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Transição de Lula defende rever Codevasf e remanejar recursos de emendas de relator

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O grupo técnico de Desenvolvimento Regional do governo de transição quer redefinir o escopo de atuação da Codevasf, estatal envolvida em escândalos de corrupção e clientelismo durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL).

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), um dos coordenadores do grupo, também defende que recursos de emendas de relator -as chamadas RP9- sejam realocados do órgão para emergências hídricas ou contenção de enchentes, por exemplo.

O grupo técnico teve nesta terça-feira (22) a primeira reunião com o Ministério do Desenvolvimento Regional, para dar início ao processo de transição.

Após o encontro, Randolfe criticou o fato de que a Codevasf sofreu uma "disfunção" durante o governo Bolsonaro, deixando de lado suas atribuições principais para lidar com as questões hídricas do Vale do São Francisco e focando nas atividades de pavimentação.

"A Codevasf surgiu como uma instituição para cuidar dos recursos hídricos do Vale do São Francisco e tem uma ampliação do seu escopo."

"Tem um papel da Codevasf que nós temos que inclusive exaltar e ressaltar: é importante ela como uma companhia de desenvolvimento nacional. Não tem nada contra pavimentação. Mas temos que ajustar para as atividades fins do ministério", afirmou o senador.

"Pode continuar fazendo pavimentação, mas seu escopo tem que ser definido e tem que continuar tendo uma empresa estatal que cuide dos recursos hídricos do Vale do São Francisco. Mas isso são conclusões que devemos ter que tratar mais adiante", completou.

Leandro Grass (PV), que concorreu ao Governo do Distrito Federal e participa do grupo técnico, afirmou que há aproximadamente R$ 2,3 bilhões para ações estruturantes e cerca de R$ 1,5 bilhão vinculado às emendas de relator.

"Só que a RP-9 vai picotada, ela vai para ações muito discricionárias, de acordo com os interesses dos deputados", disse. "Essa é uma situação preocupante, porque as ações estruturantes ficam numa condição muito vulnerável, muito frágil."

O jornal Folha de S.Paulo mostrou que a Codevasf mudou sua vocação histórica de fazer projetos de irrigação no semiárido para se tornar uma grande executora de obras de pavimentação e distribuidora de veículos, máquinas e produtos a redutos de padrinhos de emendas parlamentares.

A maior beneficiada das verbas da estatal para pavimentação sob Bolsonaro é a Engefort, vencendo editais com indícios de fraude que somam R$ 892,8 milhões. A empreiteira maranhense dominou as licitações da estatal em 2021 e em parte delas usou a empresa de fachada Del.

Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) ainda apontou indícios da ação de um cartel de empresas de pavimentação em fraudes a licitações da Codevasf, esquema que teria a Engefort como principal beneficiada, segundo os auditores.

Já a segunda maior beneficiada em contratos de pavimentação do atual governo é a Construservice, da qual é sócio oculto o empresário conhecido como Eduardo DP. Ele chegou a ser preso em operação da Polícia Federal que apurava desvios de verba da estatal, em julho.

Após a primeira reunião com o ministro Daniel Duarte Ferreira, Randolfe disse que o cenário da pasta "inspira muitos cuidados" pela situação orçamentária. "Em janeiro, a União não terá capacidade nenhuma de investimento na área de Desenvolvimento Regional", afirmou.

Segundo o senador, os recursos orçamentários do ministério estão "desfragmentados".

"A distribuição dos recursos nessa área cria uma ausência de sintonia sobre a execução orçamentária da parte do Ministério. Ao passo que tem quase R$ 2 bilhões destinados à Codevasf, por outro lado, falta dinheiro para ser investido em contenção de encostas, em obras de Defesa Civil", disse.
Apesar das críticas da gestão da pasta, Randolfe disse que o atual ministro é um "técnico capacitado", que tem realizado um "trabalho técnico"

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Postura

Kuwait diz que ataques do Irã a Bahrein e Jordânia são 'criminosos'

De acordo com a pasta, as ofensivas foram "uma flagrante violação" da soberania e integridade territorial das duas nações

19/07/2026 19h00

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O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait condenou neste domingo, 19, ataques do Irã ao Bahrein e à Jordânia, ações que classificou como criminosas.

