Cidades

CASO LÍVIA

Telegram e Instagram também foram usados para transmitir morte de Lívia

Os chefes da comunidade utilizavam o Zangi, plataforma de mensagem, para passar as coordenadas de como a adolescente deveria se matar e também para praticar ameaças

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As plataformas Instagram, Telegram e Zangi foram usadas para transmitir a morte de Lívia, de 13 anos, em Naviraí. Até então, apenas o Discord era apontado como o meio para transmissão do caso. Anne Karine Trevizan, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), confirmou a informação durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (17), na Delegacia-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

De acordo com a delegada, a Zangi Private Messenger era a principal plataforma usada pelos membros dos clãs para ameaçar as vítimas. Todo comando das ações e as ameaças a Lívia ocorreram através do Zangi. O vídeo do suicídio da jovem foi circulado e transmitido ao vivo no Discord e Instagram. O Telegram também foi mencionado como plataforma de uso.

"Nós verificamos também que não existe uma única panela, existem várias panelas e no momento da morte da Lívia, duas se uniram para formar uma plateia em que pudessem assistir ao vivo a morte dela. Nós já temos conhecimento que o vídeo foi circulado em algumas plataformas, o vídeo e a combinação do evento morte dela, como eles falam. Foi utilizado o Zangi, muito utilizado por esses adolescentes para praticar atos criminosos, o Telegram, o Discord e o Instagram também. No Instagram e no Discord foi veiculado o vídeo dela se matando", disse a delegada Anne Trevizan.

Um dos integrantes da comunidade conseguiu muitas informações a respeito de Lívia, então ela era ameaçada através de fotos dos pais, da mãe e coisas privadas da vida dela.

A segunda fase da "Operação Lívia" prendeu mais seis adolescentes, todos apontados como chefes de comunidades da rede criminosa envolvida na coação de vítimas para atos de automutilação e suicídio. A ação se deu após a extração de dados dos celulares apreendidos na primeira fase. Ao todo, 12 pessoas já foram apreendidas, sendo 11 adolescentes e apenas um adulto, de 18 anos.

A segunda fase aconteceu no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia. O crime foi classificado como torpe e de niilismo extremo, caracterizado por violência digital dentro de ambientes virtuais.

Por se tratar de menores de idade, os crimes são considerados como atos infracionais análogos a homicídio qualificado, organização criminosa e maus-tratos contra animais (em atos de automutilação).

A internação provisória para adolescentes é de 45 dias, ficando o tempo final a critério do Poder Judiciário.

Embora os pais dos infratores geralmente não tivessem conhecimento das práticas, há a possibilidade de responsabilização posterior, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, que atribui à família, ao Estado e à sociedade o cuidado com o que os filhos consomem na internet.

Panelas

Os adolescentes formavam grupos abertos em plataformas digitais, que denominavam "panelas". Quanto mais atos de violência praticavam, mais subiam de cargo na hierarquia.

Os adolescentes apreendidos tinham idades entre 13 e 17 anos, sendo todos apontados como lideranças e "donos" ou "subdonos" dessas comunidades. Eles determinavam a ocorrência, data e convidados para os "eventos".

O recrutamento de membros, principalmente homens, era através de comunidades abertas com temas como misoginia e nazismo. O aumento de vítimas trazidas e a prática de violência elevavam o nível do membro no grupo.

"Como são comunidades públicas, tem muita situação relacionada com misoginia, relacionado a nazismo, então esses adolescentes acabam procurando, se interessando pela matéria. Os donos das panelas, os proprietários, eles começam a bater papo, conversar e ver se tem um perfil pra entrar no grupo, para pertencer a essa panela", explica a delegada Anne Trevizan

A finalidade do grupo era a "satisfação na violência pela violência", e não havia ganho financeiro envolvido. A fama da "panela" aumentava com a violência praticada.

