Política

Estatística

Voto feminino será decisivo nas eleições deste ano em MS

Estado tem 113,8 mil eleitoras a mais que eleitores, diferença que é superior ao eleitorado de 77 dos 79 municípios do Estado

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O cenário eleitoral de Mato Grosso do Sul para o pleito deste ano apresenta um contingente recorde de 2.025.001 eleitores aptos a exercer o direito ao voto, conforme os dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o dia 30 de junho. Esse número reflete um crescimento de 1,43% na comparação direta com as eleições de 2022, quando o Estado tinha 1.996.510 votantes. 

No entanto, mais do que o crescimento bruto, o que chama a atenção dos estrategistas políticos é a hegemonia feminina nas urnas, que consolidou uma vantagem numérica expressiva sobre o eleitorado masculino.

Atualmente, o Estado conta com 1.069.440 mulheres aptas a votar, o que representa 52,81%. Em contrapartida, os homens somam 955.561 eleitores, ou 47,18%.

Essa diferença de 113.879 votos a favor das mulheres é um fator que pode definir o destino das candidaturas majoritárias. Há quatro anos, em 2022, a proporção já indicava essa tendência, com o público feminino representando 52,8% (1.054.157) e o masculino 47,1% (940.356).

A manutenção e o leve alargamento dessa distância reforçam a necessidade de propostas voltadas especificamente às demandas das mulheres, que hoje superam os homens em mais de 100 mil eleitores no Estado.

Em efeito de comparação, essa diferença a mais de mulheres no Estado é superior em número ao eleitorado de 77 municípios. Só Campo Grande e Dourados têm um contingente maior. 

Grandes cidades

A concentração do poder de decisão não é apenas de gênero, mas também geográfica. Mais da metade de todo o eleitorado sul-mato-grossense está situada em apenas cinco municípios.

Campo Grande, o maior colégio eleitoral, detém 640.453 votantes, o equivalente a 31,627% do total do Estado. Somando-se à Capital os eleitores de Dourados (166.157), Três Lagoas (88.672), Ponta Porã (70.104) e Corumbá (67.794), chega-se a um montante de 1.033.180 pessoas.

Esse grupo seleto de cinco cidades representa 51,02% de todos os votos disponíveis, o que torna as campanhas nesses polos urbanos fundamentais para qualquer pretensão de vitória em nível estadual.

Em Campo Grande, a predominância feminina é ainda mais acentuada do que na média estadual. Das 640.453 pessoas aptas ao voto na Capital, 348.986 são mulheres e 291.467 homens, ou seja, as mulheres têm uma vantagem de mais de 57 mil votos.

Em Dourados, a situação se repete, com 89.546 eleitoras e 76.611 eleitores. Esses números mostram que, onde o eleitorado é mais numeroso, o peso do voto feminino é proporcionalmente maior, exigindo dos candidatos uma comunicação mais assertiva com esse público.

Além da questão de gênero e localização, o perfil de escolaridade do eleitorado de Mato Grosso do Sul revela desafios estruturais.

A maior fatia dos eleitores tem o Ensino Médio completo, totalizando 487.796 cidadãos (24,08%). No entanto, o segundo maior grupo é composto por pessoas com o Ensino Fundamental incompleto, que soma 478.738 eleitores (23,64%).

Aqueles que têm Ensino Superior completo somam 285.060 (14,07%), enquanto os eleitores que apenas leem e escrevem chegam a 107.369 (5,30%) e os analfabetos somam 63.816 (3,15%).

A análise por faixa etária indica que o Estado tem um eleitorado maduro. O grupo mais expressivo está entre 35 e 44 anos, com 402.423 votantes (19,87%).

As faixas de 45 a 55 anos e de 25 a 34 anos aparecem logo atrás, com 19,43% e 19,41%, respectivamente. Já os eleitores com voto facultativo também têm relevância: os jovens de 16 e 17 anos totalizam 28.577 pessoas, enquanto os idosos com 70 anos ou mais somam 197.950 cidadãos.

Os dados informados ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral indicam que o eleitorado é majoritariamente feminino, urbano e com escolaridade média. 

Investigação

Emenda milionária de Pollon à Ong é citada em investigação sobre Dark Horse

Verba foi destinada a empresas ligadas à Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro

10/09/2026 16h15

Deputado federal Marcos Pollon

Deputado federal Marcos Pollon Foto: Divulgação

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Em meio a decisão do ministro Flávio Dino que autorizou a operação deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal para investigar o desvio de emendas parlamentares, a movimentação  de uma emenda de R$ 1 milhão pelo deputado federal Marcos Pollon (PL) e outra de R$ 150 mil, pela deputada Bia Kicis (PL-DF) à Academia Nacional de Cultura (ANC) revelam os intrincados caminhos que levaram milhões de reais a diferentes empresas e organizações ligadas a Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme Dark Horse.