"O Ministério das Relações Exteriores expressa a condenação do Estado do Kuwait e sua forte repulsa aos ataques criminosos iranianos que visaram hoje o Reino do Bahrein e o Reino Hachemita da Jordânia, os dois países irmãos", afirmou o ministério no X.

De acordo com a pasta, as ofensivas foram "uma flagrante violação" da soberania e integridade territorial das duas nações, assim como uma infração ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à Resolução 2817 do Conselho de Segurança.

"O Ministério reafirma a solidariedade total do Estado do Kuwait com os dois países irmãos, seu apoio incondicional a eles e seu respaldo a todas as medidas que adotarem para proteger sua segurança, soberania e estabilidade", conclui o comunicado.

Veja lista

São Paulo lidera migração de eleitores para MS; Paraná e Mato Grosso vêm na sequência

Eleitorado cresce mais em Campo Grande, Três Lagoas e Dourados

19/07/2026 17h00

Eleitores em mutirão para atualizar documentação

Eleitores em mutirão para atualizar documentação Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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São Paulo (871), Paraná (375) e Mato Grosso (337) puxam a fila dos estados com maior volume de transferências eleitorais para Mato Grosso do Sul em 2026, números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Conforme a Justiça Eleitoral, o Estado conta com 3.191 novos votantes oriundos das outras 26 unidades federativas e exterior. O novo eleitorado é representado por 1,6 mil mulheres e 1.591 homens. 

Além dos estados citados, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Maranhão também contam com número significante de eleitores que transferiram a documentação e devem votar em Mato Grosso do Sul no pleito geral deste ano. O 1° turno acontece dia 4 de outubro. 

Conforme o TSE, Campo Grande (823), Três Lagoas (317), Dourados (273), Chapadão do Sul (172), Ponta Porã (134) e Nova Andradina (107) abrigaram a maior parte dos novos eleitores. 

Cabe destacar que a chegada desta parcela de votantes pode estar diretamente atrelada àqueles que veem Campo Grande como um centro de oportunidades, ou mesmo à população que migra por força de trabalho ao interior do Estado, economia impulsionada pelo agronegócio, além das fábricas de celulose situadas em Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas e Eldorado. 

Além dos novos votantes, 1.659 sul-mato-grossenses "transferiram internamente" seus locais de votação, ou seja, realizaram apenas a mudança entre municípios de MS. 

Estados que mais "exportaram" eleitores para Mato Grosso do Sul: 

  • São Paulo – 871
  • Paraná – 375
  • Mato Grosso – 337
  • Goiás – 171
  • Minas Gerais – 166
  • Bahia – 131
  • Alagoas – 114
  • Rio de Janeiro – 110
  • Santa Catarina – 101
  • Maranhão – 100
  • Pernambuco – 94
  • Rio Grande do Sul – 90
  • Pará – 89
  • Rondônia – 86
  • Ceará – 47
  • Distrito Federal – 39
  • Piauí – 35
  • Tocantins – 31
  • Espírito Santo – 30
  • Acre – 29
  • Amazonas – 28
  • Rio Grande do Norte – 27
  • Paraíba – 18
  • Amapá – 13
  • Sergipe – 11
  • Roraima – 5
  • (Exterior) – 43

Onde votarão os novos eleitores?

