Cidades

SEGURANÇA

Com aplicativo e câmeras, PRE vai monitorar rodovias "inteligentes" de MS

Sistema será operado a partir do Centro de Controle em Campo Grande

RENAN NUCCI

14/12/2018 - 09h26
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A Polícia Militar Rodoviária Estadual (PRE) inaugura na próxima terça-feira o Centro de Comando e Controle (C3) que vai auxiliar na fiscalização das rodovias de Mato Grosso do Sul. A partir de uma sala de operações montada na base em Campo Grande, policiais vão monitorar as câmeras de segurança instaladas nas estradas e também um aplicativo de celular para atendimento aos motoristas. Todas as ligações de emergência a partir do número 198, de qualquer área do estado, serão direcionadas à central.

Segundo o coronel Wagner Ferreira da Silva, comandante da PRE, a estrutura vai além de uma sala com equipamentos de informática. "É um conceito de rodovia inteligente e de aparelhamento da polícia, com tecnologias que vão fortalecer a segurança nas nossas estradas", explicou. O projeto desenvolvido com a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pùblica (Sejusp) é implementado aos poucos e a primeira rodovia inteligente, em caráter experimental, será um trecho da MS-164, em Maracaju, acesso à fronteira com o Paraguai e uma das principais rotas do tráfico de drogas, de armas e do contrabando.

"Sem dúvida, é um ponto sensível escolhido estrategicamente. Mas o objetivo é expandir para todas as rodovias do estado", pontuou. Em frente à base da PRE na MS-164, foram colocadas duas câmeras de capazes de lerem placas de veículos suspeitos. Além disso, as 25 viaturas disponíveis para policiamento passam a contar com GPS, tablet com acesso à internet para compartilhamento de informações e serviço de rastreamento. Deste modo, os operadores vão saber em tempo real onde se encontram cada um dos veículos.

"Desta forma, poderemos saber qual a viatura mais próxima para darmos uma rápida resposta". O próximo passo é levar o sistema com câmeras também para Ponta Porã e Nova Andradina. Outra novidade é o lançamento de um aplicativo para celular pelo qual será possível fazer denúncias, reclamações e receber informações sobre as condições de tráfego. "Se um motorista tiver o carro roubado, por exemplo, ele pode acionar a PRE diretamente pelo aplicativo, informando a placa, antes mesmo de registrar boletim de ocorrência".

Tal aplicativo será operado por policiais que devem sempre responder às solicitações. Também será possível informar sobre obras e buracos na pista, bem como consultar a situação das rodovias. "Já estamos trabalhando neste projeto como um todo há seis meses e corrigindo as falhas", afirmou o coronel que não revelou os valores investidos neste momento, já que o plano é visto como "piloto" e a tendência é de que, caso funcione, seja ampliado. Ao todo, dois policiais por turno, comandados por oficial, vão operar o centro de controle.

CORRUPÇÃO


Ainda segundo Wagner, o reforço tecnológico na fiscalização será útil para a PRE combater a corrupção de policiais. O assunto é pertinente tendo em vista que recentes operações, tanto do Ministério Público Estadual como da Polícia Federal, prenderam PMs ligados ao contrabando e ao tráfico de drogas e que, inclusive, chefiavam organizações criminosas. "A criminalidade se reinventa, mas teremos mais meios de investigar e analisar a conduta dos policiais, principalmente com rastreamento nas viaturas e câmeras, pois sabemos por onde os militares passaram".
 

Voluntário

UEMS seleciona voluntários para ensinar português a migrantes em oito municípios

Programa da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (PROEC) atua em diversas cidades do Estado

10/08/2026 11h45

Curso de Português para Migrantes Internacionais será realizado em oito municípios de Mato Grosso do Sul

Curso de Português para Migrantes Internacionais será realizado em oito municípios de Mato Grosso do Sul Divulgação / UEMS

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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), abriu as inscrições para selecionar voluntários para o Curso de Português para Migrantes Internacionais. A iniciativa faz parte do programa UEMS Acolher e é idealizada por meio da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (PROEC). 

