Cidades

NOTA

Após exposição, Cruz Vermelha MS alega que passivo milionário é um "problema técnico"

Em nota, a instituição afirmou que a iniciativa de acionar o MPMS para a apuração das inconsistências foi uma decisão institucional e um passo difícil

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Após a notícia do Correio do Estado a respeito da situação financeira da instituição Cruz Vermelha Brasileira, filial de Mato Grosso do Sul (CVBMS) após parceria milionária com a família Name, a gestão afirmou que a apuração de inconsistências fiscais referentes à gestão 2019-2023 não foi um ato isolado da Presidente Aline Jussara Tagliaferro Carlos, mas “uma decisão institucional, soberana e colegiada, aprovada pela Assembleia Geral da CVBMS”, que é composta por 40 conselheiros.

Em nota, a instituição alegou que o encaminhamento ao Ministério Público foi motivado pela identificação de um “passivo fiscal de ordem milionária”, que teria sido um problema técnico, impedindo o órgão de obter certidões, o que impossibilita a realização de parcerias e recebimento de recursos, que são necessários para a ampliação dos projetos. 

“A regularização fiscal é o caminho para que a Cruz Vermelha possa servir ainda mais e melhor”, alega a Presidente. 

Leia a nota na íntegra.

Em face de recente matéria veiculada na imprensa sobre a situação fiscal da Cruz Vermelha Brasileira – Filial Mato Grosso do Sul (CVBMS), a atual gestão vem a público esclarecer os fatos e reafirmar seu compromisso inabalável com a transparência e, acima de tudo, com a sociedade sul-mato-grossense.

A iniciativa de solicitar aos órgãos de controle (Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado) a apuração de inconsistências fiscais-contábeis referentes à gestão 2019-2023 não foi um ato isolado de sua Presidente, mas sim uma decisão institucional, soberana e colegiada, aprovada pela Assembleia Geral da CVBMS, composta por seus 40 conselheiros.

Este passo, embora difícil, foi motivado pela identificação de um passivo fiscal de ordem milionária, um problema técnico herdado que ameaça a sustentabilidade de nossas operações e representa o único caminho para garantir a integridade da nossa instituição.

O objetivo deste processo não é focar em nomes ou gestões passadas, mas sim resolver um problema técnico herdado que hoje impede a CVBMS de obter certidões e, consequentemente, de firmar parcerias e receber recursos que são essenciais para a ampliação de nossos projetos. A regularização fiscal é o caminho para que a Cruz Vermelha possa servir ainda mais e melhor.

Enquanto este necessário processo de saneamento ocorre, é com imenso orgulho que vemos a verdadeira força da nossa instituição em ação. A Cruz Vermelha não agoniza; ela pulsa através de seu extraordinário capital humano. Nossos voluntários, com resiliência e dedicação admiráveis, não apenas mantiveram, mas intensificaram nossas operações. 

Seguimos realizando um trabalho de alto impacto, levando assistência, saúde e esperança a milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade em todo o estado. Este momento, que externamente pode parecer de crise, internamente é de fortalecimento, união e reafirmação dos nossos princípios.

Agradecemos o apoio da sociedade e convidamos a todos que conheçam e se unam ao trabalho incansável que continua sendo feito diariamente. A busca pela transparência é o que nos tornará uma instituição ainda mais forte e digna da confiança de todos.

A Cruz Vermelha Brasileira – Filial Mato Grosso do Sul segue firme e atuante em sua missão de aliviar o sofrimento humano.

Contexto

Como noticiado pelo Correio do Estado, a Cruz Vermelha de Mato Grosso do Sul foi utilizada pela família Name nos anos de 2017 a 2020 para legalizar a venda dos chamados títulos de capitalização do Pantanal Cap. 

No entanto, o acordo teria gerado uma dívida milionária à instituição humanitária por conta de multas e impostos recolhidos em atraso em 2019, suspendendo seu CNPJ. 

A Cruz Vermelha teria recorrido ao Ministério Público solicitando uma investigação com autoria fiscal-contábil para esclarecer o motivo da cobrança do imposto federal, já que, em tese, por se tratar de uma instituição filantrópica, o imposto é isento. 

No entanto, a promotoria arquivou o pedido de ajuda, alegando que não é sua função legal fazer auditoria para instituições privadas, o que motivou a atual gestão da CVBMS o pedido de recurso publicado no Diário Oficial do MPMS desta segunda-feira (29). 

