Política

FESTA DA DEMOCRACIA

TRE-MS começa lacração de urnas a partir do dia 22

Cerca de seis mil equipamentos que serão usados no pleito deste ano já foram entregues aos municípios

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No próximo dia 06 de outubro os sul-mato-grossenses [e todo território nacional] participam de mais uma edição da chamada "festa da democracia", sendo que as urnas que serão usadas para as votações municipais deste ano já estão em seus respectivos municípios e a lacração deve começar no próximo dia 22. 

É o que aponta o Tribunal Regional Eleitroal de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) após a conclusão das entregas das urnas eletrônicas, encerradas ainda no último dia 31 de agosto, porém, ainda há muito trabalho antes do dia da votação. 

Segundo o TRE-MS, entre o dia 1º e 31 de agosto, foram entregues aproximadamente seis mil urnas eletrônicas para servirem as 7.251 seções de todas as 49 zonas eleitorais sul-mato-grossenses. 

Agora, marcada para o dia 22 de setembro, a próxima etapa antes da eleição é a Cerimônia de Carga e Lacração, onde basicamente as urnas eletrônicas são separadas e tem seus dados inseridos para o dia do pleito. 

Ou seja, é justamente nessa etapa onde as urnas são abastecidas com dados, que contêm o nome de cada candidatos e seus respectivos números de votação, bem como o cargo que disputam e até mesmo os eleitores que estão aptos a votarem nas determinadas seções. 

Essa etapa conta ainda com o momento separado para a conferência visual das urnas, ou melhor dizendo, quando cada equipamento tem sua operacionalidade verificada e garantida. 

Preparativos e locais de votação

Importante apontar que, essas entregas atenderam a pedido da chamada Seção de Voto Informatizado (SEVIN) da Corte Eleitoral, executada com apoio da Coordenadoria de Serviços Gerais (CSG) do TRE através dos veículos do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul. 

Cabe lembrar que importantes polos de votação foram alterados em Campo Grande, onde votam 646.216 eleitores totais. 

Entre as mudanças estão unidades em reforma, como o Colégio Joaquim Murtinho (onde votam mais de 3 mil eleitores), que tem alteração só para eleição deste ano, e polos que fecharam por definitivo, como bem abordou recentemente o Correio do Estado

Aproximadamente 12 mil eleitores de Campo Grande foram afetados com as mudanças de locais de votação e através do portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é possível consultar online tanto seu local de votação como também os respectivos cartórios e zonas eleitorais

 

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Caixinha gorda

Lucas de Lima, Dione Hashioka e Gleice Jane lideram arrecadação de campanha por vaga na Alems

Grande parte da verba dos candidatos foi destinada pelo fundo eleitoral de seus respectivos partidos

20/09/2026 17h00

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka Fotos: Alems

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Lucas de Lima (PL), Dione Hashioka (União Brasil) e Gleice Jane (PT) concentram as maiores arrecadações entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

Conforme a Justiça eleitoral, o trio é quem mais recebeu dinheiro para gastar na corrida pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado.

Lucas declarou R$ 1.102.830,00 em recursos para a campanha, seguido por Dione, com R$ 1.093.660,00, e Gleice, que soma R$ 1.081.986,33.

Candidatos que mais receberam dinheiro para campanha deste ano

Lucas de Lima do Amor Sem Fim: R$ 1.102.830,00 PL
Dione Hashioka: R$ 1.093.660,00 UNIÃO
Professora Gleice Jane: R$ 1.081.986,33 PT
Barbara Resende: R$ 1.063.260,00 UNIÃO
Professor Marcelo Miranda: R$ 1.050.000,00 PP
Zé Teixeira: R$ 1.027.720,00 PL
Coronel David: R$ 1.007.120,00 PL
Marcio Fernandes: R$ 1.000.620,00 PL
Renato Câmara: R$ 986.079,29 Republicanos
Pedrossian Neto: R$ 979.400,00 Republicanos

Cabe destacar que os valores correspondem aos recursos declarados pelas campanhas neste domingo (4) e podem sofrer alterações conforme novas prestações de contas, ou doações sejam informadas à Justiça Eleitoral.

