Política

RECURSO NEGADO

Tribunal da Lava Jato mantém processo contra Delcídio na Justiça Eleitoral

Ex-senador é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato

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O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o ‘Tribunal da Lava Jato’, negou por unanimidade dois recursos do Ministério Público Federal e da Petrobrás que pediam o retorno à Justiça Federal de processo contra o ex-senador Delcídio do Amaral.

Os recursos questionavam decisão da 13ª Vara Federal de Curitiba que enviou à Justiça Eleitoral os autos da ação penal em que o ex-senador é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato. 

Delcídio é acusado de ter recebido propina em esquema que envolveu a compra de um refinaria de petróleo em Pasadena (EUA).

A defesa do ex-parlamentar alegou que a propina tinha sido usada para a campanha eleitoral, o que remetia o caso para a Justiça Eleitoral. 

A Lava Jato e a Petrobrás alegaram que essa justificativa não basta para modificar a denúncia contra Delcídio por crimes comuns de corrupção e lavagem de dinheiro.

O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da operação no tribunal, afirmou que os crimes imputados a Delcídio estão enquadrados na lei eleitoral. 

Segundo o magistrado, ‘compete à Justiça Eleitoral aferir eventual conexão e, se assim entender, determinar ocasionalmente o desmembramento do feito ou decidir a respeito da inocorrência de delito afeto à sua área de atuação’.

ENGATINHANDO

Investimentos em redes sociais ainda não empolgam os candidatos no Estado

Pré-candidatos investiram entre R$ 30,9 mil e R$ 52,6 mil em anúncios na Meta antes do início oficial da campanha eleitoral

30/07/2026 08h00

Reprodução/TSE

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Apesar da proximidade das eleições e do fim do período de convenções partidárias, os pré-candidatos e os candidatos de Mato Grosso do Sul ainda mantêm um ritmo tímido de investimentos em publicidade nas redes sociais.

Levantamento feito pelo Correio do Estado, com base na Biblioteca de Anúncios da Meta, mostra que, até o momento, o conjunto de anúncios identificados soma entre R$ 30,9 mil e R$ 52,6 mil em gastos com impulsionamento no Facebook e no Instagram.

O montante considera apenas os valores divulgados pela plataforma. Os números indicam que a disputa digital ainda está em fase inicial e a tendência é de que os investimentos em impulsionamento cresçam após a definição oficial das candidaturas e o avanço da campanha, quando a presença nas redes sociais passa a ser um dos principais instrumentos para ampliar o alcance das mensagens e consolidar a imagem dos candidatos junto ao eleitorado.

Além disso, o baixo volume de investimentos nas plataformas digitais também pode refletir uma opção de parte dos pré-candidatos e dos candidatos por priorizar o contato direto com o eleitor e o uso das mídias tradicionais, como rádio, televisão, sites e jornais impressos. 

Essa estratégia ganha força em um cenário de crescente preocupação com a disseminação de desinformação e notícias falsas nas redes sociais, fator que pode reduzir a confiança do eleitor nesse ambiente e levar campanhas a buscar formas de comunicação consideradas mais confiáveis.

LÍDERES DE GASTOS

 Esse montante inclui outros 12 candidatos e pré-candidatos, cujos valores gastos oscilam entre R$ 100 e R$ 400.

Entre os políticos com maior volume de anúncios patrocinados aparece a deputada estadual Mara Caseiro (PL), pré-candidata a deputada federal, com investimento entre R$ 7,5 mil e R$ 9,9 mil. Na sequência estão o deputado estadual Gerson Claro (PP), pré-candidato à reeleição, com gasto entre R$ 4 mil e R$ 5,5 mil, e o ex-secretário Hélio Peluffo (PP), pré-candidato a deputado estadual, com gasto entre R$ 2,3 mil e R$ 5,4 mil.

Também figuram entre eles o deputado estadual Coronel David (PL), pré-candidato à reeleição, com gasto entre R$ 2,1 mil e R$ 5,4 mil, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PP), pré-candidato à reeleição, que soma entre R$ 3,1 mil e R$ 4,7 mil, e o deputado federal Vander Loubet (PT), candidato a senador, com gasto entre R$ 2,7 mil e R$ 4,2 mil.

Mais atrás aparecem o governador Eduardo Riedel (PP), pré-candidato à reeleição, cuja gasto varia entre R$ 2 mil e R$ 3,7 mil, e Tiago Botelho (PT), candidato a deputado estadual, com gastos entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil.

Logo em seguida temos o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), pré-candidato a senador, que investiu de R$ 300 a R$ 1,7 mil, e o ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos), pré-candidato a deputado federal, com gastos entre R$ 900 e R$ 1.197.

Outros pré-candidatos aparecem com investimentos mais modestos, tais como o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto (Republicanos), pré-candidato à reeleição, que soma entre R$ 800 e R$ 1.097, e o vereador Flávio Cabo Almi (PSDB), candidato a deputado estadual, que investiu entre R$ 700 e R$ 1.096.

Já o o influencer Bruno Ortiz (Republicanos), pré-candidato a deputado estadual, gastou entre R$ 600 e R$ 1.095, e o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), pré-candidato à reeleição, investiu de R$ 300 a R$ 894.

Por último, temos o vereador Professor Juari (PSDB), candidato a deputado federal, que teve gasto entre R$ 500 e R$ 797, e o deputado estadual Renato Câmara (Republicanos), pré-candidato à reeleição, que gastou até R$ 594.

Eleições

Eduardo Bolsonaro diz que Milei foi 'educado' e 'suave' nas críticas ao Brasil

Na ocasião, o presidente argentino chamou Lula de "presidiário" e Alexandre de Moraes de "lixo careca"

29/07/2026 22h00

Javier Milei, presidente da Argentina, participou da convenção do PL

Javier Milei, presidente da Argentina, participou da convenção do PL Foto: Divulgação

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 O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que concorda com as críticas do presidente argentino Javier Milei ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi dada na noite desta terça-feira, 28, em entrevista ao jornal argentino La Nacion.

Para Eduardo Bolsonaro, Milei foi "muito educado" e "suave' nas falas sobre Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No sábado, 25, Javier Milei participou da convenção nacional do PL. O evento oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo, à Presidência.

Na ocasião, o presidente argentino chamou Lula de "presidiário" e Alexandre de Moraes de "lixo careca".

As falas geraram crise diplomática entre o Brasil e a Argentina, com a participação de ministros, tanto do governo federal quanto do STF, e a convocação do embaixador do país vizinho para prestar esclarecimentos.

Na entrevista, Eduardo Bolsonaro negou que a presença de Milei na convenção do PL configure interferência eleitoral.

Ele afirmou, sem apresentar provas, que o PT teria atuado para favorecer o candidato Sergio Massa nas eleições argentinas de 2023, e classificou esse suposto apoio como a verdadeira interferência externa no país vizinho.

Sobre a corrida eleitoral, Eduardo Bolsonaro disse confiar na vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula.

Argumentou que o discurso usado por Lula contra o pai nas eleições anteriores, associando-o às mortes durante a pandemia de covid-19, perdeu força. Para ele, o aumento da inflação e da criminalidade no Brasil pesará contra o atual governo.

O ex-deputado voltou a acusar Lula de proximidade com o crime organizado. Disse que o petista fez lobby em Washington em favor do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) e atribuiu a designação das organizações como grupos terroristas pelos Estados Unidos a uma articulação do irmão Flávio junto ao secretário de Estado americano, Marco Rubio.

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