Política

NOVO GOVERNO

Transição anuncia ex-ministros, Kalil e Ludhmila no grupo técnico da Saúde; veja lista

Nisia Trindade, presidente da Fiocruz, também fará parte da equipe de transição

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O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou 12 nomes para compor o grupo técnico da Saúde no governo de transição. Entre os escolhidos estão ex-ministros da Saúde, a presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e médicos renomados.

O senador Humberto Costa, o ex-deputado Alexandre Padilha, os médicos Arthur Chioro e José Gomes Temporão irão compor o grupo. Os quatro também já foram ministros da Saúde ao longo dos governos do PT.

A presidente da Fiocruz, Nisia Trindade, também irá compor o grupo técnico, assim como os médicos Ludhmila Hajjar, Miguel Srougi e Roberto Kalil Filho.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16) no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), sede do governo de transição.

O gabinete de transição para o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi instituído no dia 8 de novembro. O ex-ministro Aloizio Mercadante coordena os 31 grupos técnicos, responsáveis pela elaboração de programas.

A transição é regulamentada por uma lei aprovada em 2002 e por um decreto editado em 2010. Ela tem início com a proclamação do resultado da eleição e se encerra com a posse do novo presidente.

VEJA OS NOMES:

HUMBERTO COSTA

Senador do PT por Pernambuco. Foi escolhido para coordenar o grupo técnico da Saúde durante a transição. Médico, Costa foi ministro da Saúde entre 2003 e 2005, durante o primeiro governo de Lula, quando foi responsável pela implantação de programas como o Farmácia Popular e o Samu.

ALEXANDRE PADILHA

É deputado federal pelo PT em São Paulo. Foi ministro da Saúde no primeiro governo Dilma, entre 2011 e 2014, quando foi responsável pela implantação do programa Mais Médicos. Especialista em Infectologia, Padilha falou sobre estratégias de vacinação no futuro governo: "O plano é tirar o atraso", publicou em suas redes sociais.

JOSÉ GOMES TEMPORÃO

Foi ministro da Saúde no segundo mandato de Lula, comandando a pasta durante a pandemia da H1N1. É médico sanitarista, membro titular da Academia Nacional de Medicina e pesquisador da Fiocruz.

ARTHUR CHIORO

Foi ministro da Saúde de Dilma entre 2014 e 2015. É professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e especialista em saúde coletiva.

ROBERTO KALIL FILHO

Cardiologista, médico do presidente eleito Lula, Kalil organiza a comissão integrada por professores titulares da FMUSP (Faculdade de Medicina da USP) que vai auxiliar debate sobre a área da Saúde durante a transição. É diretor-clínico do Incor (Instituto do Coração).

MIGUEL SROUGI

É ex-professor titular de urologia da FMUSP e da Escola Paulista de Medicina.

LUDHMILA HAJJAR

Professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora da Cardiologia do Incor (Instituto do Coração) e do Instituto do Câncer.

NÍSIA TRINDADE

Cientista e atual presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

REGINA FÁTIMA BARROSO

Doutora em Odontologia. Atualmente é superintendente do Complexo Hospitalar Universitário da Universidade Federal do Pará.

FERNANDO ZASSO PIGATTO

Foi eleito presidente do CNS (Conselho Nacional de Saúde) em 2018 e em 2021.

LÚCIA SOUTO

Presidente do Centro Brasileiro de Estudos da Saúde e pesquisadora da Fiocruz.

MARIA DO SOCORRO SOUZA

Doutora em Educação e Ciências da Saúde, pesquisadora da Fiocruz. Foi a primeira mulher a presidir o Conselho Nacional de Saúde.

Eleições em MS

Herdeira do Itaú está entre as doadoras da campanha de Soraya Thronicke

Beatriz Bracher também doou recursos para a campanha de Marina Silva e Tábata Amaral

18/09/2026 18h09

Senadora Soraya Thronicke recebeu doação de Beatriz Bracher

Senadora Soraya Thronicke recebeu doação de Beatriz Bracher Divulgação

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A escritora e herdeira do Bnaco Itaú, Beatriz Sawaya Botelho Bracher, destinou R$ 65 mil para a campanha à reeleição da senadora Soraya Thronicke em Mato Grosso do Sul. 

Beatriz é filha de Fernão Bracher, fundador do banco BBA — instituição financeira que posteriormente foi vendida ao banco Itaú. Além de autora de livros premiados, a escritora tem forte ligação com causas culturais e atua como conselheira do Instituto Acaia, entidade sem fins lucrativos dedicada à educação. No pleito deste ano, a doadora passou a integrar o grupo dos maiores doadores das eleições, figurando entre os 20 principais nomes do país entre os dias 2 e 3 de setembro.

Apoio estratégico a candidaturas femininas

O repasse de R$ 65 mil a Soraya Thronicke faz parte de uma estratégia focada no financiamento de candidaturas femininas para os cargos de senadora e deputada federal. Ao todo, Beatriz direcionou R$ 905 mil exclusivamente para campanhas de mulheres, somando R$ 1 milhão em doações totais apuradas para a campanha deste ano.

