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SAÚDE

Bancada federal destina R$ 7,5 milhões a procedimentos oncológicos em MS

Serão realizados cirurgias, exames, diagnósticos, radioterapia, hemodinâmica e tratamentos especializados nas áreas de oncologia ortopédica, urologia, mastologia e cabeça e pescoço

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Acabou a espera de pacientes que aguardam por cirurgia, exames e tratamentos especializados contra o câncer.

A bancada federal de Mato Grosso do Sul destinou verba de R$ 7,5 milhões para realização de procedimentos oncológicos, via Sistema Único de Saúde (SUS), em Campo Grande.

Ao todo, 24,8 mil procedimentos oncológicos serão realizados, como cirurgias, exames, diagnósticos, radioterapia, hemodinâmica e tratamentos especializados nas áreas de oncologia ortopédica, urologia, mastologia e cabeça e pescoço.

Serão feitos 2.313 procedimentos, via Sistema de Regulação (SISREG) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), somente no Hospital do Câncer.

Neste primeiro dia de mutirão, 50 pacientes serão atendidos no local. O investimento é de R$ 7,5 milhões, provenientes da bancada federal. O mutirão faz parte do programa ‘Vira CG Saúde’.

O objetivo é reduzir a fila de espera de pacientes, facilitar o acesso aos serviços de saúde e agilizar o atendimento de pessoas que aguardam procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os atendimentos ocorrem em parceria com a Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais (Funcraf), Cotolengo, Hospital do Pênfigo, Hospital São Julião e Maternidade Cândido Mariano.

De acordo com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), a expectativa do mutirão é eliminar filas de espera de pacientes que estão aguardando há meses por um procedimento.

“Hoje nós estamos com 100 pessoas que estão aqui no Saguão do hospital já sendo atendidas e esse é um programa que nós pretendemos avançar, não parar, continuar buscando recurso para investir e diminuir essa fila”, disse a chefe do executivo municipal.

Dia ‘D’ do programa ‘Vira CG Saúde’ ocorre nesta segunda-feira (15) no Hospital do Câncer Alfredo Abrão (HCAA), localizado na rua Marechal Rondon, número 1053, centro, em Campo Grande.

As autoridades presentes no evento foram:

  • Sueli Lopes Teles – presidente do HCAA
  • Adriane Lopes – prefeita de Campo Grande
  • Luiz Ovando – deputado federal
  • Nelsinho Trad – senador
  • Lídio Lopes – deputado estadual

NÚMEROS

Dados do Painel de Oncologia do DataSUS mostram que o Estado registrou cerca de 15,2 mil diagnósticos de câncer entre 2024 e 2026. Somente neste ano, já foram contabilizados 748 novos casos.

Segundo levantamento, os tumores mais frequentes em MS são:

  • Câncer de Pele: 2.193 casos
  • Câncer de Mama: 1.584 casos
  • Câncer de Próstata: 1.176 casos
  • Câncer Colorretal (cólon): 728 casos
  • Câncer do colo do útero: 482 casos
  • Câncer de Pulmão: 479 casos
  • Câncer de Estômago: 454 casos

 O câncer é um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento descontrolado de células do corpo. Normalmente, as células crescem, se dividem e morrem de forma organizada. No câncer, alterações genéticas fazem com que algumas células continuem se multiplicando sem controle, formando massas chamadas tumores. 

Essas células anormais podem invadir tecidos próximos e, em alguns casos, espalhar-se para outras partes do corpo por meio do sangue ou do sistema linfático. Esse processo é chamado de metástase.

As causas podem incluir fatores genéticos, envelhecimento, exposição ao tabaco, radiação, certos vírus, consumo excessivo de álcool e outros fatores ambientais e de estilo de vida.

Os sintomas variam conforme o tipo de câncer, mas podem incluir:

  • Perda de peso sem explicação
  • Cansaço persistente
  • Dor contínua
  • Caroços ou inchaços incomuns
  • Alterações na pele
  • Sangramentos anormais
  • Mudanças persistentes nos hábitos intestinais ou urinários

O tratamento depende do tipo e do estágio da doença e pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou terapias direcionadas.

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estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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