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Segurança Pública

Três detentos fogem do presídio da Gameleira e Agepen descarta invasão armada

Agência afirma que fuga foi descoberta durante conferência de rotina, abriu procedimento para apurar o caso e mobilizou forças de segurança para localizar os três foragidos.

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A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que três detentos fugiram do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira (CPAIG), em Campo Grande, na manhã de segunda-feira (20).

A ausência dos internos foi constatada durante os procedimentos de conferência de rotina realizados por policiais penais na unidade.

De acordo com a Agepen, os custodiados que escaparam são Ítalo de Moraes, Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa.

Em nota oficial enviada ao Correio do Estado, a Agepen esclareceu que não houve invasão por grupo armado, confronto ou registro de pessoas portando armas durante a ocorrência, versão que difere das informações divulgadas inicialmente sobre o caso.

As primeiras informações sobre a ocorrência indicavam que um grupo de aproximadamente seis pessoas teria invadido a unidade prisional para resgatar os detentos.

Posteriormente, a Agepen esclareceu, em nota oficial, que não houve invasão por grupo armado nem confronto, afirmando que a fuga foi identificada durante a conferência de rotina dos custodiados.

Segundo a administração penitenciária, a estrutura de contenção da unidade foi restabelecida logo após a descoberta da fuga e um procedimento administrativo foi instaurado para apurar as circunstâncias da evasão e verificar como os detentos conseguiram deixar o estabelecimento prisional.

Assim que a ocorrência foi confirmada, a Polícia Penal adotou os protocolos previstos para esse tipo de situação.

A Diretoria de Operações da Agepen, a Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário e as demais forças de segurança pública foram acionadas para auxiliar nas buscas pelos fugitivos.

Além disso, a evasão foi registrada nos sistemas de gestão prisional para o bloqueio dos custodiados, enquanto o caso foi comunicado ao Juízo da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, responsável pelas providências judiciais, incluindo a expedição dos mandados de prisão dos três evadidos.

Na nota, a Agepen também ressaltou que o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira é uma unidade destinada ao cumprimento de pena em regime semiaberto, classificada como estabelecimento de segurança mínima.

Conforme a agência, esse tipo de presídio possui características estruturais diferentes das unidades de segurança máxima, uma vez que parte dos custodiados exerce atividades laborais externas durante o dia e retorna ao local apenas para o pernoite.

A administração penitenciária destacou ainda que a estrutura física da unidade segue os parâmetros previstos para o regime semiaberto e enfatizou a atuação integrada da Polícia Penal com as demais forças de segurança para localizar os fugitivos.

Até a publicação desta reportagem, Ítalo de Moraes, Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa permaneciam foragidos. As diligências e ações de inteligência seguem em andamento para tentar recapturar os três detentos e esclarecer as circunstâncias da fuga.

Quem são os fugitivos

Entre os foragidos está Ítalo de Moraes, apontado pelas forças de segurança como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e sobrinho de José Cláudio Arantes, conhecido como "Tio Arantes", considerado uma das principais lideranças da facção criminosa em Mato Grosso do Sul.

Também permanecem foragidos Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa, cujos antecedentes criminais e eventual vínculo com organizações criminosas não são conhecidos.

Leia a íntegra da nota oficial da Agepen.

A partir da verificação da ocorrência, a Polícia Penal adotou imediatamente todas as medidas operacionais previstas para esse tipo de situação.

A Diretoria de Operações da Agepen, a Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário e as demais forças de segurança pública foram acionadas, a evasão foi registrada nos sistemas de gestão prisional para o bloqueio dos custodiados, e o fato foi comunicado ao Juízo da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande para as providências judiciais cabíveis, incluindo a expedição dos respectivos mandados de prisão.

Importante destacar que o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira é uma unidade de regime semiaberto, de segurança mínima, com características compatíveis com essa modalidade de cumprimento de pena, na qual parte dos custodiados exerce atividade laboral externa durante o dia, retornando à unidade para pernoite; sendo que a estrutura física segue os parâmetros previstos para essa modalidade de execução penal, distintos daqueles adotados em estabelecimentos de segurança máxima.

A Agepen destaca a pronta resposta da Polícia Penal diante da ocorrência e a atuação integrada com as demais forças de segurança, que já realizam diligências e ações de inteligência voltadas à localização e recaptura dos evadidos.

