Cidades

CONCESSÃO

Consórcio Way-306 pagará R$ 605,4 milhões para administrar rodovia por 30 anos

Empresa vai desembolsar R$ 115 milhões na assinatura do contrato; dinheiro vai para o Fundersul

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O Consórcio Way-306 ofertou uma outorga de R$ 605,3 milhões e vai administrar a MS-306, rodovia que liga as cidades de Costa Rica e Cassilândia, na região Nordeste de Mato Grosso do Sul, pelos próximos 30 anos. A concessão da rodovia, uma das principais rotas de escoamento da produção do norte de Mato Grosso do Sul e sul e centro de Mato Grosso e de Goiás para a região Sudeste, vai ajudar a administração estadual a investir R$ 115 milhões em infraestrutura já em 2020.

Os R$ 115 milhões refere-se a parcela da outorga onerosa que o Consórcio Way-306 depositará no ato da assinatura do contrato de concessão. Os recursos irão para o Fundersul, o fundo que o governo usa para obras de infraestrutura rodoviária, rural e urbana. 

O contrato prevê investimentos de R$ 1,77 bilhão no período da concessão. O trecho de 219 quilômetros concedido atende os municípios de Costa Rica, Chapadão do Sul e Cassilândia, entre a divisa com o Estado de Mato Grosso até a cidade de Cassilândia.

Serão três praças de pedágio e a tarifa nelas será de R$ 8,72. A concessionária terá a obrigação de instalar terceira faixa em pontos críticos da rodovia, construção de rotatórias e trevos e reformas dos já existentes, além da adequação de pontes e viadutos. A concessionária também terá de oferecer socorro mecânico e também serviço de atedimento médico e resgate aos usuários.

Ainda haverá oito painéis de mensagens, sete radares fixos e um centro de operação monitorado por câmeras.
A proposta da Way-306, liderada pela Engenharia e Comércio Bandeirantes, venceu o Consórcio Via Brasil MS-306, liderado pela Conasa. O leilão foi realizado na Bolsa de Valores de São Paulo. 

Em 2014, na gestão André Puccinelli, o governo tentou conceder a rodovia à iniciativa privada. Não houve interessados.

CASO LÍVIA

Telegram e Instagram também foram usados para transmitir morte de Lívia

Os chefes da comunidade utilizavam o Zangi, plataforma de mensagem, para passar as coordenadas de como a adolescente deveria se matar e também para praticar ameaças

17/09/2026 12h00

Delegada Anne Karine Trevizan, da DEPCA, e Ivan Barreira, diretor do Departamento de Polícia Especializada

Delegada Anne Karine Trevizan, da DEPCA, e Ivan Barreira, diretor do Departamento de Polícia Especializada Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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As plataformas Instagram, Telegram e Zangi foram usadas para transmitir a morte de Lívia, de 13 anos, em Naviraí. Até então, apenas o Discord era apontado como o meio para transmissão do caso. Anne Karine Trevizan, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), confirmou a informação durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (17), na Delegacia-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

De acordo com a delegada, a Zangi Private Messenger era a principal plataforma usada pelos membros dos clãs para ameaçar as vítimas. Todo comando das ações e as ameaças a Lívia ocorreram através do Zangi. O vídeo do suicídio da jovem foi circulado e transmitido ao vivo no Discord e Instagram. O Telegram também foi mencionado como plataforma de uso.

"Nós verificamos também que não existe uma única panela, existem várias panelas e no momento da morte da Lívia, duas se uniram para formar uma plateia em que pudessem assistir ao vivo a morte dela. Nós já temos conhecimento que o vídeo foi circulado em algumas plataformas, o vídeo e a combinação do evento morte dela, como eles falam. Foi utilizado o Zangi, muito utilizado por esses adolescentes para praticar atos criminosos, o Telegram, o Discord e o Instagram também. No Instagram e no Discord foi veiculado o vídeo dela se matando", disse a delegada Anne Trevizan.

Um dos integrantes da comunidade conseguiu muitas informações a respeito de Lívia, então ela era ameaçada através de fotos dos pais, da mãe e coisas privadas da vida dela.

A segunda fase da "Operação Lívia" prendeu mais seis adolescentes, todos apontados como chefes de comunidades da rede criminosa envolvida na coação de vítimas para atos de automutilação e suicídio. A ação se deu após a extração de dados dos celulares apreendidos na primeira fase. Ao todo, 12 pessoas já foram apreendidas, sendo 11 adolescentes e apenas um adulto, de 18 anos.

A segunda fase aconteceu no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia. O crime foi classificado como torpe e de niilismo extremo, caracterizado por violência digital dentro de ambientes virtuais.

Por se tratar de menores de idade, os crimes são considerados como atos infracionais análogos a homicídio qualificado, organização criminosa e maus-tratos contra animais (em atos de automutilação).

A internação provisória para adolescentes é de 45 dias, ficando o tempo final a critério do Poder Judiciário.

Embora os pais dos infratores geralmente não tivessem conhecimento das práticas, há a possibilidade de responsabilização posterior, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, que atribui à família, ao Estado e à sociedade o cuidado com o que os filhos consomem na internet.