As vítimas, a maioria meninas, eram levadas a grupos onde eram instruídas a praticar automutilação, como cortar-se e escrever o nome de seus "donos" com sangue em objetos como bíblias, banheiros e camas.

 

A polícia segue na extração de dados do material apreendido para identificar outros participantes e vítimas.

 

BALANÇO

Chuva de 76 milímetros e ventos de 109 km/h deixam estragos no sul de MS

Houve transbordamento de rios, destelhamento de casas e comércios, queda de árvores e apagão na rede de energia e telefonia

03/11/2026 08h54

Árvores caídas pela rua após o temporal

Árvores caídas pela rua após o temporal Foto: Portal de Notícias Cenário MS

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Feriado Finados foi de temporais na região Sul de Mato Grosso do Sul.

A tempestade veio acompanha de chuvas, ventos, raios, relâmpagos, trovoadas e granizo.

O temporal ocorreu na tarde e noite desta segunda-feira (2), após calor intenso em todas as regiões do Estado, com termômetros variando entre 30°C e 36°C, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

As pancadas foram suficientes para amenizar o calorão que fez durante o dia, melhorar a qualidade de respiração e aumentar a umidade relativa do ar.

Confira os acumulados:

Árvores caídas pela rua após o temporal

Confira as rajadas de vento:

Árvores caídas pela rua após o temporal

Conforme apurado pela reportagem, o temporal causou diversos estragos na cidade, como transbordamento de rios, destelhamento de casas e comércios, queda de árvores, alagamento de ruas e avenidas, queda de energia, desabrigo de famílias, queda de postes de luz, abertura de buracos nas ruas, apagões na rede de internet e telefonia, queda de portões e muros, entre outros.

Segundo o Portal Cenário MS, em Santa Rita do Pardo, a força dos ventos arrancou o forro de um posto de combustíveis, destruiu a estrutura de um ponto de ônibus e quebrou portas de vidro.

No Dia de Finados, o acesso ao cemitério da cidade amanheceu bloqueado por cerca de oito eucaliptos derrubados sobre a estrada.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, o rio Ivinhema chegou a transbordar entre Angélica e Ivinhema.

TEMPORAL

Árvore cai na BR-262 e quase atinge caminhão durante temporal

Queda de árvores provocou interdições em diferentes pontos da rodovia, entre Terenos, Aquidauana e Anastácio

03/11/2026 08h45

Árvore de grande porte caiu sobre a BR-262, em Anastácio, e quase atingiu caminhão que trafegava pela rodovia

Árvore de grande porte caiu sobre a BR-262, em Anastácio, e quase atingiu caminhão que trafegava pela rodovia Reprodução/Aquidauana News

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Fortes rajadas de vento provocaram a queda de árvores em diferentes trechos da BR-262, entre os municípios de Terenos, Aquidauana e Anastácio, em Mato Grosso do Sul. Em um dos pontos atingidos, uma árvore de grande porte caiu sobre a pista e quase atingiu um caminhão que passava pelo local. 

O incidente ocorreu nas proximidades do Pesqueiro 110, em Anastácio, e foi registrado em vídeo. As imagens mostram a árvore caída sobre a rodovia, após passar muito perto do veículo de carga.

De acordo com o portal Aquidauana News, que recebeu as imagens do ocorrido, o tamanho da árvore exigiu a interdição da pista para a retirada dos galhos e a liberação do tráfego.

Além desse trecho, outros pontos da BR-262 também foram afetados pela força dos ventos, que derrubaram árvores sobre a pista e comprometeram a circulação de veículos.

Há relatos de interdições em diferentes pontos da rodovia, especialmente no trecho que liga Terenos, Aquidauana e Anastácio. A situação exige atenção dos condutores, diante do risco de novos obstáculos na pista.

Motoristas que precisam trafegar pela região devem reduzir a velocidade, manter distância segura dos demais veículos e, se possível, evitar os trechos afetados até a normalização do trânsito.

Até o momento, não há informações sobre feridos em decorrência da queda das árvores.

Veja vídeo:

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