Cidades

ranking

Conheça as melhores e piores autoescolas de Campo Grande; saiba o valor de cada

Pesquisa realizada pelo Correio do Estado mostra que a variação de preço pode chegar a 22%

Continue lendo...

Pesquisa realizada pelo Correio do Estado mostra quais são as quatro melhores e piores autoescolas de Campo Grande, segundo o Índice de Aprovação por Centro de Formação de Condutores (CFC), realizado pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran), referentes aos 12 meses anteriores ao mês de renovação do credenciamento..

Conforme o Índice, das 59 autoescolas apenas 21 conseguiram atingir a média mínima de aprovação, que é de 60%. Esse número corresponde a 35% de todos os CFCs da Capital.

As categorias com menores índices de aprovação são a "B" (carro) e a "A" (moto), 56,85% e 57,72%, respectivamente.

Os dados do ranking são referentes ao ano de 2020, enquanto o de preços é atual.

Últimas notícias

Segundo o Sistema Integrado de Trânsito, quando o CFC não atinge o índice mínimo estabelecido, o Detran deve solicitar ao diretor de ensino da autoescola uma proposta de planejamento para alteração dos resultados, para sanar os problemas. 

Caso persistam os números negativos, os direitos e instrutores devem participar de treinamento de reciclagem e atualização de dados.

Confira quais são as melhores autoescolas de Campo Grande e os valores de cada:

AutoescolaÍndice de aprovaçãoValor habilitação "A" e "B"Valor habilitação "B"
Rodão70%R$ 2.590,00R$ 2.390,00
Drive69,3%R$ 2.100,00R$ 1.900,00
Grand Prix 13 de maio69,2%R$ 2.450,30R$ 2.140,66
Primeira Opção67,8%R$ 1.440,00R$ 1.150,00

Os valores da autoescola Primeira Opção não estão completos, já que a mesma não quis informa com as Guias do Detran, que devem ser pagas para realizar os exames. 

Confira quais são os piores índices de autoescolas de Campo Grande e os valores de cada:

AutoescolaÍndice de aprovaçãoValor habilitação "A" e "B"Valor habilitação "B"
3D47,8%R$ 2.100,00R$ 1.950,00
Willian's49,7%R$ 2.139,48R$ 1.911,80
Alternativa51,1%R$ 2.450,00R$ 2.300,00
Guerreiros do Pantanal51,9%R$ 2.000,00R$ 1.900,00

A sócia-proprietária do Guerreiros do Pantanal justifica que a autoescola só existe há 4 meses. No entanto, consta no levantamento feito pelo Detran-MS, indicando como um dos piores indíces.

Confira o ranking completo no site do Detran

campo grande

Ministério Público investiga falta de acessibilidade no CAPS Vila Almeida

Vistoria constatou ausência de registro da unidade no CRM, falta de alvará dos bombeiros e déficit de medicamentos, além das falhas estruturais

31/03/2026 17h44

CAPS da Vila Almeida é alvo de inquérito do MPMS

CAPS da Vila Almeida é alvo de inquérito do MPMS Foto: Reprodução

Continue Lendo...

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) converteu em inquérito civil uma investigação sobre problemas de acessibilidade no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) III da Vila Almeida, em Campo Grande. A decisão, assinada no final de março pelo Promotor de Justiça Paulo César Zeni, ocorre após vistorias do Conselho Regional de Medicina (CRM-MS) e de órgãos municipais confirmarem inadequações arquitetônicas no prédio.

De acordo com os autos do processo, a investigação começou com base em um relatório do CRM-MS, que identificou falhas no acesso para pessoas com deficiência na unidade de saúde mental. A inspeção, realizada no dia 04 de abril de 2025, constatou a ausência de registro da unidade no próprio CRM, falta de alvará dos bombeiros, déficit de medicamentos e falhas estruturais de acessibilidade.

Para aprofundar a denúncia, o MPMS solicitou uma inspeção da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMADES), que atestou as irregularidades estruturais no local.  

A 67ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos cobrou providências da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) para a correção das falhas. O órgão municipal, por meio de sua Coordenadoria Jurídica, enviou um ofício ao Ministério Público solicitando a prorrogação do prazo por mais 15 dias úteis para apresentar uma resposta oficial sobre as medidas que serão adotadas.