Lucas de Lima disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e está em seu segundo mandato. Em 2022, foi eleito com 26.575 votos, mais que o dobro dos 12.391 votos obtidos na eleição de 2018.

Do total arrecadado por Lucas, R$ 1 milhão foi destinado pelo fundo de campanha do PL. O restante corresponde a doações de campanha. 

Dione Hashioka também retorna à disputa pela Alems após já ter exercido dois mandatos como deputada estadual. Em janeiro de 2023, reassumiu uma cadeira na Assembleia após a saída de Barbosinha, que deixou o Legislativo para assumir o cargo de vice-governador de Mato Grosso do Sul.

Dos recursos declarados por Dione, R$ 1,063 milhão é proveniente do fundo de campanha destinado pelo União Brasil.

Terceira colocada no levantamento, Gleice Jane foi eleita como primeira suplente do PT e assumiu uma cadeira na Assembleia em 2023, após o falecimento do deputado estadual Amarildo Cruz.

No caso de Gleice, R$ 1,035 milhão da arrecadação declarada é oriundo do fundo partidário destinado à campanha.

Barbara Resende, quarta colocada entre as maiores arrecadações, é filha do deputado federal Geraldo Resende. Os dois se filiaram ao União Brasil em março deste ano, após deixarem o PSDB. Assim como a filha, Geraldo Resende compõe o top-3 dos candidatos a deputado federal que mais receberam verba para utilizar na campanha deste ano. 

Ao todo, foram registradas 253 candidaturas para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Desse total, 31 candidatos disputam a eleição sem qualquer valor arrecadado, enquanto outros 104 declararam até R$ 50 mil em recursos para a campanha.

Cada candidato a deputado estadual pode gastar até R$ 1.270.629,01, conforme o limite informado para o cargo. O prazo para a realização da votação é 4 de outubro.

Eleições 2026

Única mulher candidata à presidência quer dobrar salário mínimo e escala 4x3

O programa de governo da UP, que está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem 67 páginas e está organizado em 18 eixos temáticos

20/09/2026 13h00

O programa também propõe monopólio público em geração de energia, mineração, produção e distribuição de combustíveis e indústria de defesa.

O programa também propõe monopólio público em geração de energia, mineração, produção e distribuição de combustíveis e indústria de defesa. Divulgação/UP

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Sendo a única mulher candidata à presidência nas Eleições 2026, Samara Martins é cirurgiã-dentista e trabalhadora do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte e, entre outros pontos do programa de governo da candidata do partido Unidade Popular (UP), quer lutar para dobrar o salário mínimo e instituir a escala 4x3. 

Sob o título Unidade Popular pelo Socialismo, o programa de governo da candidata apresenta explicitamente um projeto de transformação estrutural do modelo econômico e político brasileiro. O objetivo declarado no documento é superar as desigualdades do capitalismo e construir uma sociedade socialista.

Partido criado em 2016 e identificado com o campo da esquerda radical, a UP disputa a Presidência da República em 2026 com uma candidatura formada exclusivamente por mulheres.

Cabeça da chapa, Samara, 38 anos, foi candidata a vice-presidente pela legenda em 2022, com Leonardo Péricles, atual presidente do partido. A candidata a vice é Raquel Brício, 34 anos, guarda portuária e dirigente sindical no Pará, que já disputou eleições para deputada estadual e para a prefeitura de Belém.

"O Brasil é um dos países mais ricos do mundo, mas o povo vive na pobreza. Essa desigualdade não é natural. Ela resulta de um modelo econômico que coloca os interesses dos capitalistas acima das necessidades populares", diz o programa, que faz um diagnóstico extremamente crítico da economia de mercado e propõe medidas radicais para modificar o sistema em vigor.

"Defendemos que saúde, educação, água, energia, saneamento, moradia, transporte, cultura e comunicação sejam direitos, e não mercadorias. Defendemos o fim da escala 6x1, a redução da jornada com aumento salarial, a elevação em 100% do salário mínimo, a reindustrialização, a reforma agrária, a soberania nacional, o fortalecimento da ciência e a recuperação do controle público dos setores estratégicos", prossegue o texto.

