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Casal é preso por crime ambiental com caixas de amianto

Juntos, dupla foi condenada a pagar fiança de R$ 14,5 mil

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Um homem de 57 anos e uma mulher 60 anos foram presos em flagrante pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turismo (DECAT) ao descartarem irregularmente caixa d’ água antigas de amianto na Rua Lido, Bairro Vila Eliane, esquina com a Avenida Duque de Caxias.

Na sexta feira (16), a Guarda Municipal flagrou três homens efetuando descarte em um terreno público na Vila Eliane e os conduziu à DECAT onde foram autuados em flagrante.

Em depoimento, os homens afirmaram que só efetuaram o descarte porque um homem havia autorizado, se apresentando como proprietário do terreno e cobrando pelo serviço a quantia de R$ 150,00.

Os policiais da DECAT retornaram ao local para confirmar a denúncia de que o homem autorizava o descarte no local como se  fosse dono e, por volta das 15h40m surpreenderam um veículo Fiat Uno encostar e um casal descartar restos de caixas de água de amianto. A polícia prendeu a dulpa em flagrante, recolheu o amianto e o recolocou no veículo para o descarte correto.

Na DECAT a mulher pagou fiança de R$ 4.863,00 e foi solta. Por ser reincidente e por explorar o terreno, para o homem foi arbitrado fiança no valor de R$ 9.726,00, porém ele alegou falta de recursos e será apresentado ao Juiz de Custódia. Ele ainda está proibido de entrar ao terreno.

Eles responderão pelo crime de causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortalidade de animais ou a destruição significativa da flora. Art. 54, da Lei 9.605/98.

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Nota baixa de faculdades particulares de Medicina em MS "acende alerta", diz Conselho

O Conselho Federal de Medicina está avaliando uma resolução para impedir que acadêmicos formados em cursos que tiveram notas 1 e 2 atuem no mercado

21/01/2026 15h00

Crédito: Álvaro Resende / Arquivo / Correio do Estado

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O Conselho Regional de Medicina (CRM-MS) recebeu com preocupação o desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), no qual duas universidades do Estado obtiveram conceito 2.

A divulgação do resultado ocorreu na segunda-feira (19), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Segundo os dados, 67% dos estudantes que estão próximos de concluir o curso e ingressar no mercado de trabalho demonstraram possuir conhecimento satisfatório.

No entanto, 99 cursos de Medicina tiveram notas 1 ou 2 e, com isso, ficaram abaixo de 60% no critério de proficiência, que avalia o domínio dos conhecimentos básicos da área.

Segundo dados divulgados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a maioria dos cursos com desempenho insatisfatório pertence a instituições privadas em todo o país.

Em Mato Grosso do Sul, apresentaram conceito 2 (insuficiente) os cursos de Medicina da Anhanguera Uniderp, em Campo Grande, e da UniCesumar, em Corumbá.

A reportagem entrou em contato com o CRM-MS que, por meio de nota, informou ter recebido com preocupação o resultado do Enamed, tendo em vista a classificação atribuída aos cursos das universidades privadas.

“Desempenhos insatisfatórios, especialmente quando recorrentes, acendem um alerta para a necessidade de revisão dos projetos pedagógicos, da qualificação do corpo docente e da estrutura de ensino, sobretudo das atividades práticas, que são essenciais para a formação do médico”, destacou o CRM-MS.

Outro ponto levantado pelo Conselho é que uma formação ineficiente pode gerar prejuízos na atuação dos futuros profissionais, como erros de diagnóstico, condutas terapêuticas equivocadas e falhas éticas, comprometendo a segurança do paciente.

“A medicina exige preparo técnico sólido, raciocínio clínico apurado e compreensão ética. Quando esses pilares não estão bem estabelecidos, quem sofre é a população.”

Medidas

As universidades que não alcançaram boas notas podem sofrer sanções do Ministério da Educação (MEC). Além disso, o Conselho Federal de Medicina estuda uma resolução que pode impedir cerca de 13 mil estudantes formados em cursos com notas 1 e 2 de exercerem a profissão.

Por meio de nota, o CFM afirmou que o resultado do Enamed revela um cenário preocupante na formação médica no país.

O Conselho ressaltou que denuncia, há mais de uma década, os riscos da abertura desordenada de cursos de Medicina, sem o devido respeito a critérios de qualidade, em locais sem infraestrutura adequada e sem condições para que os estudantes coloquem em prática o aprendizado.

Com isso, o CFM reforçou a necessidade da aplicação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), no qual o estudante precisaria ser aprovado para obter o registro profissional, a exemplo do que ocorre com os profissionais do Direito.

“Assegurando que apenas médicos devidamente capacitados atuem, garantindo maior segurança à população brasileira”, informou o CFM.
 