PREJUÍZO

Viciada tem conta reativada 'sem explicação' e perde R$ 550 mil em 4 meses

Vítima de Campo Grande pede indenização por danos materiais e morais contra a plataforma de jogos Superbet

06/09/2026 15h30

A plataforma Superbet está sendo processada por apostadora de Campo Grande

A plataforma Superbet está sendo processada por apostadora de Campo Grande Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Uma apostadora de Campo Grande movimentou mais de R$ 550 mil em quatro meses na plataforma de apostas esportivas Superbet depois de sua conta ter sido reativada pela empresa de forma repentina. Agora, ela pede indenização por danos materiais e morais contra o site de jogos.

Diagnosticada com ludopatia, doença psiquiátrica caracterizada pela falta de controle sobre o hábito de apostar, a campo-grandense teve sua conta na plataforma previamente suspensa, “circunstância que demonstra inequívoco conhecimento da fornecedora acerca da vulnerabilidade específica da consumidora”, conforme aponta sua representante nos autos do processo.

Porém, em abril do ano passado, mesmo depois de perceber a quantidade de apostas compulsória da apostadora e suspender a conta, a Superbet reativou o acesso sem explicação e sem qualquer pedido da vítima, o que permitiu que ela voltasse à prática de apostas em larga escala, “sem qualquer justificativa técnica idônea, sem avaliação adicional e sem adoção de mecanismos eficazes de proteção”.

“A partir dessa reativação indevida, iniciou-se um intensificado de apostas, com movimentações financeiras relevantes, realizadas exclusivamente via PIX, a partir das contas mantidas junto ao Banco Sicredi e ao C6 Bank, conforme metodologia técnica detalhada no laudo contábil”, indica a denúncia.

Conforme apurado pela perícia contábil, a campo-grandense apresentou prejuízo líquido de R$ 561.919,39 entre abril e agosto do ano passado, considerando os valores efetivamente recebidos e transferidos à casa de apostas.

“Não se trata de mera perda inerente ao risco do jogo. Trata-se de prejuízo decorrente de conduta ilícita da fornecedora, que, mesmo ciente da vulnerabilidade da consumidora e após já ter identificado padrão compulsivo, optou por reativar o acesso à plataforma, potencializando o dano”, indica a advogada.

Diante do exposto, a Superbet está sendo processada por danos materiais e morais. Ao todo, a vítima pede exatamente o que teria perdido, ou seja, o montante de R$ 561.919,39 como danos materiais e mais R$ 20 mil como danos morais.

“O dano material aqui não é eventual. Ele é estruturalmente vinculado à conduta omissiva e comissiva da ré [Superbet]. Sem a reativação da conta, os valores não teriam sido transferidos. A cadeia causal é direta, contínua e comprovada documentalmente”, revela.

“A violação aqui não é apenas contratual. É também violação à confiança legítima depositada na plataforma, pois a autora não somente perdeu tudo que conquistou ao longo dos anos, como também se viu compelida a fazer empréstimos e financiamentos para pagar suas despesas básicas”, complementa a representante da vítima.

Até o momento, a última movimentação do processo aconteceu no dia 8 de agosto e é relacionada ao pedido de gratuidade da Justiça,  é o direito de movimentar um processo judicial sem precisar pagar taxas, custas processuais ou honorários.

Caso parecido

Em matéria publicada pelo Correio do Estado na semana passada, um funcionário de empresa pública em Mato Grosso do Sul, morador de Campo Grande, foi à Justiça para recuperar mais de meio milhão de reais – R$ 597 mil – de apenas uma plataforma de apostas on-line: a Betano. 

Ele perdeu este valor depois de tirar de sua conta bancária R$ 1,33 milhão ao longo de três anos, tendo retorno de bem menos: R$ 740,3 mil, segundo apuração do Correio do Estado.

Dentro da plataforma (da porta para dentro do cassino virtual, entre perdas e ganhos), movimentou  
R$ 9,5 milhões; desses, foram R$ 8,7 milhões em saques e créditos do sistema, gerando uma perda contábil de R$ 715,7 mil.

Agora, o funcionário público enxerga a ruína: está afundado em empréstimos, tendo quase dois terços de sua renda comprometida: ele ganha aproximadamente R$ 12 mil por mês, mas só recebe em torno de R$ 4 mil líquido. Isso porque a maior parte do recurso é descontada na folha, por meio de empréstimos consignados e operações bancárias.

