Cidades

FRONTEIRA

CMO vai coordenar operação para reforçar segurança em MS

Governo federal decretou na quinta-feira reforço nos equipamentos e no efetivo das Forças Armadas que operam nas faixas de fronteira de Mato Grosso do Sul

Continue lendo...

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou ontem o decreto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que estabelece a criação de uma operação integrada de combate ao crime organizado. 

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Videira, afirmou ao Correio do Estado que o Comando Militar do Oeste (CMO) será responsável por coordenar essa ação, que tem como objetivo desarticular organizações criminosas e conter o narcotráfico no Estado.

De acordo com Videira, a operação envolverá diversos órgãos, incluindo as forças estaduais, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e operações já em andamento da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

Além disso, o Conselho das Secretarias de Segurança Pública dos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também participará, realizando operações simultâneas que já estavam programadas.

“Quem vai coordenar a operação das Forças Armadas é o Comando Militar do Oeste. Nós vamos atuar de forma integrada com as Forças Armadas. Nós temos as nossas operações que estão programadas, como a Operação Hórus, que já conta com as forças estaduais, com o Ministério da Justiça e Segurança Pública”, detalha Videira.

Exército, Aeronáutica, Marinha, Força Nacional, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) vão atuar, até maio de 2024, na fronteira Brasil/Paraguai/Bolívia e na divisa MS/PR para combater o narcotráfico e o avanço da criminalidade na região.

Forças Armadas, Forças de Segurança e Força Nacional atuarão, principalmente, nos municípios de Ponta Porã e Corumbá, que fazem parte da fronteira seca Brasil/Paraguai/Bolívia, e em Mundo Novo, Eldorado, Naviraí e Itaquiraí, que abrigam o Lago de Itaipu.

O secretário destaca que a atuação das Forças Armadas na faixa de fronteira tem características especiais, pois essas forças já têm poder de polícia nessa região, que abrange 44 municípios de Mato Grosso do Sul. Portanto, a coordenação do CMO ficará centrada apenas nas fronteiras com Bolívia e Paraguai e na divisa MS/PR.

“O ministro Flávio Dino ligou para o governador avisando sobre essa situação. Da manifestação do presidente, da decretação da GLO, dizendo que em Mato Grosso do Sul não teria pois a faixa de fronteira demanda Forças Armadas em milhares de quilômetros e já tem o poder de polícia, então, não há necessidade. Não tem porquê, as Forças Armadas já têm poder de polícia na faixa de fronteira”, explica o secretário.
Videira detalha que a operação contará com o reforço do efetivo da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), além da integração com o Exército por meio da Operação Ágata. A duração da operação será de seis meses, conforme estipulado pelo decreto presidencial.

Essa ação integrada visa reforçar a segurança na fronteira de Mato Grosso do Sul, enfrentando o crime organizado e o narcotráfico de maneira mais eficaz. Para o secretário de Justiça e Segurança Pública, a colaboração entre as Forças Armadas e os órgãos de segurança pública é vista como uma medida importante para fortalecer a segurança na região e combater atividades criminosas transnacionais.

“É muito bom, porque você tem ali um reforço da segurança, daquilo que a gente já tinha originalmente. Coloca outras forças atuando de forma integrada e ainda com reforço. Então fica bom para nós, fica ótimo, excelente essa medida”, conclui Videira, sobre o novo decreto assinado ontem.

DECRETO

O governo federal anunciou um conjunto de medidas de segurança pública para conter o agravamento da violência em áreas críticas do País. Essas ações incluem a decretação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em aeroportos e portos nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. 

Nesse conjunto também está incluso o reforço na atuação das Forças Armadas nas regiões fronteiriças, com destaque para Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná.

Esses três estados desempenham um forte papel no controle do tráfico de drogas e de armamentos e no combate a fugitivos que buscam refúgio em países vizinhos, como o Paraguai e a Bolívia. Mato Grosso do Sul faz fronteira direta com esses países, Mato Grosso compartilha limites com a Bolívia e o Paraná tem municípios contíguos ao Paraguai.

Para executar essas ações, uma tropa composta por 3,7 mil militares da Aeronáutica, do Exército e da Marinha será mobilizada. O ministro Flávio Dino explicou que, juridicamente, a GLO não é necessária nas fronteiras terrestres, uma vez que as Forças Armadas já colaboram com as polícias federais nessas áreas, consideradas de segurança nacional.

COLISÃO

Homem que provocou acidente em Campo Grande fugiu de audiência há 7 anos

Após bater na moto, que transportava um casal, Harrison Jorge fugiu do local, perdeu o controle do veículo e colidiu contra uma árvore

21/09/2026 08h30

O caso foi registrado na Depac-Cepol

O caso foi registrado na Depac-Cepol Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

Um homem, identificado como Harisson Jorge de Morais Paraizo, de 42 anos, dirigia o veículo Honda HR-V,  quando colidiu com uma motocicleta Yamaha YBR150, que transportava um casal, na Avenida Presidente Ernesto Geisel, em Campo Grande, na tarde deste domingo (20).

Durante a conversão à direita para ingressar na rua Bom Sucesso, a moto foi atingida pelo carro de Harisson. Após a colisão, o homem fugiu do local sem prestar socorro à mulher, que era passageira da motocicleta. No momento da fuga, o homem trafegava pela rua Floriano Paula Correa, quando, no cruzamento com a Avenida Georges Chaia, perdeu o controle do automóvel e colidiu contra o canteiro central da via e, posteriormente, contra uma área de mata às margens da avenida, chocando-se contra uma árvore.

