Política

NO JUDICIÁRIO

Novo desembargador é
empossado em Campo Grande

Alexandre Aguiar Bastos foi escolhido pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB)

RODOLFO CÉSAR

09/12/2016 - 15h14
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O advogado Alexandre Aguiar Bastos foi escolhido pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para preencher a 32ª vaga de desembargador no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Ele foi empossado hoje pela manhã.

A partir de segunda-feira (12), ele atuará na Segunda Câmara Cível juntamente com os desembargadores Marcos José de Brito Rodrigues, Vilson Bertelli, e Paulo Alberto de Oliveira, que substitui o juiz Jairo Roberto de Queadem substituição ao Juiz Jairo Roberto de Quadros, que estava convocado na vaga desde dezembro de 2014.

Para conseguir ser empossado, ele passou pelo crivo de entrar na lista de indicação da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), ter sido submetido à votação dos desembargadores no Tribunal Pleno e receber o aval do governador.

A vaga que ele ocupa é refente ao Quinto Constitucional, que é um mecanismo que confere 20% dos assentos existentes nos tribunais aos advogados e promotores. Com isso, uma em cada cinco vagas nas Cortes de Justiça é reservada para profissionais que não se submetem a concurso público de provas e títulos. Ela ficou vazia com a aposentadoria, em junho de 2014, de João Batista da Costa Marques.

"Tenho noção da responsabilidade que o cargo tem e noção do que o Poder Judiciário representa hoje para o Estado brasileiro e espero conseguir retribuir isso com muita dedicação, muita equidade e muito trabalho", afirmou o novo desembargador.

A solenidade de posse teve as presenças do governador do Reinaldo Azambuja, do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi (PMDB), do presidente do Tribunal de Contas, Waldir Neves Barbosa, do procurador-geral de Justiça, Paulo Cesar dos Passos, do presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Divoncir Schreiner Maran, e do presidente da OAB, Mansour Elias Karmouche.

O deputado estadual Beto Pereira (PSDB) e o secretário da Casa Civil, Sérgio de Paula, também participaram da solenidade. Desembargadores do TJMS e a família de Bastos participaram da solenidade.

HISTÓRICO

Alexandre Bastos atuou como advogado por 23 anos. É pós-graduado em Direito Constitucional pela PUC/ESA (Pontifícia Universidade Católica/Escola Superior de Advocacia) e especialista em Direito Tributário formado pelo IBET (Instituto Brasileiro de Estudos Tributários).  Foi assessor jurídico da Presidência do Tribunal de Contas do Estado no período entre 2003 e 2005 e consultor jurídico da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) de 1995 a 2012.  

Na OAB/MS foi conselheiro estadual entre 2001 e 2003 e, entre 2006 e 2012, presidiu a Comissão de Estágio e Exame da Ordem. Foi, também, membro da Comissão Nacional do Exame da Ordem entre 2011 e 2012.  

Atuou como juiz eleitoral substituto do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul entre 2010 e 2012.  

Além de Alexandre Bastos, na lista também estavam Honório Suguita, e Gabriel Abrão Filho. Os nomes foram encaminhados ao Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, que determinou como novo desembargador da Justiça Sul-mato-grossense, Alexandre Aguiar Bastos, por meio do Decreto “P” número 5.585, de 8 de dezembro de 2016.

Articulações

Flávio Kayatt será reconduzido à presidência do TCE-MS

Acordo entre conselheiros fortalece candidatura única do atual presidente, que deve disputar a eleição em 18 de dezembro

01/06/2026 08h00

O conselheiro Flávio Kayatt deve ser reconduzido à presidência do TCE-MS

O conselheiro Flávio Kayatt deve ser reconduzido à presidência do TCE-MS Divulgação

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As articulações para a recondução do conselheiro Flávio Esgaib Kayatt à presidência do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) já estão em andamento e, nos bastidores, o cenário aponta para uma candidatura de consenso.

Segundo informações apuradas pelo Correio do Estado, a tendência é de que o atual presidente dispute a eleição sem concorrentes, consolidando sua permanência no comando da Corte de Contas por mais um mandato.

Havia a expectativa de que os conselheiros Sérgio de Paula e Marcio Monteiro pudessem entrar na disputa pela presidência do Tribunal, entretanto, prevaleceu o entendimento de que a continuidade da atual gestão seria o melhor caminho para a instituição. 

Sérgio de Paula, que assumiu recentemente a vaga de conselheiro, teria avaliado que ainda não tem tempo suficiente na função para pleitear o principal cargo do TCE-MS, enquanto Marcio Monteiro considera que a manutenção de Kayatt à frente da presidência da Corte garante estabilidade administrativa e continuidade aos projetos em andamento.

De acordo com a apuração do Correio do Estado, a definição oficial sobre a composição da chapa deve ocorrer em julho, meses antes da eleição marcada para o dia 18 de dezembro.