Nos documentos anexados à notícia de fato, a atual presidente da Cruz Vermelha, Aline Jussara Tagliaferro Carlos, revela que a Pantanal Cap, que inicialmente tinha entre seus sócios Jamil Name (falecido em 2021), Jamil Name Filho (preso em Mossoró) e Jamilson Lopes Name (deputado estadual), repassava 5% do faturamento bruto à Cruz Vermelha de Mato Grosso do Sul.

Isso garantiu à Cruz Vermelha, somente em 2019, um repasse de R$565.790,63, o que significa que, neste mesmo ano, a Pantanal Cap rendeu pouco mais de R$11 milhões. 

Por conta desse faturamento, a Cruz Vermelha, que era detentora oficial do Pantanal Cap, pagou R$1,4 milhão de imposto de renda à Receita Federal. No entanto, parte do pagamento foi feito com atraso, o que ocasionou a cobrança de juros e aplicação de multa desde então. 

Um extrato recente obtido na Receita revela que esta dívida da Cruz Vermelha já ultrapassa os R$475,5 mil. 

INTERVENÇÃO

Entre 2019 e 2023 a Cruz Vermelha local ficou sob intervenção federal. Um dos motivos foi justamente a suspeita sobre a destinação correta dos recursos que o Pantanal Cap fazia à instituição. 

Atualmente, com cerca de 400 voluntários em Mato Grosso do Sul, sendo 280 em Campo Grande, a instituição funciona em um espaço cedido na Academia de Medicina e seu saldo bancário está praticamente zerado.

O faturamento mensal gira em torno de R$2 mil. Sua principal atividade, segundo Aline, é prestar assistência social a comunidades indígenas e a famílias que moram em favelas de Campo Grande. 

*Colaborou Neri Kaspary
 

campo grande

Drive-thru de vacinação contra a gripe tem fila de carros e trava trânsito no Centro

Procura pela imunização tem sido grande no quartel do Corpo de Bombeiros e cruzamento entre a 26 de Agosto e 14 de Julho chegou a ficar bloqueado por veículos

18/05/2026 18h14

Motoristas travaram o trânsito próximo ao quartel dos bombeiros, onde há drive-thru da vacinação contra a gripe

Motoristas travaram o trânsito próximo ao quartel dos bombeiros, onde há drive-thru da vacinação contra a gripe Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O drive-thru de vacinação contra a Influenza, montado no Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militar, na região central de Campo Grande, gerou uma fila de carros na tarde desta segunda-feira (18). Mesmo antes do início da imunização, que começou às 17h30, muitos motoristas já aguardavam, o que acabou travando o trânsito na região.

O acesso para entrar no quartel é feito pela Rua 26 de Agosto. Desta forma, quem transita pela 14 de Julho precisa fazer um retorno e aguardar na 26.

No entanto, muitos motoristas tentam entrar direto, enquanto outros até aguardam na fila da 26 de Agosto, mas para não perder lugar, acabam não deixando o espaço e travando os cruzamentos, gerando o transtorno.

Uma pessoa voluntariamente tentou organizar o tráfego no local, mas desistiu depois de alguns minutos.

Os bombeiros organizam o drive-thru a partir da entrada no portão do quartel, não havendo equipes de órgãos de trânsito para organizar o trânsito na rua. 

A contadora Rosimeira da Silva Marques, 58 anos, ficou sabendo sobre a vacinação através de notícias e foi até o local já esperando por filas.

"Decidi vir porque se imunizar é extremamente importante. Imaginava que enfrentaria fila, mas acredito que não vai demorar muito", disse.

O comerciante Ricardo Oliveira também aproveitou para buscar a imunização contra a gripe no drive-thru devido ao horário noturno, tendo em vista que ele trabalha no período vespertino, mas fopi surpreendido pelo caos.

"Acabei de sair do trabalho e vim direto para me vacinar. Eu esperava fila, mas não imaginava que encontraria congestionamento por conta do horário, fui pego desprevenido", afirmou.

Drive-thru

Neste primeiro fim de semana de funcionamento do drive-thru da vacinação nos Bombeiros, foram aplicadas 2,4 mil doses do imunizante, sendo 940 no sábado (16) e outras 1.460 no domingo (17).

Diante da adesão da população, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) prorrogou o funcionamento da estrutura para até o próximo domingo, dia 24 de maio.

O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 17h30 às 21h, e aos sábados e domingos das 7h às 19h.

Toda a população pode buscar a imunização, tendo em vista que a vacinação foi ampliada para todos os públicos a partir de 6 meses de idade, com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal no Estado, que atualmente está em cerca de 30%.

O gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, lembra que a vacinação contra a Influenza é a principal ferramenta de proteção contra as síndromes respiratórias agudas graves.

