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ANIVERSÁRIO

Aquidauana celebra 132 anos com shows, desfiles, rodeio e hasteamento

Cidade popularmente conhecida como "Portal do Pantanal" teve show gratuito de Lauana Prado como "presente" de aniversário

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Aquidauana comemora 132 anos nesta quinta-feira (15). O município foi fundado em 15 de agosto de 1892 e faz aniversário na data de hoje.

Localizada na região centro-oeste de Mato Grosso do Sul e situada a 141 quilômetros de Campo Grande, Aquidauana é popularmente conhecido como “Portal do Pantanal”.

O Rio Aquidauana deu nome ao município, tendo em vista que sua origem vem do vocabulário indígena Guaicuru, que significa “rio estreito”.

"Bolo" de aniversário para celebrar os 132 anos de Aquidauana. Foto: Redes Sociais/Prefeitura de Aquidauana

Fundada em 15 de agosto de 1892 por cinco pecuaristas, possui uma arquitetura colonial no Centro Histórico, às margens do rio Aquidauana e entorno da Igreja Matriz.

Está listada entre as primeiras 34 cidades construídas na América.

Abriga o Pantanal sul-mato-grossense, maior planície alagável do mundo. Possui área de 17.008,5 km², sendo 75% de Pantanal e 4,9% do Pantanal Brasileiro.

O município abrange áreas do Pantanal da Nhecolândia, Abobral e Rio Negro.

Também abriga os distritos de Piraputanga, Camisão, Palmeiras e a famosa Estrada Parque (MS-450), com morros escarpados, cachoeiras e “praias” de areia branca situadas às margens do rio.

No final do século XX, o turismo chegou as fazendas pantaneiras com o advento das gravações da novela Pantanal (da extinta Rede Manchete), que teve como cenário a Fazenda Rio Negro, de propriedade da tradicional família Rondon.

Confira alguns pontos turísticos da cidade:

  • Igreja Nossa Senhora Imaculada da Conceição
  • Casa dos Padres
  • Escola Parochial – Ginásio Imaculada Conceição
  • Praça Nossa Senhora Imaculada Conceição
  • Museu de Arte Pantaneira
  • Mercado Municipal
  • Praça dos Estudantes
  • Biblioteca Municipal
  • Estação Ferroviária de Aquidauana
  • Casa do Artesão
  • Feirinha Indígena
  • Colégio Modelo
  • Ponte da Amizade
  • 9º Batalhão de Engenharia e Combate (9ºBECOMB)
  • Museu Marechal José Machado Lopes
  • Mirante Morro Paxixi
  • Rio Aquidauana

O prefeito do município é Odilon Ribeiro (PSDB), que assume mandato até dezembro de 2024.

"Bom dia, cidade querida! Bom dia, Aquidauana! Nós temos um orgulho imenso de viver Aqui! Que Deus abençoe nossa cidade! Parabéns, nossa Aquidauana bela, acolhedora e abençoada!", parabenizou o prefeito em suas redes sociais. 

Festividades de aniversário

Aquidauana comemora 132 anos nesta quinta-feira (15) com shows gratuitos, desfile cívico/escolar/militar na avenida Sete de Setembro, rodeio, hasteamento de pavilhões, atrações culturais e exposição (Expoaqui).

A programação conta com a presença do prefeito do município, Odilon Ribeiro (PSDB), deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) e secretário da Casa Civil de MS, Eduardo Rocha.

Confira a programação da Expoaqui:

  • 14/08 (Quarta-feira)
  • Lauana Prado
  • 15/08 (Quinta-feira)
  • Gian e Giovani
  • Juliana Monteiro / Rodeios
  • 16/08 (Sexta-feira)
  • Clayton e Romário
  • Manutti
  • 17/08 (Sábado)
  • Raça Negra
  • 18/08 (Domingo)
  • Brenno Reis e Marco Viola

 

SELVÍRIA (MS)

A pedido de ex-governador, MP investiga danos ambientais em plantio de eucalipto

Plantação de eucalipto, destinada à produção de celulose, estaria provocando possíveis impactos ambientais negativos à fauna, flora e recursos hídricos em Selvíria, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Mutum e Pontal do Fala

08/07/2026 17h00

Plantação de eucalipto

Plantação de eucalipto Paulo Ribas

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Plantação de eucalipto entrou na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O MPMS, por meio da comarca de Três Lagoas (MS), instaurou Inquérito Civil para investigar a monocultura de eucalipto em Selvíria, município localizado no leste de Mato Grosso do Sul, a 400 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com o documento, a plantação de eucalipto, destinada à produção de celulose, estaria provocando possíveis impactos ambientais negativos à fauna, flora e recursos hídricos na região, compreendida por Selvíria, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Mutum e Pontal do Fala.

O parecer também traz potenciais impactos decorrentes da fragmentação da paisagem, da ausência de corredores ecológicos e da necessidade de verificação da regularidade ambiental dos empreendimentos.

A investigação foi solicitada pelo ex-governador e deputado estadual, José Orcírio Miranda, mais conhecido como Zeca do PT, em 12 de dezembro de 2025.

Plantação de eucalipto

Consultorias ambientais pedem a apuração dos supostos impactos ambientais e recuperação da área, com ações de mediação, fiscalização, preservação, compensação ambiental e implementação de políticas públicas voltadas à sustentabilidade e proteção dos recursos naturais.

Com isso, o Ministério Público transformou a notícia de fato em inquérito civil, com objetivo de apurar possível dano ambiental decorrente de plantação de eucalipto destinada à produção de celulose, no leste de Mato Grosso do Sul.

