Cidades

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Altemar Dutra Júnior abrilhanta Noite da Seresta

Altemar Dutra Júnior abrilhanta Noite da Seresta

Redação

07/09/2010 - 12h30
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     Com quatro CDS gravados, participações em álbuns de mais de cinco artistas e em trilhas sonoras de novelas, Altemar Dutra Junior é reconhecido em todo o País e já recebeu diversos prêmios durante sua carreira. Por conta dessa trajetória de sucesso, foi convidado a se apresentar na Noite da Seresta Especial do dia 10 de setembro, em um evento promovido pela Prefeitura de Campo Grande por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac).
                
                O show será realizado a partir das 19h30min, na Concha Acústica Família Espíndola, que fica na Praça do Rádio Clube. A entrada é gratuita. Entre as principais canções de seu repertório estão ?Contradições?, ?Acaso? e ?Já passou?.
                
                Altemar Dutra Jr. é um jovem de talento e coragem, que sempre buscou enfrentar os obstáculos da música romântica no Brasil. Filho do conhecido cantor romântico Altemar Dutra, resolveu seguir o caminho de seu coração e de seu pai, transformando-se em um dos grandes cantores românticos do País. O talento, misturado a um timbre, uma técnica e uma sinceridade para passar seus recados, retratam a forma peculiar de Altemar Dutra Jr.
                
                ?Com certeza, essa Noite da Seresta será especial, com a presença de um dos grandes nomes da música romântica de nosso País?, acredita Roberto Figueiredo, diretor presidente da Fundac.
                
                Serviço ? A Concha Acústica Família Espíndola fica na Praça do Rádio Clube entre as Ruas Afonso Pena, Padre João Crippa, Pedro Celestino e Barão do Rio Branco. A noite da seresta será na próxima sexta-feira (10) a partir das 19h30min.
                

ENERGIA

Prazo para aderir fatura com preço fixo na conta de luz encerra na sexta-feira

O projeto piloto busca aliviar, ao longo do ano, os efeitos de meses de consumo mais elevado

20/01/2026 18h50

Segundo a presidente do Concen-MS, a proposta é dar mais controle para o orçamento familiar e evitar sustos na conta de luz

Segundo a presidente do Concen-MS, a proposta é dar mais controle para o orçamento familiar e evitar sustos na conta de luz Divulgação

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A adesão à nova modalidade de cobrança do Plano Fixo, lançado pela Energisa MS, encerra nesta sexta-feira, 23 de janeiro. O objetivo do projeto é oferecer previsibilidade ao consumidor, transformando um gasto variável em um valor mensal estável.

As vagas são limitadas e o início do faturamento fixo está previsto para feveiro de 2026. Para se inscrever, deve acessar o link do site https://www.energisa.com.br/plano-fixo e seguir as orientações.

De acordo com a presidente do Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa Mato Grosso do Sul (Concen-MS), Rosimeire Costa, não há mudança na tarifa, mas na forma de cobrar.

"O valor da fatura é calculado com base no consumo médio dos últimos 12 meses de cada cliente. A proposta é dar mais controle para o orçamento familiar e evitar sustos na conta de luz", afirmou Rosimeire.

Segundo ela, o modelo busca aliviar, ao longo do ano, os efeitos de meses de consumo mais elevado, como ocorre nesta época do ano.

"Janeiro costuma pesar no bolso das famílias por causa do calor e do uso maior de aparelhos. Com o Plano Fixo, esse consumo a mais é distribuído nos outros meses, trazendo equilíbrio financeiro", disse.

Rosimeire também destacou que o projeto não impõe fidelidade ao consumidor. "Quem aderir pode voltar ao modelo convencional a qualquer momento. E no final do período escolhido, se gastar menos do que o valor pago, recebe crédito; se gastar mais, paga apenas a diferença. É uma experiência controlada e transparente", explicou.

Projeto e participantes

O Plano Fixo integra o Sandbox Tarifário da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que permite testar novas modalidades tarifárias em ambiente regulado.

Em Mato Grosso do Sul, a iniciativa está disponível para consumidores residenciais com pelo menos 12 meses de histórico de faturas junto à Energisa MS, que não sejam beneficiários da Tarifa Social nem possuam geração distribuída.

Podem participar moradores de Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Corumbá, Paranaíba, Nova Andradina, Aquidauana e Coxim. A adesão é feita de forma totalmente digital, pelo aplicativo Energisa ON ou pela agência virtual da distribuidora.

