Cidades

SOLUCIONADO

Assassinato de travesti envolveu quatro e foi motivado por cobrança de ''pedágio''

Vítima exigia de colegas todo o dinheiro que arrecadavam em programas sexuais

Laura Holsback

13/07/2015 - 09h40
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O assassinato da travesti “Bruna Toro”, de nome de registro Renato Souza dos Santos, 35 anos, envolveu quatro outras travestis e foi cometido porque ela extorquia colegas de programa sexual, exigindo delas todo o dinheiro que ganhavam. A informação é da delegada Célia Bezerra, da 4ª Delegacia de Polícia, responsável pelo esclarecimento do caso e prisões das envolvidas, cujos nomes ainda não foram divulgados.

“Bruna Toro” morreu em consequência de sete facadas, pedradas e pauladas. O crime ocorreu na noite de quinta-feira (9), na Rua Estevão Capriata, na Vila Progresso, e a travesti morreu no início da madrugada do dia seguinte, na Santa casa.

Segundo informações da delegada, ainda na sexta-feira, o caso foi esclarecido e o grupo envolvido no homicídio preso em flagrante no pensionato onde morava, na Rua dos Operários, Vila Albuquerque. “Identificamos os autores e fizemos a prisão em flagrante. Na madrugada de sábado encaminhei pedidos de prisão preventiva ao juiz que os converteu”, disse a autoridade policial.

As travestis que cometeram o crime disseram que desde o começo deste mês vinham sendo extorquidas por “Bruna Toro”. “Sob ameaças, ela exigia todo o dinheiro que as demais arrecadavam em programas, como uma espécie de pedágio. Começou a fazer a cobrança desde que estava foragida do sistema prisional, dia 8 deste mês. Saiu e passou a ganhar a vida desta maneira”, pontou Célia Bezerra.

Neste período, apenas de uma das colegas de programa, “Bruna Toro”, pegou R$ 200. “É um valor alto, considerando que cobram R$ 10 por cliente”, destacou a autoridade.

Na ocasião em que foi esfaqueada, “Bruna Toro” havia ido cobrar mais dinheiro. “Com uma faca exigiu dinheiro, houve luta corporal e uma das travestis conseguiu desarmá-la, golpeando-a enquanto as outras a atacavam com pedras, pedaços de madeira, o que encontraram pelo local”, disse a delegada.

As presas foram indiciadas por homicídio doloso (quando há intenção no crime). A Delegacia Geral avalia se irá divulgar as verdadeiras identidades dos autores.

 

CRIMES EM JARDIM

Polícia Civil e Energisa fazem devassa contra 'gatos' de energia em MS

Equipes técnicas da concessionária mapearam 25 pontos e pelo menos seis foram conduzidos em operação no interior do Estado

14/07/2026 12h51

Ligações clandestinas costumam ser causas de acidentes envolvendo choques elétricos e, até em casos mais extremos, incêndios e curtos-circuitos que provocam danos à rede de distribuição

Ligações clandestinas costumam ser causas de acidentes envolvendo choques elétricos e, até em casos mais extremos, incêndios e curtos-circuitos que provocam danos à rede de distribuição Reprodução/PCMS

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Cidade distante aproximadamente 237 quilômetros da Capital, o município sul-mato-grossense de Jardim foi alvo de um verdadeira devassa na manhã desta terça-feira (14), por parte da Polícia Civil (PCMS) e da concessionária Energisa, com o objetivo de combater os comuns "gatos" de energia no interior do Estado. 

Há mais de uma década a concessionária Energisa é responsável pela distribuição de energia elétrica no Estado, chegando em Mato Grosso do Sul no ano de 2014. Conforme a PCMS, essa ação integra um plano estratégico que ainda deve ser ampliado para diversos municípios sul-mato-grossenses. 

Em todo o Mato Grosso do Sul mais de 1,2 milhões de clientes são atendidos pelos serviços da Energisa, que mantém cerca de 110 subestações no Estado, abrangendo 74 dos 79 municípios sul-mato-grossenses. 