  • Campo Grande – 823
  • Três Lagoas – 317
  • Dourados – 273
  • Chapadão do Sul – 172
  • Ponta Porã – 134
  • Nova Andradina – 107
  • Costa Rica – 95
  • Aparecida do Taboado – 93
  • Ribas do Rio Pardo – 66
  • Bataguassu – 64
  • Paranaíba – 63
  • Mundo Novo – 52
  • Água Clara – 49
  • Rio Brilhante – 45
  • Cassilândia – 44
  • Corumbá – 44
  • Inocência – 40
  • Maracaju – 38
  • Naviraí – 38
  • São Gabriel do Oeste – 36
  • Ivinhema – 31
  • Aquidauana – 30
  • Sidrolândia – 28
  • Bonito – 27
  • Selvíria – 25
  • Coxim – 24
  • Nova Alvorada do Sul – 22
  • Brasilândia – 21
  • Caarapó – 21
  • Jardim – 19
  • Amambai – 18
  • Sonora – 18
  • Ladário – 17
  • Itaquiraí – 15
  • Paraíso das Águas – 15
  • Terenos – 14
  • Iguatemi – 13
  • Angélica – 12
  • Deodápolis – 12
  • Eldorado – 12
  • Rio Verde de Mato Grosso – 11
  • Sete Quedas – 11
  • Anaurilândia – 10
  • Fátima do Sul – 10
  • Miranda – 9
  • Anastácio – 8
  • Bandeirantes – 8
  • Bela Vista – 8
  • Glória de Dourados – 8
  • Alcinópolis – 7
  • Corguinho – 7
  • Laguna Carapã – 7
  • Paranhos – 7
  • Taquarussu – 7
  • Vicentina – 7
  • Aral Moreira – 6
  • Batayporã – 6
  • Camapuã – 6
  • Figueirão – 6
  • Itaporã – 6
  • Dois Irmãos do Buriti – 5
  • Jaraguari – 5
  • Santa Rita do Pardo – 5
  • Japorã – 4
  • Rio Negro – 4
  • Guia Lopes da Laguna – 3
  • Juti – 3
  • Nioaque – 3
  • Tacuru – 3
  • Bodoquena – 2
  • Pedro Gomes – 2
  • Porto Murtinho – 2
  • Rochedo – 2
  • Douradina – 1
  • Jateí – 1
  • Novo Horizonte do Sul – 1 

Conforme o TSE, neste período, apenas os municípios de Antônio João, Caracol e Coronel Sapucaia não abrigaram eleitores de outros estados. 

Finalizadas em maio, as transferência poderiam ser feita de forma on-line, pelo Autoatendimento Eleitoral, ou presencialmente, em qualquer cartório eleitoral do município onde a pessoa pretendia votar. 

Voto em trânsito

Eleitoras e eleitores que estiverem longe de seus domicílios eleitorais durante o pleito deste ano e desejam exercer seu direito ao voto devem se manifestar junto ao Tribnal Regional Eleitoral a partir da próxima segunda-feira (20). 

O serviço estará disponível nos municípios de Campo Grande e Dourados, disponível àqueles que se manifestarem até 20 de agosto. 

A solicitação pode ser feita pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal da Justiça Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral, mediante apresentação de documento oficial com foto.

Em Campo Grande, o local destinado à votação em trânsito será o Sebrae, localizado na Avenida Mato Grosso, nº 1.681, Centro. Já em Dourados, a votação ocorrerá na Paróquia São José Operário, situada na Avenida Marcelino Pires, s/n, Centro.

O voto em trânsito é destinado a eleitores que estarão fora do município onde votam no dia da eleição e possuem inscrição eleitoral regular. A habilitação pode ser solicitada para o primeiro turno, para o segundo turno ou para ambos.

Quem optar por votar em trânsito em município localizado no mesmo estado de seu domicílio eleitoral poderá votar para todos os cargos em disputa. Já quem escolher votar em unidade da Federação diferente daquela em que está inscrito poderá votar apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

A habilitação para o voto em trânsito não altera nem transfere a inscrição eleitoral. Após a realização das eleições, o vínculo da eleitora ou do eleitor com sua seção de origem é restabelecido automaticamente.

Caso a pessoa habilitada para votar em trânsito não compareça ao local escolhido no dia da eleição, deverá justificar a ausência, mesmo se estiver em seu município de origem.

As regras sobre a transferência temporária de eleitoras e eleitores e o voto em trânsito estão previstas nos artigos 30 a 46 da Resolução-TSE nº 23.751/2026.

Serviço 

Em caso de dúvidas, as eleitoras e os eleitores podem procurar qualquer cartório eleitoral ou acessar os canais oficiais da Justiça Eleitoral.

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