Capital & apostas

Levantamento do Ministério da Fazenda aponta que 3,35% dos campo-grandenses estão envolvidos em jogos de azar on-line, o que corresponde a aproximadamente 32,5 mil pessoas. Esse número é superior à população de 79,75% (63 de 79) dos municípios de Mato Grosso do Sul, de acordo com a última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A título de comparação, o número de apostadores em Campo Grande é praticamente igual ao da população de São Gabriel do Oeste e maior que o da população de cidades como Ivinhema, Aparecida do Taboado, Costa Rica e Miranda. 

Mesmo com esse panorama estadual que assusta, Campo Grande é uma das capitais com o menor porcentual de apostadores em seu território. Para efeito de comparação, quem lidera essa lista é o Rio de Janeiro (RJ), com 26,89% da população sendo apostadores, portanto, um a cada quatro cariocas está no mundo das apostas esportivas.

Ao todo, 85 empresas são autorizadas pelo Ministério da Fazenda a ofertar apostas de quota fixa em âmbito nacional, responsáveis por 188 plataformas de jogos de azar on-line.

Ajuda do SUS

Dados do Ministério da Saúde enviados ao Correio do Estado revelam que, nos últimos seis meses, 304 apostadores de Mato Grosso do Sul se cadastraram no serviço de teleatendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) voltado às pessoas que estão viciadas em jogos de azar esportivos, as famosas bets.

Há alguns anos, o SUS oferece atendimento presencial especializado em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e em outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

Em março deste ano, visando ampliar a acessibilidade, o Ministério da Saúde lançou o mesmo atendimento de forma virtual, por meio do aplicativo Meu SUS Digital, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. A alta procura fez com que o Ministério da Saúde ampliasse o serviço de forma significativa no mês passado, passando de 600 atendimentos mensais para 100 mil teleconsultas. 

Em conversa recente com a reportagem, o psicólogo clínico Alexandre Zanirato Contini da Silva Vitoriano, especialista em Análise do Comportamento, destacou o serviço disponibilizado pelo SUS, mesmo que evite descrever o teleatendimento como solução para o problema.

“Ter uma linha aberta e acolhedora para começar a conversar a respeito, entender e identificar a necessidade de ajuda pode, sim, atuar como um fator protetivo para pessoas que enfrentam essas questões, para compreender como esses comportamentos se desenvolveram e quais alternativas são possíveis para uma melhor qualidade de vida”, afirmou o especialista.

Ainda segundo o psicólogo, há alguns sinais que merecem a atenção para observar se uma pessoa está viciada em jogos. Até porque, quanto mais cedo vier o diagnóstico e a busca por ajuda, menor será o prejuízo financeiro e psicológico da pessoa afetada.

“Podemos observar alguns elementos, como a quantidade de tempo que a pessoa passa apostando, quais os valores, como reage quando está em uma sequência de derrotas, como estão as relações sociais, se há algum afastamento em função de apostar e se tem deixado de arcar com compromissos financeiros essenciais para poder utilizar o dinheiro em apostas”, explicou.

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Luto no Esporte

Torcedor morre durante partida de vôlei em Campo Grande

Fábio Rodrigues da Silva, de 42 anos, sofreu um mal súbito enquanto acompanhava a sobrinha de 15 anos, que estava em quadra; competição foi suspensa após a morte.

06/09/2026 14h58

Fábio Rodrigues da Silva, de 42 anos, morreu após sofrer um mal súbito enquanto acompanhava uma partida de vôlei em Campo Grande.

Fábio Rodrigues da Silva, de 42 anos, morreu após sofrer um mal súbito enquanto acompanhava uma partida de vôlei em Campo Grande. Foto: Reprodução Rede Social.

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O que deveria ser um fim de semana de decisões no voleibol de Mato Grosso do Sul terminou marcado por uma tragédia em Campo Grande. Fábio Rodrigues da Silva, de 42 anos, morreu após sofrer um mal súbito enquanto acompanhava uma partida da XV Copa Pantanal de Voleibol, neste sábado (5).

Fábio estava na arquibancada do ginásio do Colégio Oswaldo Tognini, da Funlec, no Bairro Chácara Cachoeira, quando passou mal. A sobrinha dele, Pietra Sobral, de 15 anos, participava da competição e estava em quadra no momento da ocorrência.