A atuação é feita de forma 100 % voluntária e o voluntariado irá receber um certificado de participação, além disso os selecionados passaram por uma capacitação on-line obrigatória, para receber os conteúdos teóricos e práticos que serão aplicados nas aulas. 

O Curso de Português está estruturado para acontecer em cerca de oito municípios sul-mato-grossenses, Campo Grande, Cassilândia,Naviraí,  Sidrolândia, Ponta Porã, Nova Andradina, Dourados e Corumbá. Sendo que as quatro últimas cidades estão com uma urgência maior, devido a alta na demanda. 

A carga horária total é de 60 horas-aula, no programa é elaborado ações de ensino do idioma, mediação cultural e suporte comunitário voltados para os refugiados, apátridas e migrantes em situação de vulnerabilidade. 

Além das aulas de Português o projeto conta com colaboradores para ministrar outras disciplinas como Letras, Pedagogia, Enfermagem, Direito, Administração, Economia, Medicina Veterinária, Turismo, Geografia e História.

O programa foi criado em 2017 e desde então já foram atendidos mais mais de cinco mil migrantes atendidos em cursos de português, oficinas de integração, apoio humanitário, formação de agentes de acolhimento e ações binacionais, que incluem atividades realizadas na Bolívia.
 

RECOMENDAÇÃO

Sem educação inclusiva, escolas particulares de MS entram na mira do MP

Quatro colégios particulares de Chapadão do Sul foram notificados pelo órgão ministerial, para adotarem medidas que regularizem os serviços prestados aos alunos com deficiência

10/08/2026 11h30

Escolas particulares terão que adotar uma série de recomendações

Escolas particulares terão que adotar uma série de recomendações Álvaro Rezende / Arquivo

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou que os colégios particulares Atenas, CEPE, Divini Magistri e Maper, todos de Chapadão do Sul, disponibilizem e regularizem a oferta de educação inclusiva, em igualdade de condições com os demais alunos, às crianças e adolescentes com deficiências.

Na recomendação aos diretores dos colégios e aos coordenadores pedagógicos, o MPMS solicita que a instituição matricule qualquer aluno, independentemente de ser pessoa com deficiência, bem como do grau de limitação que ela lhe imponha.

Além desta, o MPMS recomendou uma série de medidas a serem adotadas pelas escolas particulares, como:

  • abstenham-se da cobrança de valores adicionais de qualquer natureza;
  • afixem em local apropriado e de ampla visibilidade cartazes contendo a informação de que a recusa de matrícula para crianças e adolescentes com deficiência e assim considerados por lei, constitui o crime previsto no artigo 8º da Lei n.º 7.853/89, punível com reclusão de dois a cinco anos;
  • ofertem de forma contínua, a todos os alunos com deficiência da unidade escolar, profissional de apoio escolar;
  • em caso de matrícula de alunos surdos, surdo-cegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas, ofertem materiais didáticos e professores bilíngues com formação e especialização adequadas, em nível superior,
  • possuindo educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, disponibilizem professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns, 
  • implementem a elaboração anual de planos individualizados de ensino para todos os alunos público-alvo da educação inclusiva, de forma a personalizar estratégias, materiais e conteúdo pedagógico pelo professor, em conjunto com a equipe pedagógica da escola e de modo a contemplar as competências e habilidades dispostas na BNCC.

O promotor de justiça Thiago Barile Galvão de França implementou as recomendações após um procedimento administrativo que fiscalizou os direitos de crianças e adolescentes com deficiência nas instituições de ensino públicas e privadas de Chapadão do Sul. 

O procedimento acompanhou especialmente a vedação de práticas discriminatórias no acesso, permanência e atendimento educacional, a adequação das normas internas e práticas institucionais à legislação de inclusão e o direito fundamental à educação inclusiva.

O MPMS ressalta que o não atendimento da recomendação, bem como ausência de resposta, pode causar ações judiciais cabíveis contra o responsável.

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