O promotor deferiu o pedido de prazo da SESAU, mas decidiu formalizar a investigação como Inquérito Civil para garantir a "completa elucidação dos fatos e adoção das medidas que se afigurarem necessárias".

Vistoria

Conforme os autos do Relatório de Vistoria nº 248/2025, a fiscalização ocorreu de forma presencial e foi motivada por atuação ex-officio do Ministério Público Estadual. Segundo os registros do documento, a unidade de saúde mental opera sem o Alvará de Prevenção e Combate a Incêndios e sem a devida inscrição do estabelecimento junto ao Conselho Regional de Medicina.

De acordo com o levantamento técnico, a estrutura física do local apresenta falhas significativas. Os fiscais atestaram a inexistência de sanitários adaptados e de instalações com acessibilidade para portadores de necessidades especiais, tanto para pacientes quanto para funcionários. O relatório aponta, ainda, que a estrutura não está livre de ameaças à segurança dos pacientes, citando riscos injustificados de queda.

No âmbito do atendimento médico e de emergência, os registros indicam a ausência de equipamentos vitais, como o Desfibrilador Externo Automático e gerador de energia. A vistoria na farmácia da unidade revelou a falta de diversos medicamentos de uso psiquiátrico e emergencial, incluindo lítio, diazepam, haloperidol e clorpromazina.

Segundo os autos, as inadequações se estendem à infraestrutura básica de atendimento, com a constatação de falta de termômetro e aparelho de medir pressão no consultório psiquiátrico, além de ausência de banheiros adequados e roupas de cama na área destinada ao repouso médico.

Epidemia

Prefeitura confirma 7ª morte do ano por Chikungunya em MS

Incidência de casos no Estado é de mais de 122 casos a cada 100 mil habitantes, a maior do País

31/03/2026 17h15

MS tem 7 mortes pela doença em 2026

MS tem 7 mortes pela doença em 2026 Divulgação

Continue Lendo...

O município de Jardim, a aproximadamente 230 quilômetros de Campo Grande, confirmou a morte de uma idosa de 83 anos por complicações da Chikungunya nesta terça-feira (31). Assim, Mato Grosso do Sul acumula sete óbitos pela doença em 2026. 

Conforme apurado pela reportagem, a vítima tinha hipertensão, obesidade e cardiopatia. Foi internada no dia 20 de março por complicações dos sintomas da doença e faleceu no dia 25 de março, no Hospital de Coxim. 

Com isso, a Prefeitura do Município prorrogou por mais 30 dias a situação de emergência por saúde pública. Atualmente, são 235 casos confirmados de Chikungunya, além de 17 casos confirmados de dengue, com um total de 620 notificações registradas. 

Segundo a Prefeitura de Jardim, os casos da doença ainda não se estabilizaram, mantendo elevado o risco de disseminação em diferentes regiões da cidade. 

Em apenas três meses, 2026 já registrou pouco mais de um terço das mortes registradas em todo o ano de 2025, considerado o ano mais letal da doença no Estado, com 17 óbitos. 

As vítimas pela doença no Estado são:

  • mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 26/02);
  • homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 09/03);
  • bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, no dia 10/03);
  • mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 12/03);
  • bebê de 1 mês (Aldeia Jaguapiru, no dia 24/03)
  • homem de 72 anos (Bonito, no dia 19/03);
  • mulher de 83 anos (Jardim, no dia 25/03).

Dados do Ministério da Saúde mostram que Mato Grosso do Sul tem a maior taxa de incidência da Chikungunya entre os estados brasileiros, de 122,7 a cada 100 mil habitantes. Até agora, são 3.588 casos prováveis e sete mortes confirmadas.

De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, o MS soma 1.452 casos confirmados. Dentre eles, 21 são de gestantes. 

Chikungunya em MS

Em Dourados, a atual situação causada pelo surto de chikungunya motivou o decreto de estado de emergência em saúde pública por parte do Executivo Municipal. 

Inicialmente concentrada na área da Reserva Indígena, a disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da Dengue e Zika.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um óbito registrado naquele ano.

Até 2024 essa arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses, já que com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a matar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram.

Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense. Na sequência, antes de explodir no ano passado, 2023 e 2024 só registraram, respectivamente, três e uma morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul, com o ano passado somando o dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado

 

Assine o Correio do Estado

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).