Mato Grosso do Sul e Mato Grosso serão os estados mais afetados pela bolha de calor nesta segunda metade de julho, com temperaturas próximas ou acima dos 35°C e possibilidade de máximas entre 36°C e 38°C em algumas áreas.
Confome a MetSul, a massa de ar quente terá seu núcleo sobre o Paraguai, onde as temperaturas podem ultrapassar os 35°C em algumas localidades, calor que também deve avançar para Goiás, além de áreas de Rondônia e Tocantins.
A alta nas temperaturas decorre de uma bolha de calor que avança pela região central da América do Sul nesta semana, fator que deve provocar temperaturas muito acima da média para julho em áreas do Brasil, Argentina e Paraguai. O fenômeno deve atingir outros sete estados brasileiros, principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste, mas também terá reflexos no Norte e no Sudeste.
De acordo com a MetSul, a combinação entre calor intenso, vento Norte e baixa umidade aumenta o risco de incêndios em vegetação no país vizinho.
A elevação das temperaturas está relacionada ao fortalecimento do Jato de Baixos Níveis (JBN), uma corrente de ventos em baixa altitude que transporta ar quente de regiões tropicais para o Sul do continente. Segundo a MetSul, esse corredor de vento será responsável por levar uma grande quantidade de ar quente da Bolívia e do Centro-Oeste para os Estados do Sul.
Conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Sonora (34°C) e Corumbá (33°C), figuraram entre os municípios mais quentes do país nesta quarta-feira (15), ranking liderado pelo município de São Miguel do Araguaia - GO, onde a temperatura máxima atingiu os 36,7°C.
Quais serão os Estados afetados?
No Paraná e em Santa Catarina, a atuação de um bloqueio atmosférico deve impedir o avanço de instabilidades e manter uma sequência de dias ensolarados e secos. A Climatempo explica que a combinação entre o bloqueio e o fortalecimento do JBN favorece um período de veranico, caracterizado por vários dias consecutivos de temperaturas acima do normal durante o inverno.
Em São Paulo, o impacto será menor, mas o Estado também terá temperaturas acima da média. O interior paulista deve registrar as maiores elevações, com máximas entre 32°C e 34°C em algumas cidades na próxima semana. Na capital, a proximidade com o litoral deve reduzir o efeito do aquecimento, mas algumas tardes podem ter temperaturas ao redor ou acima dos 30°C.
Apesar das tardes quentes, as manhãs ainda devem permanecer frias em áreas de maior altitude do Sul, mantendo uma grande amplitude térmica característica comum do inverno na região.
*Com informações de Estadão Conteúdo