Panelas

Os adolescentes formavam grupos abertos em plataformas digitais, que denominavam "panelas". Quanto mais atos de violência praticavam, mais subiam de cargo na hierarquia.

Os adolescentes apreendidos tinham idades entre 13 e 17 anos, sendo todos apontados como lideranças e "donos" ou "subdonos" dessas comunidades. Eles determinavam a ocorrência, data e convidados para os "eventos".

O recrutamento de membros, principalmente homens, era através de comunidades abertas com temas como misoginia e nazismo. O aumento de vítimas trazidas e a prática de violência elevavam o nível do membro no grupo.

"Como são comunidades públicas, tem muita situação relacionada com misoginia, relacionado a nazismo, então esses adolescentes acabam procurando, se interessando pela matéria. Os donos das panelas, os proprietários, eles começam a bater papo, conversar e ver se tem um perfil pra entrar no grupo, para pertencer a essa panela", explica a delegada Anne Trevizan

A finalidade do grupo era a "satisfação na violência pela violência", e não havia ganho financeiro envolvido. A fama da "panela" aumentava com a violência praticada.

As vítimas, a maioria meninas, eram levadas a grupos onde eram instruídas a praticar automutilação, como cortar-se e escrever o nome de seus "donos" com sangue em objetos como bíblias, banheiros e camas.

 

A polícia segue na extração de dados do material apreendido para identificar outros participantes e vítimas.

 

atenção

Evento que reúne 70 brechós muda de local após estragos do temporal

Encontro seria realizado no Parque Ayrton Senna, mas as quadras estão interditadas por conta das fortes chuvas da semana passada; veja o novo local

17/09/2026 11h45

Macacão que estará à venda no local - ARQUIVO PESSOAL

Macacão que estará à venda no local - ARQUIVO PESSOAL

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28ª edição do 'Desapega Campo Grande', evento que reúne70 brechós em um só lugar, mudou de local.

Agora, o evento ocorrerá no Parque Jacques da Luz, localizado na rua Barreiras, bairro Moreninhas III, em Campo Grande. A data continua a mesma: sábado, 19 de setembro, ds 8h às 16h.

Anteriormente, o evento iria ocorrer no Parque Ayrton Senna, mas, as quadras esportivas do local estão temporariamente interditadas devido ao temporal que atingiu a Capital na quinta-feira (10). 

A Fundação Municipal de Esportes (Funesp) o impossibilitou o uso do local por motivos de segurança e preservação do espaço público.

“A gente sabe que é uma mudança em cima da hora e sentimos muito por isso. Até ontem estava tudo certo, colocamos faixa, organizamos tudo e estávamos divulgando a feira a todo vapor. Agora precisamos correr contra o tempo para fazer o novo endereço chegar a todos. Mudou o endereço, mas o garimpo continua. Contamos com a colaboração de todo mundo para compartilhar essa informação e avisar quem estava esperando pelo Desapega CG”, explica a organização do Coletivo Nós Amamos Brechó, por meio de nota enviada à imprensa.

ENCONTRO DE 70 BRECHÓS

28ª edição do 'Desapega Campo Grande' reunirá mais de 70 brechós, neste sábado (19), no Parque Jacques da Luz.

São mais de 25 mil itens à venda, como:

  • Roupas (masculino, feminino e infantil): blusa, camiseta, camisa, suéter, casaco, calça, saia, vestido, meia calça, touca, luva, jaqueta, meias, cachecóis, blazer, bermuda, cropped, pijama, roupão, paletó, entre outros

  • Acessórios (feminino, masculino e infantil): bolsa, colar, pulseira, relógio, anel, cinto, brinco, lenço, chapéu, tornozeleira, etc

  • Sapatos (feminino, masculino e infantil): sapatilha, rasteira, bota, tênis, salto, sandália, chinelo, chuteira, etc

  • Plantas: suculentas, ramos, ervas, árvores frutíferas, flores, etc

  • Decoração: quadros, objetos decorativos, plantas, livros, vasos, almofadas, esculturas, bandejas, cestos, caixas, luminárias, brinquedos, entre outros

O preço mínimo é de R$ 2,00. Serão vendidas desde peças simples à peças de grife. Os itens são usados, mas em ótimo estado de conservação.

Confira alguns dos brechós que participarão do evento:

@garagebrecho
@coletivodebrechos
@Divina2mao
@carmozitabrecho
@brecho_chicamariia
@compreis_delas 
@dm_brecho10
@katiuscia_brecho_
@bazardelas_cg
@Novo_de_novo_brechocg
@donachiccg 
@pink_brecho_modasustentavel
@mariaabellabrecho 
@madamebiubrecho    
@reuse_bazar_marlene 
@reis_brecho_
@madamebellabrecho
@ruthmagdabrecho
@ilovebrechoms
@mesalva.brecho
@sinhaoncabrechoms
@tcheplantaneira
@brecho_da_wall
@marasilviaribeirodamata
@marybrechocg
@mamae.loua
@vivalilow
@sonhodecabide_
@brechando_cg
@eita_vendi

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