Política

GOVERNO FEDERAL

Transição de Lula conta, agora, com 8 de Mato Grosso do Sul

Nesta sexta, foram nomeados a deputada federal eleita Camila Jara; o ex-presidente do Crea-MS, Márcio Portocarrero e o indígena Dionedison Terena

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Subiu para 8 o número de sul-mato-grossenses no governo de transição do governo de Lula. Três nomes foram publicados nesta sexta-feira na edição do Diário Oficial da União: o da deputada federal eleita Camila Jara, do PT, o de  Dionedison Terena, 45, fotógrafo, suplente de vereador pelo PT, em Aquidauana e ainda Márcio Portocarrero, ex-presidente do Crea-MS que vai ser representante do agronegócio.

Terena vai compor o Grupo Técnico de Povos Originários, que é chefiado por outro indígena de Aquidanaua, Eloy Tereza, um pós-doutor em Ciências Sociais.

Por suas redes sociais, o ex-governador de MS, José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, deputado estadual eleito, congratulou a nomeação de Dionedison.

"Amigos e amigas, venho hoje parabenizar nosso companheiro @dionedisonterena pela sua nomeação no GRUPO TÉCNICO DOS POVOS ORIGINÁRIOS, que é uma pasta de suma importância para defender os direitos e trazer mais dignidade para nosso irmãos e irmãs indígenas", anotou Zeca, que acrescentou:

"Agora é levar nossos pleitos para a Comissão de Transição da questão indígena. MS tem a segunda maior população indígena do Brasil, e queremos a Reestruturação da Sesai; Nosso estado com 2 Dsei, uma na região sul/Amambai, e outro no Sudoeste/Aquidauana; Regularizar atendimento médico e de medicamento nas Aldeias; Programa de construção de poços artesianos e rede de água nas aldeias; Programa de calcareamento, semente e óleo diesel para as aldeias, são algumas das pautas que iremos discutir com a equipe".

Dionedison Terena fotografa desde 2007, atividade que ingressou, segundo ele, pela "necessidade de contrapor a mídia da forma como noticiam o ambiente indígena, muitas vezes distorcendo as informações".

CAMILA JARA  

A vereadora de Campo Grande e deputada federal eleita, Camila Jara (PT), foi convocada para a equipe de transição do Governo Lula (PT). Portaria publicada nesta sexta-feira (02), seleciona a parlamentar junto a outros cinco nomes para compor o Grupo Técnico de Juventude, informou comunicado emitido pela assessoria de imprensa da parlamentar.

Ainda de acordo com a assessoria da petista, no início de novembro, a parlamentar esteve em Brasília e elaborou junto com outros 12 parlamentares jovens uma Carta que foi entregue ao presidente Lula com uma série de contextualizações sobre a realidade da juventude brasileira e que pedia o compromisso do Governo eleito com as políticas públicas para a juventude no cenário de reconstrução do país.

"Vamos nos empenhar em garantir perspectiva de futuro para os nossos jovens. Recuperar a educação pública de qualidade nessa realidade pós-pandemia, retomar os investimentos em ciência, pesquisa e tecnologia e, claro, estudar soluções para a geração de emprego e renda. Vamos reconstruir tudo o que o Governo Bolsonaro destruiu", disse Camila.,

PORTOCARRERO  

Ex-presidente do Crea-MS, Márcio Portocarrero vai compor o Grupo Técnico de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O representante o agro foi uma indicação do deputado federal Neri Geller, do PP de Mato Grosso.

Portocarreiro, também da região de Aquidauana, é professor de agronomia e diretor-executivo da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão.

Além dos três nomeados nesta sexta-feira, já atuam na transição do governo, a senadora Simone Tebet, do MDB, o deputado federal Fábio Trad, do PSD, o indígena Eloy Terena, Aparecida Gonçalves, que foi secretária nacional do enfrentamento à violência contra mulher nos governos de Lula e Dilma, e o ex-deputado federal João Grandão, outro do PT.

