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Saúde Pública

Campo Grande conquista bolsas federais para formar novos psiquiatras no SUS

Ministério da Saúde homologa financiamento de duas bolsas de residência médica em Psiquiatria para a Capital; Ponta Porã também é contemplada com vagas para Medicina de Família e Comunidade

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Campo Grande foi contemplada pelo Ministério da Saúde com novas bolsas federais para a formação de médicos especialistas em Psiquiatria.

A medida foi oficializada em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (20), que homologa o resultado da primeira chamada do Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência). 

Pela portaria, a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), terá duas bolsas para médicos residentes do primeiro ano (R1) do Programa de Residência Médica em Psiquiatria. 

Apesar da autorização das bolsas pelo Ministério da Saúde, o processo seletivo ainda não foi aberto.

A expectativa é que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) publique um edital com as regras para participação, incluindo os requisitos, o período de inscrições, o cronograma, as etapas de seleção e a data de início da residência.

O financiamento será custeado pelo Ministério da Saúde, dentro da política nacional de ampliação da formação de especialistas para o Sistema Único de Saúde (SUS). 

A publicação não cria um novo programa de residência, mas garante o financiamento federal das bolsas para programas previamente habilitados e aprovados pelo governo federal.

Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa faz parte da estratégia de fortalecer áreas consideradas prioritárias para o SUS e reduzir a desigualdade na distribuição de médicos especialistas pelo país. 

Reforço para a saúde mental

A autorização ocorre em um momento de crescente demanda por atendimento em saúde mental.

Nos últimos anos, a procura por consultas psiquiátricas e acompanhamento especializado aumentou significativamente na rede pública, impulsionada pelo crescimento dos casos de ansiedade, depressão, transtornos relacionados ao uso de drogas e outras doenças psiquiátricas.

Os médicos residentes atuam diretamente nas unidades de saúde durante o período de especialização, sob supervisão de profissionais experientes, conciliando atendimento à população com atividades de ensino e pesquisa.

Dessa forma, além de ampliar a formação de especialistas, as bolsas contribuem para reforçar a assistência prestada pelo SUS.

Ponta Porã também foi contemplada

Além de Campo Grande, Mato Grosso do Sul também teve outro programa beneficiado pela portaria.

O Fundo Municipal de Saúde de Ponta Porã recebeu autorização para o financiamento de seis bolsas para médicos residentes do primeiro ano (R1) destinadas ao Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade.

A especialidade é considerada uma das bases da Atenção Primária à Saúde e tem papel estratégico na prevenção de doenças, no acompanhamento contínuo dos pacientes e na redução da pressão sobre os serviços hospitalares. 

Pró-Residência

O Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência) tem como objetivo ampliar a oferta de especialistas em regiões e especialidades consideradas prioritárias para o Sistema Único de Saúde.

Na portaria publicada nesta segunda-feira, o Ministério da Saúde homologou o resultado da primeira chamada dos programas habilitados e definiu o quantitativo de bolsas financiadas pela União para cada instituição participante.

A partir da publicação, os programas contemplados deverão formalizar a adesão por meio do Sistema de Gestão das Residências em Saúde (SIG-Residências), conforme estabelece o ato oficial.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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