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Rogério Marinho pede quebra de sigilo do inquérito das fake news

O senador é o coordenador da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro à presidência da República

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O senador Rogério Marinho (PL-RN) disse que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin precisa pedir também a quebra do sigilo do inquérito das fake news e das milícias digitais, que até a quarta-feira, 9, eram relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Ao comentar sobre a divulgação dos conteúdos sobre a investigação do caso Master, Marinho, que coordena a campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que Fachin atendeu a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Vou parabenizar o ministro Fachin que atendeu o pedido do Lula, e esperar que a mesma régua seja utilizada no famigerado inquérito das fake news e milícias digitais, para que a sociedade possa entender o nível de perseguição e descumprimento da lei praticados por AM [Alexandre de Moraes]", disse Marinho no X.

Na noite da quinta-feira, 10, o ministro André Mendonça retirou o sigilo do inquérito que apura as fraudes financeiras do Banco Master. O magistrado afirmou "que estão sendo adotadas as providências administrativas necessárias" para enviar cópia integral dos autos aos demais membros da Corte.

Mendonça atendeu a uma solicitação feita horas antes pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, que justificou o pedido por causa do julgamento marcado para terça-feira, 15, sobre o relatório da Polícia Federal que traz supostas conversas entre Moraes e o dono do Master, Daniel Vorcaro.
 

educação

Fies 2: inscrições para vagas remanescentes terminam nesta terça

Ministério da Educação oferece 50 mil vagas para financiamento estudantil em todo o país neste ano

03/11/2026 09h15

Para participar, é necessário ter feito o Enem a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos

Para participar, é necessário ter feito o Enem a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos

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O prazo de inscrição para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referentes ao segundo semestre de 2026, termina nesta terça-feira (3). Os estudantes interessados podem se inscrever exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Para isso, é preciso fazer login pela conta da plataforma Gov.br.

O programa oferece financiamento para estudantes que desejam cursar o ensino superior em faculdades privadas bem avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC). O Fies cobre as mensalidades do curso e permite que o estudante pague, com condições facilitadas, o valor financiado após a conclusão da graduação.

Nesta edição, as vagas remanescentes são destinadas exclusivamente à contratação do financiamento no segundo semestre letivo deste ano, sem possibilidade de extensão do prazo.

Uma das etapas do processo seletivo vai verificar se os candidatos pré-selecionados têm condições de acompanhar as atividades acadêmicas e concluir o semestre com aproveitamento suficiente.

Quem pode participar

Para participar, é necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas de conhecimentos e nota acima de zero na redação. O estudante não pode ter participado do exame como treineiro.

O candidato também precisa ter renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos, de acordo com o edital.

Na parte acadêmica, o candidato pré-selecionado deve ter condições de cumprir a frequência mínima exigida pela instituição privada de ensino superior neste segundo semestre letivo de 2026.

Vagas

Ao todo, são 50 mil vagas distribuídas pelo país. O edital reserva 50% dessas vagas remanescentes a candidatos com renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo e inscrição atualizada no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Para essa verificação, serão consideradas as informações cadastrais atualizadas até 8 de outubro de 2026.

Os estudantes pré-selecionados nessa modalidade poderão solicitar financiamento de até 100% dos encargos educacionais, conforme as regras do programa.

O resultado da chamada única está previsto para 16 de novembro.

Prisão Domiciliar

Pai de Vorcaro pede prisão domiciliar com laudo que aponta risco de complicação intestinal

Defesa apresenta novo relatório médico ao STF, alerta para risco de perfuração intestinal e alega falta de condições adequadas para tratamento no presídio.

02/11/2026 18h00

Fachada da sede da Polícia Federal, órgão responsável por investigações de crimes federais no Brasil.

Fachada da sede da Polícia Federal, órgão responsável por investigações de crimes federais no Brasil. Foto: Agência Brasil.

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A defesa do empresário Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apresentou nesta segunda-feira, 2, ao Supremo Tribunal Federal (STF), um novo relatório médico para reforçar o pedido de prisão domiciliar.

O documento, datado de 28 de outubro, aponta um histórico de crises recorrentes de diverticulite, com indicação de cirurgia que não chegou a ser realizada. Preso desde maio, Henrique também enfrenta problemas cardiovasculares e neurológicos, segundo seus advogados.

No pedido encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a defesa afirma que solicita providências desde maio, sem que os pedidos de revisão da prisão tenham sido apreciados.

O relatório médico foi elaborado pelo coloproctologista Marcos Henrique Rocha Campos, que acompanhou Henrique entre 2005 e 2023 Segundo o especialista, o empresário tem histórico de internações por diverticulite aguda e episódios repetidos da doença, que, em determinados períodos, ocorreram mais de duas vezes por ano.

O médico relata que algumas crises foram de difícil tratamento e provocaram dores abdominais persistentes. O quadro levou à indicação de uma colectomia laparoscópica, procedimento para retirar uma parte do intestino grosso, mas a cirurgia não foi realizada.

No documento, o especialista alerta para o risco de perfuração intestinal, uma possível complicação grave da diverticulite. Segundo ele, a condição pode provocar dor abdominal intensa e exigir atendimento rápido, além de intervenção cirúrgica na maioria dos casos.

"Uma complicação da diverticulite considerada muito grave é a perfuração intestinal", afirma o relatório. O médico acrescenta que essa situação exige 'diagnóstico preciso, rápido e intervenção cirúrgica na maioria dos casos".

Defesa relata crises durante período na prisão

Segundo a defesa, Henrique, de quase 65 anos, sofre de hipertensão, problemas cardiovasculares e outras condições de saúde que exigem medicação contínua. O empresário teria sido internado após um episódio de amnésia em março e recebido atendimento de urgência em abril.

Em agosto, apresentou uma nova crise de diverticulite e, em setembro, relatou dores frequentes, alterações na pressão arterial e dificuldades para receber medicamentos.

Os advogados alegam que o sistema prisional não oferece condições adequadas para seu tratamento e já haviam solicitado prisão domiciliar por razões humanitárias.

A defesa contesta ainda os fundamentos da prisão preventiva e afirma que Henrique está detido desde 14 de maio sem uma nova avaliação sobre a necessidade da medida.

Os advogados pedem a revogação da prisão ou sua substituição por domiciliar, além do julgamento de um recurso apresentado em julho ao STF.

Segundo os advogados, a prisão foi baseada em interpretações equivocadas de mensagens relacionadas a negócios imobiliários.

A defesa nega que o empresário tenha ameaçado ou coagido testemunhas e sustenta que os documentos apresentados à investigação afastam as suspeitas.


"A prisão preventiva do Peticionário carece de base idônea. Os indícios que a embasam decorrem de interpretação isolada e descontextualizada de mensagens, contrariada por fartos elementos documentais", afirmam os advogados na petição.

A prisão do empresário foi determinada pelo ministro André Mendonça no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para investigar suspeitas de irregularidades relacionadas ao Banco Master e às atividades de seu então proprietário, Daniel Vorcaro.

Em setembro, Henrique já havia solicitado a revogação da prisão preventiva, alegando inocência e problemas de saúde. O novo pedido busca reforçar esses argumentos com o relatório médico de 28 de outubro.

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