A expectativa é de que, até lá, o grupo consolide o acordo em torno do atual presidente, evitando disputas internas.

Flávio Kayatt assumiu a presidência do Tribunal de Contas em 1º de fevereiro de 2025, após ser eleito em sessão realizada em 18 de dezembro de 2024.

Na ocasião, a chapa vencedora também foi composta por Jerson Domingos, eleito vice-presidente, e Marcio Monteiro, escolhido corregedor-geral para o biênio 2025-2026.

O mandato atual de Kayatt se estende até 31 de janeiro de 2027, encerrando oficialmente o biênio 2025-2026.

Caso seja confirmado para um novo período à frente do comando da instituição, o conselheiro ampliará sua participação no comando administrativo do órgão responsável pela fiscalização das contas públicas estaduais e municipais.

Mesmo após o término de sua gestão na presidência, Kayatt continuará integrando o colegiado do TCE-MS na condição de conselheiro, participando dos julgamentos e das atividades de controle externo exercidas pelo Tribunal.

Procurado pelo Correio do Estado, o atual presidente não quis comentar a movimentação política para a sua permanência à frente do comando da Corte de Contas do Estado, porém, fontes ouvidas pela reportagem asseguraram que já está tudo alinhado para a continuidade dele.

O ambiente de consenso que hoje cerca a possível recondução de Flávio Kayatt contrasta com o cenário registrado na última sucessão da presidência do TCE-MS. 

Nos bastidores, a disputa pelo comando da Corte chegou a ganhar contornos de concorrência entre Kayatt e o então conselheiro Jerson Domingos, que tinha a intenção de continuar como presidente.

No entanto, após negociações e entendimentos construídos entre os conselheiros, prevaleceu a composição de uma chapa de consenso, evitando o confronto direto nas urnas e garantindo a eleição de Kayatt.

O acordo costurado em 2024 permitiu a formação de uma chapa unificada, na qual Jerson Domingos assumiu a vice-presidência e Marcio Monteiro foi escolhido para a Corregedoria-Geral.

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LAÇOS

Ministro diz a jornal que Alcolumbre está aberto a recompor relação com Lula

Guimarães disse que Alcolumbre também não deve impor obstáculos para avançar, até outubro, com a PEC que acaba com a escala 6x1

31/05/2026 20h00

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) Divulgação/ Agência Brasil

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Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está disposto a recompor a relação com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Guimarães disse que Alcolumbre também não deve impor obstáculos para avançar, até outubro, com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários. O governo pretende usar a pauta como bandeira na campanha à reeleição.

O ministro disse que o presidente do Senado está aberto ao diálogo. "Ele diz, reiteradamente: quer sentar com o presidente e recompor a relação. É isso."

Guimarães reconheceu ao jornal que o presidente do Senado teve papel na derrota do advogado-geral da União, Jorge Messias, na indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo assim, disse que o governo "aprumou o passo" depois do revés.

6x1

Após a aprovação do fim da escala 6x1 na Câmara, na última quarta-feira, Guimarães afirmou que o Senado não deve dificultar a tramitação da proposta.

Segundo ele, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), já conversou com Alcolumbre. "Nós vamos conversar. Do jeito que está o texto, o ideal seria levar direto para o plenário. Vai depender do Davi, porque a oposição quer retardar", disse. "Eu e o Hugo estamos trabalhando para buscar um encaminhamento que permita a votação imediata, sem protelamento no Senado", completou.

O ministro afirmou ainda que o tema será importante na eleição deste ano. "Aplicamos uma enorme derrota ao bolsonarismo. É o tema que mais vai pesar daqui para a frente. Mais de 70% da população é favorável."

A respeito de avaliações de que o fim da escala 6x1 poderá elevar custos, Guimarães disse que, na visão dos críticos, "tudo o que o governo faz é eleitoral."

Decisão dos EUA sobre PCC e CV

Na avaliação do ministro, a decisão dos Estados Unidos de classificar CV e PCC como terroristas não gera impacto eleitoral Para ele, a medida é uma ameaça à soberania. "Ninguém pode invadir o Brasil a pretexto de combater o crime organizado. Por que o governo americano não incluiu nessa classificação os milicianos?", questionou.

Segundo Guimarães, ajudar o Brasil no combate às facções é bem-vindo, mas respeitando as regras e os caminhos do governo brasileiro.

Agenda

José Guimarães disse também que, se pudesse definir a agenda do Senado até a eleição, priorizaria a votação de minerais críticos, a PEC da Segurança e o fim da escala 6x1, evitando 'pautas-bomba'.

BC e Galípolo

Sobre o Banco Central, afirma que não se trata de decepção com o presidente da instituição, Gabriel Galípolo. Ele criticou, no entanto, o atual nível de juros no Brasil, dizendo que a inflação está sob controle há três anos e que as taxas altas travam um crescimento mais forte.

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