Cidades

APÓS DISCUSSÃO NA CÂMARA

Azambuja diz que passaporte da vacina não está em discussão e não será adotado

Governador disse que defesa do passaporte é apenas manifestação pessoal do secretário da saúde, Geraldo Resende

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O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuna (PSDB), informou que o passaporte da vacina não será adotado em Mato Grosso do Sul. A afirmação foi feita nesta terça-feira (28), durante visita ao Aquário do Pantanal.

Apesar do passaporte constar em pacote de medidas do Programa Retomada Segura MS, Azambuja afirmou que não irá elaborar nem enviar projeto de lei sobre o assunto para a Assembleia Legislativa.

Ele afirmou ainda que a defesa da adoção de um passaporte, feita pelo secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, não reflete as decisões do governo.

"O que existe é uma manifestação pessoal do secretário Geraldo favorável, não existe projeto de lei, nem decisão do governo, até porque nossa decisão é fazer uma busca ativa em quem não tomou a vacina ainda", disse Azambuja.

O assunto tem gerado polêmica e foi tema de audiência pública na Câmara Municipal de Campo Grande, que terminou em confusão após defesa acalorada do secretário de Saúde, que chamou os contrários à vacina de "nazistas e fascistas".

Últimas notícias

"Não tenho medo do debate, aliás, eu sempre estarei lá para poder dizer, nazistas e fascistas da atualidade, vocês não vão prosperar, nosso povo haverá de derrotá-los e coloca-los na lata de lixo da história, vamos fazer esse debate em todos os cantos do Mato Grosso do Sul, defendo o passaporte da imunidade", disse Resende, na Câmara.

O secretário também havia informado que já estava sendo elaborado um projeto de lei, que seria entregue na Assembleia nos próximos dias, para aprovação da implementação do passaporte da vacina.

O governador, no entanto, disse que não existe esse projeto e o tema já foi descartado pelo comitê gestor do Programa de Saúde e Segurança na Economia (Prosseguir).

"Esse negócio de passaporte da saúde não é uma validação do Prosseguir, tanto que ontem teve essa discussão e, foi praticamente unânime do grupo do Prosseguir, que nós não vamos encaminhar projeto de lei e não vamos discutir nesse momento", afirmou Azambuja.

O governador disse ainda que o passaporte da vacina poderá ser adotado mais para frente, caso seja necessário, mas que não faz parte das prioridades no momento.

Ele reafirmou que as falas de Resende não são decisões de governo e são apenas opiniões pessoais.

"Não digo que é isolada, ele deve ter alguém da equipe que defende isso, mas o prosseguir não defende isso", concluiu Azambuja.

Polêmica

A obrigatoriedade de se exigir comprovante de vacinação para acesso a eventos e atividades públicas e alguns locais privados tem defensores e contrários.

A Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) também apoia a adoção do passaporte da vacina.

Já a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, políticos alinhados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o secretário de Saúde do município, José Mauro Castro filho, se posicionaram contra.

O maior defensor do passaporte da vacina é o secretário Geraldo Resende.

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), afirmou, nesta terça-feira (28), que aguarda decisão sobre projetos de lei apresentados, para análise jurídica constitucional e social.

"Eu vou esperar a decisão da câmara municipal, consultar o grupo técnico, ouvir a ciência", disse.

Apuraçã

Marinha investiga afundamento de barcaça com minério em porto de Corumbá

Dois trabalhadores que estavam na barcaça precisaram pular no Rio Paraguai para escapar

31/10/2026 16h45

Barcaça carregada com minério de ferro afundou durante operação no Porto Gregório Curvo, em Corumbá

Barcaça carregada com minério de ferro afundou durante operação no Porto Gregório Curvo, em Corumbá Imagens /Stefano Alcova

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Uma barcaça utilizada no transporte de minério de ferro afundou na manhã deste sábado (31), durante uma operação de carregamento no Porto Gregório Curvo, localizado no distrito de Porto Esperança, a cerca de 90 quilômetros de Corumbá.O terminal é operado pela mineradora LHG Mining.

Imagens registradas no momento do acidente mostram a inclinação progressiva da embarcação até ficar parcialmente submersa nas águas do Rio Paraguai. Dois trabalhadores que estavam na barcaça precisaram pular no rio para escapar. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

A embarcação estava posicionada ao lado da estrutura utilizada para o carregamento de minério no momento do tombamento. Não há confirmação das causas do tombamento até a publicação desta matéria. 

Apuração 

Por meio da Capitania Fluvial do Pantanal (CFPN), a Marinha do Brasil informou que instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação para investigar as causas do acidente e identificar eventuais responsabilidades. Serão analisados documentos, depoimentos e outros elementos que possam esclarecer o que aconteceu. 

A autoridade marítima ressaltou que ainda não é possível apontar as causas do afundamento. A Capitania também acompanha a situação para avaliar a necessidade de medidas destinadas à segurança da navegação e à prevenção de possíveis danos ambientais.

Em nota, a LHG Mining informou que a barcaça pertence a um armador parceiro e que está colaborando com as autoridades para esclarecer o ocorrido e adotar as providências necessárias. 

Transporte de minério

O Porto Gregório Curvo integra a estrutura logística de escoamento da produção mineral de Corumbá, utilizando a Hidrovia do Rio Paraguai para o transporte de cargas.

Em agosto deste ano, outro episódio envolvendo embarcações a serviço da LHG Mining foi registrado na região, quando um comboio de barcaças atingiu estruturas de proteção da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262. 

A ocorrência também foi alvo de investigação. Até o momento, não há informações conclusivas sobre a quantidade de minério que estava sendo transportada pela embarcação que afundou neste sábado nem sobre a extensão dos possíveis impactos ambientais. 

Oportunidade

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu

31/10/2026 16h00

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

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