Deputado federal e pré-candidato a senador, Vander Loubet (PT) destacou que a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) é um indicador de que o presidente Lula seja superior a Flavio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de 2° turno entre ambos.
O levantamento mostra o presidente oito pontos à frente do senador na simulação de 2º turno. Pela primeira vez o índice de aprovação ao governo superou a reprovação, o que para Loubet se caracteriza como uma espécie de tendência.
Conforme o levantamento, Lula tem 45% das intenções de voto contra 37% de Flávio num eventual segundo turno.
Em junho, eram 44% contra 38%. Flávio chegou a ficar à frente em abril (42% x 40%), dentro da margem do empate técnico, que persitiu em maio, com diferença de apenas um ponto pró-Flávio (42% a 41%). Em março, ambos pontuaram 41% cada.
"Embora seja um retrato de momento, a consulta evidencia o início de uma tomada de decisão entre eleitores que ainda não se decidiram ou aguardam novas configurações da disputa", analisa.
Para ele, estas configurações incluem os fatos que surgem no cotidiano dos pré-candidatos e as demonstrações do que ambos podem oferecer ou já ofereceram aos brasileiros.
"A mídia vem informando os protagonismos de cada um. E isso pesa para uma extrema-direita que está envolvida em escândalos, como as relações de bolsonaristas com Daniel Vorcaro e os desvios de emendas parlamentares. Além disso, Lula tem uma folha de serviços prestados ao Brasil com a qual seu adversário sequer ousaria comparar", dispara Vander.
Pela primeira vez desde dezembro de 2024,a Quaest registra a aprovação ao governo Lula maior que a desaprovação: 48% a 47%.
Nos quatro cenários de segundo turno simulados pela Quaest os índices apontam para a reeleição do presidente.
A menor diferença é contra Flávio e a maior vantagem é sobre Renan Santos. A dois meses e 19 dias do primeiro turno, 65% dos entrevistados disseram que a decisão de voto é definitiva, enquanto 35% afirmaram que ainda podem mudar de ideia.
A pesquisa foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