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Investigação

Criador do E.T Bilu diz que não é alvo da Gaeco

Em nota, o Grupo Dakila afirmou não fazer parte da investigação do MPMS, tampouco seu fundador, Urandir Fernandes. O imóvel do Jornal Impacto, alvo da operação, estava em reforma com uma placa que dizia ser futuro lar da empresa "Dákila Comunicação". 

21/01/2026 14h15

Duas operações foram deflagradas nesta quarta-feira (21)

Duas operações foram deflagradas nesta quarta-feira (21) FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O Grupo Dakila, grupo voltado à pesquisa e inovação nas áreas de arqueologia, ciência e tecnologia, afirmou que não está envolvido nas operações de investigações do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagradas na manhã desta quarta-feira (21)

O Grupo, criado pelo cientista Urandir Fernandes de Oliveira, reiterou que não possui vínculo ou relação com os fatos investigados pelo Gaeco, que envolvem fraudes em licitações  no município de Terenos em 2021. 

Em nota, a diretoria afirmou que as diligências não foram realizadas nos imóveis pertencentes ao grupo ou ao proprietário, mas em um imóvel vizinho, “sem qualquer vínculo jurídico, patrimonial ou operacional com o grupo ou com seu fundador”. 

A primeira suspeita do envolvimento de Urandir se deu pelo envolvimento do cientista com Francisco Elivaldo "Eli" de Sousa, proprietário do Grupo Impacto Mais de Comunicação. Urandir e Eli são tidos como amigos e "parceiros", em uma espécie de relação societária. No entanto, o advogado do Jornal Impacto já havia adiantado que nem o Grupo Dakila nem Urandir fariam parte desta investigação em específico. 

Pai do E.T Bilu

Em 2021, Urandir aparece como o responsável por criar o Ecossistema Dákila, que engloba a Cidade Zigurats; Faculdade e Instituto Dákila Pesquisas; BDM Digital e Bank, além de outros empreendimentos como loja de materiais de construção, comercialização de vinhos, cosméticos e até empresa de viagens.

Nascido em Marabá Paulista mas eleito "cidadão ilustre" de Rochedo, é mestre em histórias que brincam com o imaginário popular, sendo diretor do longa-metragem "Terra Convexa" e responsável por propagar o ET Bilu, de Corguinho para o mundo.

Além disso, ele chegou até mesmo a convencer o ex-secretário Especial da Cultura, Mario Frias - como bem acompanha o Correio do Estado -, sobre a existência de Ratanabá, a cidade perdida no meio da Amazônia.

Collusion e Simulatum

No raiar do dia desta quarta-feira (21), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul confirmou que o Gaeco deflagrou duas operações simultâneas para desarticular suposto esquema de fraude em licitações, mirando a prisão de pelo menos seis envolvidos. 

Conforme o MPMS em nota, as operações em questão foram batizadas de "Collusion" e "Simulatum", remetendo os supostos acordos que seriam firmados de forma ilícita para fraudar contratos entre os investigados, bem como fazendo referência às competições simuladas para dar credibilidade aos processos licitatórios. 

Em Campo Grande - como bem acompanha o Correio do Estado pelas ruas da Capital -, o Gaeco amanheceu na porta do Jornal Impacto, uma empresa de comunicação da Capital que pertence a Francisco Elivaldo "Eli" de Sousa.

Segundo o texto divulgado pelo Ministério Público, as operações, através do Grupo de Atuação Especial e da 1ª Promotoria de Justiça de Terenos, miram o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e pelo menos 30 de busca e apreensão. 

Em Campo Grande, os agentes do Gaeco e Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul estiveram em dois endereços que ficam basicamente um de frente para o outro: o Jornal e a casa que seria residência de Francisco Elivaldo, conhecido como Eli Sousa, o proprietário do Grupo Impacto Mais de Comunicação. 

A princípio, a empresa de comunicação Jornal Impacto seria o alvo em questão, já que o proprietário teria saído de sua residência e atravessado a rua para adentrar o outro estabelecimento que fica logo em frente acompanhado do Gaeco.

Francisco Elivaldo "Eli" de Sousa, aparece como proprietário do Grupo Impacto Mais de Comunicação, que possui em seu "guarda-chuva" empresas de rádio, revista e portal de notícias online, passando de radialista e jornalista para empreendedor com o passar do tempo. 

Conforme Renan Augusto Vieira, advogado do Jornal Impacto, o grupo ficou ciente da operação agora pela manhã, permanecendo à disposição das autoridades. "Até que tenhamos, no caso, conhecimento dos fatos para serem apurados, aí nós nos manifestaremos", disse. 

 

*Colaborou Leo Ribeiro

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