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Com vacinação em 5 dias negada, Mato Grosso do Sul tenta garantir fundo de reserva para imunizar fronteira

O Estado receberá 31 mil doses; no fundo de reserva são 126.400, 5% do total das doses que o Brasil receberá na próxima semana

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Ministério de Saúde negou o pedido de Mato Grosso do Sul para vacinar toda a população em 5 dias com as doses da Janssen.  Agora, o secretário Estadual de Saúde, Geraldo Resende tenta garantir o fundo de reserva para imunizar municípios localizados na região de fronteira.

A reserva equivale a 126.400 doses, 5% do total das doses que o Brasil receberá na próxima semana. Se o pedido for aceite, os imunobiológicos serão usados para um estudo nos municípios fronteiriços com a Bolívia e o Paraguai.

"Fechando 100% de vacinação acima de 18 anos em municípios pequenos e avançando nos grupos em municípios maiores. Porque essas cidades estão muito desassistidas e com menos leitos. As cidades de Ponta Porã e Corumbá não estão aguentando a sobrecarga".

De acordo com a pasta, o governo federal já havia decidido a distribuição das doses antes do pedido Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul (Cosems) ser enviado.

O Estado deverá receber 31 mil doses da Janssen. Na quarta-feira (9), população e políticos se manifestaram avidamente nas redes sociais e a #VacinaGeralMS chegou a ser o assunto mais comentado no Twitter.

Últimas notícias

Ofício do Cosems foi enviado ontem ao Ministério pendido as doses necessárias da Janssen (1,862 milhões) para vacinar todo o Estado, se tornando assim um estudo pioneiro mundialmente, tendo uma unidade federativa inteira imunizada.

Resende informou que o pleito pelas reservas está sendo apoiado pela bancada sul-mato-grossense em Brasília. O argumento utilizado é que o Ministério da Saúde cedeu há duas semanas o fundo para o Maranhão, muito afetado pela cepa indiana.

Em todos os lotes que o Ministério da Saúde adquiri, são guardados 5% do total, armazenados no fundo estratégico. Esta quantia pode ser enviada sem deliberação em reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

O lote com 3 milhões de doses do imunizante deverá chegar ao Brasil na próxima semana, quando estará perto do prazo de validade, que é 27 de junho. Desta forma, o país vai ter de 10 a 14 dias para distribuir e aplicar as vacinas.

O presidente do Cosems, Rogério Leite informou que o laboratório Janssen ainda não enviou os imunizantes por causa de burocracias.

O mapa do Programa Prosseguir foi divulgado nesta quinta-feria (10) pelo governo Estadual e mostra 43 dos 79 municípios na bandeira cinza, considerada como grau extremo para o contágio da Covid-19.

É o pior cenário já mostrado pelo mapa. Entre as cidades na bandeira cinza, consta Campo Grande. A recomendação do programa para os municípios desta classificação é o toque de recolher para às 20h.

Janssen

Foi firmado acordo com o laboratório Janssen para que o Brasil receba 38 milhões de doses da patente, com entregas previstas para 3º e 4º trimestre do ano.

O imunizante precisa apenas de uma aplicação, diferente da maioria aplicadas atualmente, que exigem duas doses, como a AstraZeneca, Coronavac e Pfizer.

Ela possui 85% de eficácia para casos graves e oferece proteção completa contra hospitalização e morte pela Covid-19.

INVESTIGAÇÃO

Caronas em estados vizinhos põe na mira 10 municípios de MS

Inquérito apura possíveis irregularidades em adesões a atas de registro de preços de outros estados; Sonora confirmou contratos com empresa de Cuiabá que também atua em Ivinhema

24/07/2026 10h00

Sonora é um dos dez municípios citados na investigação

Sonora é um dos dez municípios citados na investigação Divulgação

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As chamadas “caronas” em licitações realizadas fora de Mato Grosso do Sul colocaram pelo menos dez municípios do Estado na mira do Ministério Público Estadual (MPMS). A suspeita é de que prefeituras tenham aderido a atas de registro de preços originárias de Minas Gerais e Mato Grosso em contratações que podem ter ocorrido com direcionamento, violação ao dever de parcelamento do objeto licitado e eventual prejuízo aos cofres públicos.

A mais recente etapa da investigação publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial do MPMS, foi a instauração de inquérito civil para apurar contratos firmados pela Prefeitura de Sonora. O procedimento teve origem em uma denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria, que apontava supostas irregularidades em adesões por “carona” realizadas por diversos municípios sul-mato-grossenses a atas de registro de preços provenientes do Estado de Mato Grosso. Em razão da quantidade de municípios envolvidos, o caso foi distribuído às promotorias responsáveis por cada comarca.

Durante a fase preliminar da investigação, o município confirmou ao MP que mantém dois contratos  com a empresa Centro América Comércio, Serviço, Gestão Tecnológica Ltda. Um deles, de gestão de frota com manutenção preventiva, corretiva e fornecimento de peças, decorre de adesão a uma ata de registro de preços do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Extremo Sul de Minas (CIMESMI). O outro, voltado ao gerenciamento do fornecimento de combustível, foi firmado por meio de adesão a uma ata do município de Brasnorte (MT).

