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Saúde

Como funciona o novo medicamento para pacientes com linfoma não Hodgkin agressivo

Aprovado pela Anvisa, o Columvi utiliza o próprio sistema imunológico para combater o câncer e demonstrou reduzir em 41% o risco de morte em pacientes com linfoma não Hodgkin agressivo.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira, 20, o registro do Columvi (glofitamabe), medicamento indicado para adultos com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo.

O tratamento, administrado em combinação com os quimioterápicos gencitabina e oxaliplatina, é destinado a pacientes cuja doença voltou ou não respondeu às terapias iniciais e que não são elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco.

Segundo a agência, o glofitamabe ajuda o sistema imunológico a identificar e combater as células do câncer. Para isso, aproxima as células de defesa do organismo das células tumorais, estimulando sua destruição.

"Na prática, o medicamento funciona como uma estrutura de conexão entre as células de defesa e as células doentes. Uma extremidade se liga à célula tumoral e a outra se fixa à célula T (a célula de defesa do próprio corpo). Ao unir as duas, o medicamento faz com que o sistema imunológico reconheça o câncer, que antes conseguia driblar os mecanismos de defesa, e então o combata de forma direta e precisa", afirma o hematologista Renato Tavares, membro da diretoria da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), em nota divulgada pela Roche, fabricante do Columvi.

O linfoma difuso de grandes células B é um tipo agressivo de câncer que evolui rapidamente e representa cerca de um terço dos casos de linfoma não Hodgkin.

Embora muitos pacientes respondam ao tratamento inicial, até 40% podem apresentar recidiva ou deixar de responder à terapia, cenário em que as opções de tratamento costumam ser limitadas.

Estudo mostrou ganho de sobrevida

A aprovação teve como base os resultados do estudo STARGLO, que comparou o novo esquema terapêutico ao tratamento convencional.

Na pesquisa, pacientes que receberam glofitamabe em combinação com quimioterapia tiveram redução de 41% no risco de morte em relação ao tratamento padrão, e 50,3% alcançaram remissão completa, ante 22% no grupo controle.

O estudo também mostrou redução de 63% no risco de progressão da doença, com benefício mantido após três anos de acompanhamento.

Administrado por infusão intravenosa em ambiente ambulatorial, o tratamento tem duração fixa de pouco mais de 8 meses, sem necessidade de internação. Após os 12 ciclos previstos no protocolo, a terapia é encerrada, permitindo um período sem medicação.

Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin

Os linfomas são divididos em dois grandes grupos: Hodgkin e não Hodgkin. Apesar dos nomes semelhantes, eles apresentam características distintas, tanto em relação ao comportamento da doença quanto ao perfil dos pacientes.

Em entrevista anterior, o hematologista Philip Bachour, do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explicou que uma das principais diferenças está na faixa etária mais frequentemente afetada.

De acordo com o especialista, o linfoma de Hodgkin costuma ocorrer em adultos jovens, principalmente entre 20 e 40 anos. Já o linfoma não Hodgkin é mais comum em pessoas acima dos 60 anos.

Educação

Estudantes de MS transformam impostos e dinheiro público em peças de teatro

Dez espetáculos de escolas estaduais chegam à final de festival nesta quinta-feira, em Campo Grande, após seleção entre 37 trabalhos inscritos

02/11/2026 17h32

Reprodução/GovMS

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De onde vem o dinheiro que mantém escolas, hospitais e outros serviços públicos? A pergunta será levada ao palco por estudantes da rede estadual de Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (5), em Campo Grande. Dez peças selecionadas entre 37 trabalhos inscritos disputam a final do primeiro Festival de Teatro das Escolas Estaduais MS In Cena, que aborda educação fiscal, cidadania e responsabilidade com os recursos públicos.

As apresentações começam às 17h, no Teatro Aracy Balabanian, no Centro Cultural José Octávio Guizzo. A entrada é gratuita.

O festival é uma iniciativa do Núcleo de Arte e Cultura da Secretaria de Estado de Educação (SED), em parceria com a Receita Federal em Campo Grande. Os próprios estudantes participaram da criação dos textos, da interpretação e dos ensaios, com orientação dos professores.

A seleção reúne produções de cinco municípios. Dourados concentra quatro dos dez espetáculos finalistas, seguido por Campo Grande, com três peças. Nova Andradina, Anastácio e Rio Verde de Mato Grosso também têm representantes.