Confira o trecho redigido publicado no Diário Oficial do MPMS:

Plantação de eucaliptoEscreva a legenda aqui

Dados do MapBiomas apontam que, em 2024, na região Centro-Leste de MS, a silvicultura equivalia a 893.320 hectares, a pastagem 4.961.905 hectares e a vegetação nativa 1.468.165 hectares.

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Mutirão

EMHA fiscaliza casas da antiga Comunidade Mandela em Campo Grande

Fiscalização alcança cinco loteamentos que receberam famílias após anos de ocupação, incêndio devastador e longa espera por moradia definitiva em Campo Grande

08/07/2026 16h49

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (EMHA) realiza nesta quarta-feira (8) um mutirão de notificações nas áreas destinadas ao reassentamento das famílias da antiga Comunidade Mandela, em Campo Grande.

A ação ocorrerá simultaneamente nos loteamentos José Tavares, Talismã, Oscar Salazar e Iguatemi I e II, onde vivem famílias contempladas pelos programas habitacionais implantados após um dos episódios mais marcantes da crise habitacional da Capital.

O objetivo da fiscalização é identificar imóveis desocupados, notificar mutuários inadimplentes e orientar os beneficiários sobre a proibição da venda, aluguel, cessão ou qualquer outra forma de negociação das unidades habitacionais destinadas por programas de interesse social.

Equipes da EMHA percorreram os conjuntos habitacionais para notificar moradores e orientar sobre as regras dos programas de habitação social. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

De acordo com a EMHA, a iniciativa integra o trabalho permanente de acompanhamento dos empreendimentos habitacionais para garantir que as moradias continuem cumprindo sua função social e permaneçam ocupadas pelas famílias que efetivamente foram contempladas pelos programas públicos.

Durante a operação, as equipes também irão verificar se os beneficiários permanecem residindo nos imóveis e se estão cumprindo as cláusulas previstas nos contratos firmados com o município.

Caso sejam constatadas irregularidades, poderão ser instaurados procedimentos administrativos que, em situações específicas previstas na legislação e nos contratos, podem resultar na retomada da unidade habitacional pelo poder público.

Vale ressaltar que os imóveis financiados ou concedidos por programas de habitação popular não podem ser comercializados nem utilizados para fins diferentes daqueles previstos nas regras do benefício, sob pena de sanções administrativas.

Uma comunidade marcada pela luta por moradia

A antiga Comunidade Mandela se tornou um dos maiores símbolos do déficit habitacional de Campo Grande.

Durante anos, centenas de famílias viveram em barracos improvisados, construídos em uma área ocupada irregularmente na região norte da Capital, enfrentando diariamente a falta de infraestrutura, saneamento básico, drenagem, energia elétrica regular e segurança jurídica sobre o local onde moravam.

Apesar das dificuldades, a comunidade também ficou conhecida pela mobilização constante dos moradores em busca do direito à moradia digna.

Ao longo dos anos, famílias participaram de reuniões, negociações com o poder público e reivindicações para conseguir uma solução definitiva para o assentamento.

A situação ganhou contornos ainda mais dramáticos em dezembro de 2023, quando um incêndio de grandes proporções destruiu mais de 80 barracos da comunidade.

As chamas se espalharam rapidamente e atingiram cerca de 187 famílias, que perderam casas, móveis, documentos e praticamente todos os seus pertences.

Na ocasião, moradores relataram que o fogo começou por volta das 11h20 e tentaram conter as chamas utilizando baldes e mangueiras, mas não conseguiram impedir que o incêndio consumisse grande parte da favela.

Equipes do Corpo de Bombeiros mobilizaram quatro viaturas, além de uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Caminhões-pipa também foram enviados para reforçar o combate ao fogo em meio ao forte calor registrado naquele dia.

As causas do incêndio nunca foram oficialmente confirmadas, mas uma das hipóteses levantadas durante as primeiras apurações foi a de um curto-circuito.

Reassentamento trouxe esperança às famílias

Pouco mais de sete meses após a tragédia, teve início a entrega dos contratos das novas moradias destinadas às famílias atingidas pelo incêndio. O Jardim Talismã foi um dos primeiros loteamentos a receber os beneficiários.

Na época, as primeiras unidades habitacionais começaram a ser entregues enquanto outras permaneciam em construção. O processo marcou o início de uma nova etapa para dezenas de famílias que aguardavam havia anos por uma moradia regularizada.

O reassentamento foi posteriormente ampliado para outros empreendimentos, incluindo os loteamentos José Tavares, Oscar Salazar e Iguatemi I e II, formando o conjunto de áreas que hoje recebe o acompanhamento permanente da EMHA.

Fiscalização busca preservar política habitacional

O objetivo das visitas não é apenas identificar irregularidades, mas preservar uma política pública construída para atender famílias em situação de vulnerabilidade social.

Durante o mutirão, moradores receberam notificações e orientações sobre o cumprimento das cláusulas dos contratos habitacionais. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

A ocupação efetiva das moradias, o cumprimento dos contratos e o combate à comercialização irregular são considerados fundamentais para garantir que os imóveis continuem atendendo quem realmente necessita.

O mutirão desta quarta-feira terá como ponto de concentração o loteamento Iguatemi II, no cruzamento da Rua Pacajús com a Rua Júlio Baís, a partir das 13h30, enquanto equipes atuarão simultaneamente nos demais empreendimentos destinados às famílias da antiga Comunidade Mandela.

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