A maior contribuição individual do ciclo foi concedida a Marina Silva (ex-ministra de Lula), que recebeu R$ 150 mil para sua candidatura ao Senado por São Paulo. 

Na sequência dos repasses para a mesma Casa Legislativa, figuram Áurea Carolina (MG), com R$ 140 mil, e Manuela D’Ávila (RS), contemplada com R$ 80 mil. 

Já para a Câmara dos Deputados, a escritora ajudou a financiar as candidaturas paulistas de Marina Helou e Tabata Amaral, repassando R$ 60 mil para cada uma.

Mato Grosso do Sul

Elite do agronegócio e mercado financeiro investem pesado na campanha de Verruck

Aportes de usineiros, pecuaristas e grandes nomes do setor corporativo somam mais de R$ 450 mil e posicionam ex-secretário como forte nome da bancada ruralista na próxima legislatura se eleito

18/09/2026 17h11

Ex-titular da Semadesc, Jaime Verruck

Ex-titular da Semadesc, Jaime Verruck Marcelo Victor

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A candidatura de Jaime Elias Verruck (Republicanos) ganhou forte arrancada financeira, impulsionada diretamente pelo PIB do agronegócio de Mato Grosso do Sul e de outros estados brasileiros, com grandes nomes do setor produtivo na lista.

Ao somar os aportes financeiros catalogados vindos de usineiros (setor sucroenergético), da pecuária de seleção, da agroindústria e de formuladores de políticas públicas, os investimentos diretos de pessoas físicas atingem o montante de R$ 678.282,42, dos quais R$ 454.282,42 vêm especificamente de empresários e produtores rurais de destaque.

Quando analisada a receita total informada nos dados oficiais do sistema DivulgaCand, a campanha registra um montante em que o maior repasse individual de origem partidária é o da Direção Estadual do Republicanos em Mato Grosso do Sul, com R$ 230.000,00. Ao todo, Verruck arrecadou até agora R$ 2 milhões.

O apoio massivo da elite do agronegócio indica que, caso seja eleito, Verruck tem tudo para ser um dos líderes da bancada ruralista no Congresso na próxima legislatura. Ele é ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, tendo sido o titular da Semadesc na gestão do governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição.

Doadores

A estrutura de doações de pessoas físicas revela um alinhamento estratégico com segmentos decisivos da economia regional e nacional. O setor sucroenergético aparece em posição de destaque com a doação de R$ 75.000,00 feita por Luca Giobbi, proprietário da Usina Sonora, no norte de Mato Grosso do Sul, além das contribuições individuais de R$ 37.500,00 realizadas por quatro integrantes da família Garms (Carlos Ubiratan, Evandro Cesar, Marcos Fernando e Yara Garms Cavlak), grupo tradicional da agroindústria e da Usina Cocal.

Entre os grandes nomes do empresariado nacional que aportaram recursos na campanha de Jaime Verruck, destaca-se Jayme Brasil Garfinkel, responsável por uma doação de R$ 50 mil. Ex-presidente e figura central na trajetória da Porto Seguro Seguros, ele é um dos empresários e executivos de maior prestígio no mercado corporativo brasileiro, amplamente reconhecido como a principal liderança na consolidação e modernização do setor de seguros no país.

Guilherme Afonso Cesca, responsável por um aporte de R$ 50 mil ao projeto eleitoral de Jaime Verruck, é produtor rural (suinocultor) na região de Dourados e, em Videira (SC), tem, junto com seu irmão, uma fábrica de implementos para o setor florestal, como, por exemplo, carrocerias para transportar toras de eucalipto.

O segmento conta ainda com o respaldo institucional de executivos como Luiz Roberto Kaysel Cruz, diretor-superintendente do Grupo Pedra Agroindustrial, que doou aproximadamente R$ 12 mil.

Na pecuária de elite e no melhoramento genético, sobressai o apoio de Eduardo “Duda” Biagi, fundador da Carpa Serrana e ex-presidente da ABCZ, acompanhado por Pedro Biagi Neto. Já no campo das políticas públicas e da diplomacia agrícola, a candidatura conta com o aporte de Pedro de Camargo Neto, ex-secretário do Ministério da Agricultura e estrategista histórico do Brasil na OMC.

Além dos grandes conglomerados nacionais e lideranças do setor de insumos e energia, a base de sustentação financeira de Jaime Verruck inclui produtores rurais e empresários com forte atuação no interior de Mato Grosso do Sul. Destacam-se os investimentos de R$ 30.000,00 de José Anderson dos Santos, o “Giló”, referência na agropecuária e suinocultura de precisão na região de Dourados e Glória de Dourados.