“A vacinação contra a Influenza é uma estratégia consolidada e extremamente importante para reduzir casos graves, hospitalizações e óbitos. Com a abertura para toda a população, a expectativa é ampliar significativamente a cobertura vacinal, principalmente entre idosos, gestantes e crianças, que são os grupos mais vulneráveis”, explicou.

Mato Grosso do Sul já recebeu cerca de 800 mil doses da vacina e possui aproximadamente 500 mil disponíveis em estoque entre a Capital e interior. O Estado deve receber cerca de 1,2 milhão de doses ao longo da campanha.

Serviço

  • Local: Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militar - Rua 14 de Julho, 1502-1600, Centro
  • Data: Até 24 de maio
  • Horários: Segunda a sexta-feira: das 17h30 às 21h; sábados e domingos: das 7h às 19h
  • Documentos: É necessário apresentar documento oficial com foto. Para crianças, recomenda-se levar a caderneta de vacinação.

Costa Leste

Casal é condenado a pagar R$ 20 mil após agredir recepcionista em MS

Funcionário relatou humilhações, arremesso de objetos e pediu demissão após episódio em Paranaíba

18/05/2026 18h02

Conforme a sentença assinada pela juíza Nária Cassiana Silva Barros, cada um dos réus deverá pagar R$ 10 mil ao trabalhador.

Conforme a sentença assinada pela juíza Nária Cassiana Silva Barros, cada um dos réus deverá pagar R$ 10 mil ao trabalhador. Foto: Divulgação

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A 1ª Vara Cível de Paranaíba condenou um casal ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais a um ex-recepcionista de hotel após um episódio de agressões verbais e arremesso de objetos ocorrido durante uma discussão envolvendo uma reserva de hospedagem.

Conforme a sentença assinada pela juíza Nária Cassiana Silva Barros, cada um dos réus deverá pagar R$ 10 mil ao trabalhador, além das custas processuais e honorários advocatícios.

Segundo os autos, o caso aconteceu na noite de 30 de junho de 2023, quando o funcionário atendia na recepção de um hotel da cidade. O casal chegou ao estabelecimento alegando possuir reserva confirmada, porém foi informado de que não havia quartos disponíveis nem registro da hospedagem em seus nomes.

O recepcionista afirmou que tentou prestar atendimento e buscar alternativas para solucionar o problema, mas os clientes passaram a agir de maneira agressiva.

Conforme relatado no processo, o homem arrancou um telefone da mão do trabalhador e o arremessou, enquanto a mulher lançou objetos do balcão em direção ao funcionário.

Na defesa apresentada à Justiça, o casal sustentou que a confusão ocorreu por falha na prestação do serviço do hotel e afirmou que apenas demonstrou insatisfação com a situação, negando a existência de ofensas pessoais ou dano moral indenizável.

Durante a instrução processual, testemunhas confirmaram a confusão registrada na recepção do estabelecimento. Um hóspede relatou ter ouvido gritos e visto os requeridos exaltados, arremessando objetos e ofendendo o funcionário.

Já o gerente do hotel afirmou ter encontrado o recepcionista “acuado e sem condições de continuar trabalhando” após o episódio.

As imagens das câmeras de segurança também foram consideradas pela magistrada. Segundo a sentença, os vídeos mostram o momento em que o telefone é arrancado da mão do trabalhador e lançado em sua direção, além da atuação agressiva da outra requerida.

Na decisão, a juíza destacou que, mesmo diante de eventual falha na reserva do hotel, a situação não justificava agressões contra o funcionário responsável pelo atendimento.

“A situação narrada ultrapassa o mero dissabor cotidiano, atingindo a honra e a dignidade da parte autora”, registrou a magistrada na sentença.

O processo ainda aponta que, após o ocorrido, o recepcionista passou a evitar trabalhar no período noturno e posteriormente pediu demissão do emprego, onde atuava havia cerca de cinco anos.

Testemunhas e imagens reforçaram versão do trabalhador

Durante o andamento do processo, testemunhas ouvidas pela Justiça confirmaram a existência da discussão e o comportamento agressivo do casal na recepção do hotel.

Além dos depoimentos, as imagens das câmeras de segurança anexadas aos autos reforçaram a versão apresentada pelo ex-funcionário, sendo consideradas decisivas para a condenação.

Justiça entendeu que situação ultrapassou “mero aborrecimento”

Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que as atitudes dos hóspedes extrapolaram o direito de reclamar sobre o serviço prestado pelo hotel.

Para a juíza, houve violação à honra e à dignidade do trabalhador, caracterizando dano moral indenizável.

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