Cidades

COPA DO MUNDO

Confira o que abre e o que fecha durante o jogo do Brasil e Croácia

Seleções se enfrentam em partida das quartas de final, valendo vaga na semifinal da Copa do Mundo, às 11h (de MS)

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A seleção brasileira irá enfrentar a seleção da Croácia nesta sexta-feira (09), às 11h (de MS), em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo.

Na chamada fase mata-mata, quem ganhar conquista vaga na semifinal, enquanto o perdedor dá adeus a disputa pelo título mundial.

Confira o que abre e fecha nesta sexta-feira em Campo Grande, durante a partida:

Comércio

De acordo com o gerente sindical da Fecomércio, Fernando Camilo, cabe ao comerciante decidir se irá fechar ou se irá funcionar normalmente.

A gerência ainda orienta que, caso o comerciante decida assistir o jogo nas lojas, é recomendado que feche as portas por questões de segurança.

Fica a critério do empresário decidir como irá proceder.

Supermercados

Conforme informado pela Associação Sul-mato-grossense de Supermercados (AMAS), cada supermercado irá decidir se vai paralisar o atendimento, ou se irá fechar nos horários do jogo da seleção.

Cabe ao supermercado informar os clientes sobre qual procedimento será adotado.

Bancos

Conforme informado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos irão funcionar amanhã (24) com expediente reduzido, das 8h às 10h e das 14h30 às 15h30.

Além disso,os canais digitais e remotos dos bancos, como internet e mobile banking, assim como as salas de autoatendimento, funcionarão normalmente nos dias de jogos da seleção brasileira, seguindo os horários estabelecidos por cada instituição, a seu critério.

Hemosul

As coletas de sangue serão realizadas das 7h às 10h e voltam com o atendimento às 13h30, até 17h.

Shoppings

Shopping Campo Grande

Segundo a assessoria, as lojas irão abrir normalmente, das 10h às 22h.

Entretanto, os lojistas poderão interromper suas atividades 30 minutos antes do jogo e retornar 30 minutos após o fim da partida.

Haverá telões nas praças de alimentação para transmissões do jogo do Brasil.

Shopping Norte Sul Plaza

O expediente será normal, mas as lojas têm autorização para fechar até 30 minutos antes do jogo e reabrir em até 30 minutos após a partida.

O fechamento é facultativo.

Haverá telões na praça de alimentação para transmissões do jogo do Brasil.

Shopping Bosque dos Ipês

Cabe ao lojista decidir se o expediente será normal, mas há autorização para paralisar as atividades durante o jogo. 

Haverá telões na praça de alimentação para transmissões do jogo do Brasil.

Pátio Central

A orientação para os lojistas é que, nos jogos do Brasil, eles podem fechar as lojas meia hora antes dos jogos e retomar as atividades meia hora depois, mas é facultativo.

O horário do expediente mantém-se normal, das 8h às 20h.

Detran

O expediente no Departamento de trânsito será das 7h às 10h.

A agência do Shopping Bosque dos Ipês não terá atendimento ao público nesta sexta-feira (9).

Unidades de Saúde

Excepcionalmente nesta sexta-feira, Unidades básicas e de saúde da família terão expediente de 7h às 10h.

Demais serviços não considerados essenciais funcionarão de 7h30 às 10h.

Os serviços considerados essenciais e de urgência e emergência terão horário de funcionamento normal.  

Repartições públicas municipais

Seguindo o que foi estipulado no decreto 15.424, de 9 de novembro de 2022, como a seleção joga nesta sexta-feira às 11h,  fica concedido ponto facultativo a partir das 11 horas. 

Repartições públicas estaduais

Conforme decreto do governo do Estado, o expediente será das 7h às 11h30 nos órgãos públicos do governo.

O decreto não se aplica aos setores e serviços considerados essenciais, já que por sua natureza não podem ser paralisados ou interrompidos.

Central do IPTU

Com expediente das 8h às 16h, com Teleatendimento das 8h às 18h, em forma de plantão.

Cartórios

Expediente das 7h às 13h.