Usina Laguna, Bolsonaro e assédio eleitoral

O expressivo volume de capital privado atraído pela candidatura expõe conexões com figuras de destaque e episódios controversos do empresariado agroindustrial. Entre os doadores de maior peso financeiro está o empresário Romildo Carvalho Cunha, que injetou R$ 44 mil na campanha de Verruck. Sócio da Usina Laguna e detentor do CPF que realizou a maior doação individual entre os proprietários do grupo, Romildo figurou entre os 350 maiores doadores eleitorais do país em 2022.

Naquele pleito, os sócios e a família proprietária da Usina Laguna repassaram R$ 588 mil — mais de meio milhão de reais — para a campanha de Jair Bolsonaro, além de destinar R$ 168 mil para a candidatura de Eduardo Riedel ao governo de Mato Grosso do Sul.

A atuação política da Usina Laguna nas eleições de 2022, contudo, foi centro de um dos casos mais graves de assédio eleitoral investigados no estado. A empresa, produtora de cana-de-açúcar sediada no sudeste sul-mato-grossense e empregadora de cerca de 600 trabalhadores em uma região de alta dependência econômica, virou alvo do Ministério Público do Trabalho (MPT) após denúncias de uma ação coordenada de supervisores para coagir empregados a votar no candidato apoiado pelos patrões.

Gravações obtidas durante as apurações flagraram chefias ordenando explicitamente que funcionários apoiassem a opção política dos proprietários sob ameaça de demissão. As intimidações se concretizaram com o desligamento de trabalhadores que se recusaram a ceder à pressão política e mantiveram suas posições.

A empresa também chegou a utilizar caminhões da própria frota adesivados em carreatas pró-Bolsonaro e a financiar cerveja para os funcionários após as manifestações.

Relação dos doadores e apoiadores catalogados:

  • Direção Estadual do Republicanos em Mato Grosso do Sul: partido político, repasse de R$ 230.000,00.
  • Luca Giobbi: empresário e proprietário da Usina Sonora, doação de R$ 75.000,00.
  • Guilherme Afonso Cesca: produtor rural (suinocultor) e dono de fábrica de implementos para o setor florestal, doação de R$ 50.000,00.
  • Jayme Brasil Garfinkel: empresário e investidor, CEO da Porto Seguro Seguros, doação de R$ 50.000,00.
  • Romildo Carvalho Cunha: empresário e investidor da Usina Laguna, doação de R$ 44.000,00.
  • Felipe Augusto Rosa Targino: empresário e investidor, doação de R$ 40.000,00.
  • Giovane Barroti: empresário e investidor, doação de R$ 40.000,00.
  • Carlos Ubiratan Garms: empresário integrante de família tradicional da agroindústria e do setor sucroenergético, doação de R$ 37.500,00.
  • Evandro Cesar Garms: empresário integrante de família tradicional da agroindústria e do setor sucroenergético, doação de R$ 37.500,00.
  • Marcos Fernando Garms: empresário integrante de família tradicional da agroindústria e do setor sucroenergético, doação de R$ 37.500,00.
  • Yara Garms Cavlak: empresária integrante de família tradicional da agroindústria e do setor sucroenergético, doação de R$ 37.500,00.
  • Carlos Alberto Baldasso: empresário e investidor do setor agroindustrial, doação de R$ 30.000,00.
  • Celso Philippi Junior: empresário e investidor do setor agroindustrial, doação de R$ 30.000,00.
  • Everaldo Luiz Endrigo: empresário e sócio-administrador na indústria de bebidas (cervejaria em Campo Grande) e representação comercial em MS, doação de R$ 30.000,00.
  • Fredi Soerger: empresário e investidor do setor agroindustrial, doação de R$ 30.000,00.
  • José Anderson dos Santos (Giló): empresário e produtor rural com destaque na agropecuária e suinocultura de precisão em Dourados e Glória de Dourados, doação de R$ 30.000,00.
  • Pedro de Camargo Neto: engenheiro, produtor rural, ex-secretário do Ministério da Agricultura, ex-presidente da SRB e da ABIPECS e consultor em diplomacia agrícola, doação de R$ 25.000,00.
  • Sebastião Geraldo Pellim: produtor rural e comerciante com presença em Glória de Dourados (MS) e São Paulo, doação de R$ 20.000,00.
  • Eduardo Cavazzini: produtor rural e empresário do agronegócio em Mato Grosso do Sul, doação de R$ 15.000,00.
  • Luiz Roberto Kaysel Cruz: executivo, engenheiro mecânico e diretor-superintendente do Grupo Pedra Agroindustrial (sem valor especificado na lista individual), doação de R$ 12.062,33.
  • Eduardo “Duda” Biagi: pecuarista, fundador da Carpa Serrana (referência em melhoramento genético Nelore) e ex-presidente da ABCZ e da ACNB, doação de R$ 12.948,00.
  • Pedro Biagi Neto: apoiador e produtor ligado ao setor agropecuário, doação de R$ 6.334,42.

Fonte: DivulgaCand

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