Cidades

CRIMES EM JARDIM

Polícia Civil e Energisa fazem devassa contra 'gatos' de energia em MS

Equipes técnicas da concessionária mapearam 25 pontos e pelo menos seis foram conduzidos em operação no interior do Estado

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Cidade distante aproximadamente 237 quilômetros da Capital, o município sul-mato-grossense de Jardim foi alvo de um verdadeira devassa na manhã desta terça-feira (14), por parte da Polícia Civil (PCMS) e da concessionária Energisa, com o objetivo de combater os comuns "gatos" de energia no interior do Estado. 

Há mais de uma década a concessionária Energisa é responsável pela distribuição de energia elétrica no Estado, chegando em Mato Grosso do Sul no ano de 2014. Conforme a PCMS, essa ação integra um plano estratégico que ainda deve ser ampliado para diversos municípios sul-mato-grossenses. 

Em todo o Mato Grosso do Sul mais de 1,2 milhões de clientes são atendidos pelos serviços da Energisa, que mantém cerca de 110 subestações no Estado, abrangendo 74 dos 79 municípios sul-mato-grossenses. 

Para o enfrentamento deste tipo de crime, um total de 25 pontos foram previamente mapeados em Jardim para as ações de hoje (14). Após os levantamentos técnicos e trabalhos de inteligência da concessionária, 14 equipes técnicas da Energisa e 10 profissionais da Polícia Civil foram empregados nesta operação. 

Entre os riscos, ligações clandestinas costumam ser causas de acidentes envolvendo choques elétricos e, até em casos mais extremos, incêndios e curtos-circuitos que provocam danos à rede de distribuição, causando como consequência a interrupção do fornecimento de energia, o que por sua vez pode afetar não só casas residenciais, como também comércios, indústria e até mesmo hospitais a depender da localização. 

Crimes em Jardim

Com o intuito de identificar e combater ligações clandestinas e fraudes em medidores de energia, entre os agentes estavam desde delegados, investigadores e escrivães, até peritos da Polícia Civil. 

Conforme repassado pela força de segurança, esse tipo de crime não costuma limitar-se apenas a uma irregularidade, já que uma ligação clandestina mal feita traz risco para toda uma população que está no entorno desses comuns “gatos de energia”. 

Segundo balanço parcial repassado pela Polícia Civil em nota, até antes do fim da manhã pelo menos seis pessoas já haviam sido conduzidas dos locais investigados até a delegacia local. 

“Além dos riscos à vida, o furto de energia causa prejuízos econômicos e compromete a eficiência do sistema elétrico. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aponta que as perdas não técnicas, decorrentes principalmente de furtos de energia e fraudes, continuam entre os maiores desafios enfrentados pelo setor elétrico brasileiro”, cita nota encaminhada pela Polícia Civil. 

Nesta operação foram feitas inspeções técnicas nas unidades consumidoras que haviam sido previamente identificadas, adotadas posteriormente medidas técnicas e legais cabíveis quando constatadas as irregularidades. 

Esses responsáveis envolvidos em ligações clandestinas na rede elétrica devem responder pelos crimes estabelecidos na legislação penal, bem como ainda têm a chance de serem obrigados a devolver os valores e ressarcir o correspondente à energia que foi consumida de forma irregular. 

Casos de furto de energia podem, inclusive, ser denunciados pela própria população, através do telefone 0800 722 7272, linha essa que garante a segurança e anonimato de quem relatar esse tipo de crime.

“O combate ao furto de energia depende da participação de toda a sociedade. Denunciar é um ato de cidadania que contribui para um sistema elétrico mais seguro, confiável e justo para todos”, conclui a Polícia Civil.
 

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estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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