Cidades

Ladário

Cheia do Rio Paraguai deve atingir pico em junho

Cheia do Rio Paraguai deve atingir pico em junho

DIÁRIO CORUMBAENSE

15/05/2014 - 19h30
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Subindo em média pouco mais de 5 centímetros por dia na régua de Ladário, no período de um mês, o rio Paraguai deve alcançar 5,50 metros em meados de junho, na região de Corumbá. É o que aponta a projeção realizada pelo pesquisador Carlos Roberto Padovani, da Embrapa Pantanal, a partir da análise do comportamento e do nível do rio na estação de Bela Vista do Norte (MT), onde alcançou altura de 6,30 metros.

“Nossa estimativa é baseada na relação da régua de Bela Vista do Norte com a de Ladário. Estimamos que vá chegar, em média a 5,50 metros, isso tem variação é claro, mas a média seria 5,50 m. Não se caracteriza cheia extraordinária, já ocorreram várias dessas cheias ao longo do tempo, mas é uma cheia que pode afetar muitas pessoas que estão nas partes mais baixas, como por exemplo, as fazendas na região do Nabileque”, afirmou o pesquisador ao Diário Corumbaense. A previsão é de 5,40 metros em Porto Esperança e 4,60 metros em Forte Coimbra em meados do mês de junho.

Padovani explicou que a cheia do rio Paraguai na região de Corumbá e Ladário é um reflexo do que aconteceu meses antes no Mato Grosso. “A onda de inundação que chega todo ano a Corumbá vem lá do Mato Grosso. Nossa cheia é importada do Mato Grosso. Uma vez que você tem a quantidade de chuva que provoca inundação, essa água vai sendo drenada pelos rios e conflui para o rio Paraguai, que entra no Pantanal e traz essa onda de inundação”, observou.

“A grande quantidade de água que vem encher aqui em Corumbá vem da chuva que caiu lá no Mato Grosso. Esse ano, na região acima de Cáceres e da Bolívia, perto do Corixo Grande, que fica a oeste do Pantanal de Mato Grosso, caiu muita chuva. Nas cabeceiras da bacia do Paraguai e nessa bacia que faz fronteira com a Bolívia no oeste do Pantanal de Mato Grosso, teve muita chuva forte em fevereiro. Essas chuvas inundaram o Pantanal de Mato Grosso e essa grande quantidade de água drena aqui para o Pantanal. As águas vêm do Mato Grosso em direção ao Mato Grosso do Sul. Todos os rios, o Paraguai, Cuiabá, São Lorurenço, Piquiri sempre drenam aqui para a região do Pantanal Sul, de Corumbá”, esclareceu o especialista.

Trabalhando com imagens de satélites, dados semanais e mensais de chuva, e registro diário do nível do rio, o pesquisador destacou que haverá entrada de água na região do Porto da Manga, que compreende a Estrada Parque. “Em abril, choveu consideravelmente na região do Paiaguás e Nhecolândia. Essa chuva vai ser drenada no Porto da Manga, o que chove na Nhecolândia vai para o Porto da Manga, que é um lugar crítico porque a água acumula e se inundar muito causa transtorno”, disse.

A recomendação é que as comunidades de ribeirinhos, proprietários e arrendatários de terras para criação de gado que estejam na área sob influência do rio Paraguai fiquem atentos e tomem as providências necessárias para a sua proteção.

Maior cheia registrada na régua de Ladário foi em 1988
A maior cheia do século passado ocorreu em abril de 1988, quando o rio Paraguai, atingiu a marca de 6,64 metros na régua de Ladário, superando os 6,62 m de maio de 1905. A última grande cheia ocorreu em 1995, considerada a terceira maior, com pico de 6,56 metros.

Durante o período de 1964 a 1973, que antecedeu a essa cheia, o nível máximo registrado na régua ffffde Ladário tinha sido de apenas 2,74 metros. Cheia normal compreende de 5 a 5,99 metros. Cheia igual ou superior a 6 metros é considerada como uma cheia grande ou "super-cheia".

Nos 114 anos de observação do comportamento do nível do rio Paraguai em Ladário, 51 tiveram o valor máximo anual no mês de junho, 26 em maio, 23 em julho, 11 em abril, 2 em março e uma em agosto. Quanto aos valores mínimos anuais, 33 ocorreram no mês de dezembro, 32 em novembro, 28 em janeiro, 16 em outubro, 4 em setembro e uma em fevereiro.

