Enquanto a reforma da antiga Rodoviária de Campo Grande continua cercada por atrasos e mudanças no cronograma, a Prefeitura deu mais um passo na reestruturação do Terminal Heitor Eduardo Laburu.
Foi homologada a contratação de uma empresa para executar a climatização do complexo, em um investimento de R$ 2.046.980,67, valor que representa uma nova etapa da obra iniciada há quatro anos e que ainda não foi entregue à população.
A homologação do Pregão Eletrônico nº 074/2026 foi publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). A vencedora da licitação é a empresa TMAC Engenharia Ltda., responsável pela execução do sistema de climatização do terminal.
A contratação foi realizada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
O novo investimento ocorre poucos dias após a Prefeitura de Campo Grande prorrogar novamente o prazo da reforma do Terminal Heitor Eduardo Laburu.
Na última semana, a administração municipal publicou o nono termo aditivo ao contrato da obra, estendendo por mais 180 dias a execução dos serviços e adiando a conclusão para 21 de dezembro de 2026.
A justificativa apresentada foi a necessidade de adequação do cronograma físico-financeiro dos trabalhos, mantendo a NXS Engenharia Ltda. como responsável pela execução da revitalização do antigo terminal.
O empreendimento também acumula um expressivo aumento nos custos desde o início da execução. O contrato principal recebeu aditivos que acrescentaram R$ 7.559.056,51 ao orçamento original, elevando o valor da obra de R$ 16.598.808,77 para R$ 24.157.865,28, um reajuste de aproximadamente 45%.
A implantação do sistema de climatização representa uma das etapas finais da modernização do prédio histórico, que está sendo transformado em um centro administrativo para concentrar órgãos municipais.
O projeto prevê a instalação da nova sede da Fundação Social do Trabalho (Funsat), além de estruturas destinadas à Guarda Civil Metropolitana e outros serviços públicos.
Apesar do novo investimento, a obra continua carregando o histórico de sucessivas prorrogações. A reforma foi autorizada em 2022, com previsão inicial de conclusão em meados de 2023.
Desde então, o cronograma foi alterado diversas vezes, enquanto o custo do empreendimento também aumentou significativamente ao longo da execução.
Nos últimos anos, o contrato principal recebeu aditivos que elevaram o valor da obra em milhões de reais.
Agora, a contratação específica para climatização amplia novamente o volume de recursos destinados ao antigo terminal, reforçando uma intervenção que se tornou uma das maiores obras de requalificação urbana conduzidas pela Prefeitura de Campo Grande.
A climatização é considerada um dos elementos essenciais para permitir o funcionamento do novo complexo administrativo, principalmente diante das altas temperaturas registradas na Capital durante grande parte do ano.
O sistema deverá atender servidores e a população que utilizará diariamente os serviços públicos concentrados no local.
A expectativa da administração municipal é concluir todas as etapas necessárias para colocar o prédio em funcionamento. Entretanto, a população ainda aguarda a efetiva entrega da estrutura, que permanece fechada mesmo após anos de obras.
Histórico de atrasos
Inaugurado na década de 1970, o Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu perdeu sua função como rodoviária da Capital em 2010, quando os embarques e desembarques interestaduais foram transferidos para o novo terminal, localizado na região do Jardim Veraneio, na zona sul de Campo Grande.
Desde então, o imóvel passou por diferentes propostas de revitalização, sem que nenhuma fosse concluída integralmente.
A atual reforma foi apresentada como um projeto para devolver utilidade ao espaço por meio da instalação de repartições públicas municipais.
Entretanto, o empreendimento passou por revisões no cronograma, aditivos financeiros e mudanças na execução, adiando repetidamente sua conclusão.
Com a homologação do contrato de climatização, a Prefeitura avança em mais uma fase da revitalização do complexo. Resta saber se, desta vez, o investimento milionário será suficiente para colocolocar fim a uma obra que há anos figura entre as mais demoradas da Capital.