Salário e emprego

A UP também promete enfrentar "todas as formas de exploração", como racismo, machismo, LGBTfobia, capacitismo e opressão, bem como assegurar territórios e proteção de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

O programa de governo da UP, que está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem 67 páginas e está organizado em 18 eixos temáticos. No tema de trabalho e salário, por exemplo, o partido propõe dobrar o valor atual do salário mínimo de forma imediata, o que significaria um acréscimo exato de R$ 1.621, fazendo o novo valor totalizar R$ 3.242.

Também defende o fim da escala 6x1 e o estabelecimento da escala 4x3 para todos os trabalhadores do país, além de garantia de emprego para todas as pessoas adultas capazes de trabalhar.

Economia

Na área econômica, o programa propõe a suspensão imediata do pagamento da dívida pública e realização de auditoria cidadã. A UP afirma que os recursos liberados seriam redirecionados para políticas sociais e estima em cerca de R$ 2 trilhões o montante que poderia ser deslocado do serviço da dívida.

O partido também se compromete com a nacionalização dos bancos e estatização do sistema financeiro, com fusão das instituições bancárias sob controle estatal e gestão dos trabalhadores. Propõe ainda o fim da autonomia do Banco Central (BC), submetendo as políticas monetária e cambial às diretrizes do governo ao que o programa denomina desenvolvimento social.

O programa da UP ainda prevê reestatização de empresas privatizadas, citando expressamente Eletrobras e a Petrobras, que passariam a ter controle 100% estatal, e retomada de empresas como Vale, companhias que controlam ferrovias, e empresas de saneamento e telecomunicações.

O programa também propõe monopólio público em geração de energia, mineração, produção e distribuição de combustíveis e indústria de defesa.

O texto também estabelece o fim de novas privatizações e dos leilões de petróleo e revisão e eventual revogação das concessões privadas de portos, aeroportos e rodovias.

No transporte urbano, prevê estatização das frotas, criação de empresas públicas e reestatização de linhas privatizadas de metrô e trem, incluindo o fortalecimento da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), empresa pública federal que administra linhas férreas em diferentes estados.

Na parte tributária, a UP propõe isenção do Imposto de Renda para trabalhadores, retirada de impostos sobre itens da cesta básica e produtos essenciais e instituição de tributação progressiva sobre grandes fortunas, lucros, dividendos e heranças de bilionários. Também propõe mudanças nos impostos ICMS/IVA, com redução de alíquotas e isenções para determinados produtos.

Direitos humanos

A candidatura de Samara Martins cita ainda propostas de criminalização da misoginia, ampliação da rede de atendimento às mulheres, igualdade salarial com homens, rede pública de cuidados e descriminalização e legalização do aborto.

Para a população negra, o plano de governo fala em ampliação das ações afirmativas e titulação de territórios quilombolas. A demarcação e a titulação de terras indígenas também são pontos abordados no programa. O documento propõe também realização de ampla reforma agrária e "nacionalização da terra".

O programa cita reforma urbana, com produção pública de moradias, urbanização de favelas, regularização fundiária, utilização de imóveis públicos ociosos e desapropriação de propriedades que não cumpram função social.

Segurança pública e Justiça

Na área de segurança, o programa da UP prevê desmilitarização das polícias, reorganização das carreiras policiais e mudança do modelo de segurança.

O Poder Judiciário passaria a ter eleição direta de juízes e tribunais superiores, com o fim dos chamados "penduricalhos" que aumentam os salários muito acima do teto constitucional. O plano também defende o fortalecimento da Justiça do Trabalho e reforma do sistema penitenciário.

Cultura e comunicação
No setor de comunicações, o programa prevê o que chama de "estatização dos monopólios de TV e rádio" e apoio à imprensa comunitária e alternativa. Já as políticas culturais teriam como prioridade o incentivo à cultura popular e uma proposta de nacionalização de grandes gravadoras e produtoras cinematográficas.

 

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