Alertas sobre nível do rio
Os alertas sobre o nível do rio Paraguai são publicados pelo pesquisador na página do Facebook GeoHidro-Pantanal, uma iniciativa – mantida por pesquisadores da Embrapa e parceiros – que busca estabelecer uma comunicação mais direta com a população das regiões que podem ser afetadas pelas cheias. A página (https://www.facebook.com/pages/Geohidro-Pantanal/593932390647332) oferece mapas sobre as chuvas, dados e links de sites como a Agência Nacional de Águas (ANA) e Marinha do Brasil, de forma a criar um panorama mais detalhado sobre a cheia.     

TEMPESTADE

Governo decreta situação de emergência em Ivinhema após chuva com granizo

Inmet registrou 98,6 milímetros de chuva, no dia 16 de maio. O decreto do governador tem um prazo de 180 dias

11/06/2026 09h00

Pedras de gelo atingiram residências de Ivinhema

Pedras de gelo atingiram residências de Ivinhema Reprodução: redes sociais

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O governador Eduardo Riedel (PP) reconheceu a “Situação de Emergência” em Ivinhema, após fortes chuvas com granizo atingirem o município. Em 19 de maio, o prefeito Juliano Ferro (PSDB) já havia decretado a medida, pois aas áreas urbana e rural foram afetadas pela tempestade. A publicação do Governo de Mato Grosso do Sul foi divulgada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (11).

O decreto do governador Riedel tem um prazo de 180 dias. Com isso, os órgãos estaduais estão autorizadas para atuarem sob a coordenação da CEPDEC/MS, nas ações de resposta ao desastre, reabilitação do cenário e reconstrução.

No dia 16 de maio, chuvas intensas acompanhadas de granizo atingiram o município de Ivinhema, causando danos e destruição nas áreas rural e urbana. Diversas famílias foram severamente atingidas, com danos expressivos em residências e com perdas materiais, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. 

De acordo com o levantamento feito pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), nas últimas 24 horas daquele dia, o município registrou 98,6 milímetros de chuva. 

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil emitiu parecer técnico, no dia 3 de junho de 2026, manifestando-se favoravelmente ao reconhecimento da “Situação de Emergência” no município.

Em casos de emergência ou de calamidade pública, fica dispensado o processo de licitação para aquisição dos bens necessários ao atendimento da população, serviços e contratação de obras.

TENTATIVA DE FEMINICÍDIO

Justiça condena homem que tentou matar a ex-mulher em posto de combustível

O homem manteve sua ex-mulher em cárcere antes de persegui-la e disparar várias vezes em um posto de Campo Grande.

11/06/2026 08h15

Marcos Antônio de Souza Vieira, condenado por tentar matar a ex-mulher em um posto de combustível, na Capital

Marcos Antônio de Souza Vieira, condenado por tentar matar a ex-mulher em um posto de combustível, na Capital Reprodução: redes sociais

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Em julgamento realizado nesta quarta-feira (10), o Tribunal do Júri de Campo Grande condenou Marcos Antônio Souza Viera a 22 anos, 10 meses e 10 dias de prisão por tentativa de feminicídio qualificado (por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa), sequestro e porte ilegal de arma de fogo.

A pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado. Além da reclusão, o sentenciado foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil à vítima, como forma de indenização a título de dano moral.

O homem manteve sua ex-mulher em cárcere antes de persegui-la e disparar várias vezes em um posto de Campo Grande.

O crime ocorreu em 29 de maio de 2025, em Campo Grande. Armado com uma pistola, o acusado rendeu sua ex-companheira e a obrigou a entrar em seu veículo sob ameaça de morte. De acordo com a investigação, a vítima foi mantida em cárcere privado por cerca de uma hora, período em que o réu tomou seu celular e proferiu ameaças constantes enquanto circulavam pela cidade.

Em determinado momento, a mulher pediu para ir ao banheiro, momento em que ele parou o carro em um posto de gasolina na Rua da Divisão.

Aproveitando a parada, a vítima viu uma brecha e tentou fugir gritando por socorro, momento em que foi perseguida e alvejada por Marcos Antônio. Segundo a denúncia, os tiros foram desferidos pelas costas e enquanto a vítima já estava caída no chão. A mulher sobreviveu após receber atendimento médico na Santa Casa de Campo Grande.

O casal manteve relacionamento por aproximadamente três anos, mas estava separado na época dos fatos. O crime foi motivado por ciúmes e por um sentimento de posse que o réu nutria por sua ex-mulher. 

A vítima já havia procurado a Deam para denunciar Marcos por violência doméstica e solicitou medidas protetivas, que terminou sendo revogada em 2024. O casal chegou a reatar, mas ela deixou a casa e entrou com pedido de divórcio. 

Depoimentos de familiares revelaram o histórico de violência psicológica e comportamento controlador, com o réu tentando isolar a vítima de sua família.

No julgamento, a acusação foi sustentada pela Promotora de Justiça Daniele Borghetti Zampieri de Oliveira, representando o Ministério Público.

 

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