Os interessados podem escolher entre três modalidades de acerto de saldo: trimestral, semestral ou anual. "O consumidor continua pagando tudo o que já existe na conta de luz: tarifa, impostos, taxa de iluminação pública e bandeiras tarifárias. A diferença é que o valor mensal fica estável", reforçou Rosimeire.

Ela avaliou que a iniciativa abre espaço para uma nova forma de relação do consumidor com a conta de energia. "É um conceito novo no Brasil, já utilizado em outros países. Agora vamos entender se o cliente prefere uma conta estável ou se continua confortável com a variação mensal", disse.

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Fim

Despedida: Anatel vai dar fim aos últimos 106 orelhões de MS

Ao todo, 56 aparelhos ainda estão ativos e 50 já estão inativos

20/01/2026 18h45

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai "aposentar" os últimos 106 telefones telefones de uso público (TUP), popularmente conhecidos como"orelhões" existentes em Mato Grosso do Sul.

A retirada faz parte do processo de extinção gradual do serviço de telefonia fixa no país e deve ser concluída até o fim de 2028, prazo final definido nos novos contratos do setor.

De acordo com dados da Anatel, dos 106 orelhões instalados no Estado, 56 ainda estão ativos e 50 já estão inativos.

Os aparelhos estão distribuídos pelas 79 cidades sul-mato-grossenses e são operados por três concessionárias: Algar, com 10 orelhões (7 ativos e 3 inativos); Claro, com 33 (21 ativos e 12 inativos); e Oi, responsável por 63 equipamentos (32 ativos e 31 inativos).

A retirada dos aparelhos ocorre após o fim das concessões da telefonia fixa, que vigoravam desde 1998 e se encerraram em dezembro de 2025. Com a mudança do modelo de concessão para autorizações de serviço, em regime privado, ficou definida a descontinuidade dos telefones públicos dentro do plano de universalização do acesso à telefonia no Brasil.

Segundo a Anatel, a extinção não será imediata em todo o país. Desde janeiro, já começou a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões remanescentes serão mantidos apenas em localidades sem cobertura de telefonia móvel, mesmo assim, somente até 31 de dezembro de 2028.

Lembrança 

Natural de Naviraí, Elza da Silva, de 64 anos, disse ao Correio do Estado que em "tempos áureos", o charme do equipamento consistia em enfrentar as longas filas de espera por um telefonema. Vivendo em Campo Grande desde 1984, ela ligava um dia antes para uma vizinha da família, com a missão de mandar notícias à falecida mãe.

Elza da Silva, vendedora ambulante / Foto: Alison Silva

"Ligava muito para minha família, não existiam muitos orelhões naquela época. Era uma dificuldade, porque minha mãe não tinha telefone em casa, então eu ligava para a casa da vizinha no dia anterior e avisava ela a hora que ligaria, e só no dia seguinte falávamos", destacou a vendedora de pipocas da Praça Ary Coelho. 

A mística daquele tempo, segundo ela, era se apegar as fichas, que se assemelhavam a pequenas moedas, período em que uma ligação intermunicipal custava cerca de seis créditos. "A gente tinha que ficar atento, era falar o essencial e sempre reabastecer o orelhão, caso contrário a ligação caía", disse a ambulante. Foto: Anatel 

Término

Criados em 1972, os orelhões marcaram época no Brasil. O design conhecido dos brasileiros é assinado pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no país. No auge, a rede chegou a contar com mais de 1,5 milhão de terminais espalhados pelo território nacional, mantidos pelas concessionárias como contrapartida obrigatória do serviço de telefonia fixa.

Atualmente, o Brasil ainda possui cerca de 38 mil orelhões. A redução acelerada se intensificou com o encerramento das concessões das cinco empresas responsáveis pela operação dos aparelhos. Um dos fatores que aumentaram a complexidade da transição foi a crise financeira da OI, que enfrenta dificuldades desde 2016 e tem processo de falência em andamento.

Em nota, a Anatel informou que as empresas assumiram o compromisso de manter a oferta de serviço de telecomunicações com funcionalidade de voz, inclusive por meio de novas tecnologias, em localidades onde forem as únicas prestadoras pelos próximos dois anos.

Além disso, as operadoras se comprometeram a investir em infraestrutura, como implantação de fibra óptica, ampliação da telefonia móvel com tecnologia mínima 4G, instalação de antenas em áreas sem cobertura, conectividade em escolas públicas e construção de data centers.

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