração: PL será o maior partido, com 14 senadores; PSD terá 11; MDB terá 10; União Brasil também terá 10; e PT terá 9. Juntas, essas cinco bancadas vão perfazer dois terços da Casa de Leis.

Depois aparecem o Podemos, com seis senadores, PP, com seis, PSDB, com quatro, Republicanos, com três, PDT, com três, e Cidadania, Pros, PSB, PSC e Rede, com um senador cada, totalizando 81 senadores. O desenho final das bancadas aponta para uma distribuição mais concentrada de senadores entre os partidos.

O plenário terá 15 bancadas, mesmo número com que iniciou este ano, mas cinco delas serão bancadas grandes, que reúnem pelo menos 10% da composição (9 senadores). Serão 54 senadores reunidos nessas cinco bancadas, ou dois terços do Senado, enquanto no início deste ano eram apenas três as bancadas grandes, que somavam 36 senadores.

O patamar de 10% é significativo porque é um quórum que libera várias prerrogativas regimentais, como levar para o plenário projetos que só seriam votados nas comissões ou dar apoio a proposições. Se um partido tem pelo menos esse número de senadores, pode acionar essas prerrogativas sozinho, sem depender de acordos com outras legendas.

O panorama de distribuição partidária será parecido com o do ano de 2010, que começou com quatro bancadas grandes, que reuniam 56 dos 81 senadores. De lá para cá, o Senado viu uma dispersão de parlamentares entre as bancadas, que atingiu seu ponto máximo entre 2018 e 2019. 

Em 2018, ano eleitoral, o Senado chegou a ter 19 bancadas, maior número de sua história. Em 2019, após a eleição que registrou a maior renovação de cadeiras desde a redemocratização, o ano começou com apenas duas bancadas grandes, e elas reuniram só 23 senadores, menos de um terço da Casa.

Saiba: A partir da próxima legislatura, partidos que se aliaram a Jair Bolsonaro (PL) terão grande bancada no Senado. O PL terá a maior bancada, com 14 senadores, o PP, de Tereza Cristina, terá 6 senadores ao todo e o Republicanos terá uma bancada de 3 senadores. 

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OPERAÇÃO GUTENBERG

Batayporã nega contratos com Editora Avante e diz que nunca manteve contato com investigados

Prefeitura afirma que citação do município no procedimento do Gaeco não significa contratação, irregularidade ou investigação contra a administração

17/07/2026 12h56

Fachada do Paço Municipal Jindrich Trachta, sede da Prefeitura de Batayporã, que divulgou nota oficial afirmando não ter firmado contratos nem mantido contato com a Editora Avante

Fachada do Paço Municipal Jindrich Trachta, sede da Prefeitura de Batayporã, que divulgou nota oficial afirmando não ter firmado contratos nem mantido contato com a Editora Avante Arquivo

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A Prefeitura de Batayporã divulgou, nesta sexta-feira (17), uma nota oficial para esclarecer que nunca firmou contratos com a Editora Avante, empresa investigada na Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) para apurar um suposto esquema de corrupção envolvendo a venda de livros paradidáticos a prefeituras de Mato Grosso do Sul.

O posicionamento foi divulgado após a repercussão de reportagem que informa que o procedimento investigatório criminal (PIC) da operação menciona 29 municípios sul-mato-grossenses em contratos, documentos, movimentações financeiras, planilhas e conversas relacionadas à atuação da editora.

Na nota, a administração municipal afirma que não houve qualquer contratação da Editora Avante para aquisição de livros paradidáticos e reforça que também nunca existiu diálogo entre representantes da empresa investigada e agentes públicos de Batayporã.

Segundo a prefeitura, a inclusão do nome do município no procedimento não significa que tenha havido irregularidade, contratação ou investigação contra a gestão municipal ou seus servidores. 

O Executivo ressalta que as referências presentes no PIC ocorrem em diferentes contextos, como propostas comerciais, planilhas, conversas e tentativas de aproximação, sem que isso represente participação em atos ilícitos.

A Prefeitura de Batayporã também destacou que conduz seus processos administrativos e licitatórios com base nos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e colocou-se à disposição dos órgãos de controle e investigação para prestar quaisquer esclarecimentos que venham a ser solicitados.

Além disso, o município solicitou a publicação integral da nota de esclarecimento para evitar interpretações equivocadas decorrentes da associação do nome de Batayporã ao material divulgado.