 

Política

Jair Bolsonaro relata efeitos colaterais de medicamentos

Relatório semanal do médico Brasil Caiado diz que o ex-presidente tem resposta "satisfatória" e sinais progressivos de melhora, principalmente da pressão arterial e crises de soluço

11/07/2026 22h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Agencia Brasil

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Ex-presidente do Brasil em prisão domiciliar, Jair Bolsonaro (PL) teve sintomas de fadiga, sonolência e instabilidade do equilíbrio corporal "em menor intensidade e frequência" como efeito colateral dos medicamentos que toma e demonstrou estar "um pouco mais cansado e indisposto" nesta semana, apontam relatórios médicos apresentados pela defesa ao Supremo Tribunal Federa (STF).

Ambos os pareceres dizem que Bolsonaro mantém quadro de saúde igual ao da semana anterior e que não vem apresentado queixas.

Relatório semanal feito pelo médico Brasil Caiado diz que o ex-presidente tem "certa estabilidade dos sintomas e queixas, com quadro inalterado em relação à semana anterior". Diz também que ele tem resposta "satisfatória com sinais progressivos de melhora, principalmente da pressão arterial e das crises de soluço" após ajuste da medicação iniciado há mais ou menos um mês.

É ele quem relata que Bolsonaro lida com os efeitos colaterais persistentes em razão dos medicamentos. No parecer também consta que ele segue "dieta rigorosa, fisioterapia, exercícios regulares e cuidados preventivos para redução de quedas e refluxo gastroesofágico".

Já relatório do fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas relatou duas sessões com Bolsonaro nesta semana. No primeiro, na segunda-feira, 6, Bolsonaro teve "boa mobilidade e vem realizando atividades funcionais de forma normal e sem queixas.

Três dias depois, na quinta-feira, Bolsonaro estava "um pouco mais cansado e indisposto", mas realizou a fisioterapia. Ele está "bem" e "sem queixa de dor". O fisioterapeuta recomendou a continuidade do tratamento.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou, no dia 3 de julho, que Bolsonaro fosse mantido em prisão domiciliar.

Nesta última quarta-feira, 8, após operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente, a Polícia Federal apreendeu uma escopeta, a última arma que estava em nome de Bolsonaro.

 

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ELEIÇÕES 2026

Fique por dentro das principais datas do calendário eleitoral

Primeiro turno das eleições gerais está marcado para o dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República

11/07/2026 17h30

Reprodução / TSE

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O primeiro turno das eleições gerais está marcado para o dia 4 de outubro. Faltando menos de três meses para o pleito, eleitores e candidatos devem observar diversas regras previstas na Lei 9.504 de 1997, conhecida como Lei das Eleições, e nas resoluções aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A partir das próximas semanas, as principais datas já começam a mobilizar eleitores, candidatos e partidos.

Convenções

As convenções partidárias estão autorizadas a partir do dia 20 de julho até 5 de agosto.

Para concorrer às vagas disputadas nas eleições de outubro, os candidatos precisam ter seus nomes aprovados pelos partidos. A escolha é realizada por meio das convenções.

Após serem chanceladas pelas legendas, as candidaturas devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

Voto em trânsito

O dia 20 de julho também marcará a abertura do prazo para pedidos de voto em trânsito, mecanismo que permite ao eleitor votar fora de sua cidade (domicílio eleitoral) no dia da eleição. Os detalhes da solicitação ainda serão divulgados pela Justiça Eleitoral.

O eleitor quer estiver em outra cidade, mas dentro de seu estado, poderá votar para presidente da República, governador, deputados federal, estadual e distrital. Se estiver em outro estado, somente para presidente.

O voto em trânsito estará disponível nas capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores.

O prazo também vale para pessoas com deficiência solicitarem mudança do local de votação.

Propaganda eleitoral

A propaganda eleitoral nas ruas vai começar no dia 16 de agosto. Os candidatos poderão participar de carreatas e passeatas entre as 8h e as 22h. As mobilizações devem manter distância mínima de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo,  além de tribunais, quartéis militares, hospitais, escolas e igrejas.

Os comícios podem ser realizados entre as 8h e a meia-noite. Os anúncios pagos na imprensa escrita e internet também estarão liberados a partir desta data.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão será permitida entre 28 de agosto e 1° de outubro.

Eleições

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

 

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