A Federação de Voleibol de Mato Grosso do Sul confirmou neste domingo (6) que o torcedor sofreu um mal súbito e recebeu atendimento da equipe de emergência. Foram realizadas tentativas de reanimação, mas ele não resistiu e morreu ainda no local.

Fábio Rodrigues da Silva, de 42 anos, morreu após sofrer um mal súbito enquanto acompanhava uma partida de vôlei em Campo Grande.
Ginásio do Colégio Oswaldo Tognini, em Campo Grande, onde Fábio Rodrigues da Silva passou mal durante competição de vôlei. Foto: Divulgação Funlec.

Por cerca de 40 minutos, equipes de emergência realizaram manobras de reanimação na tentativa de salvar Fábio, conforme relatos de testemunhas. Apesar dos esforços, ele não resistiu. A causa da morte ainda não havia sido divulgada oficialmente até a última atualização.

A entidade responsável pela competição afirmou que os protocolos previstos para situações de emergência foram adotados durante o atendimento.

Canpeonato suspenso

Diante da morte do torcedor, a Federação de Voleibol decidiu suspender a XV Copa Pantanal. A programação previa a continuidade das disputas neste domingo, mas as partidas foram interrompidas após o episódio.

A competição reunia equipes de Campo Grande, Dourados, Bonito e Chapadão do Sul e contava com apoio da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte).

O episódio ganhou ainda mais comoção pela relação de Fábio com a sobrinha. Conforme relatos de pessoas próximas, tio e sobrinha mantinham uma relação próxima, e ele costumava acompanhar Pietra nas competições e incentivar a trajetória da adolescente no esporte.

Após a confirmação da morte, entidades ligadas ao voleibol e à atleta divulgaram manifestações de pesar. A Escolinha do Pezão lamentou o ocorrido e prestou solidariedade às atletas, à comissão técnica e aos familiares do Campo Grande Vôlei.

Em nota, a instituição destacou que, diante da tragédia, a competição perdeu qualquer importância.

“Quando uma situação assim acontece, o esporte fica em segundo plano. Neste momento, nossa solidariedade e nossos sentimentos estão com a família”, afirmou.

A Escolinha do Pezão encerrou a manifestação desejando conforto aos familiares e amigos:

“Que Deus conforte o coração de todos.”

A Associação Esportiva Campo Grande Vôlei, equipe de Pietra Sobral, também manifestou pesar pela morte de Fábio e se solidarizou com a adolescente e seus familiares.

A Associação Esportiva Campo Grande Vôlei, equipe de Pietra Sobral, também publicou uma nota de pesar e destacou a proximidade de Fábio com a adolescente.

“Pietra, receba o abraço de toda a família Campo Grande Vôlei. Estamos juntos com você e sua família neste momento de profunda tristeza”, diz trecho da manifestação.

A associação classificou a morte como uma “despedida tão inesperada” e desejou força e conforto aos familiares e amigos de Fábio.

A Funlec, onde a competição era realizada, também lamentou a morte e manifestou condolências aos familiares e amigos de Fábio.

Despidida

O velório de Fábio Rodrigues da Silva está previsto para começar às 19h deste domingo, na Funerária e Pax Nipo Brasileira, localizada na Rua Treze de Maio, no Bairro São Francisco, em Campo Grande.

O sepultamento está marcado para as 10h desta segunda-feira (7), no Cemitério Santo Amaro, na Avenida Presidente Vargas, na Vila Santo Amaro.

Leia a nota na integra 

Nota de pesar Associação Esportiva Campo Grande Vôlei

A Associação Esportiva Campo Grande Vôlei manifesta, com profunda tristeza, seu pesar pelo trágico falecimento do Sr. Fábio, tio da nossa atleta Pietra Sobral.

Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com Pietra, seus familiares e amigos, desejando força e conforto para enfrentar uma perda tão difícil.

Não existem palavras capazes de diminuir a tristeza de uma despedida tão inesperada. Que permaneçam as boas lembranças, o carinho, os ensinamentos e todos os momentos vividos ao lado do Sr. Fábio.

Que Deus o receba em Sua luz, conceda descanso eterno à sua alma e ilumine e fortaleça o coração de todos os familiares e amigos.

Pietra, receba o abraço de toda a família Campo Grande Vôlei. Estamos juntos com você e sua família neste momento de profunda tristeza.

Nossos mais sinceros sentimentos.

 

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