Operação Gutenberg

A Operação Gutenberg investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de contratos para aquisição de livros paradidáticos. De acordo com o procedimento investigatório criminal, a organização teria movimentado mais de R$ 27 milhões.

Ao longo das 472 páginas do PIC, são citadas 29 prefeituras de Mato Grosso do Sul em diferentes situações, incluindo contratos, movimentações financeiras, propostas comerciais, planilhas e conversas entre investigados.

O próprio relatório diferencia os contextos em que os municípios aparecem, destacando que a simples menção de uma prefeitura não significa, necessariamente, que ela seja alvo da investigação ou que seus gestores tenham participado de irregularidades. 

Entre os contratos detalhados no início da apuração estão os firmados pelas prefeituras de Miranda, Ivinhema e Ladário, enquanto outros municípios são mencionados em análises financeiras, propostas comerciais ou tratativas sem que haja indicação de contratação efetivada.

exercício financeiro

Riedel sanciona LDO de R$ 27,9 bilhões para 2027

Deputados estaduais aprovaram a LDO em primeira votação em 30 de junho e aprovaram em segunda votação em 14 de julho, com uma emenda

17/07/2026 10h30

Governador de MS, Eduardo Riedel (PP)

Governador de MS, Eduardo Riedel (PP) GERSON OLIVEIRA/Arquivo

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Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2027) nesta quinta-feira (17), conforme publicado no Diário Oficial Eletrônico (DOE-MS).

O valor estimado para o próximo exercício financeiro (2027) é de R$ 27,9 bilhões. Desse total, as receitas primárias são estimadas em R$ 24,492 bilhões. As despesas primárias correntes deverão alcançar R$ 19,860 bilhões, sendo que R$ 10,226 bilhões serão destinados ao pagamento de pessoal e encargos sociais.

Os deputados estaduais aprovaram a LDO em primeira votação em 30 de junho e aprovaram em segunda votação em 14 de julho, com uma emenda.

A partir de então, o texto foi para redação final e, em 17 de julho, foi sancionado pelo governador.

UMA EMENDA

Após passar por segunda votação, o texto sofreu uma emenda.

A emenda incorporada estabelece que os percentuais do duodécimo destinados aos Poderes e órgãos autônomos serão definidos pela Lei Orçamentária Anual (LOA).

Art. 1º O §3º do art. 12 do Projeto de Lei n. 077/2026, passa a vigorar com a seguinte redação, suprimidos os seus incisos I a V:

"§3º Na elaboração de suas propostas, os Poderes e as instituições de que trata o caput deste artigo terão como limite de suas despesas de pessoal o estabelecido nos arts. 19 e 20 da Lei Complementar Federal nº 101, de 2000, bem como o total orçamentário de que trata o art. 168 da Constituição Federal de 1988. Os repasses dos duodécimos destinados aos Poderes e às instituições de que trata o caput deste artigo serão aqueles estabelecidos na LOA".

A presente emenda substitutiva tem por finalidade aperfeiçoar o texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, a fim de assegurar que a Lei Orçamentária Anual seja elaborada com observância ao regular processo de consolidação, apreciação e deliberação das propostas orçamentárias dos Poderes e dos órgãos constitucionalmente autônomos, preservando-se a função própria da LDO como instrumento de orientação da elaboração orçamentária, sem substituir a etapa específica de definição dos montantes na Lei Orçamentária Anual.

Conforme publicado no Diário Oficial, na LDO 2027, as políticas do Governo de MS terão como referência:

  • superação das desigualdades sociais, raciais e de gênero
  • fortalecimento da participação e do controle social
  • geração de emprego e renda
  • alocação eficiente de recursos
  • garantia de integridade e transparência dos atos públicos
  • disponibilização de serviços por meio de tecnologia digital
  • proteção e defesa dos animais e da conservação do meio ambiente
  • valorização e fomento da cultura regional
  • fortalecimento do municipalismo

Confira as metas detalhadamente: 

Governador de MS, Eduardo Riedel (PP)

LDO

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é o instrumento que estabelece as metas, prioridades e regras para a elaboração do orçamento público do ano seguinte.

Ela funciona como uma ponte entre o Plano Plurianual (PPA), que define os objetivos do governo para um período de quatro anos, e a Lei Orçamentária Anual (LOA), que detalha quanto será destinado a cada área da administração pública.

Na prática, a LDO orienta a distribuição dos recursos, fixa metas fiscais e estabelece critérios para o controle dos gastos públicos.

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