Delegacias

As delegacias seguem o decreto estadual, com exceção das Delegacias de Pronto Atendimento (Depacs), Cepol, no Tiradentes e Centro e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Peg Fácil e ônibus

O transporte coletivo será reduzido amanhã (9), durante o jogo do Brasil. As centrais de atendimento de Peg Fácil terão atendimento normal.

Lotérica

Fica a critério de cada unidade se irão paralisar ou não durante os jogos.

Sob a orientação de que, para as lojas que forem fechar, os funcionários sejam liberados 30 minutos antes dos jogos e retomem as atividades 30 minutos depois.

Correios

Conforme informado pelos Correios, o expediente será das 8h às 10h e retornará 15 minutos após o fim da partida do Brasil.

Mercadão Municipal

O Mercadão Municipal continuará aberto, porém algumas lojas internas vão fechar apenas durante o horário do jogo da seleção brasileira.

Violência

2 a cada 3 mulheres vítimas de violência doméstica já tinham sofrido agressões, aponta estudo

De acordo com o Atlas da Violência, apesar da tendência de redução dos casos de mortes de mulheres, o volume de casos ainda permanece alarmante

07/07/2026 22h00

Maioria dos casos de morte de mulheres ocorre no contexto de violência doméstica

Maioria dos casos de morte de mulheres ocorre no contexto de violência doméstica Marcos Santos / USP

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Dois terços das mulheres que buscaram atendimento médico no sistema de saúde após sofrerem agressões em ambiente doméstico relataram que o episódio não foi uma ocorrência isolada, mas a repetição de violências anteriores.

Os dados constam no Atlas da Violência, estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), elaborado com base nos registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

Ao todo, as unidades de saúde do País prestaram assistência a 186.177 mil mulheres vítimas de violência doméstica. Desse total, 100,8 mil declararam já ter sofrido ao menos um episódio de violência anteriormente.

"A sustentação desse ciclo frequentemente envolve estratégias de controle e isolamento, por meio das quais o agressor limita o acesso da mulher a redes de apoio - familiares, amigos e serviços - e amplia sua dependência. Nesse contexto, não é incomum que mulheres transitem reiteradamente pelos serviços de saúde após episódios de violência, sem que haja uma interrupção efetiva da dinâmica abusiva. Em muitos casos, essa trajetória contínua de violência culmina em desfechos letais, evidenciando como as desigualdades de gênero operam de forma estrutural e podem resultar em feminicídio", diz o relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Segundo os dados do sistema de saúde, 3.642 mulheres foram assassinadas no Brasil em 2024, o que corresponde a uma taxa de 3,4 mortes a cada 100 mil mulheres. Esse número representa uma queda de 6,7% das mortes em relação a 2023.

De acordo com o Atlas da Violência, apesar da tendência de redução dos casos de mortes de mulheres, o volume de casos ainda permanece alarmante.

"Trata-se de uma tendência de redução que vem sendo registrada ao longo da última década. Desde 2014, primeiro ano da série histórica analisada aqui, houve diminuição de 27,7% na taxa de homicídios de mulheres notificados pelo sistema de saúde. Apesar desse recuo, o volume absoluto de casos permanece alarmante e evidencia a persistência da violência letal de gênero no país: entre 2014 e 2024, 46.336 mulheres foram assassinadas no Brasil", diz o levantamento.

Mulheres negras são as principais vítimas

Em 2024, foram registradas 2.457 mulheres negras vítimas de homicídio, o que representa 67,5% do total de homicídios femininos. Trata-se de uma taxa de 4,0 mulheres negras mortas a cada 100 mil mulheres.

Naquele ano, a taxa de vitimização por homicídio de mulheres negras (4,0 homicídios por 100 mil mulheres) foi 66,7% superior à taxa verificada entre mulheres não negras (2,4).

"As mulheres negras, entendidas como pretas e pardas, assumem destaque. Os dados do sistema de saúde, referentes aos homicídios femininos analisados por raça/cor, evidenciam que elas são as principais vítimas da violência letal", diz o relatório.