O repasse do deputado foi destinado ao desenvolvimento do projeto denominado "Heróis Nacionais", em São Paulo. Segundo a decisão de Flávio Dino, que autoriza a ação da PF, essa circunstância, por si só, "revela aparente desconformidade com a exigência de absoluta vinculação federativa estabelecida nas decisões supracitadas", uma vez que ambos os deputados são de estados distintos ao projeto.

A ação da Polícia Federal faz parte do inquérito que trata do desvio de emendas parlamentares, relatado por Dino, que revela os intrincados caminhos que levaram milhões de reais a diferentes empresas e organizações ligadas a Karina Gama, indicando a existência de uma organização articulada para desvio de recursos públicos que envolve ainda o deputado federal Mario Frias, que foi secretário Especial da Cultura na gestão de Jair Bolsonaro.

Nessa rede de empresas, muitas delas com vínculos suspeitos entre pessoas jurídicas e indicação de criação para atender a finalidades de contratos já firmados, destaca-se ainda o fato de a Editora e Distribuidora de Livros HD Cultural ser beneficiária de uma emenda parlamentar individual de autoria do deputado federal Mario Frias, tendo o Fundo Municipal de Saúde de Piracicaba como ente pagador de R$ 1.368.528,20 em 24 de março deste ano, e também receber R$ 1.298.694,38 em 30 de dezembro de 2025, por meio de recursos do FUNDEB, tendo como pagador o Fundo Municipal de Educação de Icó, no Ceará. O trajeto dos recursos, ao que indica o documento, tem uma geografia complicada: saem de Brasília, do Mato Grosso do Sul e do Ceará, com destino a projetos em São Paulo.

Outro ponto controverso destacado pela CGU é a "atipicidade" da solicitação de orçamento pelo ICB, sediado em São Paulo, à Cometa Livraria, empresa cuja sede fica em Fortaleza, no Ceará, "a despeito da ampla oferta de editoras e fornecedores do setor editorial existentes no estado de São Paulo". A livraria tem o mesmo endereço da HD Cultural Ltda, que recebeu a emenda de Frias, que está proibido de deixar o país.

Imbróglio 

A denúncia sobre as emendas foi apresentada por Tabata Amaral foi motivada por uma reportagem de dezembro de 2025, do site The Intercept Brasil. Segundo a publicação, a Academia Nacional de Cultura foi contemplada com R$ 2,6 milhões oriundos de emendas parlamentares destinadas por deputados federais filiados ao Partido Liberal. Além de Bia Kicis e Marcos Pollon. 

À época, Pollon entregou ao ministro seus esclarecimentos dentro do prazo estipulado. O deputado admitiu ter destinado R$ 1 milhão para a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo viabilizar, por intermédio da Go Up Entertainment, “a produção da série documental intitulada Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rendem”.

Contudo, segundo o deputado, devido à “incapacidade da entidade beneficiária de cumprir requisito técnico essencial”, o projeto não avançou e ele redirecionou os recursos para a área da saúde, “especificamente em favor do Hospital de Amor de Barretos”.

“A inexistência de execução afasta, por completo, qualquer hipótese de desvio de finalidade ou irregularidade material na aplicação de recursos públicos”, sustentou o deputado na ocasião.  
 

*Com informações de O Globo 

candidato à presidência

Caiado é internado em SP para tratar uma faringite aguda

Compromissos do candidato à presidência foram cancelados

10/09/2026 16h00

Candidato à presidência, Ronaldo Caiado

Candidato à presidência, Ronaldo Caiado Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O candidato à presidência da República Ronaldo Caiado, do PSD, foi internado na manhã desta quinta-feira (10) no Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, para tratar uma faringite aguda.

Segundo nota encaminhada pela assessoria de imprensa do candidato, Caiado precisou tomar uma medicação intravenosa. Assinada pela médica Ludihmila Abrahão Hajjar, a nota informa que o objetivo da internação foi acelerar a recuperação do candidato para que ele possa retomar, o mais breve possível, seus compromissos de campanha.

Por causa da internação, os compromissos do candidato agendados para esta quinta-feira foram cancelados. 

Pela manhã, o candidato visitaria o Centro de Inteligência, Comunicação e Monitoramento da Guarda Civil em Vinhedo, no interior paulista, e à noite participaria de uma sabatina na capital paulista.

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