Cidades

VACINAÇÃO

Três a cada quatro sul-mato-grossenses estão totalmente imunizados contra Covid-19

Até este sábado (5), 2,1 milhões pessoas tomaram as duas doses ou dose única

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Dados do vacinômetro, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), apontam que 2.113.638 pessoas tomaram as duas doses ou dose única da vacina contra Covid-19 em Mato Grosso do Sul.

O número corresponde a 75,23% da população total do Estado. Com isso, Mato Grosso do Sul atingiu a imunidade coletiva.

Mato Grosso do Sul atingiu a imunidade coletiva em 24 de novembro de 2021, quando 70% de sua população estava vacinada com as duas doses da vacina contra Covid-19.

Mato Grosso do Sul tem 86,60% de vacinados, que são pessoas que tomaram pelo menos uma dose. Este percentual abrange 2.201.472 pessoas.

Ao todo, 5.409.556 doses foram aplicadas desde o início da campanha de imunização em todos os 79 municípios do Estado.

As vacinas aplicadas no Estado são Coronavac-Sinovac-Butantan, Pfizer-BioNTech-Cominarty, Janssen e AstraZeneca-Oxford-Fiocruz.

A campanha de imunização contra Covid-19 começou em 18 de janeiro de 2021 em Mato Grosso do Sul.

O objetivo é vacinar pessoas para conter o número de casos, internações e óbitos, além de frear a pandemia.

A vacinação é responsável pela queda brusca no número de óbitos e internações graves por Covid-19.

Em relação a população vacinável de cinco anos de idade ou mais, 93,52% está vacinada com pelo menos uma dose e 80,39% com duas doses ou mais.

Em relação a população infantil de 5 a 11 anos, 43% está vacinada e 1,76% imunizada. 

Ao todo, 134.677 doses foram aplicadas em crianças, sendo 129.393 da primeira e 5.284 da segunda.

A vacinação de crianças de 5 a 11 anos começou em 15 de janeiro de 2022, quase um ano após o início da campanha de imunização.

Em relação a população adolescente de 12 a 17 anos sem comorbidades, 90,14% está vacinada e 69,29% imunizada. 

Ao todo, 392.913 doses foram aplicadas em adolescentes, sendo 222.145 da primeira, 170.768 da segunda e 599 da terceira.

A vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades começou em 14 de agosto de 2021 em Campo Grande.

A dose de reforço ou terceira dose foi aplicada em 63,69% sul-mato-grossenses. A terceira dose da vacina contra Covid-19 começou a ser aplicada em 27 de agosto de 2021.

MINISTÉRIO PÚBLICO DE MATO GROSSO DO SUL

Acadepol vira alvo de MPE por perturbação ao silêncio

Estande de tiro é alvo de denúncia desde 2023 por disparos no início da manhã, gás que atinge a moradores e cartuchos que permanecem em telhados de casas

15/09/2026 12h10

Divulgação / Acadepol/MS

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A Academia de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (Acadepol/MS) virou alvo do Ministério Público do Estado (MPE) após mais uma vez ser denunciada por perturbação ao silêncio. O caso foi registrado como Notícia Fato inicialmente, mas tornou-se Procedimento Administrativo por tramitar desde 2023, quando a instituição foi objeto de investigação pelo mesmo motivo.

Divulgado no Diário Oficial do MPE desta terça-feira (15), o Procedimento busca acompanhar as providências que devem ser tomadas pelo Município de Campo Grande, no exercício do poder de polícia administrativa.

Segundo os autos, em 2023 uma propietária de um edíficio do bairro Jardim Veraneio, onde fica localizado a academia, realizou uma denúncia junto a sua advogada para o Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GACEP), em razão dos treinamentos que ocorriam no estande de tiros prejudicarem a população ao redor.

Na denúncia foi descrito que os treinamentos realizados no estande utilizavam ainda gases, que afetavam a adultos, animais e crianças moradores de área residencial do outro lado da rua, além do barulho dos disparos e cartuchos de balas que ficavam sob telhados de casas próximas.

A denunciante alegou que os tiros eram disparados em direção a rua, e por isso, os cartuchos permaneciam nos telhados das casas. O documento descreve ainda que as pessoas passavam mal não apenas com os gases, mas "com o barulho ensurdecedor dos tiros que às vezes começam às 7h30 manhã".

O GACEP, responsável pela investigação inicial, solicitou respostas à coorporação, que por sua vez utilizou do tempo de existência da unidade no local para se justificar.