Logo após, a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militar compareceram ao local e constataram a existência de uma mandado de prisão contra o investigado. Em 2019, Harrison Jorge foi entregue à Polícia Militar e levado até o Fórum, em Campo Grande, onde passaria por interrogatório, com outros dois detentos.

No entanto, durante a noite, os policiais retornaram ao presídio sem Harrison e, logo em seguida, foi considerado fugitivo. Ele tem passagens por roubo, furto e tentativa de homicídio, quando ele tentou matar um homem a pedradas após desentendimento no bairro Aero Rancho.

A mulher que estava na moto e Harisson Jorge foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros Militar e encaminhados para atendimento médico na Santa Casa. Ela teve fratura no fêmur, enquanto o investigado sofreu escoriações na face.

A PM permaneceu responsável pela custódia hospitalar do custodiado. Durante a busca veicular realizada no Honda HR-V, foram localizados R$ 4.900,00 em espécie, sendo 49 cédulas de R$ 100,00, além de um cartão e um celular. O veículo foi removido ao pátio do Detran-MS em razão do licenciamento atrasado. 

A autoridade policial determinou o registro e os demais procedimentos, bem como a lavratura do auto de prisão em flagrante. O autuado não foi apresentado a unidade policial devido ao seu atendimento médico hospitalar, permanecendo internado e escoltado por uma viatura da Polícia Militar.

Em relação aos itens apreendidos, a autoridade policial determinou a restituição do celular e do cartão. Quanto à quantia de R$ 4.900,00 em espécie, determinou-se a apreensão, a qual poderá ser solicitada a restituição à autoridade competente mediante comprovação de origem lícita.

Ônibus

Grupo de Goiás ainda não entregou proposta de melhorias no transporte

Dois meses após o anúncio do negócio entre Consórcio Guaicurus e o Grupo HP, prefeitura diz que ainda aguarda documento

21/09/2026 08h20

Consórcio Guaicurus vendeu a empresa e, consequentemente o contrato de concessão, para grupo que controla transporte de Goiânia

Consórcio Guaicurus vendeu a empresa e, consequentemente o contrato de concessão, para grupo que controla transporte de Goiânia Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

No dia 21 de julho deste ano o Consórcio Guaicurus anunciou que havia chegado a um acordo de compra e venda com a concessionária goianiense HP Mobilidade, que é responsável pelo transporte coletivo de Goiânia (GO). Desde então a Prefeitura de Campo Grande afirma que aguarda uma proposta formal da empresa que aponte os planos de melhorias no transporte público, para decidir se aceita ou não a transação.

O Consórcio Guaicurus é responsável desde 2012 pelo transporte coletivo e urbano de Campo Grande e desde 2019, pelo menos, reclama de prejuízos no serviço. Em crise tanto interna como com a administração municipal, o serviço passa por uma intervenção desde junho deste ano.

Segundo o titular da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulisses da Silva Rocha, para que a negociação seja concretizada é necessária a aprovação da prefeitura, por se tratar de uma concessão pública. No entanto, para que esta resposta seja dada é necessário que as empresas apresentem a proposta formalmente do processo de compra e venda e também um plano de melhorias, o que ainda não foi feito.

“Eles vão apresentar, tanto o vendedor quanto o comprador, um relatório do que eles pretendem com essa venda. Desde que haja o cumprimento do contrato, porque existe um contrato vigente entre o município de Campo Grande e o consórcio Guaicurus, que estabelece muitas obrigações para o consórcio e para o Município. A empresa que vai assumir vai cumprir com essas obrigações? Vai fazer investimentos? Vão realizar entregas? Porque o que nós pretendemos com o serviço público de transporte coletivo é que as pessoas tenham a segurança de que vão sair das suas casas e vão chegar no destino. Mas aí a gente precisa de ônibus de qualidade, porque vários deles já estão vencidos, [ônibus] com ar-condicionado e regularidade no trajeto”, afirmou Rocha ao Correio do Estado.

Ainda segundo o secretário, essa entrega ainda não foi feita, mesmo dois meses após o anúncio do acordo, porque ele necessitaria de ser aprovado pelo Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade), órgão responsável por orientar, fiscalizar, prevenir e reprimir abusos do poder econômico no Brasil e que analisa fusões, aquisições entre empresas para evitar monopólios.

“Essa compra é regulada, então eles têm um prazo para que eles façam essa apresentação ao Conselho de Administração de Defesa Econômica, para que o Cade possa opinar se isso é monopólio ou não, porque a empresa já atua em outras capitais”, explicou o secretário. Só após esta aprovação é que as metas da nova empresa deverão ser entregues à prefeitura.

Em nota ao Correio do Estado, o Grupo HP se limitou a dizer que “acompanha as etapas relacionadas ao processo de aquisição do Consórcio Guaicurus e reforça que somente se manifestará após a conclusão dos procedimentos e aprovações necessários para sua efetivação”.

INTERVENÇÃO

A venda da concessionária aconteceu em meio ao processo de intervenção no transporte. Desde o dia 16 de junho uma comissão escolhida pela prefeitura tem tomado conta do transporte coletivo de Campo Grande.

Na semana passada a comissão entregaria um relatório dos primeiros 90 dias à frente do serviço, porém, essa entrega foi postergada para esta semana.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).