Corrupção

Central que devia agilizar o SUS virou o centro do escândalo de R$ 27 milhões

Coordenador da regulação de vagas hospitalares em Mato Grosso do Sul foi preso pelo Gaeco nesta terça-feira (7)

07/07/2026 20h53

Presos pelo Gaeco foram levados para a Polícia Civil, em Campo Grande

Presos pelo Gaeco foram levados para a Polícia Civil, em Campo Grande Paulo Ribas

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A Central de Regulação da Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul, que passa por reformulação desde o ano passado, para que seja dado um salto de eficiência na distribuição de vagas hospitalares no Estado, está no centro de um escândalo de corrupção desmascarado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) nesta terça-feira (7). 

Seis meses depois de a Central ter sido apresentada como modelo, o coordenador dela, Ed Carlo Britto Burgatt, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) como uma das peças centrais de um esquema que teria desviado mais de R$ 27 milhões em contratos públicos.

A prisão de Burgatt ocorreu dentro da Operação Gutenberg, que cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de endereços em São Paulo e Goiás. Segundo o MPMS, o grupo investigado usava a liberação de exames, cirurgias e vagas de leito no SUS como instrumento de persuasão sobre gestores municipais, fazendo prefeituras a comprar livros paradidáticos de empresas ligadas ao esquema em troca.

O Complexo Regulador Estadual (Core), estrutura da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), é responsável por organizar o acesso de pacientes do SUS a leitos, exames, cirurgias e procedimentos especializados nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Concentração de gestão 

A Resolução SES-MS nº 283, publicada em 8 de outubro de 2024 após aprovação na Comissão Intergestores Bipartite, transferiu da gestão municipal para a Central Estadual a regulação de vagas do Hospital Regional de Campo Grande, até então também operada pelo município, e criou uma câmara técnica reunindo as centrais de regulação de todo o Estado (Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e o próprio CORE).

À época, a medida foi contestada por especialistas em saúde pública. 
Silvia Uehara, da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde em Mato Grosso do Sul, alertou para o risco de “fragmentação de comando” e para o caminho que a resolução abria à terceirização da gestão hospitalar por Organização Social (OS).

Pouco mais de um ano depois, em 26 de janeiro de 2026, Estado e Município uniram fisicamente as duas estruturas de regulação médica do SUS num único espaço, no CORE. O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, descreveu a mudança como concentração de “estrutura física, de recursos humanos e das informações em um único ambiente” e declarou a meta de transformar o CORE em “uma das maiores centrais de regulação do Brasil”, com investimentos futuros em tecnologia e capacitação de equipes. 

Nenhuma das reportagens sobre as duas decisões, nem a de 2024, nem a de 2026, menciona reforço de auditoria, compliance ou controle interno específico para a estrutura recém-concentrada, apenas na eficiência e capacidade de atendimento.

Ruptura

Nesta terça-feira (07), o Gaeco cumpriu mandado no próprio CORE, na Avenida Afonso Pena, e permaneceu no local por cerca de duas horas, apreendendo um malote de documentos. 
Horas depois, a Polícia prendeu Ed Carlo Britto Burgatt em sua casa, no bairro Jardim Panamá. 

Também foi presa a filha dele, Jéssyca Duarte Burgatt, sócia da Capital Saúde, plano de saúde de Campo Grande. Entre os demais alvos estão a cirurgiã-dentista Rossana Paroschi Jafar e a filha dela, a médica Olívia Paroschi Jafar, sócias de gráficas e de uma clínica na Capital, além do ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior. 

O Ministério Público classificou o esquema como ativo até o momento da operação: “a organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios”, registrou o Gaeco em nota. 

Rossana Paroschi Jafar, uma das presas, já havia sido alvo da 4ª fase da Operação Lama Asfáltica, em 2017, quando a Polícia Federal apurou suspeita de fraude em contratos de livros com o mesmo Governo do Estado, histórico que antecede em nove anos a atual operação.

Em nota, o Governo do Estado informou que apoiou a operação por meio das forças de segurança e afirmou manter “contínuas ações de compliance e transparência”, tendo determinado, “como padrão de conduta em todos os casos sob investigação”, o afastamento ou a exoneração dos servidores envolvidos. 

A nota acrescenta que a SES e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) acompanham as diligências e instauraram auditoria sobre os procedimentos sob responsabilidade do Executivo, auditoria anunciada depois da deflagração da operação, não antes.

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