Com base nessas informações, o MPMS concluiu que havia elementos suficientes para transformar a notícia de fato em inquérito civil. A investigação busca apurar se houve irregularidades nas adesões às atas de Minas Gerais e Mato Grosso, com possível direcionamento das contratações, descumprimento das regras de parcelamento do objeito licitado e dano ao erário municipal. 

Como primeiras medidas, a Promotoria requisitou cópia integral dos contratos, dos processos administrativos de adesão, das autorizações dos órgãos responsáveis pelas atas de registro de preços, além de notas de empenho, comprovantes de pagamento e relatórios de fiscalização contratual. O material também será encaminhado ao Departamento de Apoio às Atividades de Execução (DAEX), responsável por analisar a legalidade das adesões e eventual prejuízo aos cofres públicos.

Caso lembra contratação em Ivinhema

A empresa citada na investigação é a mesma contratada pela Prefeitura de Ivinhema para gerenciar a manutenção da frota municipal por meio de adesão a uma ata de registro de preços do CIMESMI, caso dado pelo Correio do Estado em março deste ano.

Na ocasião, a reportagem mostrou que a contratação, de quase R$ 5 milhões, utilizou uma ata de registro de preços de Minas Gerais para contratar uma empresa sediada em Cuiabá especializada em soluções tecnológicas para gerenciar oficinas responsáveis pela manutenção da frota municipal.

Segundo a portaria, o inquérito decorre de denúncia anônima recebida pela Ouvidoria do Ministério Público.

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IVINHEMA

Ginásio de Prefeitura com irregularidades sanitárias e estruturais firma TAC com MPE

Prefeito "Mais Louco do Brasil" tem prazo de oito meses para regularizar situação de poliesportivo e oferecer segurança à população

24/07/2026 09h00

Ginásio Municipal de Ivinhema tem oito meses para regularizar situação de insalubridade

Ginásio Municipal de Ivinhema tem oito meses para regularizar situação de insalubridade Divulgação

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Após apresentar condições de segurança preocupantes para a segurança dos frequentadores, o Ginásio Poliesportivo Municipal de Ivinhema firmou um acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio da 2ª Promotoria de Justiça do município para correção das irregularidades investigadas anteriormente.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) prevê o período de oito meses para a Prefeitura de Ivinhema, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer adequar o espaço para utilização popular.

A necessidade de reestruturação e investigação do MPE veio após relatório de vistoria do Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária no local. As equipes indicaram ao menos cinco mudanças e reformas estruturais no local para que fosse seguro à população.

No relatório há alguns itens de segurança como extintores, iluminação e sinalização de emergência, mas foi registrado a ausência do certificado que confirma a operacionalização do espaço dentro das normas de prevenção e combate a incêndio e pânico.

A Vigilância Sanitária apontou uma série de irregularidades sanitárias observadas in loco que indicavam a insalubridade estabelecida no local, como frestas e outros meios de acesso a aves que permanencem no interior do local, bem como goteiras infiltrações. Com isso, foram exigidas:

  • regularização dos alvarás sanitário e de localização;
  • elaboração e aprovação do Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP);
  • limpeza de caixa d'água por empresa especializada;
  • substituição de bebedouros;
  • adequações elétricas;
  • melhorias em banheiros e vestiários;
  • instalação de lixeiras apropriadas;
  • ralos na área da cozinha;
  • e outras medidas voltadas à higiene e ao uso seguro do espaço.

A notificação foi enviada ao Prefeito "Mais Louco do Brasil", Juliano Ferro (PL), com o prazo de 10 dias para respostas e a indicação de que se houve interesse solicitasse o acordo, por meio de TAC.

O termo estabelece a suspensão das atividades até a conclusão das intervenções e obtenção de licenças solicitadas. Além de garantir que durante o período ocorra preservação patrimonial dos equipamentos do local.

Ficou sob responsabilidade do Município encaminhar ao MPE relatórios detalhados a cada 60 dias, com fotografias que comprovem o andamento das obras e providências adotadas para adequação, com objetivo de acompanhar o cumprimento das obrigações assumidas pelo TAC, bem como assegurar que a reabertura apenas aconteça quando todas as solicitações técnicas forem atendidas.

O não cumprimento do TAC prevê multa diária de 20 UFERMS (Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul), que considerando o valor unitário de R$ 55,47 fixado pela Secretaria de Estado de Fazenda, equivale a cerca de R$ 1.109,40 por dia.

A penalidade vale para o descumprimento de qualquer obrigação assumida, sem prejuízo da adoção de medidas judiciais, ou seja, o MPE ainda pode processar o Município além da imposição de multa financeira.

Após regularização de todas as medidas e adequação do espaço integralmente conforme firmado no TAC, o inquérito civil será aquivado e encerrado a atuação extrajudicial sobre o caso.

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