Entre os trabalhos selecionados estão Divino Arquivo, Entre Ruínas e Desertos, Cidade dos Mortos e Retalhos, de escolas de Dourados; O Auto de Leonel, A Incrível Volta por Cima de Sarrapenha Tucandrada e Três Voos, Um Destino, de Campo Grande; além de O Menino que Virou Estrela, de Nova Andradina; O Tesouro do Sítio, de Anastácio; e O Casamento de Catarina, de Rio Verde de Mato Grosso.

Os roteiros e vídeos das produções foram avaliados por uma comissão no dia 9 de outubro. A competição prevê premiação para melhor espetáculo, com primeiro, segundo e terceiro lugares, além de melhor texto e melhor direção. Todos os grupos finalistas receberão troféus de participação.

Serviço

O Festival MS In Cena será realizado nesta quinta-feira (5), às 17h, no Teatro Aracy Balabanian, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, localizado na Rua 26 de Agosto, 453, região central de Campo Grande. A entrada é gratuita.

Transmissão Interrompida

Tentativa de furto de cabos deixa rádio de MS fora do ar

Desde sábado, emissora de Três Lagoas está com as transmissões interrompidas após uma tentativa de furto danificar a fiação elétrica; serviço ainda não foi restabelecido.

02/11/2026 17h22

Fachada da Rádio Caçula, em Três Lagoas, que está fora do ar desde sábado (31) após tentativa de furto de cabos elétricos.

Fachada da Rádio Caçula, em Três Lagoas, que está fora do ar desde sábado (31) após tentativa de furto de cabos elétricos. Foto: Foto: Google Street View

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Uma tentativa de furto de cabos elétricos interrompeu as transmissões da Rádio Caçula, em Três Lagoas, município localizado na região leste de Mato Grosso do Sul. A emissora saiu do ar no sábado (31), após a ação criminosa comprometer o sistema responsável pela transmissão do sinal. Até o momento, o serviço não foi restabelecido.

Segundo informações divulgadas pela própria rádio no domingo (1º), os danos atingiram as ligações elétricas que garantem o funcionamento dos equipamentos. Com isso, a programação precisou ser interrompida, deixando os ouvintes sem acesso à transmissão habitual.

Considerada uma das emissoras mais tradicionais e populares de Três Lagoas, a Rádio Caçula se destaca pela cobertura jornalística, especialmente de ocorrências policiais.

Entre suas atrações mais conhecidas está o programa Ronda Policial, que acompanha crimes, acidentes e operações policiais na cidade e na região.

A emissora informou que aguarda o restabelecimento do fornecimento de energia pela concessionária responsável para retomar as atividades. Até a divulgação do comunicado, não havia previsão para a normalização do serviço.

O episódio ocorre em meio a uma sequência de furtos de fiação elétrica registrados em Três Lagoas, onde criminosos têm provocado prejuízos a equipamentos públicos, redes de iluminação e estruturas utilizadas na prestação de serviços essenciais.

Emissora cobra providências das autoridades

A direção da Rádio Caçula manifestou indignação com a tentativa de furto e alertou para os prejuízos provocados por esse tipo de crime, que ultrapassam os danos materiais e podem comprometer serviços utilizados diariamente pela população.

Além de cobrar medidas das autoridades de segurança pública, a emissora defendeu o reforço da fiscalização sobre estabelecimentos que comercializam materiais de origem suspeita.

"Se furtam, é porque tem quem compra", destacou a rádio, ao chamar a atenção para a necessidade de combater a receptação de cabos e outros materiais furtados.

A preocupação está relacionada à possibilidade de que a comercialização irregular desses produtos estimule novas ocorrências, mantendo um ciclo de furtos e prejuízos para empresas, órgãos públicos e moradores.

A emissora agradeceu a compreensão dos ouvintes e informou que a programação será retomada assim que as ligações elétricas do sistema transmissor forem restabelecidas.

Três Lagoas registrou 61 furtos em estruturas de esgoto

O caso da Rádio Caçula não é isolado. Três Lagoas enfrenta uma sequência de furtos de cabos elétricos que prejudicam serviços públicos e provocam prejuízos à população.

Segundo a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), 61 furtos de fiação elétrica foram registrados em nove estações elevatórias de esgoto do município em apenas 60 dias. As ocorrências comprometem o bombeamento de resíduos e podem causar extravasamento de esgoto e problemas ambientais.

Os furtos também atingiram espaços públicos, como a Avenida Rosário Congro, o Parque Linear, a Lagoa Maior e o Balneário Municipal. Em alguns casos, a fiação subterrânea foi retirada após danos ao asfalto.

Além dos prejuízos financeiros, essas ações comprometem serviços essenciais. No caso da Rádio Caçula, as transmissões permanecem interrompidas enquanto a emissora aguarda a recuperação das ligações elétricas danificadas.

 

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