Para o enfrentamento deste tipo de crime, um total de 25 pontos foram previamente mapeados em Jardim para as ações de hoje (14). Após os levantamentos técnicos e trabalhos de inteligência da concessionária, 14 equipes técnicas da Energisa e 10 profissionais da Polícia Civil foram empregados nesta operação. 

Entre os riscos, ligações clandestinas costumam ser causas de acidentes envolvendo choques elétricos e, até em casos mais extremos, incêndios e curtos-circuitos que provocam danos à rede de distribuição, causando como consequência a interrupção do fornecimento de energia, o que por sua vez pode afetar não só casas residenciais, como também comércios, indústria e até mesmo hospitais a depender da localização. 

Crimes em Jardim

Com o intuito de identificar e combater ligações clandestinas e fraudes em medidores de energia, entre os agentes estavam desde delegados, investigadores e escrivães, até peritos da Polícia Civil. 

Conforme repassado pela força de segurança, esse tipo de crime não costuma limitar-se apenas a uma irregularidade, já que uma ligação clandestina mal feita traz risco para toda uma população que está no entorno desses comuns “gatos de energia”. 

Segundo balanço parcial repassado pela Polícia Civil em nota, até antes do fim da manhã pelo menos seis pessoas já haviam sido conduzidas dos locais investigados até a delegacia local. 

“Além dos riscos à vida, o furto de energia causa prejuízos econômicos e compromete a eficiência do sistema elétrico. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aponta que as perdas não técnicas, decorrentes principalmente de furtos de energia e fraudes, continuam entre os maiores desafios enfrentados pelo setor elétrico brasileiro”, cita nota encaminhada pela Polícia Civil. 

Nesta operação foram feitas inspeções técnicas nas unidades consumidoras que haviam sido previamente identificadas, adotadas posteriormente medidas técnicas e legais cabíveis quando constatadas as irregularidades. 

Esses responsáveis envolvidos em ligações clandestinas na rede elétrica devem responder pelos crimes estabelecidos na legislação penal, bem como ainda têm a chance de serem obrigados a devolver os valores e ressarcir o correspondente à energia que foi consumida de forma irregular. 

Casos de furto de energia podem, inclusive, ser denunciados pela própria população, através do telefone 0800 722 7272, linha essa que garante a segurança e anonimato de quem relatar esse tipo de crime.

“O combate ao furto de energia depende da participação de toda a sociedade. Denunciar é um ato de cidadania que contribui para um sistema elétrico mais seguro, confiável e justo para todos”, conclui a Polícia Civil.
 

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AFOGAMENTO

Idoso é encontrado morto em lagoa após sair para caçar com amigo

Homem entrou na lagoa após avistar um animal e retornou à superfície apenas quando bombeiros localizaram o corpo sem vida

14/07/2026 12h30

Reprodução

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Durante a noite da última segunda-feira (13), um homem de 61 anos morreu afogado em uma propriedade localizada às margens da rodovia estadual, MS-162, entre Dourados e Itahum, distrito do município. O homem teria saído para caçar com um amigo e foi encontrado depois sem vida dentro de uma lagoa.

Segundo informações de jornais locais, identificado como Alilhano Vilalva, o idoso era morador do Parque Alvorada e durante o fim da tarde de ontem saiu com o amigo para caçar capivaras e javalis.

Durante a busca, ambos teriam visto um animal, mas Alilhano Vilalva entrou em uma lagoa existente no local e não retornou à superfície.

O amigo então notou o desaparecimento da vítima e foi em busca de ajuda com a motocicleta na cidade próxima.

No local, as equipes do Corpo de Bombeiros realizou buscas e encontrou o corpo da vítima sem vida.

O caso foi registrado, e está sendo investigado pelas autoridades para entender como ocorreu o afogamento e circustâncias da morte.

Com informações do site Dourados News

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