Cidades

"CÊ TÁ DOIDO"

Ambulantes acampam 24 horas antes de show em posto de gasolina

Festival Cê Tá Doido (Ícaro & Gilmar, Humberto e Ronaldo e Panda) será realizado na tarde e noite desta quarta-feira (22), em um posto de gasolina em frente ao aeroporto de Campo Grande

Continue lendo...

Festival Cê Tá Doido será realizado na tarde desta quarta-feira (22), entre 16h e 22h, em um posto de gasolina na frente do Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR), localizado na avenida Duque de Caxias, em Campo Grande.

O show contempla os artistas Ícaro & Gilmar, Humberto e Ronaldo e Panda. O evento é gratuito, mas com ingressos (R$ 0,00) limitados, que por sinal esgotaram em poucas horas. Quem não conseguiu garantir o ingresso, poderá assistir o show aos arredores.

Vendedores ambulantes não perderam tempo e já garantiram um lugar para vender bebidas e alimentos durante o show. Alguns dormiram no local do evento, para garantir um lugar privilegiado para as vendas. Nada de dormir a noite. Esta é a oportunidade para garantir um ‘dinheirinho’ extra.

Motorista, Cláudio Roberto, chegou no local às 16 horas desta quarta-feira (22), 24 horas antes do show, para guardar lugar.

“A gente vai vender água, refrigerante, cerveja, bebidas em geral. Pegamos um lugar privilegiado aqui, a gente está falando aqui para todos os conhecidos de nós que a gente está no camarote. Chegamos cedo aqui para pegar o melhor lugar”, disse.

Vigilante e motorista, Edivandro Lescano, também dormiu em barracas no local do show para guardar seu lugar de vendas. Ele chegou às 19 horas de terça-feira (21), 21 horas antes do evento.

Edivandro Lescano dormiu em uma barraca para garantir o melhor lugar. Foto: Marcelo Victor

“Aqui hoje a gente vai estar vendendo espetinho, cerveja, copão de vodka com gelo e energético. Nós estamos em três vendedores hoje. Dormimos aqui e foi tranquilo passar a noite. Eu acho que o meu lado aqui foi o maior que nós pegamos. O palco está bem ali, lugar privilegiado para vendas”, contou.

Vendedora ambulante, Ozana Alves, espera que o movimento seja bom e que lucre, no show de hoje, com a venda de bebidas alcoólicas e lanches.

Ozana Alves vai vender espetinho e pastel no show de hoje. Foto: Marcelo Victor

“Vamos vender copão, espetinho e pastel. Cheguei aqui hoje de manhã para guardar lugar. Estamos na esperança que tenha um movimento bom aqui hoje. A esperança é a última que morre. Estamos esperando bastante gente. Também vendo em outros eventos, como Carnaval e Arraiá de Santo Antônio”, disse.

A expectativa é que mais ambulantes cheguem nas próximas horas, com carrinhos/barracas de pipoca salgada/doce, cachorro quente, água de coco, água natural/gaseificada, algodão doce, churros e salgados.

O evento, programado para esta quarta-feira (22), promete reunir milhares de pessoas na avenida Duque de Caxias, em Campo Grande.

Fraude

Empresários são condenados por fraude milionária na venda de máscaras em MS

Sentença aponta superfaturamento, direcionamento de contrato e fornecimento de produtos irregulares ao Estado

18/06/2026 20h00

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou quatro empresários por envolvimento em um esquema de fraude na venda de máscaras hospitalares ao poder público durante o auge da pandemia da Covid-19.

A decisão, proferida pela 5ª Vara Criminal de Campo Grande, acolheu em grande parte a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC).

Foram condenados Emerson Ludwig, Matheus Souza Ludwig, Wagner Gonçalves Martins e Gabriel Melo de Matos Salvi, apontados como integrantes de um grupo ligado às empresas Mega Comércio de Produtos Hospitalares e Universal Produtos Hospitalares.

Segundo a sentença, os empresários atuaram para direcionar a contratação emergencial firmada em 2020, período em que compras públicas eram realizadas com dispensa de licitação devido à crise sanitária.

O contrato previa o fornecimento de 20 mil máscaras do tipo PFF2 (N95), com pagamento autorizado em 19 de maio de 2020, no valor total de R$ 299,9 mil. No entanto, as investigações apontaram que houve fraude no processo, com apresentação de propostas previamente ajustadas para beneficiar o grupo.

A decisão judicial destaca ainda o expressivo superfaturamento. O Estado pagou R$ 29,99 por unidade, enquanto levantamentos indicaram que o preço médio de mercado, à época, era de aproximadamente R$ 2,92.

Em contratações semelhantes realizadas durante a pandemia, os valores costumavam variar entre R$ 3 e R$ 15 por unidade o que evidencia que o preço pago chegou a ser até dez vezes superior ao padrão.

Além do sobrepreço, parte das máscaras fornecidas apresentava irregularidades graves. De acordo com relatórios técnicos e auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), os produtos não atendiam às especificações exigidas, sendo oriundos de fabricante considerado inexistente e sem registro regular.

A falha expôs profissionais de saúde ao risco de contaminação, em um dos momentos mais críticos da crise sanitária.

Indenização

Na sentença, o Judiciário também determinou o pagamento de indenização no valor de R$ 599,8 mil aos cofres públicos estaduais, correspondente ao prejuízo causado pela contratação fraudulenta. Os réus foram condenados por crimes relacionados à fraude em contrato público e peculato.

Operação Parasita

O caso integra um dos desdobramentos da Operação Parasita, deflagrada pelo GECOC em apoio à 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A investigação teve como foco fraudes em contratos firmados para o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), incluindo simulação de fornecimento de produtos, emissão de documentos falsos, pagamento de propina e desvio de recursos da saúde.

Quando a operação foi deflagrada, em dezembro de 2022, o MPMS já apontava prejuízo superior a R$ 14 milhões aos cofres públicos. A frente investigativa que resultou na condenação dos empresários revelou um esquema estruturado para explorar a urgência da pandemia em benefício próprio.

O nome da operação faz referência à atuação de agentes que se apropriam indevidamente de recursos públicos, comprometendo o funcionamento do sistema de saúde e prejudicando diretamente pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

videoconferência

Delegado pede ao STF para ouvir Bolsonaro sobre arma apreendida

Equipe de segurança impediu polícia de intimar ex-presidente

18/06/2026 19h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Agencia Brasil

Continue Lendo...

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) solicitou nesta quinta-feira (17) autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para intimar e tomar o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da arma de fogo encontrada com um de seus seguranças. O caso é investigado pela 17ª Delegacia de Polícia. 

Em ofício enviado ao Supremo, o delegado Thiago Boing, responsável pela investigação, informou que tentou intimar Bolsonaro, mas foi impedido pela equipe de segurança do ex-presidente. 

"Esclarece-se que a tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando", relatou o delegado.

O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o dia 24 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

Se for autorizado pelo STF, o depoimento de Bolsonaro está marcado para a próxima quarta-feira (24), às 15h, por videoconferência.

A arma foi apreendida às 23h30 da segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. 

Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de fazer o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.

Na quarta-feira (17), a defesa de Bolsonaro reconheceu que o ex-presidente é proprietário da arma, que foi deixada com o segurança para ser levada para conserto. Segundo os advogados, o ex-presidente não está proibido de manter a arma em casa.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).