De acordo com a resposta da Acadepol, há 42 anos de permanência no local nunca ocorreram incidentes com o público externo, além de indicarem que buscam melhorias constantes para conforto acústico de populares.

A resposta ainda ressaltou que os disparos são feitos para o lado oposto de prédios e edificações da rua, e que os treinamentos com gás são planejados e feitos de forma segura, ainda que moradores alegaram passar mal com o efeito do agente químico.

Dando a confiabilidade da resposta apresentada que estariam prezando pelos moradores, e tendo em vista que o Escalão Superior foi acionado para conceder um estande de tiro novo e moderno, o GACEP arquivou o caso.

Após a denúncia a academia suspendeu as atividades e deu uma trégua, porém "em razão da manutenção periódica e pós-cursos para manter a conservação e segurança das instalações" conforme relatório da GACEP, de forma que a suspensão não seria definitiva, nem total.

Neste ano a nova denúncia feita pela proprietária, desta vez por meio da Ouvidoria do MPE, registrou que o barulho dos disparos ocorrem durante horário comercial, prejudicando o atendimento de serviços que exigem silêncio, como de advocacia, médicos e outros. 

Conforme os autos, ao ser contatada a denunciante alegou que as atividades retornaram sem as adequações acústicas, e o problema persiste aos moradores e demais frequentadores da região.

O órgão ministerial solicitou então que a Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) realizasse vistoria in loco no estande de tiro em maio deste ano.

Em relatório, a Planurb registrou que há equipamentos de isolamento acústico no estande em que ocorrem os disparos, como exaustores, parede interna revistida de espuma e ainda construções que planejam aumentar o isolamento.

No entanto, a Acadepol possui área útil de 1.500m² e infrige o artigo 65, inciso II, do Decreto Municipal 14.114/2020, em que devido as circustâncias é enquadrado como potencial poluidor médio e deveria ter um Licenciamento Ambiental para realizar as atividades, o que não foi apresentado até o momento.

Na vistoria foi informado que os disparos acontecem quando possuem treinamentos ou novas turmas, e que o último realizado foi entre março e maio deste ano, com 470 alunos, justamente na época em que ocorreu a denúncia, bem como a vistoria da Planurb em 19 de maio, porém não havia treinamento na data da visita.

Foi solicitado então que a Acadepol apresente o licenciamento e uma nova vistoria aconteça para verificar as condições acústicas e qualidade do isolamento. Porém, devido a alta demanda de serviço, a Planurb solicitou prorrogação do prazo para realizar a nova vistoria, concedida ao final de julho pelo MPE.

O órgão ministerial então converteu a Notícia Fato em Procedimento Administrativo, em razão de depender do término das providências administrativas iniciadas pela Planurb e pela necessidade de monitoramento da regularização ambiental para seguir com o caso e possíveis medidas.

A 26ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico, Cultural, Habitação e Urbanismo da Comarca de Campo Grande é responsável por acompanhar o andamento da situação.

DUPLO HOMICÍDIO

Corpos de mãe e filho do Paraná são encontrados em município de MS

A Polícia Civil juntou elementos que indicam tortura no corpo da mulher, antes dela ser executada

15/09/2026 12h00

Mônica Cordeiro, de 41 anos, e seu filho Allan Santos, de 26, eram moradores de Perobal, cidade do Paraná

Mônica Cordeiro, de 41 anos, e seu filho Allan Santos, de 26, eram moradores de Perobal, cidade do Paraná Reprodução

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Uma mãe e seu filho, moradores de Perobal (PR), foram executados no município de Mundo Novo, nesta segunda-feira (14). As vítimas foram identificadas como Allan Santos, de 26 anos, e Mônica Cordeiro, de 41 anos. 

Os corpos foram encontrados na Estrada do Cachimbo, que fica próxima a área conhecida como Linha Seca, a qual se trata da linha internacional de Mundo Novo.

As circunstâncias do crime ainda são investigadas pela Polícia Civil de Mundo Novo. Os investigadores também buscam identificar a motivação do crime.

De acordo com a imprensa local, Allan foi atingido por três tiros, sendo um na região da nuca, enquanto sua mãe sofreu quatro disparos de arma de fogo.

Em análises preliminares, as autoridades encontraram indícios de que Mônica foi torturada antes da execução, pois foram identificados hematomas.

Durante a perícia, também foram identificados vestígios de gasolina nos corpos das vítimas. A evidência aponta que os criminosos pretendiam carbonizar mãe e filho.

O duplo homicídio foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Mundo Novo.

O caso foi atendido pela Polícia Militar e pela Polícia Civil de Mundo Novo, juntamente com a perícia de Naviraí.

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